Remo empata fora de casa em jogo marcado por intervenções do VAR

Brasil-RS 1×1 Remo (Warley)

O Remo arrancou um empate hoje em Pelotas num jogo fraco tecnicamente, de pouca inspiração e um certo descompromisso. O VAR deu a forra ao Leão, anulando dois gols do Brasil e causando a expulsão do atacante Rildo. Mesmo com um mais, o Remo não teve ânimo para buscar a vitória.

A escalação trouxe o volante Warlei de novo improvisado na lateral direita, com Artur como quarto homem do meio e o retorno de Lucas Siqueira. A movimentação no primeiro tempo foi muito abaixo do esperado e o Brasil tomou toda a iniciativa, chegando ao gol, fazendo outro (anulado) e sofrendo o empate no único bom ataque remista.

Victor Andrade limpou jogada na área, cruzou para Lucas Tocantins cabecear para o gol. No lance, Tocantins se lesionou com gravidade, deixando o campo. Rafinha entrou em seu lugar e o Remo seguiu na mesma pisada. No segundo tempo, logo aos 19 minutos, Rildo fez o segundo gol, mas o VAR apontou falta na origem do lance.

De quebra, Rildo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O Remo, mesmo com um a mais, não conseguiu fazer o cerco que lhe permitisse chegar ao gol. Atuações individuais fracas – de Gedoz, Artur e Lucas Siqueira. Gorne foi expulso no final da partida.

Com o STF, com tudo…

Indígenas fazem protesto contra a tese jurídica do "marco temporal" na frente do STF - Rubens Valente / UOL

Se ainda pairava no ar alguma dúvida sobre a estratégia, ela se dissipou com a palavra do vice-presidente da bancada ruralista no Congresso, o deputado Neri Geller (PP-MT). Em entrevista a um portal que propõe ser “meio de comunicação do produtor rural” publicada na última quarta-feira (25), Geller explicou que a bancada, com apoio da Casa Civil e do Ministério da Agricultura do governo Bolsonaro, trabalhava junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) para ganhar mais tempo no julgamento sobre a tese jurídica do “marco temporal” enquanto tenta passar um projeto de lei, o de nº 490, no plenário da Câmara dos Deputados.

O projeto de lei se arrastava desde 2007 sem solução pela Casa, mas ganhou força na gestão de Arthur Lira (PP-AL), tendo sido aprovada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), comandada pela deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF), e aprontada para ir ao plenário. O projeto é denunciado pelas principais organizações indígenas e indigenistas em decorrência das inúmeras alterações que impactarão a preservação e a demarcação das terras indígenas no país, além de incorporar a tese ruralista do “marco temporal”.

Nesta quinta-feira (26), o julgamento no STF foi postergado por decisão do presidente do tribunal, Luiz Fux, até a próxima quarta-feira (1) – foi o quinto adiamento desde 2019. Em entrevista à coluna nesta sexta-feira (27), o deputado Geller afirmou: “Nós, da Frente Parlamentar, temos sim intenção, inclusive somos parte interessada nessa pauta. O nosso jurídico está junto com isso. E essa semana com a votação nós, sim, se movimentamos no sentido de ter o espaço pra fazer manifestação para que essa matéria vá para a pauta [do STF] de preferência mantendo o ‘marco temporal’ e se não manter o ‘marco temporal’, se a gente conseguisse empurrar um pouco para a frente pro Congresso fazer sua parte e votar a regulamentação disso”. (Da coluna de Rubens Valente, no UOL)

Desafio contra o lanterna

POR GERSON NOGUEIRA

Felipe Conceição

O Remo faz hoje, em Pelotas (RS), um jogo de importância estratégica neste começo de returno da Série B. Tenta se recuperar emocionalmente da sofrida derrota em casa para o CRB na primeira rodada, situação que manteve o time na 12ª colocação, desperdiçando a chance de se aproximar do chamado G10. A batalha desta noite pode, combinada com outros resultados, proporcionar um salto de até duas posições na tabela e a chegada ao 10º lugar.

