Roger Waters faz ironia em cima do termo “neo-fascista”

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Roger Waters, ex-Pink Floyd, está fazendo show extra em São Paulo, hoje à noite, depois de se manifestar contra Jair Bolsonaro ontem. O jornalista musical José Norberto Flesch postou no Twitter que hoje o cantor protestou a respeito do presidenciável de extrema-direita censurando seu nome na apresentação:

PONTO DE VISTA CENSURADO…. (frase que surgiu no lugar do nome do ídolo das amebas).

Bolsominions divulgam notícia falsa sobre Miriam Leitão

 

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Um dia após fazer críticas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), a jornalista Miriam Leitão virou alvo de uma mensagem falsa espalhada por seguidores do candidato nas redes sociais. Junto com a ficha da jornalista, presa em 1972 durante a ditadura militar, aparece um texto que não corresponde à realidade.

Foto do julgamento do assalto ao Banco Banespa da Rua Iguatemi, em São Paulo, ocorrido no dia 06/Outubro/1968. A assaltante usava um revólver calibre 38 e junto com seus comparsas levaram mais de 80 mil cruzeiros, que seria equivalente a R$ 800.000. Alguém conhece a assaltante?

A foto é verdadeira e foi publicada no livro Em Nome dos Pais, escrito pelo também jornalista Matheus Leitão, filho de Miriam. Ela foi presa na década de 1970 por sua militância no PCdoB, partido que era clandestino na época. A jornalista nunca foi presa ou processada por assalto a mão armada. Na época do crime atribuído a ela, Miriam tinha 15 anos e morava no interior de Minas Gerais.

Em comentário feito ontem (segunda, 8) no “Bom Dia, Brasil, da TV Globo”, Miriam disse que Bolsonaro fez sua carreira defendendo a ditadura militar e a tortura. “Jair Bolsonaro tem que desfazer o que ele falou ao longo do tempo. Durante muito tempo ele criticou a democracia, ele fez a carreira defendendo a ditadura, a tortura. Ele fez isso ao longo da vida inteira“, afirmou.

Segundo ela, nesse ponto não há como comparar os dois candidatos que chegaram ao segundo turno da eleição presidencial. “Eles não são equivalentes. Bolsonaro sempre teve um discurso autoritário. O PT, de vez em quando tem uma declaração aqui ou ali, mas na verdade é um partido que nasceu, cresceu na democracia, sempre jogou o jogo democrático e governou respeitando as instituições democráticas“, declarou.

Por meio de nota, Haddad divulgou mensagem de solidariedade à jornalista nesta terça. “Quero me solidarizar com a Miriam Leitão, com quem tenho divergências democráticas. Não há problema nenhum em uma pessoa pensar de um jeito e a outra de outro. O problema é, em função da sua opinião, da liberdade de expressão, você ser covardemente atacado, como ela vem sendo”, disse o petista.

Miriam foi presa em dezembro de 1972, quando tinha 19 anos, ao lado de seu então companheiro, o jornalista Marcelo Netto, pai de Matheus e também militante do PCdoB na época. Em 2014 ela detalhou a sessão de tortura a que foi submetida por militares quando estava grávida de um mês de Matheus.

Me davam tapas, chutes, puxavam pelo cabelo, bateram com minha cabeça na parede. Eu sangrava na nuca, o sangue molhou meu cabelo. Ninguém tratou de minha ferida, não me deram nenhum alimento naquele dia“, escreveu. A jornalista lembrou que foi trancada, nua e grávida, em uma sala escura com uma cobra (veja a íntegra do relato).

Jair Bolsonaro ironizou o relato da jornalista. “Coitada da cobra“, reagiu na época. Em entrevista para o livro do filho da jornalista, o deputado reiterou o comentário. O vídeo é usado por apoiadores do candidato nas redes sociais para atacar Matheus e a mãe.

Em 2016 Bolsonaro usou as redes sociais para atacar as declarações de Miriam sobre a ditadura. “Lamentamos que Míriam Leitão continue tão idiota como há quarenta anos”, disse. No ano passado ele voltou ao Twitter para atacá-la: “Míriam Leitão diz que Bolsonaro não sabe nada sobre economia. Esta faz juz ao sobrenome”. “Seu lugar é no chiqueiro da História”, acrescentou.

Em 2016, ao repercutir novamente as declarações de Miriam sobre a ditadura, o pré-candidato partiu para os xingamentos. “Lamentamos que Míriam Leitão continue tão idiota como há quarenta anos”, disse.

No começo de agosto os dois estiveram frente a frente durante a entrevista do presidenciável à GloboNews. A sabatina rendeu uma situação constrangedora para Miriam. Ele lembrou o apoio do jornalista Roberto Marinho ao golpe militar de 1964. A jornalista teve de ler, ao final do programa, um editorial ditado pelo ponto eletrônico em que o grupo Globo admite que o apoio aos militares foi um erro.

Em junho Miriam afirmou ter sido hostilizada por militantes do PT durante um voo da companhia Avianca, com saída de Brasília para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, no último dia 3 de junho. Em seu blog, no site do jornal O Globo, ela conta que foi alvo de intolerância por parte dos militantes petistas, que a agrediram verbalmente.

