Trivial variado da terra do nepotismo explícito

“Essa amizade com Trump só existe na cabeça de Bolsonaro. Para o presidente racista dos EUA todos nós – inclusive os Bolsonaro – somos nascidos num ‘shit hole country'”. Lula Falcão

“Poxa, difícil era achar PC Farias, em tempos sem celulares e sem nada, mesmo assim cheguei junto como repórter, pela @Folha, sozinho, antes de todas as produções das grandes tevês, até o Cabrini comeu mosca. Como agora, nem o bravo Cabrini, quer achar o Queiroz do Bolsonaro?”. Xico Sá

d06ac27c-51df-432e-844d-1b3dbfc1ea02

“O que é mais imoral: a Bruna Surfistinha ou um Filho Surfistinha, que surfa nas ondas do poder do pai para usurpar do povo brasileiro um cargo em dólares, com direito a mansão, carrão, festas, prestígio, poder e mordomias, tudo pago pelo povo, e sem ter credenciais pra isso?”. Hildegard Angel

“True story. Imoral não é o filme sobre Bruna Surfistinha, como ataca Bolsonaro. Imoral mesmo é um presidente indicar um filho para embaixador em Washington, sem saber falar inglês direito. O que me incomoda não é a ficção. Mas a realidade”. Gilberto Dimenstein

“Eu nunca imaginei que viveria para ver um vídeo onde um imbecil ignorante, que foi aposentado pelo exército como débil mental, criticaria a ANCINE. Quem é esse elemento para criticar uma Agência que revolucionou a arte nesse país. Estamos na merda, e estamos fedendo”. Alcenir Fernandes de Castro

“Brasil estarrecido com a decisão do Ministro Tóffoli, porque ela aceita a ‘tese’ absurda do Flávio Bolsonaro de que o MP não poderia investigar direto , a partir dos dados do Coaf, suas maracutaias financeiras. Ora, NUNCA precisou ordem judicial para isso!”. Pedro Ruas

“Como Eduardo vai representar os brasileiros se ele já representa a seita de Steve Bannon?”. Rubens Ricupero

“Virou circo mesmo? Bolsonaro escolhe membros para o Conama através de sorteio. Antes, havia eleição para escolha dos representantes. Tudo muito coerente com um governo que quer desmatar a Amazônia e libera os agrotóxicos”. Rogério Correia

“A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: Por que o Judiciário não permite que o Adélio seja entrevistado e esclareça a dúvidas que pairam sobre o caso, dentro de sua visão pessoal sobre o ‘atentado’? Sumiram com ele e não permitem que pareça e nem dê entrevistas”. José Carlos Morsch

Messi abre restaurante para moradores de rua na Argentina

1091660-1-600x347 (2)

O jogador argentino Lionel Messi decidiu que seu restaurante, na cidade de Rosário, na Argentina, abrirá as portas durante os próximos 15 dias para moradores de rua.

Eles terão refeições disponíveis, além de banhos quentes, roupas e toalhas. Segundo Messi, a decisão foi tomada porque a temperatura na Argentina nestes próximos dias estará muito baixa.

Messi também está preparando locais para abrigo destes moradores, tudo custeado pelo craque argentino.

Lúcio Flávio Pinto anuncia aposentadoria

O jornalista Lúcio Flávio Pinto surpreendeu seus leitores e amigos nesta quinta-feira com a informação de que está se aposentando do jornalismo “linha de frente”, de reportagens especiais publicadas na internet e em seu Jornal Pessoal. Vai limitar sua atividade na imprensa a participações pontuais nos blogs que assina. Tomou essa decisão por conta de ter sido diagnosticado com o mal de Parkinson.

lucio-flavio-pinto_00530101_0_

Abaixo, a nota publicada por Lúcio:

Há algum tempo uma das principais fontes de angústia na minha vida é o jornalismo, meu ofício há 53 anos, iniciado aos 16 anos de idade e praticado com intensidade e paixão ininterruptas desde maio de 1966. Por várias vezes anunciei o fim do Jornal Pessoal ou deste blog, mas acabei voltando atrás e retomando o exercício da profissão. Infelizmente, porém, essa capacidade de renascer se exauriu. Meu médico voltou a me advertir que a composição de stress com ansiedade e angústia, que me dominam, é um veneno para um parksoniano, conforme fui diagnosticado.

