Emprestado pelo Remo, Dioguinho vai enfrentar o PSC na Série C

Dioguinho segue acumulando polêmicas no Remo — Foto: Samara Miranda/Remo

O atacante Dioguinho será emprestado pelo Remo ao Ferroviário-CE, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro. O empresário do jogador, André Rodrigues, revelou a informação. Com isso, Dioguinho vai reencontrar o Paysandu na Série C, já que os bicolores estão no mesmo grupo do Ferrão. A fama de “bad boy” interrompeu uma trajetória positiva do jogador no Remo desde a Série C 2020.

Dioguinho foi protagonista de vários episódios de indisciplina desde o começo da temporada. Esteve envolvido em festas com aglomerações descumprindo o protocolo do clube em relação à covid-19. Antes da vitória do Remo sobre o CSA-AL, pela Série B, no dia 1° de agosto, circularam novas imagens do jogador participando de festas durante o veraneio.

A diretoria puniu Dioguinho com multa de 40% do salário. Em seguida, o afastou do elenco de profissionais. Sem negar os atos de indisciplina, o jogador reclama de ataques sofridos nas redes sociais, onde torcedores o xingam e acusam de “drogado” e “cachaceiro”. (Com informações do DOL)

O passado é uma parada

Imagem

General Newton Cruz cercando o Congresso Nacional antes da votação da emenda das Diretas Já, em abril de 1984. Exatos 37 anos depois, em clara tentativa de intimidação, militares farão desfile de blindados por Brasília – sem motivo justificado – em meio a declarações golpistas de Bolsonaro, principalmente contra as urnas eletrônicas. Não por coincidência, nesta terça-feira (10), será votada no Congresso a PEC do voto impresso, defendida pelo presidente e seus seguidores.

Seis pontos perdidos para o Belo

POR GERSON NOGUEIRA

Tsunami marcou o gol da vitória do Belo sobre o Paysandu

Com gols de Welton e Tsunami no segundo tempo, o Botafogo da Paraíba derrotou o PSC de virada ontem à noite, em João Pessoa. Marlon abriu vantagem para os bicolores no final do primeiro, em bela manobra individual dentro da área. A vitória, porém, escapou entre os dedos por força de melhor atuação do Belo na segunda etapa.

A rigor, foi um jogo marcado pelo equilíbrio, bem ao estilo da Série C. Marcação forte, transpiração e muitos erros de passe. As duas equipes passaram os 20 minutos iniciais tirando para ver quem falhava mais na saída de bola.

O lance de maior lucidez foi magistralmente assinado por Marlon. Aos 34 minutos, ele apanhou rebote de uma disputa aérea entre Tiago Santos e a zaga do Belo, driblou um defensor e bateu rasteiro para o fundo do barbante. Objetividade é ouro na Série C. O Papão aproveitou a única chance clara de gol criada até aquele momento.

Na etapa final, precisando reverter o resultado, o técnico Gerson Gusmão botou o Botafogo no ataque. Posicionou Tsunami como ala esquerda, tirou o volante Amaral e colocou Welton no ataque. Com isso, passou a pressionar a defesa do Papão com até seis jogadores avançados.   

Aparentemente acomodado com a vantagem, o PSC pouco saía de seu campo. Depois de duas tentativas em cruzamentos de Diego Matos, o time se aquietou e ficou apenas se resguardando das tentativas do Botafogo.

Aos 7 minutos, porém, a zaga vacilou e permitiu o empate. Gabriel Araújo cruzou da esquerda, Ederson furou e confundiu Perema e Denilson. A bola sobrou então para Welton mandar para as redes. Aos 11’, Welton quase fez o segundo gol após ser lançado na área por Ederson.

O Botafogo se movimentava à base de passes curtos na intermediária do PSC, que tinha dificuldade em marcar. Aos 20’, uma incursão de do meia Juba na área abriu espaço para Gabriel Araújo finalizar, fazendo Vítor Souza praticar grande defesa.

No minuto seguinte, veio a virada botafoguense. Esquerdinha chegou à linha de fundo e cruzou alto no segundo pau. O ex-azulino Tsunami apareceu por trás dos zagueiros e testou no canto esquerdo de Victor Souza.

Havia muito tempo ainda, mas o PSC optou por uma estratégia confusa para tentar reagir e perdia mais tempo reclamando do que jogando. Saiu do 4-3-3 utilizado no 1º tempo para um 4-2-4, com Marlon, Rafael Grampola, Rildo e Luan na frente. No final, Bruno Paulo substituiu Rildo.

No Belo, o veterano Marcos Aurélio entrou aos 40’ para dar mais qualidade ao contra-ataque. Aos 44’, Daniel Felipe fez grande inversão para Sávio, que foi derrubado na área por Luan. O penal foi marcado, mas Victor Souza catimbou a cobrança e defendeu o chute de Marcos Aurélio.

