Demagogo fascista ameaça a democracia no Brasil, diz imprensa internacional

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Jair Bolsonaro representa uma ameaça “enorme” à democracia brasileira. O ”risco impensável” de que ele se tornasse presidente do Brasil passou a ser real. Esta é a análise de editorial publicado nesta quinta-feira (4) pelo jornal britânico The Guardian. “A visão do Guardian sobre as eleições no Brasil: democracia em perigo” é o título do editorial.

Guardian afirma que, de congressista “visto anteriormente como ofensivo, mas irrelevante”, a partir de uma campanha populista o candidato do PSL nas eleições de 2018 capitalizou os problemas do país, num contexto em que o país “está lutando para se recuperar de sua pior recessão de todos os tempos”. “E a taxa chocante de crimes violentos – o Brasil registrou um recorde de 63.880 homicídios no ano passado – aumentou o apelo de um punho de ferro”, diz o editorial.

Segundo o jornal, a campanha do ex-capitão do Exército foi impulsionada pelo atentado que sofreu. “Ele se apresenta como um forasteiro que vai limpar a política”, construindo apoio por meio da “mídia social”. “No entanto, ele também extrai força das antigas forças brasileiras: os militares, os ricos fazendeiros e os empresários, os socialmente conservadores; igrejas evangélicas têm jogado seu peso para empurrá-lo“.

The Guardian afirma que chamar Bolsonaro de “Donald Trump da América Latina, como alguns fizeram, é ser gentil demais”. “Bolsonaro é um misógino e homofóbico cujas opiniões sobre comunidades indígenas e o ambiente são muito sombrias. Ele elogia torturadores e a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985. Recentemente defendeu tiros contra seus oponentes.”

A publicação ressalta que sua ascensão foi alimentada pela queda do PT, “expulso do poder em circunstâncias duvidosas há dois anos com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff”. Diz ainda que as políticas de austeridade de Michel Temer alimentaram o clima antipolítica no país. “No entanto, a figura dominante do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, continua muito popular mesmo cumprindo sentença de 12 anos por corrupção”. O editorial afirma que “apelos para que os candidatos centristas Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva se unam como alternativa unificadora chegaram tarde demais”.

Além do editorial, o jornal britânico publicou matéria intitulada “Brasil está em guerra: eleições acontecem em meio a violência homicida.”

“A senhora Farias tinha acabado de concluir um censo de sua favela em ruínas nos arredores de uma das cidades mais violentas do mundo quando ouviu uma saraivada de tiros e sua contagem ficou subitamente desatualizada.  Em uma rua não pavimentada, seu vizinho Ruan Patrick Ramos Cruz, de 17 anos, jazia morto no chão depois de ser repetidamente baleado na cabeça e no peito por assassinos desconhecidos.”

A matéria revela que Cruz foi a 296ª pessoa a morrer em Feira de Santana este ano. Foi também a última vítima de uma escalada da crise de homicídios que transforma a segurança pública a questão-chave num contexto em que o Brasil realiza sua “mais imprevisível eleição presidencial em décadas”.

Esse clima de terror social alimenta o apoio popular ao candidato “de extrema-direita” Bolsonaro, até o momento líder das pesquisas, seguido por seu “rival mais próximo, o candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, com muitos seguidores”. diz a matéria.

Guardian lembra que “a maior democracia da América Latina” teve um recorde de 63.880 homicídios em 2017, quase 10% no estado da Bahia. Nesse contexto, “Bolsonaro prometeu soluções insensatas, incluindo o afrouxamento das leis de porte de armas”.

O jornal destaca ainda que, por sua vez, Haddad propõe um “sistema unificado de segurança pública” e a federalização de alguns crimes para que as autoridades estaduais se concentrem em combater assassinatos, feminicídios, estupros e roubos.

