No mundo encantado de Weber, fake news são combatidas e os Bolsonaros ameaçam STF sem querer

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Por Roberto de Marin

Embora tenha admitido que não tem a solução para o combate às notícias falsas disseminadas pela internet, a ministra Rosa Weber afirmou, em coletiva neste domingo, dia 21, que as instituições brasileiras estão funcionando normalmente.

As perguntas só começaram a ser feitas após os presentes falarem, um a um, sobre as ações de “sucesso” do TSE na luta contra as fake news. 

Num clima que lembrava um seminário voltado a funcionários de uma empresa de telemarketing em Bangalore, Rosa abriu o evento dizendo que “a desinformação deliberada será combatida com informação responsável e objetiva, e com a transparência que exige um estado democrático de direito”.

Questionada sobre o Bolsolão e o esquema no WhatsApp, a ministra disse que não comenta casos em andamento, mas ressaltou que a Justiça age no seu tempo.

O representante da Polícia Federal, Elzio Vicente da Silva, foi questionado sobre a possibilidade de uma colaboração do WhatsApp às investigações da PF. 

Afirmou que “interessa sempre o maior número de dados que levem ao esclarecimento dos fatos.” Fim.

Já o ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Sergio Etchegoyen, não sabia se minimizava o poder das fake news ou se admitia a falta de controle sobre a situação. 

Em uma fala controversa, afirmou que não é possível controlar a disseminação de notícias falsas, comparando-as com fofocas que se espalham com uma maior rapidez do que antigamente, mas garantiu que aqueles que fraudarem a lei serão apanhados.

“Como disse o ministro Jungman: os responsáveis serão identificados e punidos”, disse.

Jungman, que fez questão de tirar a responsabilidade das costas da Polícia Federal e do Ministério da Segurança Pública, jogou o problema no colo do TSE: “Fora flagrante, só a Justiça eleitoral pode requisitar à PF que se investigue.”

Apesar das declarações, a opinião do TSE é de que o primeiro turno transcorreu normalmente.

Enquanto a palavra esteve com as autoridades, o tema central foi a reafirmação na confiança do sistema de urnas eletrônicas com a divulgação de dados e ações do Tribunal na batalha de combate às fake news.

“Gostaríamos de ter uma solução pronta e eficaz e, de fato, não temos. Fake news sempre existiram, a novidade agora é a velocidade da circulação dessas notícias deletérias e que estão a atentar contra a credibilidade do nosso sistema eleitoral”, disse Weber.

A coletiva, que poderia ter sido uma satisfação à sociedade sobre a denúncia contra a campanha de Bolsonaro, foi usada pelo TSE para uma defesa do trabalho feito pelo Tribunal até aqui.

Em seu mundo cor de rosa, Rosa ainda minimizou as declarações de Eduardo Bolsonaro num vídeo que viralizou. Numa palestra, o deputado fala que, em caso de impugnação da candidatura do pai, o STF ‘terá que pagar para ver’ e que para fechar o tribunal se quiser basta “manda um soldado e um cabo”.

“Eu tive conhecimento, me foi trazido pela assessoria o vídeo e me foi trazido ao conhecimento que o vídeo já foi desautorizado pelo candidato”, declarou. 

“Os juízes todos no Brasil honram a toga e não se deixam abalar por qualquer manifestação que eventualmente possa ser compreendida como de todo inadequada.”

Pizza monumental

POR GERSON NOGUEIRA

Uma robusta e gordurosa pizza saiu do forno da junta eleitoral do Remo na sexta-feira, habilitando a chapa 10 a concorrer à eleição de 10 de novembro próximo. Nada que não fosse de conhecimento de todos os que vivenciam a realidade do clube ou mesmo aqueles que apenas observam à distância o desenrolar dos acontecimentos.

No Remo, existem castas que se perpetuam no exercício do poder político. A mais conhecida delas é liderada justamente por Manoel Ribeiro, atual presidente e candidato à reeleição com a Chapa 10, tendo como vice o coronel PM Hilton Benigno, comandante da corporação militar.

