Leão decide em cima do laço

POR GERSON NOGUEIRA

Confiança-SE 1×2 Remo (Rafael Jansen)

Um tiro forte e colocado, de fora da área, garantiu a importante vitória do Remo sobre o Confiança, ontem, em Aracaju, fechando o turno da Série B. Victor Andrade foi o autor do chute, depois de se livrar da marcação e avançar até a entrada da área. Foi ele também o principal jogador azulino na partida, travando um duelo particular com o goleiro Michael, que fez três grandes defesas no segundo tempo.

A realidade é que o Remo não merecia o empate. Jogou muito mais que o dono da casa, pressionou com constância e qualidade. Com mais posse de bola, os azulinos ocuparam o campo de defesa do Confiança com variações de jogadas e inversão de posicionamento. Essa postura confundia a marcação sergipana e rendia seguidas situações de perigo.

No primeiro tempo, o Dragão não controlava o jogo, mas saía com perigo, puxado no ataque por Hernane Brocador e Luidy. Acontece que a vantagem sorriu para o Leão logo aos 15 minutos. Felipe Gedoz cobrou falta e a bola raspou na cabeça do lateral Marcelinho traindo o goleiro Michael.

Aos 33’, Marcelinho quase empatou em cobrança de falta. Vinícius mandou para escanteio. Três minutos depois, Madison acertou lançamento longo para Luidy, aberto pela esquerda. Sem marcação, o atacante entrou na área e bateu rasteiro na saída do goleiro azulino.

Os números do jogo mostravam uma situação curiosa. O Remo ficava com a bola (61% de posse contra 39% do Confiança), mas o mandante finalizava bem mais – oito chutes contra três.

O segundo tempo começou com muito equilíbrio entre as equipes, prevalecendo as estratégias de marcação no meio. Os times também mostravam mais cautela nas tentativas ofensivas. Quem chegou primeiro foi o Remo, aos 19 minutos, com Gedoz batendo falta e causando um alvoroço na pequena área.

Confiança-SE 1×2 Remo (Thiago Ennes, Felipe Gedoz, Renan Gorne e Marcos Júnior)

Logo em seguida, Igor Fernandes recebeu livre na área, mas chutou para fora. Gedoz saiu para a entrada de Rafinha e Tocantins substituiu Renan Gorne. Com isso, o Remo ganhou em mobilidade e aproximação entre os homens de frente. Victor Andrade passou a ser mais acionado e tomou conta do jogo.

Aos 35’, ele fez grande jogada individual entrando pela esquerda e disparando para o gol. Michael defendeu no susto. Dois minutos depois, Victor driblou dois marcadores e bateu rasteiro no canto direito, Michael foi lá de novo e espalmou para escanteio.

Novas mudanças no Remo tornaram o time ainda mais agressivo. Marlon e Ronald substituíram a Igor e Artur. Enquanto isso, a luta de Victor contra o Michael adquiria cores dramáticas. Aos 45’, o atacante entrou na área de novo, driblou a marcação e ficou frente a frente com o goleiro, que desviou com a ponta dos dedos.

Finalmente, aos 49’, quando o jogo já se encaminhava para o empate, Victor pegou a bola junto à linha lateral, fintou dois adversários e bateu de fora da área, rasteiro, no canto direito da trave de Michael. Um belo gol para carimbar a vitória e fechar positivamente a campanha azulina na primeira metade do Brasileiro.

Confiança-SE 1×2 Remo (Victor Andrade)

Victor Andrade arrebenta, Ronald aparece bem

O jogo confirmou a ascensão técnica do Remo no campeonato. Foram três boas apresentações em sequência, com duas vitórias e um empate. O time atuou bem, de maneira organizada e confiante, contra Goiás, Vasco e Confiança. Nos dois últimos confrontos, poderia até ter vencido com folga, pois criou chances para isso. Com 26 pontos, alcança a 11ª posição, estabilizando-se no bloco intermediário.

Victor Andrade foi o nome do jogo. Movimentou-se pelo campo todo, buscou sempre o caminho da área e teve categoria para definir, depois de várias tentativas.

