Aumento da rejeição a Bolsonaro reabre possibilidade de virada

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Os brasileiros começam a reagir e rejeitar os discursos ditatoriais do candidato Jair Bolsonaro, que ameaçou prender ou expulsar do País os seus opositores, e à ameaça de fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL).

Segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta noite, a rejeição ao candidato da extrema-direita subiu cinco pontos em uma semana, saindo de 35% para 40%. Nos votos válidos, Bolsonaro caiu dois pontos, indo para 57%, e nas menções espontâneas a queda é de cinco pontos percentuais, de 47% para 42%.

Já o candidato do PT a presidente, Fernando Haddad aparece em alta: subiu dois pontos nos votos válidos, de 41% para 43%, e viu sua rejeição cair seis pontos, de 47% para 41%. Crescimento do petista ocorre na intensificação do contato com os eleitores e na adesão de líderes de diversos segmentos da sociedade.

Nos votos totais, Jair Bolsonaro tem 50% e Fernando Haddad (PT) tem 37%. Votos brancos e nulos somam 10% e indecisos, 3%. O desafio de Haddad faltando apenas cinco dias para a eleição é tirar 6,5 pontos de Bolsonaro até domingo. Há horizonte para a virada e para vitória da democracia na reta final.

Globo cancela programa e, pela primeira vez, país não terá debate no 2º turno

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Pela primeira vez, desde que foram instituídos dois turnos para a eleição no Executivo, o país não terá debate entre presidenciáveis às vésperas da votação decisiva. Depois da Record e da Band, a Rede Globo cancelou o debate previsto para a próxima sexta-feira (26) entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A emissora também descartou o pedido de Haddad para que, na ausência do adversário, ele fosse entrevistado.

Em carta à Globo, a campanha de Bolsonaro diz que o candidato “enfrenta limitações em virtude da bolsa de colostomia que carrega”. Na semana passada médicos que acompanham o candidato no Hospital Albert Einstein informaram que, clinicamente, ele estava liberado para participar de debates. O candidato se recupera de um atentado a faca ocorrido no dia 6 de setembro em Juiz de Fora (MG). Bolsonaro, porém, havia admitido, dias atrás, a possibilidade de não ir a qualquer debate no segundo turno por uma questão estratégica.

“Na reunião de elaboração das regras do evento foi acertado com as assessorias dos candidatos que, se Jair Bolsonaro não pudesse comparecer por razões de saúde, o debate não seria substituído por entrevistas”, informou a emissora. O debate seria realizado entre as 22h e as 23h40 da próxima sexta.

A nota da assessoria de Bolsonaro citada pela Globo:

“Como informado pelo Rodrigo Marcondes, na reunião do dia 9 de outubro pp., a presença do candidato Jair Bolsonaro ao debate da TV Globo precisaria ser confirmada por sua assessoria, tendo em vista o seu atual quadro de saúde.

Apesar de o Dr. Antonio Macedo ter reduzido o nível de restrição de suas atividades rotineiras, o candidato continua com limitações em virtude da bolsa de colostomia. Segundo explicado pelo aludido médico (vídeo anexo), o paciente com a bolsa de colostomia fixada ao lado direito do abdômen, como no caso do candidato, não tem qualquer controle intestinal. Com isso, o seu preenchimento total pode ser rápido e inesperado, podendo levar ao rompimento da bolsa, o que gera extremo desconforto e constrangimento ao paciente.
Além disso, por orientação médica, ele ainda deve evitar esforço físico, estresse excessivo ou ficar muito tempo em pé. Por esses motivos, ele não poderá comparecer ao debate marcado para o dia 26 de outubro, às 22 horas'”.

(Do Congresso em Foco)

Prisão política de Lula completa 200 dias

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Completam-se nesta terça-feira (23) 200 dias que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso na carceragem da Polícia Federal no Paraná, depois de ter sido condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP). Também teve ordem de prisão emitida por Sérgio Moro sem o esgotamento de todos os recursos judiciais.

