Argentino agrada nos treinos e pode ganhar contrato com o Leão

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O argentino Sergio Souza, de 24 anos, é o atacante que mais tem se destacado no período de testes comandado pelo técnico João Neto no Remo. Em jogo-treino nesta quinta-feira (11/10), o atacante marcou 2 gols na vitória por 4 a 0 sobre o time sub-20, no estádio Evandro Almeida. Sosa veio para testes no Tiradentes, mas não foi inscrito na Segundinha porque não tinha a documentação completa.

Sosa ainda passou pela Desportiva, mas acabou sendo encaminhado ao Remo, onde tem deixado boa impressão nos treinos. O técnico Netão vem acompanhando de perto a participação do atacante, que tem chances de firmar contrato para o Parazão.

O atacante começou na Segunda Divisão do Campeonato Argentino, defedendo o Estudiantes de Caseros. Chegou à Primeira Divisão jogando pelo Atlético Rafaela. No ano passado, atuou pelo Independiente Rivadavia.

Discussão provoca renúncia de diretores no Papão

Após discussão com o gerente de futebol, Fernando Leite, na manhã desta sexta-feira (12), na Curuzu, a comissão especial de Futebol do Paissandu foi desfeita, com a renúncia dos diretores Ulisses Sereni, Paulo Ribeiro, Arlindo Bastos e Ivan Corrêa. A diretoria não confirma os detalhes da saída dos dirigentes, mas as versões divulgadas por alguns dos envolvidos indicam que um desentendimento entre Fernando Leite e os integrantes da comissão teria sido a gota d’água.

Leite teria cobrado o pagamento de direitos de imagens e moradia dos atletas (que estariam com atraso de dois meses) e dos salários dos funcionários referentes ao mês de setembro. A discussão se tornou mais ríspida, fazendo com que Sereni e outros diretores pedissem à direção do clube o afastamento de Fernando Leite. Como o gerente foi mantido pela presidência, os integrantes da comissão decidiram renunciar, com exceção de José Anísio (Bodinho).

Não há enganados, há cúmplices

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Por Fernando Brito

De uma coisa não se pode acusar Jair Bolsonaro, de esconder a sua natureza monstruosa.

Há 30 anos ele a expõe.

Não há enganados, há cúmplices e há tolos.

Os generais sabem que ele queria explodir bombas em quartéis.

Os que pensam respeitar a dignidade humana sabem que ele faz a apologia da tortura e da morte.

Os nacionalistas o viram bater continência para uma bandeira norte-americana, na festa de quem deixou seu país atrás de dinheiro.

Os negros sabem que ele reserva à pele escura o papel de cavalo, para carregá-lo nas costas.

A imprensa “livre”, ao dizer que “são extremistas iguais” os que nunca a censuraram e os que perseguiram, prenderam, torturaram,exilaram e mataram jornalistas oculta a diferença inconciliável entre ditadores e críticos.

Mesmo agora, quando ainda precisam disfarçar seus métodos e intenções, os espancamentos, as ameaças,as agressões se multiplicam.

Dizer que nada tem com isso quem, há poucos dias, dizia – fantasiando uma metralhadora como uma criança, quando tem idade para ser avô – que “vamos metralhar os petistas”? Não é uma força de expressão brutal, é a expressão da força bruta.

Não se pode mentir às pessoas: ou o país se levanta e diz não a isso ou teremos todos de nos ajoelhar, rastejar e implorar misericórdia pelos nossos irmãos e por nós mesmos.

Todos, inclusive os ricos, os grupos econômicos do capital e do agronegócio que, não satisfeitos com tudo o ganharam e ganham acham que isso os levará a um mais doce degrau do paraíso, como acharam quando levaram Michel Temer ao poder.

Agora, porém é pior,pois em lugar da lama, que se pode lavar, haverá sangue, que é mancha que não sai.

Não tenho nenhum prazer em escrever isso, mas vocês não estão simplesmente escolhendo um governo, que pode ser bom ou ruim, mas que tem limites, nos atos que pode praticar e no tempo que pode durar.

Estão libertando um monstro, jogando na rua os instintos primitivos que só conhece a destruição do outro e a própria fome como razões.