A “ameaça Bolsonaro” é notícia também de jornais e revistas dos principais países do mundo. Confira abaixo algumas das manchetes que abordam a candidatura extremista
ALEMANHA
Zeit
Um fascista se apresentando como homem honesto
Der Spiegel
Jair Bolsonaro – ascensão de um populista de direita
Frankfurter Allgemeine
Alerta vermelho para democracia
Sueddeutsche
O demagogo do deserto é de repente uma nova estrela política no Brasil.
Deutsche Welle
Analistas alemães veem democracia no Brasil em risco
Handelsblatt
O fascista popular. Até agora, os políticos brasileiros são considerados corruptos e ineficientes, mas ideologicamente flexíveis e educados. Isso mudou com Jair Bolsonaro – o populista poderia até se tornar presidente. Uma história mundial.
ARGENTINA
La Nacion
Linha dura e Messianismo: Bolsonaro, o candidato mais temido, se lança para a presidência.
El Clarín
Jair Bolsonaro: militarista, xenófobo e favorito para a eleição brasileira
AUSTRALIA
News.Au
Seria este é o político mais repulsivo do mundo?
Pensando que Donald Trump é ruim? Conheça o possível presidente brasileiro cujas crenças repulsivas chocaram o mundo.
The Australian
Conheça o Candidato que é um risco à democracia
The Sydney Sunday Herald
Por que alguns no Brasil estão se virando para um explosivo candidato de extrema-direita para o presidente?
CHILE
EL MERCURIO
“Bolsonaro assusta com soluções simplistas e autoritárias”
LA TERCERA
“Bolsonaro conseguiu captar o sentimento de revolta no Brasil”
LA CUARTA
Jair Bolsonaro: O Trump do Brasil.
ESPANHA
El País
Bolsonaro é um Pinochet institutional para o Brasil 
El Mundo
Lider Polemico. Bolsonaro: o candidato racista, homofóbico e machista do brasil.
La Vanguardia
Bolsonaro: o Candidato Ultradireitista que canalizou a insatisfação no Brasil
El Confidencial 
Jair Bolsonaro: o “Le Pen tropical” que pode ser o próximo presidente do Brasil.
ESTADOS UNIDOS
Revista Time 
Jair Bolsonaro ama Trump, odeia pessoas gays e admira autocratas. Ele poderia ser o próximo presidente do Brasil
Fox News
Um olhar sobre os comentários ofensivos do candidato brasileiro Bolsonaro
HuffingtonPost
Jair Bolsonaro e o violento caos das eleições presidenciais no Brasil
Washington Post
Um político parecido com Trump no Brasil poderia ter o apoio de um poderoso grupo religioso: os evangélicos
The New York Times
Brasil flerta com um retorno aos dias sombrios
Americas Quarterly
Ditadura militar iminente no Brasil?: Ganhando ou perdendo, a ascensão de Jair Bolsonaro colocar em perigo a jovem democracia brasileira. 
Financial Times
O “trágico destino” brasileiro de uma rebelião antidemocrática surge novamente:
A raiva pública contra uma elite corrupta poderia precipitar outra revolta
FRANÇA
Le Figaro
Brasil nas garras da tentação autoritária
Le Monde por Rádio França Internacional RFI
Trump tropical, homofóbico e machista
Liberation
No Brasil, um ex-soldado para liquidar a democracia
HOLANDA
Der Volkskrant
Centenas de milhares de mulheres no Brasil nas ruas contra a extrema direita: “Ele nunca!”
ÍNDIA
India Express 
Deixe a polícia matar criminosos, diz o candidato presidencial do Brasil, Jair Bolsonaro
ITÁLIA
La Republica
Bolsonaro, líder xenófobo e anti-gay que dá o assalto à Presidência do Brasil
Corriende della Sierra
Um pesadelo chamado Bolsonaro
MÉXICO
La Jornada
Bolsonaro: O candidato Imprevisível
Milenio
Bolsonaro, o Neofascista que seduz o Brasil
El Universal
Militar de ultra-direita: um voto pelo passado?
ÁFRICA DO SUL
The Star
Mulheres brasileiras marcham contra ‘formas misóginas
PORTUGAL
O Público 
Bolsonaro, o jagunço à porta do Planalto
Diário de Notícias
Jair Bolsonaro é perigo real no Brasil e segue passos de Adolf Hitler
POLONIA
Gazeta Prawna
Trump brasileiro e outros. Escândalos de corrupção abrem caminho para o poder dos populistas
QATAR (MUNDO ÁRABE)
Al Jazeera
Milhares de Mulheres protestam contra Bolsonaro
REINO UNIDO
The Economist (CAPA)
A mais nova Ameaça na América Latina
The Times
Jair Bolsonaro, populista “perigoso” promete tornar o Brasil seguro
The Telegraph
Dezenas de milhares dizem “ele não” ao principal candidato do Brasil
The Economist
Brasília, nós temos um problema
O perigo representado por Jair Bolsonaro
SUÍÇA
Neuen Zürcher Zeitung
O Faxineiro Racista do Brasil 

