Felipe Conceição lamenta derrota do Leão por interferências do VAR

Felipe Conceição, técnico do Remo — Foto: Samara Miranda/Ascom Remo

A interferência do VAR no resultado do jogo Remo x CRB, disputado no sábado à noite no Baenão, foi muito contestada pelos azulinos. O técnico Felipe Conceição lamentou a derrota por 2 a 1 para o CRB, chamando atenção da influência do árbitro de vídeo no desfecho do jogo.

“Acho que não foi falta no (Rafael) Jansen, na minha opinião, e o segundo gol nosso, o de empate, foi legítimo. Não acho que o Gorne tenha atrapalhado o Gum a cortar a bola, passou muito longe, e o Vitor, na minha opinião, estava numa posição legal. Enfim são erros capitais, mas que faz parte. Todos nós somos seres humanos, estamos ali para acertar e errar. Espero que a tecnologia que o VAR nos ajude a minimizar os erros, essa era a nossa esperança, nossa expectativa e continua sendo”, disse Felipe logo após a partida.

O técnico também questionou o tempo de acréscimo no segundo tempo: “Outro ponto que eu queria comentar também, acho que foram mais de vinte minutos de paralisação e nós tivemos apenas doze minutos de acréscimo. Enfim, acaba com o jogo no segundo tempo, foram poucos minutos de jogo, mas são situações que temos que atravessar”.

Sobre a partida, Felipe destacou o desempenho do Leão contra uma equipe que briga no G4 da Segundona.

“Lembrando o nível do adversário nosso, lembrando todas as dificuldades de uma sequência e todos os desfalques que tínhamos hoje, nós fizemos o primeiro tempo equilibrado. Um jogo ajustado taticamente dos dois lados, poucas chances de gol, preferimos voltar no segundo tempo e ver se teríamos mais espaço. Ajustamos algumas movimentações, principalmente do Marcos Júnior, e conseguimos começar a chegar mais no gol do adversário com cruzamentos perigosos do Tocantins. O Marcos cruzou uma bola perigosa. Enfim, o jogo estava se desenhando para nós no segundo tempo”.

Série C: Papão encara Voltaço de olho na liderança do grupo A

Treino do Paysandu no CT do Vasco da Gama — Foto: Reprodução/Paysandu SC

O PSC finalizou no sábado os preparativos para encarar o Volta Redonda neste domingo, às 18h, no estádio Raulino de Oliveira, pela 13ª rodada da Série C do Brasileiro. A equipe bicolor realizou o último treino na tarde de ontem, no CT do Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Logo após a prática, a delegação viajou para Volta Redonda.

Para a partida, o técnico Roberto Fonseca relacionou 19 atletas. A tendência é de que repita a formação titular que iniciou a partida contra o Jacuipense, no sábado passado. A única dúvida era Diego Matos, que se lesionou contra a equipe baiana, mas o lateral-esquerdo está confirmado para o jogo deste domingo.

O volante Bruno Paulista, ainda contundido, não viajou, assim como o lateral-esquerdo Jefferson, em transição. Os atacantes Danrlei e Laércio também ficaram em Belém, por opção técnica. A barração de Danrlei foi o ponto mais polêmico da lista.

Lista de relacionados do Paysandu

  • Goleiros: Victor Souza e Paulo Ricardo;
  • Zagueiros: Denilson, Perema e Victor Sallinas;
  • Laterais: Diego Matos, Leandro Silva e Marcelo;
  • Volantes: Jhonnatan, Marino, Paulinho, Paulo Roberto, Ratinho;
  • Meia: Ruy;
  • Atacantes: Luan Santos, Marlon, Rafael Grampola, Rildo, Thiago Santos.

Regulamento avacalhado

POR GERSON NOGUEIRA

O Conselho Técnico da Série B havia decidido, por unanimidade, que o público só voltaria aos estádios com a plena concordância de todos os clubes participantes da competição. Para surpresa quase geral, o Cruzeiro ganhou o direito de jogar contra o Confiança tendo a torcida ao seu lado no Mineirão, na sexta-feira. Isso foi possível pela autorização concedida pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Um privilégio grave, que fere o princípio do equilíbrio técnico da Série B.  Mais que isso: representa um precedente perigoso, pois os demais clubes (o Remo inclusive) passam a conviver com uma nova realidade. Jogam com os portões fechados, sem apoio de suas torcidas, contra um adversário que passa a contar com essa força extra. Quem acompanha futebol sabe bem a diferença que o torcedor pode fazer nos jogos.

Botafogo e Guarani reagiram em notas protestando contra a omissão da CBF em relação ao regulamento da competição, ferido gravemente. O Conselho dos Clubes também se manifestou, pedindo o adiamento do jogo de sexta-feira, mas a CBF preferiu lavar as mãos.

Do jeito que a coisa vai, em breve teremos estádios liberados na marra, sem respeito a protocolos e semeando riscos de contaminação pela covid. A rigor, o calendário de 2021 já deveria vedar o retorno de público, pois o Brasil é recordista mundial em número de casos e mortes da doença.

O exemplo de outros países, citados irresponsavelmente pelos defensores do liberou-geral, não serve para a situação brasileira. Aqui a doença está longe de ser controlada, ao contrário dos países europeus que reabriram seus estádios para cobrança de ingressos.

Mais que um problema específico da Série B, constitui um ato de desdém criminoso atentar contra o bem-estar das pessoas num cenário agravado pelo surgimento de novas cepas, com ênfase na temível variante Delta.

