Rádio é ouvido por 80% da população, informa Ibope

Do Comunique-se

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Meio de comunicação com grande audiência e de credibilidade. Assim pode ser considerada a mídia radiofônica brasileira. É o que mostram os dados revelados na última semana pelo projeto Mix de Mídia, a partir de levantamento realizado pela Kantar Ibope em 13 localidades espalhadas pelo país. As informações são do TudoRádio, site parceiro do Portal Comunique-se.

De acordo com a pesquisa, o meio rádio é acompanhado por 80% da população brasileiro. Montante que representa crescimento de 20% no comparativo com o ano passado. Além disso, o levantamento registrou que 10% do público vai além do AM e do FM e acompanham pelo menos alguma web rádio em atividade no país.

Num ambiente em que cada vez fala-se mais em fake news, o rádio se destaca positivamente. No indicador credibilidade, o meio de comunicação deu um salto de 2020 para 2021. Na pesquisa da Kantar Ibope realizada no ano passado, 48% dos entrevistados afirmaram que confiavam na mídia radiofônica. Agora, esse número foi para 69%. Crescimento de 21 pontos percentuais.

“O rádio é um meio que se renova há muito tempo e serve de exemplo para as demais mídias”, analisou o professor e pesquisador de comunicação Fernando Morgado, em contato com o TudoRádio. “Sendo assim, não há mais espaço para discursos alarmistas quando se trata do futuro do meio. É fundamental investir cada vez mais na capacitação de toda a cadeia produtiva da comunicação, mostrando que o rádio vai muito além do dial e gera resultados das mais diversas formas”, prosseguiu o especialista que, entre outras obras, é autor dos livros Silvio Santos – a trajetória do mito e Comunicadores S/A.

Das 13 praças (localidades) analisadas pela Kantar Ibope para a mais nova edição do Mix de Mídia, a Região Metropolitana de Belo Horizonte lidera no percentual de ouvintes. Segundo o levantamento, 89% da população da Grande BH é parte da audiência do meio radiofônico. Na sequência estão a Grande Porto Alegre e a Grande Florianópolis, com 85% cada. Com 84%, as regiões de Fortaleza e Curitiba completam o top 5 no quesito.

Adeus e obrigado, grande Charlie!

BLITZ – Charlie Watts, dos Rolling Stones (1941-2021): uma vida em imagens
Morre Charlie Watts, baterista dos Rolling Stones | Cultura europeia, dos  clássicos da arte a novas tendências | DW | 24.08.2021

Para comoção mundial entre os fãs de rock, morreu nesta terça-feira (24/08) em Londres, aos 80 anos, Charlie Watts, icônico baterista há quase seis décadas dos Rolling Stones. A notícia veio através de seu agente, Bernard Doherty, que afirmou que Watts morreu “em paz, num hospital de Londres, rodeado pela família”.

“Charlie era um marido adorado, pai e avô e também, como membro dos Rolling Stones, um dos grandes bateristas da sua geração”, disse Doherty.

A banda tinha anunciado, no começo do mês, que Watts não participaria da turnê americana dos Stones, por estar se recuperando de um procedimento médico, e que ele seria substituído pelo baterista Steve Jordan.

Tranquilo, estiloso e elegante, Watts destoava em estilo de seus colegas de banda. Durante toda a sua trajetória, ele em grande medida se manteve à parte dos conflitos criativos, brigas de ego e do uso abusivo de drogas que ajudaram a matar o membro fundador Brian Jones e levaram o baixista Bill Wyman e o substituto de Jones, Mick Taylor, a desistirem da banda.

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Watts tocou bateria em todos os 30 álbuns dos Stones e em cada uma das turnês – a No filter, que recomeçaria em setembro nos EUA, seria sua primeira ausência. Ele era como a base, elegante e discreta, que permitia aos colegas de banda curtir os holofotes.

Com frequência era colocado no primeiro escalão dos grandes bateristas da história do rock, ao lado de nomes como Ringo Starr, Keith Moon e Ginger Baker. Em shows dos Stones, ele era sempre um dos mais festejados pelo público.

Charlie Watts em show dos Stones em Hamburgo, em 2017

Entre o rock e o jazz

Nascido em Londres em 1941, Watts começou a tocar em clubes de rhythm and blues de Londres no início da década de 1960, antes de se unir a Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards para formar os Rolling Stones, em janeiro de 1963. A banda obteve sucesso inicial no Reino Unido e nos Estados Unidos com covers de blues, e alcançou fama global com hits como (I can’t get no) SatisfactionGet off of my cloud e Paint it, black, e o álbum Aftermath.

Em grande parte, Watts deixou o inferno que marcou a banda nos anos 60 e 70 apenas para os outros membros. No palco, ele também deixava o estilo espalhafatoso para Jagger e outros enquanto ele, lá do fundo, norteava o ritmo das apresentações da banda com capacidade e calma.