Antes de Lula ser julgado em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), juristas divulgaram uma carta em cinco idiomas denunciando a violação do Estado Democrático de Direito. “A deformação de um conjunto de processos contra a corrupção sistêmica no país é a consequência do ‘aparelhamento’ das medidas anticorrupção para fins de instrumentalização política por setores da direita e da extrema direita do Ministério Público, que hoje se arvoram purificadores da moral pública nacional”, dizia o documento (veja aqui).

Lula recebeu solidariedade em várias partes do mundo, como Portugal, França, Espanha, México, Argentina e Chile. Em agosto, a ONU pediu ao Estado brasileiro a garantia dos direitos políticos do ex-presidente, o que não foi acatado pelo Judiciário. A principal liderança popular do País liderava todas as pesquisas eleitorais até o começo de de setembro, quando lançou o então vice na chapa do PT, Fernando Haddad, como candidato a presidente. A nova vice passaria a ser a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila (PCdoB).

O ex-presidente foi acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido um apartamento como propina da OAS. Mas o procurador Henrique Pozzodon também admitiu que não havia “prova cabal” de que Lula era o proprietário do triplex.

O PT esclareceu que em 2005 a ex-primeira-dama Dona Marisa Letícia tornou-se associada à Bancoop e adquiriu uma cota em um edifício então chamado Mar Cantábrico, nome que seria mudado para Solaris, após a construtora OAS adquirir o prédio. Como fez com cada cotista, a cooperativa separou um imóvel para Dona Marisa. Nesse caso, o apartamento 141, unidade padrão com 82,5 metros quadrados. Vale ressaltar que o triplex atribuído a Lula é o apartamento número 164-A, ou seja, trata-se de uma outra unidade.

Também naquele ano, Marisa pagou R$ 20 mil de entrada e continuou a pagar as prestações do carnê até 2009, ano em que Bancoop passou por problemas financeiros e, com autorização judicial, transferiu o imóvel para a construtora. Em 2009, Maria desistiu do apartamento e deixou de pagar as mensalidades da cota da Bancoop. O que já havia sido pago transformou-se em ativo para ser resgatado a qualquer momento.

Antes de ser denunciado, Lula publicou seus contratos com a Bancoop, sua declaração de Imposto de Renda, a declaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral e os contratos que compravam a desistência da ex-primeira-dama Marisa Letícia em continuar com o imóvel. “A mesquinhez dessa ‘denúncia’, que restará sepultada nos autos e perante a História, é o final inglório da maior campanha de perseguição que já se fez a um líder político neste País”, dizia a nota do Instituto Lula (veja aqui, inclusive os documentos).

“Uma noite de 12 anos”: um filme sobre a resistência à ditadura no Uruguai

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Nesta quarta-feira (24), às 20h, o filme “Uma noite de 12 anos”, dirigido por Álvaro Brechner, estreia nas sessões regulares do Cine Líbero Luxardo, da Fundação Cultural do Pará (FCP). O longa retrata a solidão e a esperança de quem se opôs ao regime militar no Uruguai.

Durante a ditadura militar no Uruguai, José Mujica (Antonio de La Torre), que viria a se tornar um dos mais admirados presidentes sul-americanos de todos os tempos, Mauricio Rosencof (Chino Darin) e Eleuterio Fernández Huidobro (Alfonso Tort) são presos e juntos enfrentaram uma verdadeira jornada de sobrevivência. Confinados e torturados por mais de 12 anos, sobreviveram às condições mais adversas em nome de suas ideologias.

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O filme remete qualquer um que não viveu tal experiência para o Uruguai durante o regime militar (1973 a 1985) que prendeu, torturou, despachou para o exílio e assassinou os que se arriscaram a desobedecer. Com quase três décadas de atuação, Antonio de La Torre não pensa duas vezes antes de afirmar que José Mujica foi o personagem mais importante de sua carreira.

Dirigido por Álvaro Brechner, “Uma noite de 12 anos” se passa quase todo dentro das inúmeras prisões ocupadas por Mujica. Suas cenas são claustrofóbicas e agonizantes, mas, acima de tudo, impressionantes. Com as boas atuações, clareza do roteiro e precisão do diretor em mostrar detalhes das torturas sem recorrer para atrocidades gráficas, é comovente acompanhar como algumas pessoas tiveram coragem em lutar por anos.

