De repente, um pé de maconha nasce na arquibancada

As arquibancadas do Estádio Lorenzo Arandilla, casa do Brown de Adrogué, estão vazias desde que a pandemia do novo coronavírus paralisou o futebol na Argentina. E, durante esse período, livre dos pisões dos torcedores, um fato inusitado aconteceu: um pé de maconha nasceu em meio ao cimento.

A planta surgiu no lugar em que costumam torcer as organizadas do clube, um dos participantes da Primera B Nacional, equivalente à Segunda Divisão da Argentina.

Embora a bola não esteja rolando no país vizinho, a quarentena tem sido movimentada nos bastidores. Nesta semana, Chiqui Tapia foi reeleito presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), até 2025, e oficalizou a criação da Liga de Futebol Profissional (LFP), que substituirá a Superliga e organizará os torneios de clubes. (Do IG Esporte)

Histórias do mundo da bola

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Em 23 de maio e 1968, o Milan derrotava o Hamburgo por 2 a 0 e vencia a Copa das Copas.

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Também a 23 de maio de 1990, a esquadra rossonera de Franco Baresi derrotava o Benfica por 1 a 0 e ganhava a Liga dos Campeões.

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Por fim, em 23 de maio de 2007, o timaço de Maldini, Seedorf, Kaká, Cafu e Pirlo superava o Liverpool por 2 a 1 e vencia sua 7ª Liga dos Campeões da Europa.

Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta contra o uso de cloroquina

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou nota nesta sexta-feira, em que alerta sobre os riscos do uso da cloroquina, recomendada por Jair Bolsonaro no tratamento da Covid-19. Nesta sexta-feira, um estudo publicado pela revista médica The Lancet, a de mais prestígio no mundo, a partir de testes em 96 mil pacientes, aponta que o remédio mata, aumentando o risco de complicações cardíacas, e não ataca a Covid-19.

Jair Bolsonaro

A nota, na íntegra:

O Ministério da Saúde, no âmbito de suas atribuições, publicou novas orientações para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico de COVID-19, infecção causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2).

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) não recomenda o uso da Cloroquina e Hidroxicloroquina associada, ou não, a Azitromicina, enquanto não houver evidências científicas definitivas acerca do seu emprego.

No entanto, para os pacientes que optarem pela realização do tratamento, orienta que, desde que resguardada as condições sanitárias necessárias para minimizar o risco de contágio de profissionais de saúde e outros pacientes, que sejam realizados eletrocardiogramas a fim de avaliar a evolução do intervalo QT, de forma a subsidiar o médico quanto a pertinência de se persistir no tratamento. Para tanto, a Telemedicina pode ser uma alternativa viável para suportar essa iniciativa.

Por fim, a SBC, com base em seus propósitos sociais estará sempre à disposição para contribuir com as autoridades sanitárias do país na adoção de políticas públicas de interesse da sociedade brasileira.

Sobre a Sociedade Brasileira de Cardiologia

Fundada em 14 de agosto de 1943, na cidade de São Paulo, por um grupo de médicos destacados liderados por Dante Pazzanese, o primeiro presidente, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), tem atualmente um quadro de mais de 13.000 sócios e é a maior sociedade de cardiologia latino-americana, e a terceira maior sociedade do mundo.

Cloroquina aumenta risco de morte, revela estudo com 96 mil pacientes

comprimidos em fundo azul

O maior estudo feito, até o momento, sobre a utilização de cloroquina para o tratamento de pacientes com a Covid-19 revela que o composto não apresentou benefícios satisfatórios e ainda mostra risco de morte para os doentes. O presidente Jair Bolsonaro é um dos maiores defensores do uso do remédio e, recentemente, mandou que o protocolo para utilização do fármaco no Brasil fosse alterado no sentido de incluir a indicação da substância até para casos leves da infecção.

A pesquisa foi publicada nesta sexta-feira (22/05), na revista The Lancet – uma das mais importantes revistas científicas do mundo, e contou com a análise do quadro clínico de 96.032 pacientes infectados.

Os responsáveis pelo estudo, um grupo do Brigham and Women’s Hospital Center for Advanced Heart Desease, de Boston, nos Estados Unidos, observaram a resposta ao medicamento administrado em contaminados internados em 671 hospitais dos seis continentes, entre 20 de dezembro e 14 de abril. A maioria era composta por homens com idade média de 53 anos.

Desses, 14.888 foram separados em quatro grupos de tratamento, com cloroquina isolada, cloroquina com macrólido, hidroxicloroquina isolada ou hidroxicloroquina com macrólido. Todos receberam o tratamento em até 48 horas após o diagnóstico positivo. Outros 81.144 ficaram no grupo controle e não receberam esses compostos.

“Não foi possível confirmar um benefício da hidroxicloroquina ou cloroquina, quando usado sozinho ou com um macrólido, com resultados hospitalares para a covid-19. Cada um desses regimes de drogas foi associado à diminuição de sobrevida hospitalar e ao aumento da frequência de arritmias ventriculares quando utilizado no tratamento de covid-19”, diz o relatório.

Na quarta-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou um documento em que estabelece novos critérios para uso da cloroquina no tratamento do novo coronavírus. As recomendações permitem o uso dos medicamentos já nos primeiros dias após a manifestação de sintomas. As normas anteriores liberavam a droga apenas para os casos mais graves da doença.