Bolsonaro foge do primeiro debate

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O serviço de informações Broadcast, da Agência Estado, acaba de confirmar: o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, vai usar atestados médicos para fugir do debate com Fernando Haddad, na sexta-feira 12, na Rede Bandeirantes, no que seria o primeiro encontro, olho no olho, entre os presidenciáveis. A dúvida, agora, é saber se a Band irá fazer uma entrevista exclusiva com Haddad.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, jornalistas da Band e da Record foram instruídos pelos patrões a atacar Haddad e Ciro Gomes – e, portanto, favorecer Bolsonaro.  “É de desolução, de revolta e, em alguns casos, até de choro o clima no jornalismo das duas emissoras. Ciro Gomes, ex-candidato do PDT, será um dos primeiros alvos de tais reportagens”, escreveu ele no Twitter.

Na última quinta-feira (4), enquanto ocorria o debate entre os presidenciáveis na Rede Globo, Jair Bolsonaro (PSL) concedia entrevista exclusiva à Record. A emissora, controlada pelo bispo Edir Macedo, decidiu apoiar Bolsonaro, na esperança de ocupar o espaço da Globo

Mais de 120 jornalistas são agredidos ao cobrir as eleições

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Por Mariana Tokarnia, no Comunique-se

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou mais de 120 agressões a comunicadores em contextos político partidário e eleitoral este ano. As agressões são tanto físicas quanto em meios digitais. Foram registradas 64 ocorrências de assédio em meios digitais contra jornalistas no contexto eleitoral, além de 59 vítimas de atentados físicos.

“Um país que não compreende a diferença entre crítica ao trabalho jornalístico e violência contra profissionais da imprensa coloca a democracia e a si próprio em grave risco”, disse a Abraji em nota de repúdio.

Um dos últimos casos, divulgado no portal da entidade, envolve uma repórter da Rádio Bandeirantes, agredida verbalmente e com uma cabeçada por um manifestante em ato de apoio ao candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

Segundo a Abraji, a jornalista entrevistava uma capitã da Polícia Militar (PM) sobre a preferência da corporação em fazer proteção apenas dos manifestantes em uma das faixas da Paulista, quando o homem se aproximou e começou a ofendê-la, aos gritos.

A repórter pegou o celular para registrar a agressão e afirmou que faria um boletim de ocorrência contra o homem, que, em seguida, lhe deu uma cabeçada.

Ataques online

Os ataques acontecem também na internet. Repórteres têm os perfil inundados por xingamentos e até mesmo por ameaças. “Ofensas, assédio e ameaças a jornalistas com o objetivo de silenciá-los são sintomas de desprezo pela democracia. É urgente e necessário que os candidatos no pleito atual se manifestem publicamente contra tais ataques e os desencorajem. O silêncio diante da violência praticada por seus apoiadores configura conivência com ataques à liberdade de expressão”, argumenta a Abraji.

Um estudo feito pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV DAPP) mostra que – entre 18 de setembro e 2 de outubro – 945,3 mil postagens no Twitter abordaram a cobertura da imprensa em relação às eleições. Ao longo do período analisado, a Abraji se manifestou em três ocasiões contra agressões online cometidas contra jornalistas.

No dia 25 de setembro, uma repórter da Folha de São Paulo foi alvo após publicação da reportagem “Ex-mulher afirmou ter sofrido ameaça de morte de Bolsonaro, diz Itamaraty”. Três dias depois, a associação repudiou os ataques aos jornalistas responsáveis pela reportagem “O outro Bolsonaro”, capa da revista Veja e a uma repórter do The Intercept Brasil.

Apesar do resultado ruim, técnico do Papão mantém esperança de salvação

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Com três jogos em casa e quatro fora até o final da Série B, o Paissandu vive situação angustiante na competição após ter completado o quinto jogo sem vencer. Desta vez, empatou em casa (1 a 1) com o CRB-AL, permanecendo na 18ª posição. Depois da partida, o técnico João Brigatti, apesar do péssimo resultado, manteve o discurso otimista e prometeu “propor o jogo” diante do Fortaleza, no próximo dia 20, em Fortaleza.

“Da mesma maneira que eu disse que o time adversário veio por uma bola, eu jamais vou pensar assim. O técnico quer sempre que a sua equipe jogue bem. Não estamos conseguindo resultado, mas se tem uma maneira de você se aproximar disso é jogando bem. Evidente que precisamos dos três pontos. Se você continuar jogando da maneira estamos, o resultado virá, pode ter certeza. Uma certeza vocês podem ter: nós vamos lá (em Fortaleza) em busca do resultado. Não vamos para ficar todo mundo jogando atrás por uma bola como os adversários têm vindo para jogar contra o Paissandu. Nós vamos propor jogo contra o Fortaleza e vamos tentar a vitória”, garantiu.

Com 32 pontos ganhos, o Papão precisa, para escapar ao rebaixamento, somar mais 13 pontos em sete partidas – 21 pontos a disputar -, sendo apenas três em Belém.

A sentença eterna

“O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta, agride como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso, um sociopata que persegue carreira política. No poder, não hesita em torturar, estuprar, roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos. Mais que corrupção, o fascista pratica a maldade.”

Norberto Bobbio (1909-2004), filósofo, cientista político e jurista italiano.