Com melhor distribuição dos jogadores do meio para frente, o modelo utilizado por Felipe Conceição favorece a troca de passes em velocidade e impõe uma aproximação maior entre os setores.

Ontem, nem os seguidos erros de Marcos Jr. e Artur nas tomadas de decisão e a ausência de Erick Flores, responsável pela conexão entre meio e ataque, atrapalharam a movimentação. A transição foi executada por Gedoz, auxiliado por Victor Andrade e Uchoa.

No segundo tempo, depois que Marlon e Ronald entraram, o time cresceu de rendimento, ganhando rapidez pelos lados e habilidade na meia-cancha. Bem à vontade, Ronald descolou passes certeiros de primeira, dando-se ao luxo de tocar até de calcanhar.

Para a fase inicial do returno, Felipe terá problemas para montar o time. Os laterais titulares, Tiago Ennes e Igor Fernandes, receberam o terceiro amarelo e estarão fora do jogo contra o CRB, assim como Romércio, Mateus, Erick Flores e Wellington Silva, lesionados.

Segundinha fica mais inchada e deficitária

Com o obsceno número de 23 clubes inscritos, três a mais do que na edição passada, a Federação Paraense de Futebol divulgou regulamento e tabela base do torneio de acesso (segunda divisão) ao Campeonato Paraense de 2022. A disputa começa no dia 16 de outubro, contando com cinco agremiações estreantes. Os dois finalistas sobem a divisão principal.

A Segundinha terá seis grupos, cinco com quatro times e um com apenas três. A FPF manteve a regra sub-23, permitindo apenas cinco atletas com idade acima dos 23 anos, com exceção dos goleiros. Se a norma for respeitada, a iniciativa é saudável por estimular a revelação de atletas.

O regulamento prevê a realização de quatro fases. Primeiro, os clubes jogam entre si dentro dos grupos, em confrontos de ida e volta. O melhor de cada chave e os dois melhores segundos colocados avançam para o mata-mata.

A segunda fase é as quartas de final, com jogos em ida e volta, assim como semifinais e final. Se na primeira divisão a competição já é deficitária, o excesso de jogos da Segundinha faz do torneio um festival de prejuízos.

O aumento do número de participantes já deveria ter inspirado a FPF a criar a terceira divisão estadual, a fim de selecionar melhor os times e dar à Segundinha um nível técnico mais decente.

(Coluna publicada na edição do Bola desta quarta-feira, 18)

Nas beiradas do sonho americano

por Gabriel Innocentini, no Scream Yell

Se você pensava que Charles Bukowski era um baita dum safado, que passava os dias em casa bebendo, escrevendo por uns poucos trocados e recebendo mulheres de todos os tipos, você está quase certo. A alcunha de “Velho Safado”, como ficou conhecido, representa com perfeição tal estereótipo. O que pouca gente sabe é que ele passou cerca de 50 anos de sua vida sem ser lá muito safado, como disse num poema autodepreciativo:

“para um homem de 55 que não fez sexo
até os 23
e não foi muito assíduo até os 50
eu acho que devia ficar na lista
da Pacific Telephone
até conseguir tanto quanto
um homem de meia-idade”

Isso é o que se descobre lendo “Charles Bukowski – Vida e loucuras de um Velho Safado”, de Howard Sounes, lançado nos Estados Unidos em 1998 e com edição brasileira da Conrad em 2000. Sounes teve acesso a quase todas as pessoas importantes na vida de Bukowski, principalmente ás mulheres. O retrato esboçado por essas conversas não é muito enobrecedor: quando sóbrio, Buk podia ser terno e carinhoso, mas quando bebia, se transformava no arruaceiro célebre. Terminar as brigas enjaulado não era raridade para Bukoswki, que trabalhou durante doze anos no serviço de correios norte-americano.