O discreto e elegante Watts com Wood, Jagger e Richards

Charlie se contentava em ser um dos melhores bateristas de rock de sua geração, sem abraçar a vida de popstar, dando ao som dos Stones sutis toques de jazz que tornaram possível o sucesso estrondoso. Como disse o guitarrista Keith Richards em sua autobiografia de 2010: “Watts sempre foi a cama em que eu me deito musicalmente”.

Watts foi baterista de jazz em seus primeiros anos de vida e nunca perdeu sua afinidade com o ritmo que o levou à música. Longe dos Stones, sempre encontrou tempo para continuar a tocar jazz com vários grupos, incluindo uma banda de 32 integrantes.

Charlie Watts Once Punched Him in the Face | 25 Things You May Not Know  About Mick Jagger | Purple Clover

Para o mundo, porém, ele sempre foi e será uma estrela do rock, mas dizia frequentemente que a experiência era estafante e desagradável, às vezes até assustadora. “Garotas te perseguindo pela rua, gritando… horrível… eu odiava”, disse certa vez ao jornal The Guardian em entrevista. O escritor Philip Norman, que escreveu extensivamente sobre os Rolling Stones, disse que Watts parecia sempre com a “na constante esperança de poder pegar o próximo avião para casa”. Era como se o rock fosse seu ganha-pão, e o jazz, a diversão.

Tom Morello, ex-guitarrista do Audioslave e do Rage Against the Machine, sintetizou bem a importância de Charlie para o rock’n’roll: “O rock não seria o rock sem o ritmo, o estilo e a vibe desse músico incrível, um dos maiores arquitetos da música que amamos.”

Ringo Starr, Paul McCartney, Elton John e várias outras estrelas do rock se manifestaram após o anúncio da morte, homenageando o discreto e gigante Charlie. (Com informações da Rolling Stone, Reuters e AFP)

Juristas e advogados alertam para ‘escalada de atos gravemente ofensivos’ à democracia

Da Folha de S. Paulo

grupo Prerrogativas, que inclui juristas, advogados, professores, pareceristas e ex-membros do Ministério Público, divulgou nota para alertar aos riscos da escalada de atos ofensivos ao Estado de Direito praticados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores.

“Não bastassem as reiteradas ameaças dirigidas por Bolsonaro ao STF, culminadas pela abusiva e irresponsável apresentação ao Senado de pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, surgem agora sinais de que o presidente da República está engajado em fomentar a sublevação de oficiais das polícias militares em favor de seus delírios golpistas”, afirma o Prerrogativas.

Nesta segunda-feira (23), o chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), coronel Aleksander Lacerda, foi afastado de suas funções depois de convidar “amigos” para a manifestação bolsonarista do dia 7 de setembro em Brasília.

O coronel da PM paulista não se limitou a fazer a convocação para os atos. Ele também disse em rede social que o governador João Doria é uma “cepa indiana”, chamou o presidente do Senado (DEM-MG) de “covarde” e o deputado Rodrigo Maia, recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas do Estado, de beneficiário de um esquema “mafioso”.

Em reunião com governadores nesta segunda (23), Doria disse que bolsonaristas podem sair às ruas armados e pediu que governadores reajam pela democracia. O Prerrogativas diz que é “intolerável” que as forças policiais “sejam insufladas a tomar parte em manifestações contrárias à integridade das instituições de Estado”.

​”Ao agir dessa maneira, Bolsonaro trai abertamente o compromisso obrigatório que os chefes de Estado devem observar ante à Constituição da República, que assegura a intangibilidade do Poder Judiciário e a autonomia federativa dos estados-membros”, diz a nota.

Texto do Prerrogativas

“Em sua constante defesa da estabilidade democrática, o grupo de juristas Prerrogativas, composto por profissionais e docentes da área jurídica, vem alertar a sociedade brasileira para a escalada de atos gravemente ofensivos ao Estado de Direito, praticados pelo presidente da República e por seus apoiadores.

Não bastassem as reiteradas ameaças dirigidas por Bolsonaro ao STF, culminadas pela abusiva e irresponsável apresentação ao Senado de pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, surgem agora sinais de que o presidente da República está engajado em fomentar a sublevação de oficiais das polícias militares em favor de seus delírios golpistas.

Assim como não há pertinência constitucional a retaliações contra o legítimo exercício da jurisdição pelos magistrados do Supremo, é intolerável que as forças policiais dos estados da Federação sejam insufladas a tomar parte em manifestações contrárias à integridade das instituições de Estado.

Ao agir dessa maneira, Bolsonaro trai abertamente o compromisso obrigatório que os chefes de Estado devem observar ante à Constituição da República, que assegura a intangibilidade do Poder Judiciário e a autonomia federativa dos estados-membros. As atitudes subversivas de Bolsonaro e de seus apoiadores buscam deteriorar a autoridade do STF e dos governadores.

É hora de sairmos em defesa da autêntica institucionalidade democrática, fundada na soberania popular, e do nosso sistema federativo. É hora de repelir, de uma vez por todas, o golpismo corrosivo da nossa Democracia e da nosso regime constitucional! O Brasil precisa de uma agenda de reconstrução e não de destruição dos seus laços sociais, políticos e institucionais.”