Facebook compra direitos de transmissão da Libertadores de 2019 a 2022

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Por Soraia Alves, no B9

Depois de adquirir os direitos de transmissão da Champions Leagueno Brasil, em junho, o Facebook anuncia agora a compra dos direitos de transmissão da Copa Libertadores entre 2019 e 2022.

O acordo, que já estava sendo negociado há tempos, foi fechado hoje e contempla os direitos exclusivos para transmitir os jogos das quintas-feiras, além dos direitos de transmissão compartilhados dos jogos das terças e quartas-feiras.

Segundo a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), os jogos das quintas-feiras cobrirão todos os 10 países-membros da Conmebol. Já nos outros dias, a cobertura é apenas para as nações hispânicas. Ou seja, os brasileiros só poderão assistir aos jogos da Libertadores pelo Facebook nas quintas-feiras.

No total, o acordo soma 46 partidas por ano, 27 delas exclusivas, transmitidas ao vivo na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Setores do Ministério Público e Judiciário interferem na campanha eleitoral

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Por Kennedy Alencar

Setores do Ministério Público e do Judiciário fazem um jogo político a favor do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na reta final do primeiro turno.

Quem conhece o Judiciário sabe que o magistrado controla o ritmo do processo. O juiz federal Sergio Moro deu prazo para que alegações finais do Ministério Público devessem ser feitas na reta final da primeira etapa. Trata-se de processo que apura acusação de compra de terreno e prédio para o Instituto Lula. O ex-presidente nega as acusações.

É interferência política indevida a abertura de prazo para produzir um resultado politico, gerando fato negativo na reta final do primeiro turno da eleição.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes, candidato do DEM ao governo do Estado, sofreu hoje acusações de um ex-secretário em depoimento a um processo sob os cuidados do juiz Marcelo Bretas. Óbvio que a data prejudica Paes.

Não se deve achar que só há movimentos políticos no Executivo e no Legislativo. O Judiciário, que deveria ser o menos político dos poderes, tem adotado uma agenda política. Isso é um fato notório no Brasil de hoje.

É um erro tratar juízes e procuradores como deuses. Eles têm um papel importante, mas são autoridades públicas que precisam prestar contas dos seus atos. O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) devem atuar com rigor para coibir eventuais abusos, exercendo o controle externo para os quais foram criados.

Alegações finais contra Lula a três dias do primeiro turno equivalem à decisão de Moro de retirar o sigilo da delação do ex-ministro Antonio Palocci Filho num acordo de colaboração feito com a Polícia Federal. Os dois fatos dão munição contra Fernando Haddad numa hora decisiva para o candidato do PT. O noticiário foi alimentado de modo negativo para Haddad.

O ativismo do Judiciário e do Ministério Público custará caro ao país, porque desequilibra as regras do jogo político-eleitoral e gera disfuncionalidade na democracia. Além de abuso de poder, tal ativismo é uma ação irresponsável do ponto de vista institucional.

