Muita hora nessa calma!

Por Gilberto Maringoni

Pronto! Faltava um atentado.

A agressão a Bolsonaro tem de ser repudiada com veemência por todos. Mas é preciso muita calma nessa hora.

Os tiros nos ônibus do Lula mereceram da direita o argumento de que “quem prega ódio leva troco”. Os meios de comunicação – obviamente – vão fazer como Edson Facchin: mandarão a coerência às favas. Podem criar um clima de comoção muito maior do que o da “bolinha de papel” com Serra, em 2010.

Pode ser armação, pode não ser. Há muito maluco na campanha. A esquerda tem de responder com muita serenidade.

A direita tem vários nós a resolver. Há sinais de que seu candidato preferencial – Alckmin – não decola. Há imbróglios com Temer. O capitão consolidou seu patamar para passar ao segundo turno, mas perde em todas, na fase final. Ciro sobe e Haddad pode subir muito (se o PT deixar de fazer marola). Os hidrófobos tentarão de tudo para não perderem espaço.

Mas de maneira alguma pode-se achar que o jogo virou. Se for encenação, significa que começou o vale-tudo, maior até do que o visto até aqui.

Calma, firmeza e não se deixar levar pela intimidação. Acho eu…

Candidatos se solidarizam com Bolsonaro após atentado

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Candidatos que disputam a Presidência da República se manifestaram nas redes sociais sobre o ataque sofrido pelo candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na tarde desta quinta-feira (6). Durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), um homem atingiu Bolsonaro com uma faca.

O candidato pelo PDT, Ciro Gomes, se manifestou pelo Twitter, durante campanha em Caruaru, Pernambuco. “Repudio a violência como linguagem política, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam os responsáveis por esta barbárie.

Marina Silva, candidata da Rede, considerou a violência contra Bolsonaro inadmissível e um atentado contra sua integridade física e a democracia. “Neste momento difícil que atravessa o nosso país, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso país. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor”, declarou Marina.

O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, também comentou o fato em sua página do Twitter e declarou que espera que Bolsonaro se recupere rapidamente. “Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar”, declarou.

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O candidato pelo partido Novo, João Amoedo, disse que nenhum ser humano deve passar por qualquer tipo de violência. “É lamentável e inaceitável o que aconteceu com o Jair Bolsonaro. Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato”, disse.

O vice-candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, também se manifestou pelo Twitter. “Repudio totalmente qualquer ato de violência e desejo pronto restabelecimento a Jair Bolsonaro.”

Guilherme Boulos, candidato do Psol, criticou o ataque. “A violência não se justifica, não pode tomar o lugar do debate político. Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato.”

Henrique Meirelles, que concorre pelo PMDB, também repudiou o atentato e desejou a Bolsonaro pronta recuperação. “Lamento todo e qualquer tipo de violência. O Brasil precisa encontrar o equilíbrio e o caminho da paz. Temos que ter serenidade para apaziguar a divisão entre os brasileiros.”

Reuters crava que Lula anunciará Haddad entre 2ª e 3ª por carta

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A troca de Luiz Inácio Lula da Silva por Fernando Haddad como cabeça da chapa presidencial do PT será feita entre segunda e terça-feira, depois de mais uma visita do atual candidato a vice ao ex-presidente, preso em Curitiba, em que Lula deve apresentar uma carta para ser lida a seus eleitores ungindo Haddad como substituto e Manuela D’Ávila, do PCdoB, como candidata à vice, disseram à Reuters fontes que acompanham o tema.

A programação, discutida em uma reunião quarta-feira em São Paulo, está sujeita a diversas variáveis, a mais importante delas as duas liminares que o partido ainda tem, uma no Tribunal Superior Eleitoral e outra no Supremo Tribunal Federal, nas mãos do ministro Celso de Mello.

“Essa é a avaliação atual do que vai acontecer. Não significa que não pode mudar a depender das decisões”, disse uma das fontes.

O formato para a transição, segundo uma outra fonte, aliada ao PT, será seguido no caso de as duas liminares serem negadas e o partido ser obrigado a apontar o substituto de Lula no dia 11 deste mês, prazo dado pelo TSE quando cassou o registro do ex-presidente como candidato com base na Lei da Ficha Limpa.

Sem decisões judiciais que mantenham Lula na disputa, o PT fica sem candidato se não fizer a indicação. Ainda segundo a fonte, nada foi firmado por conta da espera pelas decisões judiciais. “Está tudo muito nebuloso, mas é isso que tem se falado. Estamos esperando o PT decidir internamente para saber qual será nosso papel”, disse.

Apesar das negativas oficiais da direção, o partido já está trabalhando em como fazer a transição inclusive no horário eleitoral. De acordo com uma das fontes, como Lula não pode aparecer pessoalmente, fará a transição por carta. Onde e quem a lerá ainda está sendo debatido pelo partido, que irá consultar o próprio ex-presidente.