Com uma infância pobre e atormentada – Buk teve o pior tipo de espinha que um ser humano pode ter, daí o aspecto repulsivo de sua figura –, ele sofreu muito na escola e em casa. Isolado dos colegas, apanhando do pai, Bukowski aprendeu a postura do Homem Gélido, como se referiu em um de seus contos autobiográficos, para sobreviver – não demonstrar emoções. As mulheres, tão celebradas e de presença marcante em seu romance chegaram tarde: ele perdeu a virgindade apenas aos 24 anos (o 23 do poema acima é licença poética) e só foi aprender o que era sexo, definitivamente, quando encontrou Linda King, um de seus grandes amores.

Antes do artista, Sounes biografa o homem. Neste aspecto, a biografia gasta poucas linhas com a análise do estilo e das obras de Bukowski. A prosa do Velho Safado é identificada com os diálogos ágeis e diretos de Hemingway (o humor e a ironia ausentes no mestre da prosa enxuta entram como o toque de Buk na equação) e com os capítulos curtos de Fante, um de seus deuses e uma de suas principais influências – o prefácio de Bukowski para “Pergunte ao Pó” é simplesmente o melhor argumento para ler o clássico romance protagonizado por Arturo Bandini. Sounes poderia ter aprofundado de que modo a leitura dos romances russos, principalmente de Dostoievski, influiu na visão de mundo do Velho Safado.

Apesar de mostrar os poemas, que aparecem em profusão em páginas de todos os capítulos, Sounes não analisa o estilo poético de Bukowski. É apenas pelo contexto que o leitor depreende, por exemplo, que muitos poemas do “bardo do bar” são praticamente contos dispostos em versos. Daí decorre também certa fraqueza de muitos poemas: para compreendê-los é necessário saber a que episódio da vida de Buk eles se referem. Sounes revela que o elogio de Sartre (“o maior poeta vivo da atualidade”) não passa de uma lenda inventada pelo Velho Safado para se auto-promover. De posse dessa informação, as editoras brasileiras poderiam parar de estampar essa frase nos livros de Bukowski.

O biógrafo acerta na veia ao atribuir à “filosofia de não-participação” o apelo dos livros de Bukowski para os jovens e os insatisfeitos. A rejeição às regras e à sociedade, a idéia de que as pessoas são desprezíveis e de que a vida tem pouco valor estão presentes em sua obra – mas também o outro lado da moeda: o de que há graça e beleza na miséria da existência, se você souber onde encontrá-las. No caso de Bukowski, ela está encarnada nas mulheres e nas bebidas.

É das relações conturbadas com o sexo feminino e com o álcool que Charles Bukowski tirava o combustível para seus livros e colunas em jornais – as “Notes of a Dirty Man” que o tornaram famoso no meio underground. As mulheres com quem ele se relacionou sugerem nas entrevistas que Buk procurava brigas e confusão em sua vida como alimento para sua obra.

A escolha por uma obra autobiográfica colaborou para as decepções: sempre um amigo citado depreciativamente nos contos rompia a amizade e as ex-amantes ficavam raivosas quando se viam retratadas em personagens de ficção sem nenhum aspecto positivo. A única pessoa que não demonstra reservas sobre Bukoswki é sua filha Marina, que afirmou ter no pai um porto seguro para todos os problemas, mesmo quando ele tinha problemas financeiros.

Se foi um especialista em decepções, Bukowski teve sempre as vestes do sujeito durão, inabalável, mas sujeito a intempéries e explosões de sentimentalidades, como implorar pela volta de Linda King em cartas ridículas – e qual carta de amor não é, Álvaro de Campos?

Em que pese o início de existência nada promissor – recluso, sem o carinho dos pais na infância, sem relações com as mulheres por ser bukowskimente feio, habitando os bares como mosca durante dez anos –, ele deu sorte ao cruzar com o editor da Black Sparrow, John Marin, um sujeito que nunca tomou uma gota de álcool na vida.

Embora desconfiasse de Martin no começo da amizade, aos 49 anos, Bukowski fez um contrato para receber cem dólares mensais, o suficiente para as necessidades básicas como moradia e alimentação, com a obrigação de escrever. Grande ironia para um escritor marginal: o acordo durou quase até o final da vida de Buk. Mesmo depois do sucesso e da fama, ele ainda recebia a mesada de Martin.