*

Efeito Trump

Amaro Grassi, diretor de Análise de Políticas Públicas da FGV (Fundação Getúlio Vargas), diz que há indícios de que a candidatura de Bolsonaro é a maior beneficiada por fake news. Segundo Grassi, essas eleições eliminaram dúvida a respeito da capacidade das redes sociais de fazer contraponto ao poder da propaganda no horário eleitoral gratuito.

Em entrevista ao “Jornal da CBN – 2ª Edição”, ele afirma que eventos da TV e do rádio geram notícias que alimentam debates nas redes sociais. Mas essas redes estão desempenhando papel decisivo na disputa de 2018.

O dia seguinte

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Já no dia 2 de janeiro as ruas possuirão um ar tóxico, semelhante ao dos gases das câmaras de Auschwitz. Mas dessa vez em mortiço azul do céu do Brasil, o céu mudado da pobre pátria. Nas ruas, nas casas, nas escolas, as pessoas vão se armar contra elas próprias, para que se matem por vários motivos: de muito ódio, de pouco ódio ou por mera vontade de exercitar o gatilho. Mulheres serão mortas com a mais natural, irrefreável e absoluta impunidade, porque afinal são mulheres, pessoas fracas, filhas de cópulas fraquejadas, nascidas para o estupro e destruição. Negros, mulatos, pardos, sararás, vagabundos enfim, terão medo do espelho, porque a sua imagem revelará as feições da gentalha, da quase gente que é inimiga preferencial dos Taurus, pistolas, fuzis e metralhadoras, cujas ações subiram desde a campanha eleitoral. Se para tudo existe um tempo, este será o tempo da matança patriótica. Glória, glória. Glórias subirão dos templos.

Já no dia 2, na televisão dos canais de assinatura e sem assinatura do crime que fizeram ao pôr um fascista no Planalto , no ar comentaristas ensinarão como será o comportamento do novo presidente do Brasil. O primeiro jornalista político dirá: “Uma coisa foi a campanha, outra é a presidência, porque Ele terá que negociar”. O segundo responderá: “Concordo com você. Agora, ungido pelas urnas, Ele terá o congresso que desejar. As reformas trabalhista e previdenciária avançarão negociadas. Começamos o Brasil país do futuro”. Outro completará: “Vocês estão certos. Os penduricalhos da Constituição devem ser expurgados de vez. Precisamos superar a velhíssima Constituição de 1988, essa Carta de boas intenções do século passado”.

– Mas eles não têm que cumprir a que está em vigor? – perguntará o apresentador em papel de escada na tragicomédia. Ao que o outro comediante pegará a deixa:

– Sim, mas partiremos para uma nova Constituição, que será negociada com o Centrão para emendas constitucionais de peso. Ou teremos uma nova Constituinte, para mudar tudo de vez.

– Uma Constituinte com notáveis? – o apresentador cortará a bola para os grandes analistas políticos.

E no passo seguinte, com a maior naturalidade, falarão a enfiada de nomes de notáveis, como se escalassem um time pelo notável exercício à direita: Moro, Olavo de Carvalho, generais brilhantes, que admirem o mais Brilhante Ustra. Notáveis escolhidos por destino, formação e oportunismo, que virá, com os convertidos de última hora de sempre.

Então, já no dia 3, comandos de atirar no humanismo subirão dos quadros escolhidos nas forças armadas. Todos mui desenvoltos e à vontade. Cumprirão aquilo que um general especialista em educação já havia falado, de modo bem gentil no tempo da campanha eleitoral: “os livros de história que não tragam a verdade sobre 64 precisam ser eliminados”. Mas de que modo serão eliminados, pela morte física dos autores ou pela queima em fogueira, dos livros? O general naqueles dias foi gentil, a seu modo e lugar de fera que apenas rosnava: “Toda a base curricular e todo o processo de formação de professores precisam ser revistos para tornar o professor qualificado para formar crianças e jovens”. O que valia dizer, mas ele então calou: mudar a base curricular e a formação dos mestres brasileiros conforme o ideal das forças armadas nas escolas militares. Elementar, poderia ter sido notado naquelas horas de 2018: se os generais não têm outra experiência escolar, como poderiam pregar o que desconhecem?

