Helder entrega benefícios, inaugura obras e é aplaudido em Baião

As obras de pavimentação e drenagem superficial nas ruas de Baião, no Baixo Tocantins, foram iniciadas ontem, imediatamente após o governador Helder Barbalho assinar a ordem de serviço para os trabalhos. O documento prevê 4,5 km de asfalto para o município. Além do ato de assinatura, o governador do Pará também inaugurou, em Baião, 4 km de asfalto.

A obra de pavimentação chegou através do programa Asfalto Por Todo o Pará. “Nós estamos investindo em infraestrutura para melhorar as vias de Baião. Na primeira etapa, nós entregamos 4 km pavimentados e, hoje, iniciamos uma nova etapa para mais asfalto na cidade. Um investimento de mais de R$ 4 milhões, que vai melhorar a vida das pessoas”, ressaltou Helder.

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A assinatura desta sexta-feira faz parte de um grande pacote de ações e obras para o desenvolvimento urbano de Baião. “As ações compõem um plano de investimento para Baião que prevê ainda a entrega de uma escola com 12 salas de aula, um convênio com a prefeitura para recuperação e reconstrução do hospital municipal que ainda será equipado. Isso representa o compromisso do governo do Estado com Baião e por todo Pará”, explicou o governador.

Para o Dr. Loca, prefeito de Baião, que acompanhou o governador na caminhada pelo centro da cidade, a atenção que o governo do Estado vem dando ao município vai melhorar a vida de toda população. “Estamos eternamente gratos por todas as ações que a cidade vem recebendo. O governador Helder vem trazendo avanços para o nosso município e agora anunciou importantes avanços para nós”.

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Helder foi recebido com muito carinho pela população baionense, desde o desembarque do helicóptero no final da manhã, no campo do Norte América. Aplaudido pelas pessoas, o governador deu atenção a todos, posou para fotos ao lado de moradores e recebeu líderes políticos, artistas e carnavalescos da companhia Boto Tucuxi, ganhando lembranças e uma camisa do bloco.

Presepada de Sérgio Reis contra o STF começou em julho

PGR: mobilização começou em reunião no dia 27 de julho, em hotel de SP

No pedido de instauração de inquérito e de buscas contra Sérgio Reis, Otoni de Paula e mais 8 suspeitos, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo diz que a mobilização para o dia 7 de setembro, que previa tirar os ministros do STF “na marra”, começou a ser planejada em 25 de julho, numa reunião no hotel Blue Tree Premium Faria Lima. O encontro teria sido organizado, segundo ela, “sob os auspícios do Movimento Pro Brasil e contou com a presença de cerca de 20 pessoas, inclusive Sérgio Reis.

“A Procuradoria-Geral da República aponta que, aproximadamente, 20 (vinte) pessoas participaram do referido encontro, entre as quais o próprio Marcos Antônio Pereira Gomes (Zé Trovão), Sérgio Reis, Eduardo Oliveira Araújo, Alexandre Urbano Raiz Petersen, Turíbio Torres, Juliano da Silva Martins e Bruno Henrique Semczeszm.”

A partir daí, o cantor passa a se manifestar em favor da mobilização, “convocando populares” a aderir aos atos violentos. Para Lindôra, Reis sugere que o movimento contaria com “apoio financeiro para manter os manifestantes hospedados e alimentados em Brasília por mais de um mês”, forçando o Senado a aprovar o afastamento dos magistrados.

Outra preocupação, diz a subprocuradora, é que Sérgio Reis dá a entender, o áudio que circulou nas redes, “que esteve reunido em Brasília com integrantes do Ministério da Defesa e do Exército, Marinha e Aeronáutica. Segundo ele, “todos são pessoas importantes, que não tinham ideia do que estava sendo preparado pelos caminhoneiros”.

(De O Antagonista)

A importância dos suplentes

POR GERSON NOGUEIRA

Confiança-SE 1×2 Remo (Renan Gorne e Marcos Júnior)

O ritmo alucinante da Série B, com intervalo de três dias entre os jogos, afronta o bom senso e castiga elencos com extrema virulência. O calendário obriga os clubes a despesas crescentes, precisando manter em torno de 40 atletas para suportar a longa maratona da competição. Todos os times sofrem com essa realidade, o Remo não é exceção.

É preciso considerar, porém, que para os que acabaram de chegar à Segunda Divisão o impacto é maior. O Remo conseguiu o acesso no ano passado e tem que se desdobrar para garantir uma campanha digna, capaz de garantir a permanência.

