Flamengo espera por renovação, mas já admite futuro sem Jesus

A novela que envolve a renovação com contrato de Jorge Jesus se arrasta, mas o Flamengo ainda mantém a fé de que conseguirá superar as divergências existentes e prolongar o casamento com o português. Ao contrário de antes, a cúpula do clube já considera um possível revés e conversa internamente sobre um provável futuro sem o Mister.

Não há absolutamente nenhuma outra negociação em curso, visto que o treinador é unanimidade na Gávea. Mas ante as últimas dificuldades, o Fla apenas se cerca para não ser pego de surpresa em caso de insucesso. Embora o “fico” seja uma vontade de todos, há o consenso de que a instituição seguirá forte independentemente de quem esteja no comando.

Jorge Jesus, técnico do Flamengo, negocia renovação de seu contrato com o clube - Divulgação

Os rubro-negros envolvidos na conversa entendem que a permanência do profissional é uma espécie de “seguro” para o futebol do clube, que teve um 2019 inesquecível para seu torcedor. No momento, o papo esfriou um pouco ante a incerteza do calendário, o que cria também interrogações sob o ponto de vista financeiro. Sem saber como serão as competições, as partes debatem os bônus por conquistas, fatia relevante dos vencimentos do português.

Após fixar o marco de um mês para o término do contrato (19 de maio) como uma data limite para uma sinalização mais clara, o Flamengo mudou a tática e agora já vê a aproximação do fim do acordo como benéfico. Como não há outras propostas na mesa, o clube aguarda um movimento mais claro de Jesus. O clube fez exatamente isso quando negociou a compra de Gabigol e levou a melhor no fim.

Em meio à pandemia da Covid-19, os rubro-negros viram a cotação do euro explodir, mas a moeda europeia está caindo progressivamente. Até o fim da noite de ontem (27), 1 euro valia R$ 5,81. No que diz respeito aos vencimentos fixos, clube e treinador conseguiram fixar um valor mais “camarada” do euro. (Do UOL)

E o PSDB acorda da longa soneca

PSDB, o partido que apoiou e ajudou a conduzir o golpe contra Dilma, postou no Twitter:

É inadmissível que, em meio à mais grave crise sanitária e econômica da nossa história,o país esteja se embrenhando em um conflito institucional de consequências tão imprevisíveis quanto decididamente nefastas para o povo brasileiro.

No momento em que o coronavírus causa mil novas mortes em média por dia, o país deveria estar unindo esforços para salvar vidas. Falta-nos, porém, coordenação e, sobretudo, liderança nacional. O PSDB jamais se afastará da defesa intransigente e firme da democracia.

Frente a ataques de minorias e seus representantes que enxergam na desarmonia entre os três poderes uma forma de buscar saídas autoritárias para o País, o PSDB condena qualquer tentativa de ruptura institucional e seguirá atento e firme na defesa das liberdades dos brasileiros.

É hora de todas as forças políticas, sociais e econômicas que compartilham o compromisso com a ordem democrática, a defesa das nossas instituições e o respeito inegociável às liberdades civis se mobilizarem, se organizarem e se unirem em favor de um único interesse: o Brasil.

Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB.

PSDB, o partido que apoiou e ajudou a conduzir o golpe contra Dilma, postou no Twitter:

É inadmissível que, em meio à mais grave crise sanitária e econômica da nossa história,o país esteja se embrenhando em um conflito institucional de consequências tão imprevisíveis quanto decididamente nefastas para o povo brasileiro.

No momento em que o coronavírus causa mil novas mortes em média por dia, o país deveria estar unindo esforços para salvar vidas. Falta-nos, porém, coordenação e, sobretudo, liderança nacional. O PSDB jamais se afastará da defesa intransigente e firme da democracia.

Frente a ataques de minorias e seus representantes que enxergam na desarmonia entre os três poderes uma forma de buscar saídas autoritárias para o País, o PSDB condena qualquer tentativa de ruptura institucional e seguirá atento e firme na defesa das liberdades dos brasileiros.

É hora de todas as forças políticas, sociais e econômicas que compartilham o compromisso com a ordem democrática, a defesa das nossas instituições e o respeito inegociável às liberdades civis se mobilizarem, se organizarem e se unirem em favor de um único interesse: o Brasil.

Bruno Araújo, presidente nacional do PSDB.

Bico calado, viola no saco

Como diria meu pai, nas redes sociais tem bolsominion que meteu a viola no saco de ontem pra hoje. Parou de replicar conteúdos de blogueiros, tuiteiros, youtubers, ideólogos e sites bolsonaristas. Suspendeu também os ataques em primeira pessoa a figuras públicas e a instituições democráticas, sempre feitos emulando a retórica chula e fascistoide de seu “mito”.

