Ampep e outras entidades se solidarizam com promotora ameaçada em Santarém

A Associação do Ministério Público do Estado do Pará (Ampep) e outras entidades e movimentos da sociedade civil emitiram notas de solidariedade à promotora de Justiça de Santarém Lilian Regina Furtado Braga devido a áudio veiculado em redes sociais após a promotoria de Santarém obter decisão favorável em Ação Civil Pública, que ordenou a prorrogação do fechamento das atividades não essenciais no município.  

A nota da diretoria da Ampep relata que “a associada foi vítima de ameaças veiculadas em mensagens de áudio, em que são conclamadas pessoas para realizar um protesto em frente à sua residência, em clara tentativa de intimidação, devido sua atuação como promotora de justiça”.

Veja a íntegra da nota da AMPEP

A promotora também recebeu apoio em nota de solidariedade do Comitê Popular de Combate à covid-19 em Santarém, formado por 40 organizações e movimentos. “No estado democrático de direito em que vivemos é inadmissível que qualquer servidor público, como é o caso da promotora Lilian Braga, seja agredido simplesmente por exercer o trabalho para o qual foi designado”, diz a nota. 

A coordenação das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Santarém oficiou aos promotores de justiça de Santarém agradecendo a defesa do “direito coletivo à saúde e se manifestar contra a suspensão injustificada tecnicamente do “lockdown” em Santarém”.

O Movimento Negro Unificado Pará manifestou-se por meio da nota “mexeu com uma de nós, mexeu com todos nós” e afirmou: “repudiamos qualquer constrangimento, ameaça ou ataque a promotora, em grave e preocupante desrespeito a sua independência funcional”.

A coordenação do Fórum de Educação do Campo das Águas e das Florestas do Baixo Amazonas emitiu nota destacando o empenho da Promotoria, “pela efetivação das Políticas Públicas, Educação do Campo, Saúde e Agrária, entre outras pautas, tão importantes que enobrecem a sociedade, e por isso, não merece ser desrespeitada”.

Conselho Municipal de Saúde de Santarém (CMSS) também manifestou publicamente sua solidariedade, afirmando “irrestrito apoio a Promotora de Justiça e que repudia qualquer ato intimidatório ao desempenho das funções ministeriais”.

Rony fala sobre adaptação no Palmeiras e sonha com Seleção

Um dos nomes mais comentados do último mercado da bola, Rony falou sobre a sua chegada no Palmeiras e o processo de adaptação. O atacante paraense concedeu entrevista à TV Bandeirantes e contou as experiências de seus primeiros meses no Verdão, além de responder sobre o sonho de defender a Seleção Brasileira.

Contratado no início de 2020, Rony aponta que contou com a ajuda de Raphael Veiga para se enturmar com os novos companheiros, além de conhecer as instalações do clube.

“Quando eu cheguei no Palmeiras os jogadores me trataram supre bem. Eu já tinha atuado com um jogador que foi o Raphael Veiga. Ele me apresentou a estrutura do clube, ficou do meu lado e me ajudou a conhecer o restante da equipe. O Veiga me ajudou muito nesse quesito”, contou o atacante.

Após pouco tempo de trabalho, Rony já passou a integrar a equipe titular do Palmeiras. A chegada do reforço, inclusive, fez com que Luxemburgo alterasse o posicionamento de alguns atletas na linha de frente. Dudu, por exemplo, começou a atuar mais centralizado, participando da construção das jogadas.

Rony afirma que ficou surpreso com a titularidade e também aponta que o posicionamento dos atacantes varia ao longo das partidas: “Quando eu cheguei no Palmeiras falei que iria trabalhar para conquistar o meu espaço. Não tinha a expectativa de já entrar como titular”.“Ali na frente a gente não tem posição fixa. Cada um procura se movimentar da melhor maneira possível. O professor pede para a gente se movimentar bastante e não ficar parado do mesmo lado, porque assim é mais fácil dos adversários marcarem a gente”, explicou o jogador.

Por fim, o atacante do Alviverde falou sobre a expectativa de defender a Seleção Brasileira em algum momento: “A gente sabe que todos jogadores querem uma oportunidade pra estar na seleção, eu não sou diferente. Vou procurar dar meu melhor sempre e, quando a oportunidade um dia pintar, vou estar pronto, preparado e mentalmente forte para defender a camisa do Brasil”. (Da Gazeta Esportiva)

Presidente do Flu: “Se não houver possibilidade, que Carioca seja encerrado sem campeão”

O Fluminense segue firme em sua posição de não retomar as atividades no momento. O clube não tem pressa para que a bola volte a rolar, enquanto a o Brasil estiver em curva ascendente de números de Covid-19. Na noite desta segunda, em vídeo enviado para o programa “Bem, Amigos”, o presidente Mário Bittencourt reforçou sua posição. E foi além. Caso não haja condições, que se dê como encerrado o Campeonato Carioca.