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Sessões Regulares

“Uma noite de 12 anos”, de Álvaro Brechner (Drama | 2018 |  Argentina, Espanha e Uruguai| 122 min)

Local: Cine Líbero Luxardo (Av. Gentil Bittencourt, 650)

Data: 24, 28, 30 e 31

Hora: 20h

Preço: Inteira: R$ 12,00 | Meia: R$ 6,00

Treta corintiana: agente de jogador acusa comentarista Neto de assédio

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O ex-jogador e comentarista Neto processará o empresário do meia-atacante Pedrinho, Will Dantas. A ação acontecerá após o agente do jogador do ter atacado o comentarista na tarde desta segunda-feira (22), em vídeo publicado no Instagram. O agente, que criou polêmica logo após o vice-campeonato do Corinthians na Copa do Brasil ao dizer que o ciclo da revelação havia terminado no clube, se incomodou com as críticas do ex-jogador e desabafou pelas redes sociais.

Em outro vídeo, ele ameaça o profissional da TV Bandeirantes com uma história do passado. “Recebi um vídeo deste otário que se denomina craque Neto. Você era um gordo ridículo. Nenhum clube da Europa se interessou por você, sempre foi um lixo, um m…, um b…. Já que você não tem nada para falar, conta a história da menina de 15 anos que você foi assediar em Maresias, ela não quis nada e você bateu nela”, reclamou Will Dantas, em vídeo que circula no Whatsapp.

“O segurança te deu uma surra e você saiu correndo, porque você é covarde. Se tocar no meu nome, vou falar o que sei de você. Lembre-se do Corinthians há 20 anos, sei de tudo, irmão. Comigo você se lasca, aqui não é covarde não, seu otário”, acrescentou o agente de Pedrinho. Will Dantas ainda subiu uma outra versão no Instagram, em que apenas introduz a história ocorrida em Maresias.

“Você foi quem. Era um gordo que tinha bola parada e nada mais recebeu algum convite para jogar na Europa? Você me diz que jogou na Colômbia cinco, seis meses, mas nem futebol tinha lá. Você sabe da minha vida? Sabe que eu ajudo um monte de meninos? E você tem o que além de falar mal dos outros para ganhar Ibope? Fala do que você é. Fala do Fábio em Maresias!”, disse.

O empresário também usou o texto do aplicativo de fotos para reclamar da postura do comentarista da TV Bandeirantes. “Cada vez que você falar meu nome ou o nome de qualquer jogador meu na televisão de maneira pejorativa, vou contar uma história aqui sobre você, começarei por Maresias e quem sabe até o Hotel Samoa há 20 anos”, ameaçou. “Não sou moleque, não sou covarde, não tenho o rabo preso com ninguém e acima de tudo sou homem e muito bem relacionado; portanto, pense muito bem antes de tecer comentários pejorativos sobre mim ou sobre qualquer atleta meu, o papo é reto e está dado”, concluiu. (Do UOL)

Na surdina, equipe de Bolsonaro discute a legalização de cassinos no Brasil

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Correio Braziliense revela hoje mais uma “surpresinha” que a turma do Bolsonaro prepara e que é provável que ele desminta, para não assustar os evangélicos que estão sendo conduzidos pelos falsos profetas: eles planejam a liberação do jogo em cassinos:

Denise Rothenburg, colunista do jornal, diz que a equipe bolsonarista discute a legalização de cassinos em “áreas onde é possível gerar mais empregos e promover a arrecadação de impostos”, mas que não revelam os planos para não desagradar os grupos evangélicos que dão suporte ao candidato.

Menos grave que a liberação do jogo – embora se saiba o quanto ele se presta à lavagem de dinheiro e a desvios de comportamentos – é o método do “engana eles” que esta turma põe em prática.

O eleitor, para eles, é uma manada que se deve conduzir com jeito, até que todos já não possam sair do curral.

