Helder admite ‘lockdown’ e faz apelo à população

10.abr.2019 - O governador do Pará, Helder Barbalho -  Marcos Corrêa/PR

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), disse, em entrevista à Globo News, que já existe um projeto em fase de conclusão com medidas mais restritivas para colocar em prática nesta semana caso a adesão ao isolamento social não aumente até a próxima terça-feira. Segundo ele, o plano prevê restrições mais drásticas, “no caminho do lockdown” (bloqueio total), e se restringe a regiões do estado com maior incidência de infecções pelo novo coronavírus. Na região metropolitana de Belém, a taxa de ocupação em UTis está em 96%.

“Na última sexta-feira, fiz um último apelo para a população, que é preciso entender que neste momento a única ação efetiva é que cada um se proteja e proteja quem ama, ficando em casa. Nós temos desde o dia 16 de março medidas restritivas, mas todas a pesquisas mostraram o percentual de isolamento tem variado de 45% a 50%, é muito baixo. Mediante ao que é recomendado. Na última sexta fiz o último apelo, sei o quanto é sofrido, mas precisamos ir mais adiante”, disse.

“Assim, nós estamos na fase de conclusão de um projeto com bastante restrição, no caminho do lockdown. Se não tiver uma resposta efetiva dos que ainda não entenderam, será preciso aumentar as restrições. Serão medidas específicas para as cidades que apresentam alto índice. Se até terça-feira feira não houver uma melhora de isolamento, eu serei obrigado a tomar medidas bastante drásticas para proteger a população”, completou. Barbalho não especificou pontos específicos do projeto, mas disse que pode haver interdição de vias caso pessoas “infrinjam regras”.

Na última semana, o Maranhão foi o primeiro estado a ter um lockdown decretado em quatro cidades do estado: São Luís, São José do Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa. O lockdown valerá a partir de 5 de maio, por ao menos 10 dias. A medida de lockdown também é estudada no Ceará e foi cogitada no Rio de Janeiro.

O que é lockdown

Apesar de ser o termo em inglês que remete à quarentena, por aqui usa-se “lockdown” para se referir ao bloqueio total, uma medida mais rígida, no qual há restrição ao trânsito de pessoas. Diferente da quarentena, ficar em casa não é uma recomendação, mas uma imposição. A população só pode sair para a rua por motivos de emergência. Só farmácias, hospitais e mercados ficam abertos – e, em alguns lugares, em horário restrito. (Do UOL)

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