Por Manuela Lisboa (em memória do pai, Mauro)
Dia 1 de maio, feriado, dia do trabalho. Não imaginei que acordaria com um telefonema portando uma notícia tão devastadora. Afinal ninguém dorme esperando por isso. Meu pai diria que faleceu nesse feriado justamente pra dar “ trabalho “ rs… E que senso de humor incrível!
Talvez dissesse que estávamos há muito tempo sem fazer nada, precisávamos nos adiantar, ele tinha pressa, desejava agora seu acesso ao camarote mais alto.
Nossas tardes era bem especiais com o cafezinho delicioso preparado pela “negona”. E entre goladas e piadas, essas eram muitas, cerca de 50 em cada frase, a resolução de uma página do seu jogo preferido (sudoku). Há exatos 18 dias esses momentos foram interrompidos, ele foi internado, e como num passe de mágica as tardes já não tinham o mesmo sabor, tornaram-se frias e descafeinadas. Que dor!
O pouco que sabíamos a seu respeito, nos boletins diários e sem muita informação, não supria nem de perto o vazio e preocupação que nos consumia diariamente, mas seguíamos firmes, afinal ele era um touro! Sempre soube lutar e muito pela vida. E que vontade de viver! mesmo com a saúde tão frágil.
Meu pai foi uma pessoa que me mostrou diariamente que não precisamos de muito pra ser feliz. Era tão simples ser ele! Tão fácil sorrir com ele!
Chegou sua hora, infelizmente para nós. Saloquita o aguarda com beijos, abraços e muitas saudades. Se bobear um banquete cheio de guloseimas o aguarda. Agora vocês estão liberados rs.
Podem colocar o papo em dia e sorrir até a barriga doer … ser livres enfim… juntos… Até mais, até toda hora em meu coração e pensamento.
Fique em paz ❤️