As suas milícias estarão vigiando a todos.

Adolescentes siderados vigiarão os professores que serão “comunistas” quando a nota for baixa; vizinhos vigiarão vizinhos, que serão “drogados” ou “viados” quando os desagradarem,  parentes vigiarão parentes e bandos de animais percorrerão as noites à procura de mulheres, de negros, de gays em que possam despejar sua brutalidade.

É a vida que você quer, é o mundo que dará aos seus filhos?

Civilizar leva décadas, mas para tornar-se selvagem bastam alguns meses na selva.

É nela que estamos entrando e os lobos já uivam nas ruas.

A escolha é crua e dura.

Tite volta a criar realidade particular ao avaliar Arábia

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Por Ricardo Perrone

Em suas entrevistas coletivas Tite começa se especializar em criar uma realidade particular, que parece ser enxergada apenas por ele.

Um bom exemplo foi dado pelo treinador da da seleção brasileira ao comentar sobre a Arábia Saudita, adversária do Brasil nesta sexta (12), às 15h30 (horário de Brasília), em Riad.

Do jeito que Tite descreveu a Arábia parece que o Brasil vai encarar a nova sensação do futebol mundial.

”Traz níveis de exigência, a Arábia Saudita é equipe móvel, de qualidade de passe, não é uma equipe estática, pragmática. Isso gera grau de dificuldade maior. Ela rompe linhas, ataca espaço, não é uma equipe pesada”, afirmou o treinador. A propaganda é tão boa que dá vontade de assistir ao jogo só pra contemplar essa máquina saudita.

Mas daí você lembra que a Arábia Saudita foi eliminada na primeira fase na Copa da Rússia. Na breve campanha foi  goleada por 5 a 0 pelos anfitriões.

Fica fácil desconfiar que a análise de Tite não retrata fielmente as habilidades da seleção saudita. Ele já tinha optado por caminho semelhante ao dizer que Neymar entendeu a responsabilidade de ser capitão da seleção nos últimos dois jogos. Porém, ignorou um cartão amarelo levado pelo camisa 10 por simulação.

A impressão que fica é de que Tite altera a realidade para proteger jogador, a direção, responsável por acertar os amistosos, ou até mesmo de forma preventiva em relação a uma eventual dificuldade diante de um adversário frágil.

Só que essa postura fere o manual de Tite esculpido na transparência e na verdade. Qual o problema de dizer que não foi possível encontrar um adversário mais forte? Nenhum.

Análises exóticas muitas vezes sugerem a tentativa de esconder fatos verídicos. E isso costuma irritar o torcedor. Tite deveria ter em mente que historicamente a CBF leva em conta o desejo da torcida para tomar decisões, como trocas de técnico.

A irritação com o jeitão do treinador somada a eventuais maus resultados pode fragilizar a situação do técnico no cargo.

Meninada do Leão conquista Parazão de basquete sub-13

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A garotada do Clube do Remo garantiu mais um título na temporada. A equipe sub-13 do Leão venceu o Paissandu por 57 a 35 e levantou a taça de campeão do Parazão de basquete da categoria. A partida foi realizada na noite desta quinta-feira (11), no ginásio Serra Freire. O Leão mostrou ampla superioridade vencendo todos os quartos e fechando o playoff em 3 a 0, garantindo a conquista, pois já havia sido campeão do primeiro turno.

Os azulinos, dirigidos pelo técnico Giovanni Martins, terminaram o primeiro quarto com vitória por 17 a 8. No segundo, o placar foi a 28 a 18. No terceiro, o Leão ampliou ainda mais a vantagem, fechando em 39 a 27. No quarto final, o Leão garantiu a vitória vencendo o time bicolor por 57 a 35. O cestinha azulino foi o atleta Marco Antônio, com 32 pontos.

Os Pilatos que atiram o Brasil ao fascismo

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Por Tereza Cruvinel, no Jornal do Brasil

Ciro Gomes declarou apoio crítico, lavou as mãos e foi para a Europa.

Marina Silva declarou neutralidade, criticou Bolsonaro e também lavou as mãos, não pregando o voto em Haddad.