Então terá início a mais infame caça às bruxas. Antes, o especialista em educação da farda bem que havia avisado: a autonomia das universidades federais tinha que acabar. Para ele, o modelo de escolha dos reitores, baseado em uma eleição interna de todos, havia de ser revisto, porque só a esquerda estava ganhando. Mas a partir de agora, não, as regras serão feitas de tal modo que a escolha não se faça por voto universal, mas por vontade ditatorial de poucos, que sabem melhor o que deve ser a universidade do Brasil. Um lugar sem Gramsci, Paulo Freire e outros anticristos.

Enquanto isso, torturas a presos políticos serão assumidas em público, à semelhança do que se fez com Gregório Bezerra no Recife em 1964. Mas dessa vez, em 2019, como um espetáculo de arena mais democrática. Todo o mundo verá bandidos e comunistas, que virão a ser uma só coisa, espancados e mortos nas ruas, para aplausos dos apoiadores e silenciosa covardia dos liberais. Os vídeos gravados em celulares atestarão: “Se um marginal morre, alguma coisa ele fez”, frase que bem conhecemos antes dessas mortes cantadas sob o hino nacional, que virão. Vídeos virais de extermínio explodirão. Um espetáculo.

Por último e por fim uma hipótese, que nada muda no quadro acima visto. Já no dia 4 ou 5 de janeiro, Bolsonaro pode vir a falecer de infecção general, ou generalizada. Mas nada mudará o que escrevemos até esta altura, porque tomará posse o seu vice, o General Mourão. O pesadelo então terá mais agudo desenvolvimento. O resto é pré-história. O resto é silêncio. (Do Jornal GGN)

*Foto originalmente publicada no Jornal GGN.

DataPoder: Bolsonaro tem 33% dos votos válidos; Haddad tem 27%

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Por Luís Costa Pinto, no Facebook

Hoje saíram novos números do DataFolha e do DataPoder360. São empresas que realizam pesquisas por métodos diferentes.

O DataFolha usa o ponto de fluxo.

O que vem a ser isso? 

Os entrevistadores postam-se em pontos públicos de maior fluxo de gente nas cidades determinadas – terminais de ônibus, estações de metrô, saídas de colégios e universidades, praças, zonas comerciais etc – e vão selecionando os entrevistados.

Obviamente, muitas vezes, formam-se rodas em torno dos profissionais entrevistadores. Não raras vezes se cria um burburinho.

Como há uma onda evidente pró-Bolsonaro, sobretudo nos maiores centros, algumas pessoas têm vergonha de admitir que votarão em outro candidato ante o anúncio desavergonhado de quem proclama seu voto com boçalidade e arrogância.

E, ali, vez ou outra, um ou outro muda o voto. Mudança transitória para seguir a onda. É o “voto desavergonhado” seguido pelo voto-modinha. Isso, potencialmente, causa algum desvio ou viés. 

O DataPoder360 realiza entrevistas por telefone – ligações para números celulares e fixos. Cada número de telefone é associado a um CEP, e o código postal de registro dá então a localização do dono do telefone.

É a partir desse dado que se faz o cruzamento para a estratificação do entrevistado com base nas informações que ele também fornece na entrevista.

O pesquisado usa as teclas para determinar suas escolhas. Assim, sente-se potencialmente mais protegido e menos vulnerável à influência de “ondas” ou de arrivistas.

As pesquisas telefônicas, usadas à larga nos EUA, na França, na Alemanha, por exemplo, começaram a ser massificadas esse ano no Brasil. E já possuem um banco amostral robusto.