Ambos foram alvos de pedidos de impugnação assinados por sócios. Nas duas situações, segundo conhecedores do estatuto remista, as acusações eram irrefutáveis. Tanto Ribeiro quanto Benigno deveriam ter sido impedidos de disputar o pleito. Benigno foi defenestrado tempos atrás do Condel por excesso de faltas, o que o inabilitaria a compor chapa.

Acontece que a Junta Eleitoral, integrada por aliados do longevo presidente, não teve força e independência suficiente para fazer cumprir o que está estabelecido no estatuto, rasgando a Carta Magna da agremiação.

Depois da análise dos recursos, a chapa da situação foi considerada apta a concorrer – e com chances consideráveis de vitória, a considerar a capacidade de mobilização e pressão que Ribeiro ainda consegue amealhar. Pode-se considerar que o resultado da avaliação foi uma medida protocolar, que pouco considerou o conteúdo das denúncias.

A lamentar nisso tudo o fato de que o previsível veredicto da junta eleitoral tenha confirmado as desconfianças quanto ao aparelhamento da eleição, como já ocorreu outras vezes. O coronelismo mostrou toda sua força, expondo as fragilidades institucionais do Remo.

Feudos seguem intocados e intransponíveis, desafiando as tímidas tentativas de mudança de rumos na gestão. Pedro Minowa e André Cavalcante, que presidiram o clube antes do retorno de Ribeiro, constituem exceções dentro da longa tradição de domínio de velhos caciques.

Não por coincidência, ambos foram achincalhados e atacados implacavelmente. Pelo simples fato de terem rompido com o status quo. Não deixaram obras relevantes, mas tiveram importância pela quebra do continuísmo.

Nesta eleição, Fábio Bentes (Chapa 20) e Marco Antonio Pina (Chapa 30) representam a expectativa de ruptura, embora tenham tido participação em gestões recentes. Concentram expectativas porque representam a novidade no cenário mais do mesmo que o Remo insiste em reapresentar a cada nova eleição. Os desafios são imensos e deveriam exigir uma frente político-administrativa que unificasse o clube.

Como de praxe, a eleição deverá ser sequenciada por um processo de isolamento dos eleitos, como é da tradição remista. A divisão só atrapalha e trava iniciativas que visam, mesmo que precariamente, tirar o Remo do atraso secular em que se encontra.

Qualquer manifestação mais ousada é torpedeada pelos derrotados nas urnas, o que transforma o clube numa infatigável usina de intrigas e insurreições. Ironicamente, as ideias danosas acabam aprovadas pela maioria, o que inclui conselhos e assembleia geral.

Um exemplo típico foi a desastrosa aventura envolvendo camarotes sociais no estádio Evandro Almeida, na gestão de Zeca Pirão. A arrecadação evaporou e o Remo ficou com o prejuízo adicional (e incalculável) de não poder utilizar sua praça de esportes desde o segundo semestre de 2013.

A liberação da chapa de Manoel Ribeiro abre o processo eleitoral da pior maneira possível, com uma decisão questionada por quase todos no clube, fazendo crer que outros imbróglios ainda estão por vir.

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Memórias ilustres de um craque do basquete

Recebi convite e estarei presente, na próxima quarta-feira, 24, às 19h, na sede do PSC, ao lançamento oficial da biografia “Mosqueiro a Xangai. Que viagem é essa?”, de Nelson Maués, um dos maiores jogadores do basquete paraense em todos os tempos.

Nelson é ícone de uma geração primorosa, que existiu quando os jogos galvanizavam atenções, as quadras lotavam e os times eram formados por gente talentosa. Como é raro ver literatura sobre esporte amador, o livro é também uma contribuição à história do nosso desporto.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa a partir de 22h, na RBATV. Tudo sobre a Série B e a Segundinha de acesso ao Parazão 2019. Sorteios e participação dos telespectadores. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião integram a bancada de debatedores.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 21)

Filho de Bolsonaro faz ameaças ao STF

Filho do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Eduardo Bolsonaro, em vídeo que teria sido gravado em julho, deu uma declaração em tom de ameaça sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma palestra, ele afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.

