Uma boa opção de velocidade

POR GERSON NOGUEIRA 

Com o acerto sacramentado com o atacante Hygor Silva, pode-se dizer que o PSC terá força máxima nos jogos da decisão da Copa Verde contra o Cuiabá. Ele era o último jogador com situação pendente para se reintegrar à equipe, pois o zagueiro Vítor Oliveira já havia chegado a um acordo.

Hélio dos Anjos passa a dispor de quase todos os jogadores que integraram o elenco durante a disputa do Brasileiro da Série C e da Copa Verde. A única ausência é o volante Léo Baiano, autor de gols importantes no torneio regional, contra Manaus-AM e Remo.

Um jogador em particular deve ter importância acentuada nos jogos que decidirão a Copa Verde. Elielton, que vinha sendo preterido em função de um projeto de jogo mais centrado na força ofensiva, com Hygor como homem de referência, pode reaparecer no jogo de ida, dia 14, em Cuiabá.

Os treinos têm mostrado que o técnico encontrou no dianteiro velocista uma alternativa para se contrapor à rapidez dos jogadores de lado da equipe mato-grossense. Com Elielton aberto pelo lado direito e Vinícius Leite mais à esquerda, o PSC ganha a possibilidade de prender o Cuiabá em seu campo de defesa ou pelo menos diminuir os avanços de seus laterais.

Por vezes, técnicos são assolados pela mania de complicar o que é simples. Hélio tem mostrado que não segue esse tipo de cartilha. Procura utilizar os jogadores que rendem mais e mostram comprometimento com o esquema adotado. Elielton experimentou uma evolução tática sob o comando de Hélio, mas, aos poucos, foi perdendo espaço, sem que se soubesse exatamente o motivo.

Até no jogo decisivo contra o Náutico, no estádio dos Aflitos, na briga pelo acesso, quando se imaginava sua escalação ou entrada durante a partida, Elielton não foi aproveitado. As condições eram perfeitas para um jogador com suas características. De certo modo, o técnico fez apostas no jogo (Diego Rosa, por exemplo) que brigaram com o bom senso, embora as reclamações pelo erro de arbitragem tenham sufocado qualquer análise mais crítica.

Agora surge nova chance para que o treinador lance mão do arisco Elielton, com capacidade de ajudar a equipe tanto no trabalho de puxar contragolpes como de reforçar o bloqueio pelos lados. A conferir.  

Leão pode ter disputa entre novas lideranças

A sucessão remista, ao final do mandato do presidente Fábio Bentes, poderá ter novos pretendentes ao cargo máximo do clube. O atual mandatário já externou a vontade de não concorrer à reeleição. Pretende cumprir a promessa feita ainda em campanha, de ficar apenas por um mandato a fim de abrir democraticamente espaço para novas lideranças.

Esse desapego, raro entre nossos dirigentes – políticos, então, nem se fala – acaba por surpreender quem não acompanha de perto a trajetória de Bentes no Remo. Com ativa participação na vida do clube desde os tempos de simples torcedor, o dirigente admite que a responsabilidade de dirigir um clube tão importante implica em grandes sacrifícios de ordem pessoal.

Em nome da palavra empenhada e das cobranças familiares, Bentes mantém a intenção de não concorrer. A única possibilidade de uma mudança de planos seria por circunstâncias imperiosas, que pudessem ameaçar a estabilidade administrativa tão duramente conquistada pela atual gestão.

Lusa não consegue sair do inferno astral

A Tuna vive há seis anos no chamado limbo do futebol paraense. De clube formador por excelência, com grandes jogadores revelados ao longo de sua história, a Cruz de Malta perdeu o rumo nas últimas décadas, apequenando-se a ponto de perder espaço para clubes emergentes do interior.

A eliminação da Segundinha, com vexatória campanha sem vitórias, confirma os equívocos dos caminhos buscados para se reerguer. Fica cada vez mais óbvio que a Tuna precisará se reencontrar consigo mesma, valorizando suas crias, para poder voltar a ser realmente grande.  

Retranca de Carille sob ataque no Corinthians

Técnicos de primeira divisão ganham muito bem, têm direito a mordomias raras em outras profissões e raramente ficam desempregados por muito tempo. Há, obviamente, a parte ruim, que é o estresse permanente e as cobranças que devem consumir boas doses de paciência.

Fábio Carille, técnico do Corinthians, vive uma espécie de zona cinzenta no clube. De nome aclamado pela torcida, a partir de três títulos paulistas e um Brasileiro, ele entrou na mira dos torcedores mais furiosos. Passou a ser combatido pela sua qualidade mais festejada anteriormente: a capacidade de usar a retranca como arma estratégica.

É claro que Carille não deixou de ser um bom técnico repentinamente, nem mudou tanto. O que mudou de fato foi o ânimo do torcedor, que já não tolera o futebol recuado e medroso, até porque agora pode comparar com a maneira insinuante de times como Flamengo e Santos.

Ao mano, com carinho

A coluna de hoje é dedicada ao meu mano José Edvaldo, o Vavá, professor com atuação no Amapá. Tunante e vascaíno, como nosso pai, ele faz aniversário hoje, com direito a todas as bênçãos e felicidades.  

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 01)

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