Por que será, hein? Será que tem minion com medo de ver o sol nascer quadrado e ganhar, juntamente com certo barbudo, a pecha de presidiário? Bem, eu sempre disse: dieta de fake news dá congestão. Ou prisão.

By Iran Souza

E quem vai pagar a conta?

POR GERSON NOGUEIRA

Por enquanto: Paysandu e Remo mantém treinos normais na equipe ...

A reunião virtual realizada ontem pela Federação Paraense de Futebol (FPF), envolvendo a Comissão de Elaboração do Protocolo de Segurança, discutiu aspectos do projeto de retorno do futebol no Estado, mas deixou mais dúvidas do que respostas para os dirigentes dos clubes. Profissionais de saúde, arbitragem e representantes de atletas também participaram.  

De novidade, praticamente nada. Ficou sacramentado o que já havia sido definido em reuniões anteriores: o retorno seguirá as orientações do Ministério da Saúde e do protocolo preparado pela CBF. Só será possível voltar a campo quando a prática não representar riscos à saúde de jogadores, comissões técnicas e demais profissionais envolvidos.

A CBF ficou de repassar à federação as diretrizes adotadas pelo Ministério da Saúde para que o protocolo paraense seja seguro. Uma nova reunião está marcada para terça-feira, 2 de junho, para que os temas sejam atualizados e aprovadas novas providências na programação de retomada do futebol.

É até provável que, dependendo dos números da pandemia no Pará e do ritmo de contágio, seja finalmente marcada data para que a bola volte a rolar, mas um item, em particular, vai concentrar as atenções de clubes e atletas no próximo encontro.

Afinal, quem irá arcar com os custos dos testes rápidos e demais providências para a fase pós-quarentena? Todas as conversas até o momento giram em torno de deveres e cuidados a serem adotados para que os clubes voltem às atividades, mas ninguém define responsabilidades quanto à parte financeira dessas providências.

Os clubes, penalizados com a perda de receita com a interrupção do campeonato estadual, não aceitam mais este encargo. Os presidentes Ricardo Gluck Paul (PSC) e Fábio Bentes (Remo) deixaram claro durante a reunião que não têm condições de assumir as despesas extras.

Ambos defendem que a CBF e a própria FPF assumam os custos ou, pelo menos, ajudem os clubes. Falam em nome da dupla Re-Pa, mas é preciso considerar que os demais participantes do Parazão enfrentam situações mais difíceis ainda neste momento.

A reunião não chegou a um consenso quanto às despesas dos testes e dos jogos restantes do Estadual. É urgente que a questão seja definida e as responsabilidades sejam acordadas. Os clubes vivem um ano atípico e é justo que sejam socorridos pelas entidades que organizam as competições.

A elas cabe o papel de garantir suporte porque desfrutam de boa vida financeira e, em tese, não têm fins lucrativos. A CBF, principalmente, não pode se esquivar, visto que no final do ano anunciou um superávit de quase R$1 bilhão e mesmo em meio à pandemia não há notícia de ter perdido a receita dos gordos contratos publicitários com várias empresas.

No Paulistão, retorno terá um mínimo de pessoas em ação

Um caminho começa a ser delineado pela Federação Paulista de Futebol e clubes disputantes do Paulistão: que os times funcionem com o menor número possível de pessoas em cada jogo. A partir desse critério, surgem propostas para jornada dupla de gandulas, que trabalhariam também na montagem das placas de publicidade que ficam em volta do gramado.

Com base no mesmo critério, o acesso de pessoas aos estádios deve ser extremamente controlado e restrito, como já ocorreu na última rodada do Paulistão antes da paralisação, em março. São Paulo x Santos, no Morumbi, e Corinthians x Ituano, em Itaquera, foram disputados sob vigilância por receio da transmissão comunitária de covid-19.

O protocolo adotado Campeonato Alemão, que retomou os jogos há duas semanas, tem sido observado em todas as reuniões e debates entre clubes e federação de São Paulo. Como ocorre na Bundesliga, o modelo previsto inclui a divisão dos estádios em zonas.

No certame alemão, são utilizadas três zonas: a primeira fica no interior do estádio, onde ficam os profissionais necessários ao jogo – atletas, comissão técnica e médicos; a área de arquibancadas é a segunda, com a presença de jornalistas, equipes de transmissão e segurança; e, por fim, a zona exterior, no entorno dos estádios. Não mais que 100 pessoas podem circular em cada zona ao mesmo tempo, usando máscaras obrigatoriamente.

A tendência é por limitar a cobertura esportiva, com permissão de presença apenas para a equipe da emissora que detém direitos de transmissão. As entrevistas coletivas serão substituídas por conferências virtuais.