Como a partida é contra o lanterna do campeonato, muita gente fica logo a imaginar facilidades, o que é um tremendo equívoco. O Brasil-RS tem mostrado deficiências quando joga como visitante, mas é sempre agressivo quando atua em seus domínios.

A situação de desespero na tabela (soma 13 pontos) faz com que o Brasil se torne naturalmente um adversário mais temível. Jogará no limite para tentar quebrar a sequência ruim e tentar se afastar da lanterna. Tem problemas, porém. A defesa é boa no jogo aéreo, mas fraca na saída de bola. O meio-campo é brigador, mas pouco criativo.

Para segurar a pressão, o Remo tem como melhor antídoto fechar suas linhas, não permitir o jogo pelos lados e impor o toque de bola a partir do meio-campo. Lucas Siqueira está de volta ao time, após várias partidas. Pode contribuir, ao lado de Anderson Uchoa e Artur, para qualificar a transição. Pelas características que tem, deve ser o volante mais avançado.

A lateral esquerda ganha com o retorno de Igor Fernandes, mas o lado direito segue vulnerável com a improvisação de Warlei. O avanço dos laterais é, desde sempre, um dos trunfos ofensivos do Remo. Sem isso, o time se limita a ações pelo meio, que facilitam a marcação.

Felipe Gedoz, que não atuou bem contra o CRB, provavelmente vai continuar na função de atacante, ao lado de Victor Andrade (ou Renan Gorne) e Lucas Tocantins. Ao contrário do que fez nos últimos jogos, o camisa 10 terá que participar mais da articulação e se aproximar da área.

Acima de tudo, com Gedoz na frente ou flutuando pelo meio-campo, o time precisa ser mais proativo e arriscar mais chutes de média distância. A última vitória, contra o Confiança, nasceu de um disparo feito por Victor Andrade da intermediária. O Remo melhorou a artilharia, mas segue como um dos cinco times que menos chutam a gol na Série B.

Sem medo da variante Delta, FPF define volta de público

O assunto já vinha sendo alinhavado em fogo brando há várias semanas, desde que os números da covid-19 no Pará tiveram considerável recuo. Ontem, apesar dos temores em relação à variante Delta, sob o patrocínio da Federação Paraense de Futebol e apoio da dupla Re-Pa, representantes de órgãos públicos e entidades aprovaram a ideia de retorno do público aos estádios do Pará, com ocupação de 30% da capacidade dos estádios.

A decisão depende agora de um decreto estadual, que deve ser publicado nas próximas horas. Depois disso, a FPF enviará à Sespa, às prefeituras de Belém, Castanhal e Paragominas; aos clubes e ao Ministério Público protocolos destinados a ordenar a volta dos torcedores.

Na prática, a liberação só vai entrar em vigor a partir da reunião que a CBF programou para a próxima semana com os clubes que disputam as quatro divisões nacionais. Eles irão deliberar sobre a presença de público.

Depois da reunião na FPF, a diretoria do Remo mostrou-se pouco empolgada com a decisão, atenta aos custos para cumprir os protocolos que garantam condições de segurança aos torcedores. A receita com a venda de 30% dos ingressos talvez não cubra a despesa.

De qualquer maneira, as competições estaduais serão beneficiadas de imediato pela liberação. A Segundinha de acesso ao Campeonato Paraense, deficitária por natureza, poderá mitigar os prejuízos cobrando ingressos.

Para a dupla Re-Pa, caso todos os trâmites sejam seguidos em tempo recorde, os jogos com torcida podem começar já na primeira semana de setembro, quando o Remo recebe o Botafogo-RJ e o PSC joga contra o Santa Cruz, na Curuzu.

Sina para goleadas inexplicáveis persegue Felipão

Desde o fatídico 7 a 1, na Copa de 2014, Felipão tem se mostrado um técnico cujas decisões (ou omissões) favorecem a ocorrência de goleadas contra os times que dirige. Dado como ultrapassado por muitos, ele se mantém na ativa comandando clubes brasileiros em situação de desespero. Foi assim no Palmeiras, depois no Cruzeiro e agora no Grêmio.

