Com um jogador a mais, Leão dá vexame em casa diante do Operário

Com um jogador a mais desde os 4 minutos de partida, o Remo fez sua pior apresentação no Brasileiro da Série B e foi derrotado pelo Operário-PR, na tarde desta sexta-feira, no Baenão. Tomaz marcou o único gol do jogo, aos 19 minutos do segundo tempo. Mal das pernas desde os primeiros minutos, o Leão perdeu completamente o rumo depois de sofrer o gol e não conseguiu acertar mais nada. Foi ao ataque, mas sempre sem organização e qualidade, diante de um adversário aguerrido e muito atento à marcação, apesar do desgaste físico.

Quando o jogo começou parecia que tudo iria favorecer o Remo. Aos 4 minutos, Rafael Chorão deu uma entrada criminosa em Pingo, acertando o joelho do jogador remista. Em consequência, recebeu o cartão vermelho direto. Mesmo com um a menos, o Operário esteve mais perto de abrir o placar logo aos 10′. Tomaz cruzou, Vinícius espalmou antes da chegada de Rodrigo Pimpão.

Lento e dispersivo, o Remo pouco produzia ofensivamente. O melhor momento na primeira etapa ocorreu aos 27′, quando Felipe Gedoz bateu rasteiro e Simão fez boa defesa. Aos 40′, Lucas Tocantins avançou desde o meio-campo e perdeu a chance de finalizar quando entrava na área.

Na etapa final, com Wellington Silva e Marcos Jr. substituindo a Tiago Ennes e Pingo, o Remo voltou disposto a atacar mais, porém logo aos 7 minutos levou uma bola na trave, chutada pelo atacante Paulo Sérgio. Minutos depois, Felipe Conceição trocou Felipe Gedoz e Mateus Oliveira por Renan Gorne e Rafinha. Logo em sua primeira participação, Rafinha acertou um chute forte na trave esquerda de Simão.

Aos 19′, o Operário saiu rápido para o ataque e Tomaz foi levando a bola até a entrada da área do Remo. Diante de quatro defensores, ele bateu rasteiro no canto esquerdo de Vinícius, abrindo o placar. Os azulinos se lançaram ao ataque, mas os erros de passe e a falta de organização não permitiram que o time construísse jogadas de perigo. Sem poder de reação, viu o placar se manter inalterado até o final.

Com o resultado, o Operário subiu oito posições, alcançando temporariamente a sétima posição. O Remo permanece na 12ª colocação, mas pode ainda perder posições ao longo da rodada.

Para continuar evoluindo

POR GERSON NOGUEIRA

Lucas Tocantins está de olho na titularidade | Remo 100%

A Série B ensina que não pode haver vacilo jogando em casa. O Remo quase afundou no campeonato após vários tropeços no Baenão logo nas primeiras rodadas. Foi ficando para trás, perdendo confiança e prestígio. Essa fase ruim foi superada a partir da chegada de Felipe Conceição, responsável por quatro das cinco vitórias do time até aqui.

Contra o Operário-PR, hoje à tarde, a alta temperatura prevista coincide com a rotação que o time precisa impor ao jogo. Os exemplos recentes reforçam a necessidade de imposição e agressividade desde o início da partida. Diante do CSA, domingo, o time buscou e alcançou o gol bem cedo, aos 12 minutos.

O caminho para as vitórias deve ser perseguido desde o começo, sem tréguas ou hesitações. Caso conquiste os três pontos, o Remo pode chegar à 11ª posição, ultrapassando o próprio Operário. É uma senhora recuperação, para quem saiu da lanterna do campeonato.

Mesmo contra um adversário que tem várias baixas, o Remo precisa se precaver. Sem Uchoa, Erick Flores e Vítor Andrade, o Leão terá a volta do capitão Lucas Siqueira e de Felipe Gedoz, ausente do último jogo. Ambos são peças fundamentais para o equilíbrio tático da equipe, compensando a perda de três titulares importantes.    

