Polícia Federal encontra provas de atuação dos ‘robôs bolsonaristas’

Relatórios técnicos que embasam o inquérito das fakenews no Supremo Tribunal Federal (STF), obtidos pelo UOL, “constataram a existência de um mecanismo coordenado de criação de fakenews”, disse o ministro Alexandre de Moraes na justificativa dos pedidos de busca e apreensão determinados hoje. Segundo Moraes, há indícios de uma “associação criminosa” com financiamento empresarial. O sistema envolveria a produção e a disseminação de “notícias ofensivas e fraudulentas por intermédio de publicações em redes sociais, atingindo um público diário de milhões de pessoas”.

Empresários bancariam as operações, segundo o gabinete do ministro. “As investigações também apontaram que toda essa estrutura, aparentemente, estaria sendo financiada por empresários que, atuando de maneira velada, fornecem recursos das mais variadas formas para os integrantes dessa organização, inclusive impulsionando vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas com o objetivo de desestabilizar as instituições democráticas e a independência dos poderes”.

No relatório feito pelo STF, em meio ao mandado emitido de Alexandre de Moraes, os investigadores afirmam terem colhido provas e evidências de atuação dos famigerados ‘robôs’ de Bolsonaro, que inflam as redes com a finalidade de manipular a opinião pública.

‘As postagens são inúmeras e reiteradas quase que diariamente. Há ainda indícios que essas postagens sejam disseminadas por intermédio de robôs para que atinjam números expressivos de leitores’, diz o texto da PF.

‘Toda essa estrutura, aparentemente, está sendo financiada por um grupo de empresários que, conforme os indícios constantes dos autos, atuaria de maneira velada fornecendo recursos (das mais variadas formas), para os integrantes dessa organização’.

‘Essas tratativas ocorreriam em grupos fechados no aplicativo de mensagens whatsapp, permitido somente a seus integrantes. O acesso a essas informações é de vital importância para as investigações, notadamente para identificar, de maneira precisa, qual o alcance da atuação desses empresários nessa intrincada estrutura de disseminação de notícias fraudulentas‘, afirmam os investigadores.

Leia aqui o mandado.

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