
Depois de ter feito pronunciamento em rede nacional de televisão para desestimular os atos deste domingo (15) em função da propagação do novo coronavírus no país, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deixou o Palácio da Alvorada de carro na tarde deste domingo e seguiu para a Esplanada dos Ministérios.
O presidente não tinha agenda oficial para este domingo e estava em isolamento no Alvorada depois de ter recebido, na sexta-feira (13), resultado negativo para Covid-19. Segundo a assessoria da Presidência, agenda de hoje do presidente é “pessoal”.
“Manifestação não é minha; é espontânea do povo”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo de dentro do Palácio do Planalto. Separado por duas grades, Bolsonaro cumprimentou manifestantes que se aglomeraram em frente à Praça dos Três Poderes, segura camisas e bandeiras e tira fotos e faz selfies com celulares de apoiadores. Ao seu lado, o presidente da Anvisa.
Mais cedo, o presidente voltou a endossar as manifestações em suas redes sociais ao divulgar uma série de vídeos dos atos que ocorrem em cidades como Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Salvador (BA), Ribeirão Preto (SP) e Volta Redonda (RJ).
Nos vídeos, alguns manifestantes de verde e amarelo aparecem usando máscaras. Em algumas capitais, como Rio de Janeiro e Brasília, os governadores proibiram aglomerações com mais de 100 pessoas como medidas preventivas contra a propagação do novo coronavírus. Em todo o país, foram cancelados festivais de música, de cinema e de teatro e outros grandes eventos.
Deputados federais apoiadores do presidente comparecem aos atos em várias cidades. O deputado Marco Feliciano (Podemos-SP) esteve em Ribeirão Preto, Eder Mauro (PSD-PA), em Belém e Bia Kicis (PSL-DF), em Brasília.
Na semana passada, em Boa Vista (RR), o presidente incentivou a população a participar dos atos, chamados por ele de “um movimento de rua espontâneo”. Depois, frente ao avanço do coronavírus no Brasil, Bolsonaro recuou e sugeriu a apoiadores que remarcassem os atos para outra data. “Já foi dado um tremendo recado para o Parlamento”, ponderou o presidente.