Resultado justo pelo desempenho melhor do Botafogo no segundo tempo, aproveitando bem os espaços permitidos pelo time de Roberto Fonseca.

Flamengo é goleado e atacante sai chutando lata

Expulso na goleada (4 a 0) do Inter sobre o Flamengo ontem, Gabriel Barbosa saiu espinafrando a arbitragem: “Por isso que o futebol brasileiro é essa várzea”, disse ao deixar o campo. Tremenda ingratidão, considerando a quantidade de vezes que os juízes passam pano para os chiliques dele.

Caso esteja realmente entediado de jogar no Brasil, Gabriel deveria pensar em retornar ao futebol da Europa, onde, como se sabe, brilhou intensamente no banco de reservas da Inter de Milão.

Legado de Lula e Dilma garantiu o êxito em Tóquio

O programa de patrocínio do governo federal está conectado a 90,4% dos pódios conquistados pelo Brasil em Tóquio. As exceções são o futebol masculino e a prata de Rayssa Leal, que não tem idade para adesão (tem 13 e a faixa mínima é 14 anos). No geral, é a melhor campanha brasileira nos Jogos Olímpicos, 12ª colocação, com 21 medalhas em 11 esportes diferentes – sete de ouro, seis de prata e oito de bronze.

Contra todas as previsões, os atletas brasileiros conseguiram superar a melhor campanha da história, cravada na Rio-2016, com sete ouros, seis pratas e seis bronzes. O ponto marcante é a participação do Bolsa Atleta em 19 dos 21 pódios (90,45%).

O pelotão do Bolsa Atleta obteve três dos seis ouros: Ana Marcela (maratona aquática), Martine Grael & Kahena Kunze (vela) e Rebeca Andrade (ginástica artística). Isso bastaria para garantir o 15º lugar no quadro geral de medalhas, à frente dos demais países da América Latina.

O investimento nos atletas, via Bolsa Atleta, foi de R$ 8,3 milhões de forma direta. A contribuição histórica desde a criação do programa, pelo presidente Lula em 2005, soma R$ 12,7 milhões destinados a todas as modalidades. Dos 302 integrantes do time Brasil em Tóquio, 242 são beneficiários do programa.

Vale lembrar que, desde o governo Temer, o país teve cortes expressivos no programa olímpico, a começar pela traumática extinção do Ministério dos Esportes pelo atual governo. Na Olimpíada do Rio, foram investidos R$ 3,2 bilhões, cifra que caiu para R$ 2,8 bilhões em Tóquio.

O recorde de medalhas soa surpreendente à primeira vista, mas esportes olímpicos exigem planejamento. Resultados não surgem de um ano para outro. Quando Dilma Roussef anunciou o amplo plano de investimento olímpico, em 2012, a ideia era ter um desempenho satisfatório em 2016 e arrebentar em 2020. Foi o que aconteceu.

Como só existem programas e verbas criadas em governos anteriores, há sempre o risco de um retrocesso, visto que o governo atual não apresentou até hoje nenhuma política de incentivo ao esporte. Que os ótimos resultados desta Olimpíada ajudem a estimular novos investimentos. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 09)

Leão terá volta de trio titular contra o Goiás

https://cdn.dol.com.br/img/Artigo-Destaque/660000/viagem_00666607_0_.jpg?xid=1581582

Com foco na imediata reabilitação na Série B do Campeonato Brasileiro, o Remo viajou na tarde de domingo para Goiânia, onde enfrenta o Goiás nesta terça-feira, 10. Com 19 pontos, a equipe ocupa a 13ª colocação na tabela. Nos treinamentos realizados no sábado e no domingo, a ênfase foi na reorganização do meio-campo e capricho nas finalizações, detalhes que determinaram o insucesso diante do Operário-PR, na sexta-feira.

Para o confronto contra a equipe goiana, marcado para 21h30, no estádio Hailé Pinheiro, o técnico Felipe Conceição terá o retorno do trio titular que desfalcou o time na partida contra o Fantasma: Anderson Uchoa, Erick Flores e Victor Andrade. Em contrapartida, o volante Pingo e o lateral Tiago Ennes estão vetados para o jogo.

Para o capitão Lucas Siqueira, apesar da má atuação diante do Operário, o momento não pode ser de desânimo. “A Série B é isso, não da pra ficar lamentando. Fizemos uma partida ruim e saímos revoltados com a nossa performance. É complicado a gente achar alguma explicação. A gente estava numa crescente muito boa na competição, mas não estávamos numa tarde boa tecnicamente. Isso prejudicou demais nossa desenvoltura”, avaliou.

Provável time do Leão: Vinícius; Wellington Silva, Romércio, Kevem e Igor; Anderson Uchoa, Lucas Siqueira, Artur e Felipe Gedoz; Erick Flores e Victor Andrade. (Com informações do DOL)