
O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, ameaçou diretamente o Supremo Tribunal Federal e criticou o pedido de apreensão dos celulares de Jair Bolsonaro e de seu filho, Carlos Bolsonaro, após decisão tomada pelo ministro Celso de Mello à PGR (Procuradoria-Geral da República) para avaliação.
Heleno disse que o pedido é “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável” em nota enviada à imprensa. O ministro considerou que a medida “seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência de outro poder na privacidade do presidente da República e na segurança institucional do país”.
A nota do ministro Heleno ainda enviou um “alerta” de que a apreensão dos celulares “poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”. Saiba mais:
247 – O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, decidiu partir para cima do clã Bolsonaro e pediu o depoimento do presidente, assim como a busca e apreensão do celular dele e de seu filho, Carlos Bolsonaro, para perícia. Em despachos enviados nesta quinta-feira (21) à PGR, o ministro ressaltou ser dever jurídico do Estado promover a apuração da “autoria e da materialidade dos fatos delituosos narrados por ‘qualquer pessoa do povo’”.