D. Mauro Morelli rebate ataques de candidato à CNBB

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O bispo emérito de Duque de Caxias e um dos idealizadores e percussores do programa Fome Zero, Dom Mauro Morelli, usou sua conta no Twitter para condenar os ataques contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) desferidos pelo candidato de extrema direita à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). “O candidato Bolsonaro agrediu gravemente e de forma gratuita a Igreja Católica, taxando a CNBB de parte podre da Igreja. De sua boca jorram asneiras e impropérios, revelando um homem desequilibrado e vulgar. Se eleito acabará defenestrado em pouco tempo”, postou o religioso.

A postagem de Morelli veio na esteira de um vídeo divulgado por Bolsonaro onde ele ataca a população indígena e afirma que irá rever a demarcação de terras deste segmento da população em prol do agronegócio. No vídeo, Bolsonaro afirma que a defesa das terras indígenas conta com o apoio da “parte podre” da Igreja Católica, representada pelo Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e pela CNBB.

Os ataques de Bolsonaro contra a Igreja Católica fazem parte de um crescente que vem ganhando espaço nos discursos do candidato desde sua aliança com o bispo e líder da Igreja Universal, Edir Macedo. Macedo, que já declarou apoio a Bolsonaro, colocou à disposição da sua campanha a TV Record, além de ter escrito um livro intitulado “Plano de Poder”, visando o poder de Estado, como publicado em matéria do Brasil 247.

Mais cedo, Dom Mauro Morelli também havia criticado membros da própria congregação que, mesmo cientes dos ataques feitos por Bolsonaro contra a Igreja Católica, visitaram o presidenciável nesta quarta-feira (17). “Fim de picada…a CNBB é a comunhão dos Bispos católicos..não é prédio e nem estrutura….surpreso com bispo e cardeal beijando a mão do candidato nesta manhã..”, postou.

Efeito Orloff: Brasil modelo Filipinas?

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Há muitas semelhanças entre os períodos históricos do Brasil e das Filipinas, quando o assunto é o discurso de degradação moral, violência e drogas. Ambos os países acabaram por construir um forte de discurso de repressão ódio e mais violência contra a violência. Sobprodutos da guerra contra as drogas, Filipinas ensina ao Brasil que uma crise pode gerar um Hitler autodeclarado, fato que também se encaminha por aqui.

Por lá, Sara Duterte, que já se comparou a Hitler, iniciou seu segundo mandato presidencial em 2016, sendo que sua ascensão ao poder foi marcada pelo assassinato de 3.600 pessoas, cuja polícia alegou serem todos ligados ao tráfico. O fato gerou forte crítica da ONU e acusações de extermínio, execução em massa e demais crimes contra a humanidade. Assim como Bolsonaro, sua principal plataforma foi a intolerância, o uso ostensivo de armas, a apologia à perseguição política disfarçada e outras atrocidades.

Hoje, o país asiático, que é um preposto americano, encontra-se em forte crise econômica, com a maior inflação local dos últimos anos gerada, principalmente por elevação dos preços dos alimentos e a bolsa de valores, antes eufórica com a sua ascensão, hoje opera em quedas históricas. Sua política de estado mínimo foi baseada, assim como o defendido por Paulo Guedes, o coordenador de economia da campanha de Bolsonaro, na privatização total. Hoje, serviços básicos do estado filipino se encontram privatizados, incluindo a educação, saúde, energia demais setores estratégicos.

Wagner Moura se posiciona sobre eleições: “Civilização ou barbárie”

O ator Wagner Moura divulgou nesta terça-feira (16) um vídeo no qual ele se posiciona sobre o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil e faz um apelo ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a Ciro Gomes para que eles se envolvam na campanha de Fernando Haddad (PT) contra Jair Bolsonaro (PSL).

“Esse vídeo é para você que discorda de mim”, começa por dizer Moura. “Presidente Fernando Henrique Cardoso, o senhor precisa dar uma declaração a favor da democracia. Ciro Gomes, você é um dos maiores democratas, uma figura imensa”, pede Moura.

“Eu sou refratário a qualquer tipo de patrulha ideológica, mas esse é o momento de as pessoas se posicionarem. As pessoas têm que se colocar. Se há um momento da história da qual eu vivi no Brasil e que as pessoas precisam se posicionar, eu acho que o momento é esse”, acrescenta o ator

“Essa não é mais uma eleição em que o que está em jogo é a disputa política. Não é mais a esquerda contra a direita. Agora é a civilização contra a barbárie. E eu sei que se expor dói, eu sei que se expor num país polarizado como o Brasil agora é você abrir o flanco para as ameaças mais crueis, covardes e tristes. No entanto, é muito mais satisfatória a sensação de estar do lado certo da trincheira num momento como esse”.