Desde as primeiras rodadas, a perda de atletas por contusões e suspensões sobrecarrega o planejamento, afetando diretamente o desempenho nos jogos. Como alcançar a sonhada regularidade e a estabilização técnica se os times nunca podem ser repetidos de um jogo para outro?

Ainda sob o comando de Paulo Bonamigo, o Remo se ressentiu da ausência de jogadores-chave em partidas importantes. Nos últimos jogos, já sob o comando de Felipe Conceição, as lesões de Marlon, Wellington Silva, Tiago Ennes, Wallace, Romércio, Erick Flores e Mateus Oliveira ameaçam a eficiência e o equilíbrio da equipe.

Nesses momentos, cresce a importância do banco de reservas. Confirma-se a tese de que um time não sobrevive apenas com seus titulares. É preciso ter uma retaguarda de suplentes que sustente o padrão técnico na eventualidade de perda dos jogadores mais importantes.

Rafinha, que passou boa parte do campeonato em recuperação, voltou diante do Operário-PR e tem sido útil sempre que é lançado nas partidas. É um meia-atacante que requer sequência para se adaptar ao modelo pratico pelo time. Jefferson, que vinha subindo de rendimento, ainda não conseguiu se firmar no retorno aos jogos.

A garotada oriunda da base também pode se beneficiar dessa situação. O clube não pode se lançar a contratações e gastos excessivos. Os da casa podem muito bem suprir momentos de emergência. Diante do Confiança, na terça-feira, Felipe lançou mão de Ronald e Warley. Antes, ele já havia utilizado Tiago Miranda em várias ocasiões.

Pode ser uma alternativa interessante, até porque o returno será mais inclemente e rigoroso com os clubes. É a fase de definição de acesso, permanência ou rebaixamento. Os jogos tendem a ser mais encarniçados, os riscos de lesões naturalmente vão aumentar. E é claro que quem não tiver peças de reposição vai sofrer bastante.

Queda de Hélio expõe conceitos erráticos do futebol

Sem dó nem piedade, Hélio dos Anjos foi defenestrado do comando técnico do Náutico. Bastou o time despencar na tabela de classificação da Série B para o bom trabalho, iniciado ainda no Campeonato Pernambucano, cair no esquecimento.

Nada diferente do que ocorre em quase todos os segmentos profissionais, onde reconhecimento é algo raro e fugaz, mas sempre impressiona no futebol pela maneira como essas decisões são aceitas e toleradas.

Ninguém estranha, ninguém protesta. Os próprios técnicos aceitam passivamente como se fosse determinismo histórico. Não é, nem deve ser tolerado. O respeito ao trabalho bem desenvolvido deveria ser norma. Hélio conduziu o Náutico a uma campanha surpreendente, acima de todas as expectativas.

Liderou boa parte do primeiro turno. A queda, explicada pelas contusões e perdas de jogadores importantes, foi vertiginosa, mas o impulso inicial não poderia ser ignorado pelos dirigentes. O começo foi tão bom que, mesmo sem vencer nas últimas rodadas, o time segue próximo ao G4, com 30 pontos, em sétimo lugar.

É claro que tem possibilidades de voltar a brigar pelo acesso. Basta um pouco de paciência e a recuperação dos atletas lesionados. A bem da verdade, nem o mais otimista dos torcedores do Náutico esperava uma campanha tão positiva.

A contratação de Marcelo Chamusca, que foi dispensado pelo Botafogo há três semanas após campanha pífia, só confirma os critérios erráticos que norteiam o futebol brasileiro.

Futebol não passa no teste da volta das torcidas

Há muita gente interessada na volta de público aos estádios, mas o que se viu no Mineirão, anteontem, antes e depois do jogo Atlético-MG x River Plate, reforça a necessidade de mais cautela e planejamento. Pelas regras definidas pela Prefeitura de Belo Horizonte, 30% (17.971) dos assentos do estádio estavam à disposição dos torcedores. O problema é que do lado de fora o público era muito maior. Parecia um Círio.

A multidão ocupou os arredores do estádio, mesmo sem ingresso, apenas pelo prazer de curtir a farra e viver o clima de decisão. A maioria das pessoas estava sem máscaras ou utilizando o acessório a “meio-pau” (à altura do queixo) em total desrespeito aos protocolos contra a covid. Como só quem entrou no estádio precisava comprovar teste negativo, as aglomerações foram praticamente liberadas no entorno.  

A imprensa mineira apontou ontem vários erros cometidos pelos organizadores do jogo. Problemas no acesso ao estádio geraram a formação de filas e tumultos. (Nada diferente do que se viu em outros jogos de competições da Conmebol). A demora para buscar os portões de entrada provocou grande concentração de pessoas nas catracas.