O lado interessante das deliberações no futebol paulista é que, ao contrário do açodamento de Flamengo e Vasco no Rio, prevalece clara tendência entre Corinthians, S. Paulo, Santos e Palmeiras de aguardar por dias melhores, com menor possibilidade de risco para todos os envolvidos.

O futebol se modernizou, mas é refém de tretas e panelas

A mídia esportiva costuma enaltecer Rogério Ceni como a grande revelação de técnico surgida nos últimos anos. Faz bom trabalho no Fortaleza e exibe preparo para empreender voos maiores. Ocorre que sua passagem por dois grandes, S. Paulo e Cruzeiro, não teve boa avaliação.

O curto período no Cruzeiro, que depois viria a ser rebaixado, é apontado como o mais crítico e revelador da inexperiência de Rogério. O goleiro Fábio e o zagueiro Dedé fizeram críticas ao ex-goleiro, observando que faltou habilidade para superar os muitos problemas internos.

É uma análise que merece respeito. Deveria servir de lição para Rogério e outros técnicos da nova geração. O risco de ter o trabalho sabotado é uma constante ameaça para treinadores que não se impõem ou que se impõem em excesso, sem a manha necessária para superar tretas e panelinhas.

Clubes grandes e de massa, como a dupla Re-Pa, constituem um desafio para quem comanda. Gerenciar pessoas é uma das mais complexas tarefas dentro das organizações. Exige psicologia, jogo de cintura e concessões.

Pode-se dizer até que dois técnicos com recente passagem pelo futebol do Pará enfrentaram os mesmos aperreios de Rogério: Eudes Pedro e Rafael Jaques, ambos no Remo, por motivos diversos, não souberam conduzir a bom termo trabalhos que poderiam ter melhor resultado.   

(Coluna publicada na edição do Bola desta quinta-feira, 28)

Operação mira o coração do bolsonarismo

Por Luis Nassif

A operação da Polícia Federal contra os fake news mirou o coração do bolsonarismo. Hoje em dia, a manifestação mais expressiva do movimento são as quadrilhas virtuais. Cometem assassinatos de reputação contra adversários, contra ministros de Bolsonaro. Através dessas redes articulam-se manifestações públicas e, provavelmente, organizam-se as milícias reais, estimuladas pelas declarações de Bolsonaro e pela liberação das armas.

A análise dos celulares e computadores permitirá reconstituir mensagens do próprio Bolsonaro e dos filhos.

A operação mostrou uma ação articulada do Supremo Tribunal Federal, com Celso de Mello e Alexandre de Moraes atuando em pinça. Ao liberar o vídeo da reunião ministerial, Mello escancarou as ameaças contra o STF. Escancarando, deu o álibi para a operação de Alexandre de Moraes contra os mais notórios alimentadores de fake news.

Mais. O inquérito do STF é visto como inconstitucional em vários pontos. O presidente da corte, Dias Toffolli, abriu o inquérito de ofício, sem ser provocado, entregou a relatoria a Alexandre Moraes, sem sorteio, e passou a funcionar como inquérito guarda-chuva sob o comando direto do STF, sem participação do Ministério Público. Pode o STF recorrer a instrumentos jurídicos em sua própria defesa. Mas a legislação não prevê a figura do inquérito guarda-chuva, embaixo do qual pode-se colocar qualquer denúncia.

Mesmo assim, as ameaças de Bolsonaro à democracia, e o aumento das agressões ao Supremo, inspiraram uma aliança inédita entre todos os Ministros do Supremo e ação combinada entre Celso de Mello e Alexandre de Moraes. Ontem, o próprio Luis Roberto Barroso, no discurso de posse no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ressaltou os riscos representados pelas fakenews.

Ao liberar o vídeo da reunião ministerial, Celso de Mello permitiu a exposição clara das ameaças saindo dos intestinos do governo, através do Ministro da Educação Abraham Weintraub.  E forneceu o álibi para a operação das fake news, no dia seguinte à investida da Polícia Federal sobre o governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro

É mais um inquérito que irá bater direto no mais alucinado dos filhos de Bolsonaro, Carlos, comandante em chefe do Gabinete do Ódio e pautador maior do bolsonarismo.

Esses ataques não pouparam Ministros do próprio governo, Ministros do STF, qualquer forma de crítica a Bolsonaro. A análise dos computadores permitirá mapear as milícias reais, os grupos bolsonaristas que estão se armando, sob inspiração do Presidente e seus filhos.

Mesmo que os inquéritos específicos sobre fake news não prosperem, a análise dos equipamentos dos milicianos permitirá mapear crimes muito mais graves.