Haddad: “Estou concorrendo com uma pessoa que nunca administrou um boteco”

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Fernando Haddad, candidato à presidência da República, participou ontem, 22, do programa Roda Viva, da TV Cultura. O candidato falou de suas propostas para o Brasil, tocou no assunto democracia e também criticou fortemente o seu adversário, Jair Bolsonaro, apontando o despreparo do oponente. Segundo Haddad, Bolsonaro “não tem cultura democrática” e “nunca administrou um boteco”, reforçando a incompetência do ex-militar.

Haddad falou também sobre fake news e o escândalo do WhatsApp, em que vários empresários estariam envolvidos: “Se fôssemos naquelas 4 empresas e fizéssemos apreensão dos computadores, com a ajuda do WhatsApp veríamos quem comprou isso. Poderíamos ter pedido prisão preventiva”.

O presidenciável ainda ironizou a atuação de parte dos agentes da Justiça, como o juiz Sérgio Moro que afirmou que caixa dois seria até mais grave do que corrupção. A denúncia do PT contra a candidatura de Bolsonaro é justamente por fraude nas eleições com caixa 2.

Ditaduras começam com censura à imprensa e ameaças a inimigos

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O autoritarismo de Jair Bolsonaro fez mais uma vítima nesta terça-feira (23/10). O jornalista Juremir Machado da Silva, da rádio Guaíba, foi censurado pelo candidato do PSL e pediu demissão ao vivo.

Bolsonaro  impediu a participação de três jornalistas durante a entrevista que deu à rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul. Ele exigiu que apenas o âncora Rogério Mendelski o interpelasse, enquanto os demais participantes do programa – Juremir Machado da Silva, Jurandir Soares e Voltaire Porto – ficassem calados.

A exigência foi  aceita  pela rádio. O âncora do programa, então, não passou a palavra para ninguém e fez uma entrevista “chapa branca”.

Após a despedida do candidato, Juremir perguntou a Mendelski se podia dizer que foi censurado. Mendelski  afirmou, gaguejando, que “não era censura, mas uma condição do candidato”. Juremir afirmou que se sentia humilhado, se despedindo dos ouvintes e agradecendo à audiência de dez anos. Depois, Juremir saiu do estúdio.

Mendelski perguntou a Voltaire se ele se sentiu incomodado, e o jornalista respondeu: “Preciso do meu emprego”.

Toda solidariedade a Juremir Machado. Lutamos por um Brasil com democracia e liberdade de expressão.

Movimento pró-Bolsonaro é ‘muito parecido’ com ascensão de Hitler, diz economista

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O economista Eduardo Giannetti comparou, em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, uma eventual vitória de Jair Bolsonaro (PSL) à ascensão do ditador Adolf Hitler na Alemanha. Para ele, “todos” os líderes de extrema-direita têm um “elemento de palhaço, de bufão”.

Segundo ele, a elite alemã apoiou Hitler porque entendia que era o único que conseguiria “barrar os bolcheviques”, e agora há um eleitorado que está ao lado de Bolsonaro para impedir o retorno do PT ao governo.

“[A elite] resolveu em nome do projeto apoiar Hitler com a ilusão de que ele seria domesticado. Tudo muito parecido. Os comunistas chamando os social democratas de social fascistas. Foram incapazes de unir a esquerda contra o nazismo. Foram divididos assim como aqui com PSDB e PT”, analisou.

No entendimento dele, a liderança de Bolsonaro nas pesquisas de intenção de votos é resultado da “raiva e do medo” da população brasileira. “Chega um momento que não há mais argumento nenhum [para convencer]. É um sentimento bruto. Essa polarização raivosa é perigosa e infelizmente aconteceu aqui. […] Tenho amigos, queridos, competentes, que minimizam o risco institucional de Bolsonaro. Eu não penso assim, mas torço para que eles estejam certos. “, pontuou.

O economista criticou o fato de o PT e o PSDB não conseguirem governar juntos e ressaltou que os partidos estão “colhendo essa incapacidade de vencer as suas barreiras internas”.