
Por Thais Moya e Mauro Lopes, no Brasil247
Desde a última terça-feira (4), são fartas as evidências de que a Globo tenta manipular os resultados da pesquisa eleitoral que encomendou ao Ibope: prorrogou a divulgação dos resultados alegando que devido à impugnação da candidatura de Lula pelo TSE, não teria aplicado o cenário que continha Lula como opção, condição prevista no registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi o que se viu na divulgação no Jornal Nacional e nas mídias conservadoras na noite desta quarta.
A informação mais importante da pesquisa foi omitida e acabou saindo apenas na manhã desta quinta (6), escondida numa matéria do Estado de S. Paulo: a parcela dos eleitores que afirmam que votariam “com certeza” no ex-prefeito subiu nove pontos porcentuais, de 13% para 22%, desde 20 de agosto. E os que “poderiam votar” passaram de 14% para 17%. Ou seja: o potencial de voto do Haddad saltou de 27% para 39%. Tentaram fazer o país de trouxa.
A Globo manipulou os resultados, numa manobra que lembra outras duas realizadas pela emissora da família Marinho, sua participação no escândalo Proconsult em 1982, com o objetivo de fraudar as eleições para governo do Rio de Janeiro e impedir a vitória de Leonel Brizola, que acabou eleito (leia aqui) e a edição do último debate da eleição presidencial de 1989, quando eliminou os trechos de melhor performance de Lula e apresentou apenas os que favoreciam Fernando Collor de Mello.