Nas arquibancadas, o cenário não foi diferente. As imagens da TV mostraram muita concentração de gente em poucos setores do estádio, com torcedores também sem máscara. Com altas taxas de contágio, Belo Horizonte não era o local adequado para a experiência, até porque a vacinação ainda está muito aquém dos índices considerados satisfatórios.

O pior disso tudo é que BH não é exceção. Pelo contrário, está na média das capitais brasileiras, o que só redobra a necessidade de mais cautela e rigor no cumprimento dos protocolos.

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 20)

Restou a confusão

Por William Waack, n’O Estado de S.Paulo

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Estão diminuindo depressa as opções políticas para Jair Bolsonaro. No momento ele aposta na mais perigosa delas: pôr gente nas ruas. Consciente dos riscos, e agindo como chantagista, mandou mais de um emissário dizer a várias instâncias em Brasília que não sabe se terá controle do que possa acontecer a 7 de setembro quando – dependendo da fonte bolsonarista – fala-se de protesto ou até insurreição.

O problema para Bolsonaro é que ele está sendo levado pouco a sério, pois confundiu blefe com bravata. Revelou-se intutelável, missão na qual fracassaram representantes do PIB (via Paulo Guedes), dos militares (via generais de pijama) e de partidos do Centrão (via caciques fisiológicos). O resultado disso é o fato de operadores políticos “aliados”, como Arthur Lira e Ciro Nogueira, e chefes de poderes, como Rodrigo Pacheco e Luiz Fux, terem transitado daquilo que em política externa se chama de “appeasement” para “containment”.

“Appeasement” nestas latitudes acaba sendo traduzido como “bater palmas para louco dançar”, que é basicamente o que aconteceu, bastando ver o sorriso amarelo de Arthur Lira quando questionado se Bolsonaro tem palavra. Já o modo “contenção” (cerco, isolamento) tem tido pouco êxito na crise institucional por conta de um cenário abrangente bem mais grave que os desequilíbrios do presidente. É o fato de o governo não ter um rumo, um sentido, uma estratégia, ou um estágio ao qual se pretenda levar o País – além da ambição de Bolsonaro de permanecer no poder e se reeleger.

São vítimas dessa falta de sentido político amplo e capacidade de coordenação as grandes reformas estruturantes, como administrativa, tributária e eleitoral – para não falar no desgoverno irresponsável e criminoso em questões específicas, como ficou claro na CPI da pandemia. É essa geleia geral o grande impedimento bloqueando operadores políticos de notória habilidade e capacidade de negociação, e especialistas em sobrevivência, como os caciques do Centrão (que, diga-se de passagem, por razão existencial defendem interesses setoriais antes dos nacionais).

Assim, fica difícil “trabalhar” isolando Bolsonaro e focando na relevância das várias pautas legislativas – como demonstra pretender o presidente do Senado, por exemplo – se ninguém sabe exatamente em qual direção e com qual objetivo. O descaminho da reforma tributária que o diga. Na essência, os atributos clássicos de poder do Executivo não são os da caneta presidencial, mas, sim, os de ditar o sentido da agenda política.

Bolsonaro é um personagem transparente que não esconde o que vai pela sua cabeça, não importa se habitada por delírios, fantasmas, teorias abjetas, explicações absurdas e imbecilidades – é o que compõe a visão de mundo dele e, consequentemente, o que julga perceber como realidade da política e baliza de suas ações e comportamento. Para ele, o “golpe” já aconteceu e foi dado pela usurpação de poderes por parte do STF (instância cavernosa habitada por esquerdistas, pedófilos, cúmplices de traficantes, corruptos, ateus e oportunistas).

Cabe, então, o “contragolpe”, para o qual Bolsonaro se julga legitimado pelo “apoio do povo”, e suficientemente escorado pela norma legal (a espúria interpretação do artigo 142 da Constituição) e pelos instrumentos clássicos de poder e manutenção da ordem (Forças Armadas). Visto pela ótica de Bolsonaro, é tudo defensivo e garantista: da liberdade e da lei. Mas como aplicar o contragolpe?

Seria demais exigir de uma figura como Bolsonaro que tivesse um plano claro. Ele age por impulso, por arroubo, de supetão, embora tenha um considerável instinto tático. Ao mesmo tempo é hesitante e confuso. Até aqui não conseguiu enfrentar nem superar os limites impostos pelo Judiciário e pelo Legislativo, e percebe seu potencial eleitoral derretendo a um ponto que talvez já seja irreversível. É o que resta de opção: a confusão.

JORNALISTA E APRESENTADOR DO JORNAL DA CNN