Na quarta-feira, com um jogador a mais, logrou a façanha de levar uma peia de 4 a 0 para o Flamengo jogando dentro de Porto Alegre. Curiosamente, o Grêmio atuava bem até a expulsão do lateral rubro-negro Isla. Criava boas chances, tinha movimentação interessante pelos lados e parecia perto de marcar um gol.

Quando os times voltaram do intervalo, operou-se a transmutação. O Flamengo, com 10, passou a se distribuir melhor em campo e não abriu mão da vocação ofensiva, cercando a área do Grêmio incessantemente. Na beira do campo, Felipão ficava aos gritos, atordoado com a súbita queda de rendimento de sua equipe.

Não foi a primeira vez e nem será a última que um time sucumbiu quando tinha um jogador a mais. Acontece. O problema é perder de 4 dentro de seu estádio como resultado de uma atuação pífia, e em apenas 45 minutos. Pior foram as tentativas de explicação que o técnico esboçou ao final da partida.

Atordoado, ele não conseguia nem elaborar as frases. Visivelmente, o veterano treinador não havia entendido o que aconteceu. O jogo mostrou, até para observadores iniciantes, que o Flamengo lançou mão de seus jogadores mais rápidos para forçar erros na intermediária gremista. Os gols vieram naturalmente.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 27)

CR7 está de volta ao United

O astro Cristiano Ronaldo está de volta ao Manchester United. O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira e empolgou a torcida do clube inglês. Através das redes sociais, CR7 se despediu dos companheiros e da torcida da Juventus. Na primeira passagem pelo United, o atacante português jogou 292 vezes, marcou 118 gols e 69 assistências. Conquistou 3 vezes a Premier League e uma vez a Champions, além de ganhar um Mundial de Clubes.

O anúncio veio cheio de reviravoltas na tarde desta sexta-feira, pois outro grande clube da mesma cidade, o Manchester City, também estava na briga pelo craque, gerando muitas especulações.

Assim como aconteceu quando Lionel Messi anunciou sua saída do Barcelona, a notícia dominou os Assuntos do Momento no Twitter. O nome de CR7 ficou no topo dos assuntos mais comentados da plataforma, com mais de 1,5 milhão de tweets no país, dividindo a liderança com menções ao seu novo clube.

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Segundo o GE, a imprensa italiana apontava como certa a ida de Cristiano para o City, mas o jogador acabou optando pelo United. O jornalista italiano Fabrizio Romano, especializado em transferência de jogadores de futebol, disse em suas redes sociais que o clube pagará à Juventus cerca de 20 milhões de euros, equivalente a R$ 122,6 milhões.

“O Manchester United vai pagar 15 milhões de euros mais bônus de 8 milhões de euros à Juventus por Cristiano Ronaldo. Serão cerca de 20 milhões de euros garantidos para a Juventus, já que, alguns bônus são fáceis”, afirmou o jornalista.

Lei do clube-empresa esconde um grande trunfo para clubes endividados

Por Joana Bontempo e André Sica (*)

Adicional de insalubridade - jogador de futebol tem direito?

A recém-sancionada Lei do Clube-Empresa (Lei nº 14.193/2021), bastante esperada pelos principais atores do futebol brasileiro, é potencialmente um marco para a profissionalização e modernização deste mercado, tornando-o atrativo para possíveis investidores e financeiramente sadio para os clubes.

Nesse contexto, a lógica do projeto original era a de que o clube de futebol constituiria uma sociedade anônima do futebol (SAF), mediante a transferência de parte de seus ativos para a SAF, que sucederia o clube em campeonatos e contratos relativos ao futebol, ficando a SAF sujeita a certas regras de governança, controle e transparência. Em contrapartida, a SAF se beneficiaria de regime tributário especial (Simples-Fut) e poderia obter recursos no mercado financeiro, inclusive por meio das Debêntures-Fut, que teriam tributação específica e incentivada.