Apesar de ter ocorrido ainda antes do primeiro turno, o vídeo viralizou nas redes sociais neste domingo (21) A declaração foi em resposta a uma indagação de alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro.

Eduardo respondeu: “Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, questionou.

“Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular em favor dos ministros do STF? Milhões na rua ‘solta o Gilmar, solta o Gilmar’ [referência ao ministro do STF Gilmar Mendes], com todo o respeito que tenho pelo ministro Gilmar Mendes, que goza de imensa credibilidade junto aos senhores”, ironizou.

Filho do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL), o deputado Eduardo Bolsonaro, em vídeo que teria sido gravado em julho, deu uma declaração em tom de ameaça sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma palestra, ele afirmou que se o STF impugnar a candidatura do pai “terá que pagar para ver o que acontece. Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”.

Apesar de ter ocorrido ainda antes do primeiro turno, o vídeo viralizou nas redes sociais neste domingo (21) A declaração foi em resposta a uma indagação de alguém da plateia sobre qual seria a reação do Exército no caso de impugnação da candidatura de Bolsonaro.

Eduardo respondeu: “Mas aí eles vão ter que pagar para ver. Será que vão ter essa força toda mesmo? O pessoal até brinca lá: se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo. Não é querendo desmerecer o soldado e o cabo. O que que é o STF? Tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, questionou.

“Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular em favor dos ministros do STF? Milhões na rua ‘solta o Gilmar, solta o Gilmar’ [referência ao ministro do STF Gilmar Mendes], com todo o respeito que tenho pelo ministro Gilmar Mendes, que goza de imensa credibilidade junto aos senhores”, ironizou.

WEBER SE ACOVARDA

Primeira ministra do STF a comentar a ameaça feita por Eduardo Bolsonaro, que disse que bastam “um soldado e um cabo” para fechar a corte, Rosa Weber reagiu de forma tímida e acovardada. “O video foi desautorizado pelo candidato. No Brasil as instituições estão funcionando normalmente. E juiz algum que honra a toga se deixa abalar por qualquer manifestação que pode ser compreendida como inadequada”, disse ela.

Eduardo Bolsonaro fez sua afirmação antes do primeiro turno, quando falou sobre a hipótese de a eleição vir a ser questionada em razão de alguma fraude eleitoral cometida pela chapa de seu pai, Jair Bolsonaro. “Será que eles vão ter essa força mesmo? Se quiser fechar o STF você não manda nem um Jipe, manda um soldado e um cabo”, afirmou.

Em coletiva sobre as eleições, ela também não anunciou nenhuma medida concreta sobre o bolsolão – esquema de caixa dois usado para disparar fake news por whatsapp contra Fernando Haddad.

A cena constrangedora do dia

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O empresário ACM Júnior e a presidente da ONG Parque Social, Rosário Magalhães – pai e mãe do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) – participaram neste domingo de um ato de rua pró-Bolsonaro, em Salvador. O que chamou atenção na foto acima é o gesto de um auxiliar de ACM Jr., homem negro trajando camisa verde, que faz sem nenhum pudor a saudação nazista em homenagem ao candidato do PSL.

Na semana passada, a Folha de São Paulo informou que Neto quer manter distância pública de Bolsonaro, mas avisou a aliados que sua estrutura na Bahia vai trabalhar e pedir votos para o candidato.

Antes de apoiar Bolsonaro, Neto fez duras críticas ao capitão da reserva. Disse que o militar não apresentou quando era deputado “nehuma proposta importante”. Ressaltou, ainda, que “não tem experiência, não tem equipe e não está pronto para governar”.