Os partidos de centro-direita fizeram fila no lavabo para lavar mãos.

O último a sair foi o MDB, que ontem declarou sua neutralidade.

Fernando Henrique renegou a promessa anterior de apoiar o PT contra a extrema-direita.

Nele cai pior, por tudo que é e foi, a roupa de Pilatos. Não é o PT e Haddad que estão jogando ao mar.

É o Brasil, sua democracia, suas instituições e seu futuro que ele colocam em risco, omitindo-se diante da possível eleição do candidato que representa o autoritarismo e o mais agudo “reacionarismo cultural”, como definiu FHC, mas sem por isso se mexer.

Antes de falar de tantos Pilatos, um parêntesis sobre o aumento dos casos de violência envolvendo bolsonaristas e outros brasileiros, nem sempre petistas, como a jovem do Recife espancada porque usava botton de Ciro e criticou Bolsonaro.

Ganharam destaque o assassinato de Moa do Katendê, em Salvador, e o caso da jovem gaúcha tatuada com uma suástica mas, segundo a Agência Pública, já foram notificados 50 casos de agressão por bolsonaristas.

Seis deles também foram atacados. Isso faz calar fundo o que diz o antropólogo e ex-secretário de segurança do Rio, Luiz Eduardo Soares:

“Não tenho dúvidas de que, se acontecer um desastre histórico imenso, uma tragédia, e a candidatura fascista passar – o que eu espero que não aconteça –, no dia seguinte, não vai ser nem necessário esperar a posse, no dia seguinte teremos banhos de sangue nas periferias e nas favelas. Porque a vitória será percebida como uma grande autorização para que se transforme em ato a disposição para a violência.”

Razões menores

E como podem, diante do cenário claramente projetado, os partidos centrais do sistema político, e suas lideranças mais importantes, optarem pelo conforto da neutralidade?

A situação criada não comporta isenção. Quem não está contra Bolsonaro, está a favor dele.

Ontem foi o MDB que declarou sua neutralidade, liberando os filiados para apoiarem quem quiser.

Já haviam feito isso PP, PPS, PR, PRB, SD, Novo, Patriota, Podemos e DEM. O PTB assumiu que apoia.

Quase todos estes aí se apresentam como integrantes do “centro democrático”, fugindo ao rótulo de centro-direita.

Não há mal no nome e uma direita civilizada faz falta, se tem compromisso com a democracia. Para ficar só no exemplo francês, ela se uniu com a esquerda e centro-esquerda para enfrentar a extrema direita no grande susto de 2002.

Todos estes partidos lavam as mãos, piscando para Bolsonaro, pensando numa composição lá adiante, quando ele precisar da maioria.

Mas são movidos também pelo horror ao PT, pelo medo que o ingresso numa frente contra Bolsonaro seja visto pelos eleitores como um socorro ao PT, e não ao país que desperta a piedade do mundo.

Desnecessário repetir que o PT cometeu seus erros, mas é importante assinalar que foi sua diabolização constante, seu espancamento como culpado de tudo, a amplificação do que fez, agregando calúnias e até mentiras toscas, como a do kit gay em que os evangélicos acreditam, que produziram isso aí: o furacão que passou sobre os partidos e a classe política, elegendo arrivistas e ameaçando nos impor Bolsonaro como presidente.

Não menos grave é a omissão do PDT e de Ciro Gomes, de quem se esperava um apoio decidido e firme à frente que já conta, além de PT e PC do B, com o PSB, o PSOL e o PPL.

Corretamente Haddad já deixou de ser candidato do PT e de Lula para tornar-se candidato da resistência democrática.

Mas o PDT declarou foi “apoio crítico” e em seguida Ciro pegou um avião para a Europa.

Direto do Twitter

“Jornalistas ironizavam quando ataques e ações arbitrárias eram contra ‘petistas’. Agora, estão preocupados. Não leram Brecht. Não conhecem história do fascismo. Nem sabem que 64 começou contra ‘comunistas’ e getulistas. E no fim arrastou tudo. Ok, gritem agora. Só aviso: é tarde.”

Rodrigo Vianna, jornalista