Tenho tentado reduzir esses componentes, ao mesmo tempo genéticos, efeitos da função que exerço ou resultados da minha formação, mas os efeitos são inevitáveis no jornalismo crítico que pratico, especialmente num ambiente de extremismos, irracionalidades e absurdos, como o que estamos vivendo. Só há uma saída: suspender o jornalismo cotidiano, de linha de frente, de front mesmo. É o que faço neste momento, com profundo pesar, mas certo de ser a única maneira de conter o avanço acelerado da doença, como tem ocorrido recentemente.

Continuarei alimentando os outros blogs e utilizando este para inserir matérias que estão fora do universo digital, recuperando informações úteis que podem se perder. Talvez mantenha o Jornal Pessoal mensalmente. Espero contar com a compreensão e o acompanhamento dos leitores mais fieis.

Lúcio Flávio Pinto é sociólogo, formado pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1973). Foi professor visitante (1983/84) do Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade da Flórida em Gainesville, EUA. Foi professor visitante no Núcleo de Altos Estudos Amazônicos e no Departamento de Comunicação Social da UFPA.

É jornalista profissional desde 1966. Trabalhou nas redações de algumas das principais publicações da imprensa brasileira. Durante 18 anos foi repórter em O Estado de S. Paulo. Em 1988 deixou a grande imprensa. Dedicou-se desde 1987 ao Jornal Pessoal, publicação independente de periodicidade quinzenal.

Escreveu 21 livros, todos dedicados a temas relacionados com a Amazônia, os últimos dos quais “Amazônia Decifrada” e “A Questão Amazônica”. É co-autor de numerosas outras publicações coletivas, dedicadas à Amazônia e ao jornalismo. Recebeu o Prêmio Wladimir Herzog de 2012 pelo conjunto da sua obra. Foi considerado pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, com sede em Paris, como um dos mais importantes jornalistas do mundo, o único selecionado no Brasil para essa honraria.

Mentor e referência para várias gerações de jornalistas paraenses, Lúcio tem uma carreira vitoriosa. Recebeu quatro prêmios Esso e dois Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Por seu trabalho em defesa da verdade e contra as injustiças sociais, recebeu em Roma, em 1997, o prêmio Colombe d’oro per La Pace e, em 2005, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection), de Nova York. (Foto: PAULO SANTOS)

Itamaraty ou a casa da mãe Joana

2lawYZKt

Na saga para tentar emplacar o filho embaixador, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender nesta quinta-feira (18) a indicação de deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, com o argumento de que ele poderá ter um bom relacionamento com o governo americano.

Ele também citou a indicação de um ex-deputado do PT, Tilden Santiago, para a embaixada de Havana, em Cuba, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o nome do diplomata e político Oswaldo Aranha, com o argumento de que indicações políticas para o comando das representações diplomáticas já foram realizadas antes.

“Você tem que ver o seguinte: é legal? É. Tem algum impedimento? Não tem impedimento. Atende o interesse público, qual o grande papel do embaixador? Não é o bom relacionamento com o chefe de Estado daquele outro país? Atende isso? Atende. É simples o negócio”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto.

Citando como exemplo, Bolsonaro disse ainda que poderia demitir o chanceler Ernesto Araújo e indicar Eduardo para o comando do Itamaraty. “Eu posso chegar hoje e falar: Ernesto Araújo está fora, o Eduardo Bolsonaro vai ser ministro das Relações Exteriores. Ele vai ter sob seu comando, mais de uma centena de embaixadas no mundo todo”, afirmou.

Em março em viagem aos Estados Unidos, Ernesto Araújo teve um chilique na frente de outros ministros por causa da participação de Eduardo Bolsonaro no encontro privado entre os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump.