Um outro Lucas, porém, responde pela grande expectativa da torcida quanto ao ataque. Tocantins acabou com o jogo quando entrou no segundo tempo diante do CSA. Pode-se afirmar que, graças à presença dele, o Remo parou de ser pressionado. As pontadas pelos lados e chutes de fora da área assustaram o sistema defensivo alagoano.

Dependerá do aspecto físico o aproveitamento do atacante desde o início. É provável que Felipe Conceição volte a utilizá-lo no segundo tempo, para explorar o desgaste do adversário. O fato indiscutível é que, estando 100% fisicamente, Tocantins é titular.

Sem contar com a habilidade agressiva de Vítor Andrade, restará ao técnico apenas Tocantins como opção para furar as linhas de marcação. Ambos – junto com Dioguinho, afastado – são os únicos atacantes capazes de exercer esse papel tão importante no futebol de hoje.

Caso queira manter o esquema 4-1-4-1 que tem utilizado com frequência, Felipe pode escalar Pingo como primeiro volante, tendo Artur, Lucas Siqueira, Gedoz, Mateus Oliveira mais à frente e Tocantins adiantado.

“Leque de Estrelas” já tem data de lançamento

Será no próximo dia 14 de agosto, sábado, na Livraria Fox da Dr. Moraes, entre 9h e 14h, a festiva sessão de autógrafos do livro “Leque de Estrelas” (Editora Amo!), do jornalista, locutor esportivo, crítico musical, professor, compositor e beatlemaníaco Edgar Augusto Proença. É o segundo livro dele, o primeiro foi “Feira da Noite”, de 2013.

Amigos, leitores e fãs de Edgar terão a chance de conversar com ele em meio ao lançamento da obra. “Leque de Estrelas” reúne crônicas escritas por Edgar nos últimos seis anos para publicação no DIÁRIO.

Tem de um-tudo lá. Das reminiscências do garoto que amava futebol, Beatles e música em geral a recortes de sua rica trajetória como jornalista e cidadão de Belém. Dos relatos sobre o pai, Edyr, a episódios inusitados, como o terremoto que sacudiu o velho Manuel Pinto da Silva.

Nadando em grana, CBF reajusta “mensalinho”

Como diziam os veteranos, é batata: quando surge uma crise, a CBF abre os cofres. Com o coronel paraense Antonio Carlos Nunes na presidência, interinamente, a entidade decidiu aumentar em mais de 100% o repasse mensal para presidentes das 27 federações estaduais. Um mimo para os eleitores da Assembleia Geral e das eleições na confederação.

Os cartolas passaram a receber, desde o último dia 30 de julho, a bagatela de R$ 50 mil mensais. Antes, o “mensalinho” era de R$ 20 mil. Juntamente com o generoso reajuste, a CBF passou de R$ 85 mil para R$ 100 mil mensais o valor distribuído para cada federação, a título de “fomento ao futebol nos estados”.

Como o Natal foi antecipado, os oito vice-presidentes também receberam promessa de reajuste nos próximos meses. Eles ganham cerca de R$ 20 mil mensais, a título de agrado.

Enquanto isso, a CBF segue honrando o pagamento dos salários de Rogério Caboclo, presidente afastado e processado por assédio. Os vencimentos dele chegam a R$ 340 mil. O ordenado de US$ 20 mil (cerca de R$ 104 mil) foi suspenso pela Conmebol depois do afastamento.

Uma explicação para a caritativa decisão da CBF está nos polpudos números expostos no balanço de 2020, quando o faturamento atingiu R$ 716 milhões, mesmo em plena pandemia. O superávit foi de R$ 48 milhões.

Direto do blog campeão

“Não existe um pensamento na Confederação, nada. Só mesmo a exploração das medalhas de ouro que o Brasil tem. A CBV deveria desistir do vôlei de praia. Também acho que os atletas não falam. A Confederação vai lá, patrocina meia dúzia deles, sempre os melhores, que são os que têm visibilidade. Eles se calam, porque são patrocinados pela CBV e pelo Banco do Brasil, e continua sempre a mesma coisa”.

Jackie Silva, campeã em Atlanta-1996 (por ironia, a SEO da CBV é Adriana Behar, dona de 2 medalhas de prata na modalidade).

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 06)