Já no final da vida, no meio dos anos 1980, ele passou a ganhar muito dinheiro ao entrar para o cinema hollywoodiano, escrevendo o argumento para o filme “Barfly”, de Barbet Schroeder, com um Mickey Rouke como Henri Chinasky, alter-ego de Bukowski em seu passeio pelas beiradas do sonho americano em bares, becos, brigas, boemia e bueiros. A partir do filme, ele não precisou mais se preocupar com dinheiro, tendo até se adaptado muito bem aos computadores, no início da década de 1990.

Vítima de leucemia, Bukowski morreu em 1994 aos 73 anos de idade. Em seu túmulo deixou escrito: “Don’t try”. O epitáfio é perfeito. Ao rechear seus contos de seres sórdidos, em relatos cínicos e muitas vezes escatológicos, Bukowski estava dizendo: se tem nojinho, não leia. Não é para você. É como sua figura grotesca, feia de doer: fique longe. Se você se aproximar, pode descobrir que a aparência, como sugeriu Oscar Wilde, corresponde fielmente à realidade. Você já entrou num boteco sem porta no banheiro masculino, a igreja de todos os bêbados, como cantou Cazuza numa referência roubada do Velho Safado? Não tente. É lá que se esconde a verdade – ao menos no caso de Charles Bukowski.

(*) Gabriel Innocentini (@eduardomarciano) é jornalista e assina o blog Eurogol

Para fechar bem o 1º turno

POR GERSON NOGUEIRA

Ponte Preta-SP 1×2 Remo (Felipe Gedoz)

Com 23 pontos conquistados em 18 partidas, o Remo não faz a campanha dos sonhos na Série B 2020, mas também não decepciona em sua reentrada na competição. Cumpre uma trajetória razoável, com muitas oscilações, característica indissociável do campeonato mais competitivo e difícil do futebol nacional.  

Hoje à noite, em Aracaju, o time fecha o primeiro turno com boas possibilidades de melhorar o desempenho na pontuação geral. Enfrenta o Confiança, penúltimo colocado e em fase descendente, vindo de uma goleada frente à Ponte Preta.

O Remo tem um conjunto mais afinado, tem jogadores que vêm se destacando e saiu-se bem jogando fora de casa, embora nem sempre obtendo resultados felizes, muito em função de erros grosseiros de arbitragem.

Apesar das projeções otimistas, os azulinos terão alguns problemas para o jogo. Erick Flores, Mateus Oliveira e Romércio desfalcam a equipe. Flores é um dínamo no meio-campo, auxiliando na marcação e não hesitando em cumprir tarefas ofensivas, como diante do Vasco.

Mateus Oliveira teve boa atuação na sexta-feira, apagando a má impressão inicial. Participou ativamente dos lances que decidiram o confronto e mostrou utilidade na articulação. Outro problema sério é a ausência de Romércio, titular absoluto da zaga e exemplo de regularidade.

Todos farão muita falta, mas ouso dizer que Romércio e Flores deixam lacunas difíceis de preencher. Por outro lado, Felipe Gedoz volta ao time. Para muitos, o camisa 10 não pode mais ser considerado intocável. Nos dois jogos em que esteve fora (CSA e Vasco) o time se movimentou bem e mostrou até mais desprendimento tático.

Há, inclusive, um movimento crescente de defesa da barração de Gedoz, levando em conta que o Remo parece mais solidário e rápido quando ele não está em campo. Em parte, isso é verdade. Gedoz muitas vezes se ausenta e não assume o papel de protagonista que lhe cabe.

Por outro lado, o meio-campo ganha em criatividade e o ataque conta com um finalizador de qualidade quando ele joga. Não por acaso é um dos artilheiros do time. As cobranças e críticas talvez contribuam para que o meia evolua e possa ser mais colaborativo quando não estiver com a bola.

De qualquer forma, o Remo tem plenas condições de obter um bom resultado em Sergipe, principalmente pela paz proveniente de dois bons jogos em sequência, fazendo sumir do horizonte o clima de desconfiança que se abateu sobre o Evandro Almeida após a derrota para o Operário.