Araújo não participou da reunião privada entre os dois líderes realizada no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O ministro da Economia, Paulo Guedes, tentou acalmá-lo. Ainda nesta quinta o presidente afirmou que, dentro do quadro das indicações políticas, vários países fazem o mesmo que ele pretende fazer. “É legal fazer no Brasil também”, disse. Ele comparou o caso com outros dois que, para ele, também foram motivados por questões políticas.

Ministro elogia exploração ilegal de madeira na Amazônia

8SgQCQEB

O sempre verborrágico ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, solta mais uma pérola. Elogia o trabalho de madeireiros que extraem ilegalmente madeira na Amazônia. “Vocês representam as pessoas de bem que trabalham neste país”.

É o caso óbvio de mandar um batráquio desses tomar naquele lugar…

Novidades para reavivar o Leão

POR GERSON NOGUEIRA

A crise de criatividade que se abateu sobre o Remo desde a derrota para o São José há cinco rodadas, minando a boa pontuação do primeiro turno, obriga o técnico Márcio Fernandes a executar as mudanças que ele mesmo chegou a projetar, logo após o empate diante do Luverdense, sábado.

Vai para o jogo com o Ypiranga, amanhã à noite, com um time completamente modificado, em parte por força de suspensões – Fredson, Emerson Carioca e Daniel Vançan – e lesões – Rafael Jansen.

remo2x2luverdense-mt-3

Por conta disso, Mimica volta ao time depois de longa inatividade, iniciada no primeiro Re-Pa da temporada, ainda valendo pelo Campeonato Paraense. Outro retorno é o de Ronaell à lateral esquerda. E Gabriel é a estreia confirmada na lateral direita.

No meio de campo, onde se localiza a maior dificuldade criativa, Fernandes deve optar por uma formação diferenciada, que pode propiciar a utilização de um falso centroavante. Guilherme Garré deve ser o parceiro de Yuri, Ramires e Eduardo Ramos, tendo Gustavo e provavelmente Alex Sandro na frente.

A novidade pode ser a utilização de Eduardo Ramos como o atacante-surpresa, aproveitando a facilidade que ele tem para a finalização dentro da área. O gol marcado contra o LEC confirma essa virtude, que anda escassa entre os dianteiros à disposição de Fernandes.

Como Marcão Assis está com um incômodo na perna, é improvável que entre de cara no jogo. Independentemente disso, a sua presença diante do LEC desaconselha a manutenção como titular, a não ser que o Remo produza jogadas adequadas para as características do centroavante.

O fato é que, com Eduardo Ramos avançado ou não, o Remo está formatado para fazer um jogo de espera, explorando o contragolpe e isso deve ficar a cargo de Alex Sandro e Gustavo (ou Danilo Bala).

São apostas e desenhos que Márcio Fernandes precisa tirar da cartola para tentar fugir à mesmice e recolocar o time no caminho das vitórias.

——————————————————————————————

Uma (outra) grande noite do Furacão Rony

Reclamação generalizada, tumultos, irritação de jogadores com decisões erradas dos árbitros, demora na cobrança de penalidades, expulsão injusta. A rodada de ontem da Copa do Brasil foi assim, rica em problemas que nada dignificam o jogo. Em contrapartida, pouquíssimo futebol de qualidade.

Dentre os raros momentos de habilidade a serviço do espetáculo, destaca-se a inspirada atuação de Rony, o atacante paraense que puxa os ataques do Atlético-PR. Decisivo, foi dele o gol de empate do rubro-negro do Paraná que levou o jogo para os penais.

Outro belo gol foi o de Patrick, do Internacional, contra o Palmeiras. Um disparo certeiro de fora da área, sem defesa. Gol também fundamental por ter provocado a série de penalidades, com o triunfo colorado. Se bem que antes disso Cuesta marcou um gol normal, mas o VAR anulou.

Foram decisões empolgantes, como a que classificou o Grêmio em Salvador, e o Cruzeiro no Horto, mesmo perdendo por 2 a 0 para o Galo.

Diante de mais uma atuação desassombrada e brilhante, dou razão ao amigo bragantino Cláudio Guimarães, que costuma perguntar: quem disse que Everton Cebolinha é melhor que Rony? Concordo inteiramente. Pena que não tenha a badalação midiática do gremista.