Ouso afirmar que tendem a refletir melhor e mais corretamente o resultado momentâneo das intenções de voto – porque é a expressão do “voto silencioso” do entrevistado.

Dadas as ressalvas, e como já está circulando na Newsletter Drive, do Poder360, há quase 1h, publico duas tabelas cruciais do mais recente DataPoder360.

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Bolsonaro tem 33% dos votos válidos e Haddad, 27%.

Na estimulada, Bolsonaro tem 30%, Haddad 25% e Ciro 15%.

Record burla lei eleitoral e Bolsonaro aproveita para atacar o PT

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Jair Bolsonaro reconheceu que irá ao segundo turno contra Haddad. Foi ao responder a última pergunta da entrevista ilegal que for armada pela TV Record com a cobertura do TSE. “As pesquisas todo mundo desconfia no Brasil, aqui não se acredita em quase nada infelizmente. Vamos partir do princípio que as pesquisas são essas que estão aí. Não fugiremos do candidato do PT”.

Foi uma conversa entre amigos, com o repórter Eduardo Ribeiro. Bolsonaro usou a entrevista para atacar o PT, apresentar-se como alguém que não é racista nem homofóbico e defender sua plataforma conservadora. Num dos momentos mais farsescos da entrevista, Bolsonaro mentiu descaradamente ao afirmar que “nas escolas de ensino fundamental criancinhas a partir de seis anos de idade assistem vídeos de meninos se beijando e meninas se acariciando”.

A entrevista aconteceu depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou recurso do PT, PDT e PSDB e deu cobertura ao crime eleitoral cometido pela Rede Record de Televisão, do bispo Edir Macedo, que decidiu exibir uma entrevista do candidato fascista Jair Bolsonaro no mesmo horário do debate eleitoral da Rede Globo; lei eleitoral proíbe que concessionárias públicas dispensem tratamento privilegiado a qualquer candidato; no sábado, o bispo Edir Macedo, que controla a Record, declarou apoio a Bolsonaro e hoje articulou a manobra ilegal com o candidato fascista.

Boca despacha Cruzeiro e vai disputar semifinal da Libertadores

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Foi um típico jogo de Libertadores: teve foguetes na madrugada da torcida do Cruzeiro, teve catimba de argentino, teve jogo fechado e gol no contra-ataque. No fim das contas, na noite desta quarta-feira, no Mineirão, a Raposa ficou apenas no empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, dando adeus à competição continental.

O Cruzeiro foi superior em todo o jogo. A Raposa conseguiu entrar em campo com intensidade e tentou a virada. No entanto, em alguns momentos, abusou da transpiração e perdeu em inspiração. No fim, com a expulsão (justa) de Dedé, o time celeste, já cansado, não conseguiu se defender com qualidade e sofreu o empate.

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O Cruzeiro mostrou que entraria com bastante intensidade no gramado do Mineirão. Para ter uma ideia, antes de analisar qualquer situação de partida, a Raposa teve uma chance: aos 13 segundos de jogo, em lançamento na frente, Arrascaeta finalizou e a bola parou nas mão do goleiro.

A Raposa seguiu com grande intensidade. O ponto principal do time azul era o meia Thiago Neves. Robinho atuava pela direita e Arrascaeta na esquerda. O time celeste atacava com vários homens e o Boca, nos primeiros minutos, ficou apenas se defendendo.

Aos 10 minutos o Boca conseguiu chegar pela primeira vez. Em ótimo chute de fora da área, Fábio precisou se esticar todo para fazer a defesa e mandou para escanteio.

O Cruzeiro, no entanto, apesar da oportunidade do Boca era melhor em campo. Isso, porém, não convertia em grandes oportunidades. Era uma posse de bola, mas o Boca abusava da frieza. O treinador no banco é experiente na competição: já conquistou quatro Copas Libertadores.