O clube, por sua vez, receberia dividendos e recursos advindos de receitas correntes e de contratos com a SAF, os quais deveriam ser utilizados para o equacionamento do seu passivo, sob pena de responsabilização de seus administradores. Por fim, o passivo dos clubes deveria ser quitado diretamente junto aos credores, por intermédio do regime centralizado de execuções ou por meio de recuperação judicial ou recuperação extrajudicial.

A despeito da discussão acerca dos acertos e erros do projeto, o fato é que a Lei do Clube-Empresa pretendia criar condições e incentivos para que os clubes, além de regularizar o passado, pudessem dar continuidade e incrementar, de forma responsável e sustentável, suas atividades futebolísticas, muitas das quais já centenárias.

Nesse contexto, antes mesmo da sanção da Lei do Clube-Empresa, clubes como Cruzeiro, Botafogo e América-MG manifestaram interesse em prosseguir com a constituição de SAF, o que demonstra que a Lei do Clube-Empresa, como originalmente concebida, tinha o potencial de atender às necessidades do mercado do futebol. O Cruzeiro, inclusive, anunciou a aprovação da constituição de SAF por seus associados.

Ocorre que a parte mais relevante da Lei do Clube-Empresa, em especial as disposições acerca do Simples-Fut e das Debêntures-Fut, esbarrou em vetos presidenciais, o que acabou por matar a SAF antes mesmo do seu nascimento. Não parece crível que os clubes constituam SAFs, com todas as obrigações que lhes serão impostas e todas as responsabilidades que poderão ser atribuídas aos dirigentes dos clubes, se não puderem contar justamente com os principais incentivos e benefícios inicialmente propostos. A persistir esse cenário, a tendência é que os clubes simplesmente permaneçam organizados como associações civis, afundados em dívidas e sem perspectivas de superação da atual crise financeira e de gestão.

Os vetos presidenciais, fundamentados em alegada renúncia de receita, até poderão ser derrubados pelo Congresso Nacional, mas a expectativa é de que a deliberação sobre o tema ocorra em cerca de 60 dias, tempo que os clubes com finanças comprometidas não têm a perder.

Entretanto, independente da deliberação do Congresso, os clubes podem começar a beneficiar-se da Lei desde já, como inclusive já o fez a Associação Portuguesa de Desportos. A despeito dos vetos, o texto vigente desde logo confere aos clubes a possibilidade de equacionar seus passivos por meio de regime centralizado de execuções, recuperação judicial ou recuperação extrajudicial.

Note-se que não há na Lei do Clube-Empresa a obrigatoriedade de adoção da SAF para que os clubes possam fazer uso de recuperação judicial ou recuperação extrajudicial. E nem poderia. Isso porque, de acordo com a própria lei, não é a SAF que ajuíza e se beneficia de tais procedimentos, mas apenas o clube associação.

Em outras palavras, a Lei do Clube-Empresa confere legitimidade ativa aos clubes de futebol para o ajuizamento de recuperação judicial e extrajudicial, independentemente da constituição de SAF.

A discussão é relevante na medida em que a Lei de Recuperação de Empresas e Falências (Lei nº 11.101/2005 – LREF) legitima o empresário ou sociedade empresária a ajuizar recuperação judicial e extrajudicial, havendo controvérsia na doutrina e jurisprudência acerca da possibilidade de extensão de tais medidas para associações civis, como a maioria dos clubes de futebol. A Lei do Clube-Empresa, portanto, encerra essa discussão, confirmando a legitimidade dos clubes de futebol para a propositura de tais procedimentos.

A esse respeito, cumpre destacar que, desde a recente alteração da LREF, muito tem se discutido acerca da necessidade de regularização do passivo fiscal para fins de concessão da recuperação judicial, de forma que tem sido exigido dos devedores em diversos casos a apresentação de certidões negativas de débitos fiscais (CNDs) ou de evidências da submissão de proposta de transação tributária. Dessa forma, os clubes de futebol que não estejam em dia com o Fisco poderão ter maiores dificuldades de fazer uso da recuperação judicial, podendo nesses casos se valer da recuperação extrajudicial.

