Para depois do vendaval

Em Marabá, Águia vence o Paragominas e se aproxima do G4 do ...

POR GERSON NOGUEIRA

Decisões tomadas nos campeonatos europeus podem servir de referencial para o que vai acontecer no Brasil caso a quarentena pela covid-19 se estenda além do esperado. O campeonato francês é o primeiro a ser encerrado, com o título dado ao PSG (tem vantagem de 10 pontos em relação ao 2º colocado) e definição de rebaixados.

Na Inglaterra, a tendência é pelo reinício da competição nas próximas semanas, sem torcida. O Liverpool tem 25 pontos de vantagem, mas há o entendimento de que o torneio deve ser finalizado em campo. Após reunião na sexta-feira, ficou alinhado que as atividades serão retomadas de acordo com o posicionamento das autoridades de saúde.

A Holanda encerrou o campeonato, sem vencedor e sem rebaixados. A Espanha vai esperar a pandemia amainar. O campeonato de Portugal já pode voltar nas próximas semanas. A diferença em relação ao Brasil é a intensidade da doença, que deve determinar entre nós uma rigidez maior na aplicação das normas de isolamento social.

De toda maneira, a opção francesa não deve prevalecer nos campeonatos estaduais brasileiros. Começa que, ao contrário do certame de lá, os torneios nacionais são definidos no sistema de mata-mata, o que inviabiliza atribuir título de campeão em competições suspensas. Além disso, há sempre o risco de uma corrida à justiça. Clubes rebaixados anunciam que irão questionar judicialmente a decisão da federação.

Como ficou decidido na última reunião realizada pela FPF em relação ao Parazão, com a aprovação da proposta de aguardar o fim da quarentena, nenhum campeonato estadual terá encerramento sumário com definição de campeão sem disputa em campo. O único que já foi dado como encerrado é o do Amazonas, mas sem vencedor.

O Parazão, que ainda não concluiu a fase de classificação, deverá seguir os trâmites estabelecidos pela CBF, que prevê a conclusão dos estaduais logo que as autoridades sanitárias autorizarem, em datas que serão agendadas antes dos campeonatos brasileiros. Não há como fugir dessa realidade.

Série faz Air Jordan renascer em toda sua glória

Michael Jordan era o poderoso chefão, o dono do pedaço naquele Chicago Bulls que encantou o mundo entre os anos 80 e 90. Seu reinado foi de 1984 a 1998 (com um hiato de 18 meses), como frontman de uma banda  afiada, com elenco de apoio que se tornou estelar a partir do brilho do astro maior.

Pippen, Rodman e Kerr eram importantes e até geniais em vários momentos, mas é incerto dizer se teriam brilhado na NBA sem Jordan como regente em quadra, transformando em trunfos os ensinamentos e inovações táticas de Phil Jackson.

A saga é conhecida de quem acompanhou ao vivo as façanhas do Bulls nas transmissões da NBA, mas a série documental “Arremesso Final”, original da Netflix em parceria com a ESPN Films, reconta magistralmente os capítulos da trajetória de Jordan, com detalhes saborosos de bastidores.

Scottie Pippen, Steve Kerr, Dennis Rodman e Phil Jackson também fazem depoimenos preciosos, mas quase tudo gira em torno da aura vencedora de Jordan. O documentário é sobre um time vitorioso, mas o melhor jogador de todos os tempos domina a cena.

Jordan chegou ao clube em 1984 com metas ambiciosas para um jovem ala. Planejava alcançar o prestígio de outros grandes times da NBA – Lakers, Philadelphia 76ers e Boston Celtics. Queria respeito, acima de tudo.

Em meio a flashbacks, o documentário revisita o dilema dentro do Chicago em 97-98 após o time ganhar o penta. A companhia já padecia de fadiga, apesar do estupendo entrosamento. Os donos já não demonstravam entusiasmo na busca pelo hexa.   

No último ano, Jordan e o Bulls franquearam os vestiários, viagens e treinos a uma equipe de filmagem. Isso salva o documentário da mesmice das entrevistas. Muitas imagens daquela época permaneciam inéditas.

Curioso observar também a queda-de-braço entre Jackson, cabeça pensante da companhia, e Jordan, de um lado; e Jerry Krause, o polêmico gerente geral, na outra ponta. Krause, respaldado pelos donos, chegou a declarar algo como: “organizações ganham, jogadores não”.

E mais não digo para não estragar o prazer de quem decidir acompanhar a série por inteiro. Só garanto que vale (muito) a pena.

Bola na Torre

O programa tem apresentação de Lino Machado e participações de Mariana Malato e Saulo Zaire. Começa às 21h15, na RBATV. Em home Office, Guilherme Guerreiro, Tommaso e este escriba de Baião. Análises e matérias sobre os rumos do futebol no Pará.

Mais três clássicos na galeria dos Jogos Memoráveis

O programa deste domingo na Rádio Clube do Pará começa com a reconstituição da final do Campeonato Paraense de 1970, vencida pela Tuna por 1 a 0 sobre o PSC. Cruz de Malta campeã com um timaço que marcou época inesquecível. Jones Tavares faz a locução.

A segunda atração da tarde será o jogão Remo 5, Portuguesa de Desportos 2, no estádio Mangueirão, pelo Brasileiro de 1993. No Leão, pontificavam  Belterra, Agnaldo, Biro-Biro, Geovani, Mauricinho e Ageu contra a Lusa de Denner e Maurício. Narração de Valmir Rodrigues.

Por fim, o célebre jogo que Mirandinha arrebentou com o poderoso São Paulo e calou o Morumbi, pelo Brasileiro de 1994. O Papão venceu por 2 a 1 e o lépido atacante ganhou projeção nacional naquela tarde, marcando dois gols. Ronaldo Porto conta como foi. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 03)

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