Aos 20, o Cruzeiro chegou com bastante perigo. Em bela jogada de Arrascaeta, na esquerda, ele cruzou rasteiro. A bola chegou e Barcos que escorou para Thiago Neves. O camisa 30 mandou por cima.

O jogo perdeu em intensidade quando passou a metade do primeiro tempo. As equipes sentiram o desgaste do jogo. Pelo lado do Boca, o técnico percebeu que os avanços da Raposa aconteciam com Egídio, na esquerda, e intensificou a marcação por ali. Aos 47 o Cruzeiro conseguiu balançar as redes. O árbitro, no entanto, anulou o lance acusando falta do zagueiro Dedé.

A Raposa voltou novamente com muita intensidade para a etapa complementar. A torcida do Cruzeiro compreendeu que faltava mais força no ataque e começou a gritar o nome de Sassá. Aos 14 minutos, no primeiro lance, ele resolveu a primeira parada. Em cruzamento, a redonda sobrou para o atacante que colocou a bola para o fundo das redes.

O Boca não conseguia descer para o ataque. Ficava preso na intensidade do ataque do Cruzeiro. A equipe não criava e lutava para se manter no jogo e na Libertadores. A partida era bastante nervosa. O Cruzeiro tentava atacar, jogava a bola por cima, em cruzamentos na área, tentava de várias maneiras, mas o Boca seguia se defendendo, com qualidade e a frieza.

Aos 37 um lance decisivo. O zagueiro Dedé fez falta forte e levou o segundo amarelo no jogo, tomando o cartão vermelho. Como o Boca pouco atacava, o técnico Mano Menezes segurou mais o lateral-direito Edilson, mas pouco fez diferença nas ações de ataque. No primeiro lance sem o zagueiro Dedé, em cruzamento na área, Ábila mete a cabeça na bola e a redonda pegou na trave.

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Já nos acréscimos, se existia a esperança, o Boca acabou. Pavon, em lançamento na área, chutou forte e colocou no fundo das redes.

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Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG) Data: 04 de outubro de 2018, quinta-feira
Árbitro: Andrés Cunha
Gols: Sassá, aos 14 minutos do segundo tempo (Cruzeiro); Pavon, aos 50 do segundo tempo (Boca)

Cartões amarelos: Dedé (2), Egídio (Cruzeiro); Pablo Pérez (Boca)
Cartão vermelho: Dedé

CRUZEIRO: Fábio, Edilson, Dedé, Léo, Egídio, Henrique, Lucas Silva (Sassá), Arrascaeta (Rafinha), Thiago Neves, Robinho, Barcos (Raniel). Técnico: Mano Menezes

BOCA – Rossi; Buffarini, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Barrios, Nández e Pablo Pérez (Gago); Villa, Zárate (Ramon Ábila) e Pavón. Técnico: Guillermo Barros Schelotto

Haddad mantém empate no 2º turno

Embora o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, tenha crescido no primeiro turno, para 39% dos votos válidos, Haddad também acompanhou o crescimento, chegando a 25% dos votos válidos. Na prática, o crescimento de Bolsonaro representa a transferência dos votos dos eleitores de Geraldo Alckmin, Meirelles e até de Marina, no movimento de voto útil. Até políticos tradicionais tucanos estão abandonando o antipático Alckmin, em direção ao nazismo escancarado.

Porém, são os números do segundo turno que mais devem chamar a atenção, onde Haddad volta a se aproximar, mesmo na margem de erro, do empate nominal. É justamente esse o fato que se evidencia com a estagnação de seus votos no segundo turno. Veja:

Primeiro turno (Votos válidos)

  • Bolsonaro: 39%
  • Haddad: 25%
  • Ciro: 13%
  • Alckmin: 9%
  • Marina: 4%

Segundo turno (Votos totais)

  • Bolsonaro: 44% manteve.
  • Haddad: 42% para 43%.

O que é mais importante avaliar é que o espectro anti-fascista cresceu, mesmo que na margem de erro, nas duas pesquisas, Datafolha e Ibope.