Ao mesmo tempo, é preciso ter em conta também os desafios que surgem no caminho dos técnicos na Série B. Com dois jogos por semana, com intervalos de 72 horas, não é possível treinar normalmente. As escolhas e testes ficam para os jogos. Felipe Conceição tem enfrentado isso no Remo, com desfalques em série que obrigam ajustes constantes.  

Resenhas do blog campeão

“A grande desculpa para os erros dos sopradores de apito é que nas demais séries, exceto a A, não existe o VAR, como se esse instrumento já existisse no futebol desde sua criação, sendo apenas uma lacuna nas séries inferiores. Interessante nisso é a chancela dada por vários analistas de futebol da imprensa, que corroboram essa desculpa furada. Os árbitros podem operar qualquer clube, mas saem ilesos porque, justificam eles e outros, não têm para auxiliá-lo a muleta do VAR. E tudo fica por isso mesmo. Mas, já vimos de forma recorrente que mesmo com o VAR eles são capazes de cometer verdadeiras atrocidades, principalmente nos lances em que bola e mão/braço se tocam. É aí que está a grande saída para operar os desafetos e beneficiar os de sempre”.

Miguel Silva

“Os ‘erros’ de arbitragem têm sido rotina no futebol brasileiro, mesmo com o advento do VAR. Nessa rodada de final de semana, da Série B, o único clube não prejudicado foi o Remo, apesar de que contra o Vasco também tivemos um gol irregular. Economia para o clube paraense que, desta vez, não gastará dinheiro para ir ao Rio de Janeiro, reclamar na CBF”.

Gilberto Carvalho

Cacaio, um talento resgatado pelo Castanhal

Vários fatores explicam a excelente campanha do Castanhal na Série D. A gestão do clube garantiu a formação de um elenco respeitável desde o Campeonato Paraense. Alguns jogadores estão rendendo em nível máximo, casos de Pecel, Daelson e Fazendinha, auxiliados por reforços importantes, como Willian, Lukinha e Leandro Cearense. Acima de tudo, porém, há uma figura em destaque: Cacaio, o comandante que chegou em meio ao Estadual e arrumou o time.

O Castanhal lidera a classificação da Série D e é favoritíssimo ao acesso à Série C 2022. A competência de Cacaio responde pela caminhada segura e imperturbável na competição, superando adversários que normalmente criam muitos problemas para times paraenses.

Desde já, mesmo antes do possível acesso, Cacaio colhe os louros do bom momento. Com justiça, resgata a carreira que ficou abalada depois da passagem pelo Remo em 2015, quando teve conquistas importantes e foi crucificado pela derrota na final da Copa Verde para o Cuiabá.

Difícil e imprevisível, o futebol nem sempre permite essa recuperação de imagem. A performance do Castanhal ajuda a mostrar que técnicos regionais também podem ser dignos de admiração e respeito, apesar de todas as desconfianças e preconceitos que enfrentam.

(Coluna publicada na edição do Bola desta terça-feira, 17)

A volta do Capitão

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El Capitán está de volta, e em grande estilo. Em seu primeiro jogo pelo Botafogo como titular neste retorno, Carli marcou o gol da vitória sobre o Brasil-RS no último domingo. À Botafogo TV, o argentino se declarou.

– Foi muito emocionante, uma sensação única. Amo muito esse clube. Realmente demorou a chegar esse momento, entrar em campo como titular, com a braçadeira… Por alguma coisa isso acontece. Sempre trabalhei muito forte, muito duro, para estar preparado. Hoje ganhar o jogo, com um gol meu, foi realmente um momento muito especial – celebrou.

Desde que voltou ao Botafogo, em março, Carli só vinha ficando no banco de reservas. Com Enderson Moreira, o argentino fez sua estreia contra a Ponte Preta, entrando no segundo tempo, e foi titular diante do Brasil-RS, deixando Gilvan no banco.

– Estamos trabalhando forte, no caminho certo. Trabalhando assim vai dar certo e o Botafogo vai voltar à Série A – completou o capitão.

O Botafogo volta a campo na quarta-feira para encarar o Guarani, às 19h, no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela 19ª rodada da Série B.