Em todo o país, jornalistas traçam ações para barrar a MP 905/19

Jornalistas de pelo menos 17 estados reuniram-se na última semana, de 19 a 23 de novembro, em assembleias convocadas pelos sindicatos, para discutir formas de mobilização e ação para combater a Medida Provisória 905/19, que extingue a exigência do registro profissional de 14 categorias, entre elas jornalistas, radialistas e publicitários. Em muitos estados, as plenárias foram realizadas conjuntamente entre as três categorias e com a participação de estudantes de Jornalismo.

A Assembleia Nacional dos Jornalistas foi convocada pela Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), em parceria com os sindicatos, para debater a MP e preparar o Dia Nacional de Luta em Defesa do Jornalismo, que será realizado em 4 de dezembro. Nessa data, a Federação enviará uma comitiva a Brasília para agenda com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Reunidos em assembleias nos seus estados, os jornalistas decidiram se organizar e lutar contra a MP, mais um dos inúmeros ataques do Governo Bolsonaro aos trabalhadores brasileiros, e em especial aos jornalistas, e um golpe mortal no jornalismo comprometido com a informação correta. A MP também fragiliza a jornada de cinco horas, ao acabar com a comunicação obrigatória de extrapolação de jornada às Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs).

Nas plenárias, foram formadas comissões de trabalho para atuar em diversas frentes, entre elas a interlocução com os parlamentares federais e estaduais para impedir o avanço da MP que extingue o registro. A intenção é realizar uma intensa e ampla mobilização dos jornalistas, em conjunto com demais categorias, em âmbito nacional, para denunciar o caráter anti-trabalhadores da MP 905, conquistar apoio da sociedade e pressionar politicamente o Congresso a derrubar a medida.

Um comentário em “Em todo o país, jornalistas traçam ações para barrar a MP 905/19

  1. Essa MP é parte do conjunto de medidas do governo Bolsonaro para fragilizar o movimento sindical e qualquer outra forma de mobilização dos trabalhadores. Um dos caminhos a seguir pelos prejudicados pela MP e atacá-la na justiça por não se revestir de relevância e urgência.

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