
A Justiça do Paraguai negou na manhã desta terça-feira (10) o pedido para que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis cumpram a pena preventiva em prisão domiciliar. A informação foi passada por Osmar Legal, promotor de justiça paraguaio. O ex-jogador e o irmão estão sendo investigados por uso de documentos falsos.
A defesa entrou com pedido de prisão domiciliar e deu como garantia de que os brasileiros não sairiam do Paraguai uma casa na região metropolitana de Assunção, capital do país, avaliada em 800 mil dólares, aproximadamente R$ 4 milhões.
O Ministério Público tinha negado por achar o valor oferecido como garantia muito baixo diante dos ganhos de Ronaldinho ao longo da carreira. O juiz Gustavo Amarilla concordou com as justificativas do MP. As autoridades paraguaias investigam o envolvimento do ex-jogador em outros crimes no país, como o de lavagem de dinheiro.
Ronaldinho e Assis estão presos preventivamente desde a última sexta-feira e podem ficar detidos por até seis meses. A defesa considera a prisão “ilícita, ilegal e abusiva”. Os advogados alegam que ex-jogador não sabia que o passaporte que deram a ele havia sido adulterado.
O caso envolvendo prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis ganhou um novo capítulo. Em entrevista à Rádio ABC Cardinal 730 AM, do Paraguai, o ministro da Secretaria Nacional Anticorrupção, René Fernández, revelou que há indícios que ex-jogador e o seu irmão depositaram dinheiro para iniciar o processo de naturalização.
A quantia depositada gira em torno de 59 milhões de guaranis (cerca de R$ 42,6 mil reais) em uma conta do Banco Nacional do Fomento (BNF), do Paraguai. O valor seria uma espécie de caução para o início do processo. René Fernández, no entanto, não explica se é possível fazer tal pagamento mesmo sem os pré-requisitos mínimos para a naturalização.
– Temos o dado de que uma funcionária do banco andou com os trâmites. O depósito foi feito e não chegou a ser identificado como parte de um trâmite de naturalização. Eles, por ser estrangeiros, não podem ter contas comerciais. O dinheiro segue depositado e não foi extraído ainda. Esse depósito é do fim de dezembro e tentaram retirá-lo em janeiro – afirmou René.
Ronaldinho Gaúcho foi preso na última quinta-feira, no Paraguai, por conta de passaporte falso. A defesa do ex-jogador e do seu irmão Assis, que também foi detido, alega que eles não sabiam que os documentos eram falsos e já solicitou um pedido para cumprir prisão domiciliar. Eles cumprem prisão preventiva decretada no último sábado. (Com informações de Reuters, Lance e Folha de SP)