E a Copa do Brasil vê sair de cena uma dupla de clubes milionários. Um Palmeiras com um time de R$ 35 milhões e um Flamengo com orçamento para o futebol beirando R$ 50 milhões mensais, tendo até um técnico importado para chamar de seu.

As características do torneio permitem que grandes favoritos fiquem pelo caminho, ao contrário do sistema de pontos corridos, infalível e chato na premiação à regularidade. Por conta disso, a Copa do Brasil se firma como a competição mais empolgante em atividade no país – e ainda teremos as semifinais e as finais.

——————————————————————————————-

Recuerdos da Copa de 1994, a menos festejada de todas

Leio que os atletas campeões mundiais de 1994 fizeram uma festa ontem, confraternizando pelos 25 anos da conquista. Dunga, Viola, Jorginho, Bebeto, Aldair e outros marcaram presença. Não duvido que as matérias de TV e internet a respeito do evento registrem aqueles resmungos tradicionais de Dunga, irritado com tudo e com todos, principalmente os que elogiam a Seleção de 1982 e relativizam a conquista do tetra.

Não estou no time dos detratores do escrete de Parreira em 1994. Mas, ao mesmo tempo, não sou fã. Não consigo gostar daquela bola pragmática e centrada na marcação, com poucas variações criativas. Nem mesmo o brilho de Romário e Bebeto me faz esquecer jogos terrivelmente ruins, como contra os Estados Unidos e a Suécia.

Lembro, com riqueza de detalhes, da jornada épica em campos espanhóis, ocorrida 12 anos antes. Zico, Falcão, Sócrates, Junior e Éder jogaram muito mais do que a maioria dos canarinhos de 1994. Não levantaram a taça, mas deixaram marcas indeléveis. Jamais serão esquecidos.

Na verdade, há 25 anos, vibrei muito com o tetra, como todo mundo. Não foi uma comemoração orgulhosa. Fiquei meio sem jeito com aquele título ganho na cobrança de penais, como nunca havia ocorrido antes.

Admito que acabei por gostar mais do triunfo de 2002, no Mundial da Ásia. Havia mais craque emoldurando a conquista. Tínhamos os Ronaldos e, principalmente, Rivaldo. Só esse trio já compensa as presenças estranhas de Polga e Kleberson, invenções de Felipão.

(Coluna publicada no Bola desta quinta-feira, 18)

Unidade contra ameaças e intimidações

Nota oficial da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) acerca das agressões aos jornalistas Glenn Greenwald, Miriam Leitão e Sérgio Abranches:

Neste momento, em que crescem as ameaças e intimidações aos jornalistas e outros brasileiros, tendo como principais exemplos as sofridas por Glenn Greenwald, Míriam Leitão e Sérgio Abranches, acompanhadas de demissões e afastamento de profissionais, promovidas por veículos de comunicação, como a que ocorreu com Paulo Henrique Amorim, a ABI conclama os jornalistas, os democratas e as entidades da sociedade civil a se unirem para garantirmos o Estado Democrático de Direito.

A radicalização de grupos político-ideológicos, que se caracterizam, basicamente, pelo desprezo ao conhecimento e pela rejeição à diversidade, representa um retrocesso civilizatório inaceitável para a democracia brasileira.

É cada dia mais preocupante o crescimento da ousadia destes grupos, na maior parte das vezes, escondidos pelo anonimato das redes sociais. Agora, no entanto, decidiram sair das ofensas para a intimidação direta, com ameaças e ações públicas, como em Paraty.

Para a “Casa do Jornalista”, a utilização da Constituição Federal e dos demais instrumentos legais deve ser a forma de enfrentamento a estes atentados à liberdade de reunião e de expressão.

A ABI, juntamente com as demais entidades democráticas da sociedade civil, exige que o Estado brasileiro aja em defesa dos princípios fundamentais da nossa democracia, investigando e aplicando a lei contra os que ameaçam e intimidam participantes de reuniões pacíficas.

Paulo Jerônimo de Souza – presidente da ABI