Vale destacar que o ajuizamento de recuperação judicial ou extrajudicial não impede a posterior constituição da SAF. Ao contrário, a SAF pode ser constituída no âmbito do processo de recuperação, como parte do plano de recuperação judicial ou extrajudicial. Aliás, a recuperação judicial e a recuperação extrajudicial parecem ser ferramentas importantes para tornar mais segura a reestruturação societária dos clubes de futebol. A rigor, a constituição da SAF em sede de recuperação judicial ou extrajudicial poderá proteger o clube contra eventuais alegações de fraude por credores dissidentes, conferindo-se maior segurança jurídica para potenciais investidores. 

Ademais, o ajuizamento de pedido de recuperação judicial ou extrajudicial tem o condão de suspender as ações e execuções ajuizadas contra o clube de futebol por 180 dias, preservando seu caixa durante a fase de renegociação das dívidas e preparação e negociação do plano de recuperação, conforme aplicável.

Assim, o clube de futebol poderá desde logo iniciar sua reestruturação econômico-financeira por meio do pedido de recuperação judicial ou extrajudicial e, se e quando os vetos caírem, poderá também implementar a reestruturação societária, mediante a constituição da SAF, se assim entender pertinente.

Nesse paradoxal cenário legislativo, não surpreenderia, muito menos no Brasil, um futuro Campeonato Brasileiro repleto de clubes organizados como associações civis, em recuperação judicial ou extrajudicial, brigando por títulos às custas de seus atuais credores, enquanto a desejada profissionalização do mercado fica para as próximas gestões, assim como a conta de toda essa aventura. Afinal, de quem será a culpa quando o plano de recuperação for descumprido?! 

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(*) André Carvalho SicaÉ sócio-fundador do CSMV Advogados, e responsável pela área de Direito Desportivo. Atua nos tribunais arbitrais da FIFA e do CAS. É Postgraduated Certified em Direito Desportivo pela Kings College London e trabalhou como advogado internacional do escritório Hammonds&Hammonds em Londres. Leciona Direito Desportivo nos cursos de especialização da CBF Academy, ESA e da Federação Paulista de Futebol.

(*) Joana BontempoÉ consultora do CSMV Advogados e possui grande renome e experiência na área de Reestruturação Empresarial e Falências, tendo atuado com êxito em casos de insolvência extremamente complexos com múltiplas partes no Brasil e no exterior, envolvendo a renegociação e reestruturação de dívidas, negociação de financiamentos DIP e Exit, assessoria em aquisição de empresas em dificuldades financeiras e ativos distressed, entre outros. 

Rock na madrugada – Pearl Jam, “Oceans”

B-side inspiradíssimo de “Ten”, aclamado álbum de estreia do Pearl Jam, que neste 27 de agosto completa 31 anos de lançamento. Em período transicional para o rock, que saía dos tempos selvagens dos anos 80, a banda de Seattle foi fundamental para popularizar a sonoridade grunge. Trouxe uma lufada de ar ao gênero com hits que viraram clássicos – “Alive”, “Even Flow”, “Jeremy”, “Black”.

A voz blueseira e profunda de Eddie Vedder se misturava a um instrumental poderoso, com riffs e viradas de guitarra. Ten se tornaria um fenômeno, como uma das estreias mais marcantes do rock moderno.

O nome do registro, “Ten”, tem a ver com as origens da banda. Ainda chamada Mookie Blaylock na época em homenagem ao jogador de basquete de mesmo nome, o grupo ganhou novo nome, mas não abriu mão de tributar o atleta da NBA com o número (10) de sua camisa nas quadras.

A recepção inicial foi boa pela crítica, mas as vendas não empolgavam. Ocorre que, em uma demonstração gigante do poder da MTV no início dos anos 90, o clipe de “Jeremy” foi veiculado à exaustão um ano após o álbum chegar ao mundo e serviu para alavancar as vendas. Após engrenar de vez em 1992, Ten entrou para a história, quebrando vários recordes e abrindo caminho para o rock alternativo.