
A partir desta sexta-feira, por dez minutos à tarde e dez minutos no horário nobre, à noite, começam os programas dos candidatos.
De um lado, o bordão será o ódio. De outro, a celebração do convívio humano, representada na democracia.
Ironicamente, o que permitiu que se organizassem os seus inimigos.
Os governos que fortaleceram a MP, a PF e a Justiça, jamais valentes quando eram outros os ocupantes do poder.
Mas não nos iludamos quanto ao que sobra, depois de anos de fanatização, de racionalidade no processo político.
Ela existe, mas é pequena.
É preciso recuperar o que falou, há 30 anos, Ulysses Guimarães, ao promulgar a Constituição:
Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações. Principalmente na América Latina.”
Estamos hoje ameaçados por duas faces de uma ditadura, que são uma só.
A das milícias bolsonarianas, que agem já com poucos escrúpulos e sem quase nenhuma reação das “autoridades” ( isso ainda existe?) e a da perfídia das instituições públicas que se encarregam de legitimar o algoz da democracia.
Neguemos, corajosamente, este impasse.
Que nos matem, mas não nos mataremos. Podemos ceder em tudo, em nome de alianças contra o mal maior.
Menos no essencial: que a liberdade morra, a bordoada, canivete ou tirania.
Temos uma chance excepcional, mas a desperdiçaremos se formos covardes.
É preciso mostrar a barbárie que se anuncia.
São 15 dias na TV a mostrar o que podemos ser e o que não queremos ser. (Do Tijolaço)
Ninguém merece passar 10 minutos vendo esses dois Cavaleiros do Apocalipse na TV. Isso sim é tortura.
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