– A posição do Fluminense é no sentido de que, assim que tiver condições humanas, condições de saúda, condições de tranquilidade para jogadores, funcionários e população, a gente conclua o campeonato em campo. Se não houver a possibilidade, que seja encerrado sem campeão em 2020, como foi em vários outros países, que encerraram sem declarar campeão.

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“Mas acredito que vamos concluir isso em breve, se as pessoas ficarem em casa. Logo ali na frente, seja em julho ou no início de agosto, com a curva descendo, com o comitê científico da prefeitura, do governo estadual e do governo federal derem garantia de retorno, se responsabilizando, a gente possa dar exemplo de que o futebol foi um dos setores que cumpriu a quarentena e respeitou a ciência. Nós não somos um setor essencial, em que pese ser uma atividade que todos brasileiros amam. Mas o posicionamento neste momento é de preservar vidas ao invés de se preocupar exclusivamente com a questão econômica”.

“Vários outros setores da sociedade continuam fechados. Os serviços essenciais têm que futebol funcionar. Essa não é uma luta do Fluminense, do Botafogo… É uma luta de todas as torcidas. Nesse momento, nossos corações batem por tricolores, rubro-negros, cruzmaltinos, botafoguenses, banguenses, corintianos, palmeirenses. Essa é uma luta de todo povo brasileiro, de todo povo do Rio de Janeiro”, concluiu Mário Bittencout. (Com informações do Sportv)

Juca e o Urubu de Taquaritinga

A reunião dos milicianos, a gosto dos bolsominions, comprovou que os ministros da deseducação e dos direitos desumanos deveriam estar internados ao lado de seu líder intervencionista na Polícia Federal, que Jegues leu Keynes e outros 24 livros sem entendê-los e que Sales, vendas em inglês, é simplesmente pusilânime ao querer fazer passar sua pornográfica boiada.

É preciso não ter espinha dorsal para suportar cinco minutos do clima testemunhado pelo país graças à didática decisão de Celso de Mello. Só o Urubu de Taquaritinga, cujas sôfregas narinas se deliciam com o cheiro dos cadáveres que a inadequada cloroquina ajuda a produzir, para criticar a decisão do ministro do STF.

“Oportunismo criminoso”: servidores pedem saída do ministro do Meio Ambiente

A Associação Nacional dos Servidores do Meio Ambiente (Ascema Nacional), emitiu uma nota de repúdio ao ministro do Meio Ambiente (MMA), Ricardo Salles. No vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, Salles aparece sugerindo ao presidente Jair Bolsonaro e aos outros ministros, aproveitar o tempo de pandemia, em que a imprensa “só fala de covid-19”, pra “passar a boiada” de normativas infralegais. Segundo o ministro, o momento de pandemia é uma oportunidade para fazer desregulamentações que seriam alvos de críticas da imprensa em momentos normais.

Segundo a entidade,  após a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018 o presidente colocou em prática “a estratégia de dilapidação da proteção ao meio ambiente através do desmonte de seus órgãos executivos. Para isso Ricardo Salles foi nomeado”.

Sobre a declaração de Salles, de que deve ser aproveitado o momento em que a imprensa está de olho nos impactos da covid-19 para “passar a boiada”, a Ascema afirmou que é “oportunismo criminoso” e disse que é inaceitável que Salles “permaneça destruindo o patrimônio ambiental do Brasil”.

Em nome dos servidores da carreira de especialista em Meio Ambiente, a Ascema vem denunciado as atitudes de Ricardo Salles e o classifica como “antiministro”. “Desde o começo de seu trabalho de desmonte do Ministério do Meio Ambiente, do Ibama e do ICMBio, seguindo as diretrizes inconsequentes, irresponsáveis e anticientíficas de seu chefe, Bolsonaro”, afirma a nota de repúdio da instituição.

O Ministério do Meio Ambiente tem sido acusado de negligência quanto à proteção ambiental no país. Uma decisão liminar emitida na última semana obriga Ibama, Funai e Icmbio a adotarem medidas concretas para combater o desmatamento na Amazônia “sem prejuízo de nenhuma outra atividade funcional”. Segundo o texto, os órgãos terão que adotar “imediatamente, ações de comando e controle para contenção de infratores ambientais – madeireiros, garimpeiros, grileiros, dentre outros”. A decisão foi assinada pela juíza federal, Jaiza Maria Pinto Fraxe.

O texto ressalta que desde 2012 é possível notar um crescimento no desmatamento. “A tendência de corte raso da floresta amazônica teria se acentuado em 2019, quando cerca de 10.300 km2 da Amazônia Legal foram desmatados, segundo dados do Prodes (de agosto de 2018 a julho de 2019), representando assim o maior índice de desmate dos últimos dez anos”, diz a peça.