Em tempo: na partida com o Confiança, o Cruzeiro de Marcelo Moreno e Fábio foi empurrado o tempo todo pelos gritos de sua torcida, que ocupava um terço do Mineirão. Com isso, encurralou o visitante e intimidou o árbitro, que só marcava falta em cima de jogador cruzeirense.

Pelo visto, a novidade do VAR fica em segundo plano para a licenciosidade dada ao Cruzeiro, que ganhou um trunfo que os demais 19 times não têm. Caso não haja uma tomada de atitude, a vantagem dada aos mineiros pode manchar inapelavelmente a edição da Série B.

Papão tenta vitória, mas empate não é ruim

O jogo contra o Volta Redonda, no Rio, neste domingo, pode abrir um novo cenário para o PSC na Série C. Na vice-liderança do campeonato, o time paraense tem a oportunidade de chegar à ponta da tabela, que já ocupou lá atrás. Para isso, terá que derrotar um time de bom nível técnico, também aspirante à classificação e ao acesso.

Nas últimas partidas, contra Tombense, Botafogo-PB e Jacuipense, o PSC ensaiou uma ligeira evolução em termos de conjunto, embora repetindo os mesmos erros que derivam das conhecidas limitações técnicas do elenco.

A articulação defeituosa e a lentidão do meio-campo permanecem, mas o time demonstra mais confiança em suas próprias forças. Defende-se com afinco e compensa com transpiração a falta de criatividade para armar ações ofensivas. O PSC tem vários atacantes, de qualidade variada. Danrlei não viajou, mas Rildo e Marlon podem ser decisivos.

A parte ruim é que os jogos mostram um tempo excessivo de bola entregue nos pés do adversário. Há um excesso de concentração de jogadores no campo de defesa. Roberto Fonseca grita, esperneia ao lado do campo, mas seus volantes só sabem desarmar, não conseguem construir.

Contra o Voltaço, além de se defender, será necessário caprichar nas finalizações e aproveitar as oportunidades que a partida oferecer. A Série C tem demonstrado que é possível vencer mesmo sem propostas criativas. Um chute de fora da área, uma bola alçada na área e até um escanteio podem decidir as coisas. Só não pode haver desperdício.

Bola na Torre

O programa começa às 22h, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião participam das análises sobre a performance dos clubes paraenses nas séries B, C e D do Campeonato Brasileiro. A edição é de Lourdes Cézar.

Um brado de apoio ao artilheiro baionense

Excluído da relação de atletas para o jogo em Volta Redonda, torcedores baionenses manifestaram solidariedade a Danrlei Moreira, artilheiro nascido na vila de Calados, em Baião. Nas redes sociais, amigos e fãs do jogador postaram uma mensagem de incentivo.

“Baião e todos os seus amigos e admiradores, torcem pelo seu sucesso, fazendo gols, que tanto o Paysandu precisa pra subir para Série B do Brasileirão. A exemplo de um passado não muito distante dos destacados craques baionenses Oberdan e Marçal, que dignificaram orgulhosamente seus nomes, nas galerias dos principais clubes paraenses, de maneira brilhante e vitoriosa, como jogadores de futebol”, diz a mensagem.

Acrescenta que, no momento, a vez é da grande revelação do futebol paraense: o habilidoso Danrlei Moreira. Encerra desejando toda sorte do mundo a ele. Vai precisar realmente. Com traços fisionômicos caboclos e sem experiência fora do Estado, terá poucas chances de jogar.

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 22)

Nova vitória de Lula: juíza do DF rejeita denúncia do caso Atibaia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já começou articulações visando as eleições de 2022 - Ricardo Stuckert/Twitter

A juíza Pollyanna Kelly Alves, da Justiça Federal no Distrito Federal, rejeitou denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o caso do sítio de Atibaia, em São Paulo. Os demais envolvidos no caso, como Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro, também tiveram denúncia rejeitada. O MPF (Ministério Público Federal) pediu que o caso fosse reaberto após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou atos praticados pelo ex-juiz Sergio Moro, no Paraná. Mas, para a juíza, o MPF não apresentou novas provas válidas para reabrir a ação nem fez a adequação da peça acusatória considerando a nulidade da denúncia original por conta da parcialidade de Moro julgada pelo Supremo.

“Impõe-se o reconhecimento da ausência de demonstração da justa causa na ratificação da denúncia por ressentir-se de indicar documentos e demais elementos de provas que a constituem, tendo em vista a prejudicialidade da denúncia original ocasionada pela decisão/extensão de efeitos prolatada pelo Supremo Tribunal Federal”, disse Polyanna, na decisão datada deste sábado (21). Na avaliação da juíza, o MPF em Brasília “ratificou genérica e integralmente todos os seus termos” da peça então elaborada pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

“Com efeito, a justa causa não foi demonstrada na ratificação acusatória porque não foram apontadas as provas que subsistiram à anulação procedida pelo Supremo Tribunal Federal”, escreveu, em outro trecho.

Além de rejeitar a denúncia contra Lula, Polyanna extinguiu a punibilidade dos denunciados com mais de 70 anos: o próprio Lula, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar e Carlos Armando Guedes Paschoal. Consequentemente, ela também rejeitou a denúncia contra eles “por falta de pressuposto processual”. (Do UOL)

A frase do dia

A fabricação artificial de crises institucionais infrutíferas afasta o país do enfrentamento dos problemas reais. A crise sanitária da pandemia, a inflação galopante e a paralisação das reformas necessárias devem integrar a agenda política. É hora de reordenar prioridades.”

Gilmar Mendes, ministro do STF