Se o plano inicial for seguido, Haddad e Manuela já poderão aparecer no evento com artistas e intelectuais no Teatro da Universidade Católica (Tuca), em São Paulo, como os candidatos oficiais da coligação, “ainda que informalmente”, segundo a fonte, com o registro sendo feito no dia 11 em Brasília.

Na terça-feira, no programa político obrigatório, o PT planeja colocar no ar o vídeo de transição. O partido vinha aumentando a exposição de Haddad, mas reservou para essa situação uma fala de Lula, gravada antes da prisão, em que o ex-presidente apresenta Haddad.

Uma segunda fonte do PT disse que ainda não há nada marcado, mas pediram para não incluir compromissos na agenda de Haddad nos dias 11 e 12, o que seria uma indicação que podem usar um desses dias para um grande evento de lançamento do ex-prefeito.

Apesar dos planos, o partido ainda aposta nas liminares que correm na Justiça. Uma delas, que estava nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin —único voto a favor do registro de Lula no TSE— foi negada na madrugada desta quinta-feira.

No entanto, o partido insiste por ordem do próprio Lula. Ao se reunir com o ex-presidente na última segunda-feira, depois da cassação do registro, Haddad esperava um sinal mais claro de Lula para a transição. Mas, para a frustração do ex-prefeito, o ex-presidente, irritado com a decisão do TSE, mandou que o partido apelasse para todos os recursos possíveis, disseram à Reuters fontes que foram informadas sobre a conversa.

O clima teria mudado a partir de terça-feira quando, em mais uma rodada de conversas com os advogados, Lula teria sido convencido, ainda que a contragosto, de que, mesmo com uma liminar concedida pelo STF, o partido poderia terminar tendo toda a chapa derrubada.

De acordo com uma das fontes ouvidas pela Reuters, a argumentação é de que uma liminar concedida pelo STF pode garantir momentaneamente o registro do ex-presidente. No entanto, se ela for derrubada a partir do dia 18 deste mês o partido não teria como registrar mais ninguém e ficaria fora da eleição. A data limite para troca de candidatos é 17 de setembro.

Isco: “Não sentimos falta de CR7 no Real”

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O meia Isco abordou ontem a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid, garantindo que os “merengues” não sentem a falta do craque português. O Cristiano é um jogador extraordinário, garantia sempre 40 ou 50 gols por época. Se ganharmos, vão dizer que não sentimos a falta dele, mas se perdermos, vão dizer o contrário. Estamos jogando bem, os jogadores que não marcaram tantos gols o ano passado estão a fazê-lo agora, por isso não sentimos a sua falta. Desejo-lhe o melhor na Juventus”, atirou Isco, em declarações reproduzidas pela imprensa espanhola.

O que importa na pesquisa Ibope: avanços de Haddad, Ciro e rejeição de Bolsonaro

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Por José Roberto de Toledo, na Piauí

As muitas oscilações dos candidatos no Ibope tiraram o foco dos dois movimentos mais importantes ocorridos na disputa presidencial após o início da propaganda eleitoral no rádio e na tevê. Quais foram? O crescimento rápido de Haddad e a marola que quebra à direita de Alckmin, com Amoêdo e Meirelles juntando-se a Bolsonaro e Alvaro Dias para limitar o potencial do tucano. Em conjunto, as duas ondas reforçam a impressão de polarização da eleição e de tamponamento de uma candidatura de centro.

Se dividirmos o eleitorado em dois grandes blocos, o lado petista e adjacências soma os 12% de Ciro com 12% de Marina, mais 6% de Haddad, 1% de Boulos, 1% de Vera e 1% de João Goulart Filho, totalizando 33%. Ou seja, todos os candidatos da banda esquerda do espectro político não chegam a quanto tinha Lula quando ele ainda aparecia nas pesquisas de intenção de voto.

É de se supor, portanto, que uma parte dos lulistas enviuvados ainda esteja oculta nos 28% de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou não souberam responder ao Ibope em quem votarão. Esse é o eleitorado de reserva no qual Haddad mostra facilidade para crescer. O faz rapidamente, à medida que os lulistas se dão conta de que o nome de seu candidato preferido não aparecerá na urna eletrônica em 7 de outubro e de que Haddad é Lula.

(…)

É cedo para conclusões, porque a pesquisa pegou poucos dias de propaganda na tevê, mas o Ibope não registrou qualquer sinal de que a campanha negativa de Alckmin esteja provocando o efeito planejado. Não apenas Bolsonaro oscilou dois pontos para cima: Amoêdo e Meirelles também foram na mesma direção. Juntos, capturaram cinco pontos entre eleitores antes indecisos contra dois conquistados pelo tucano. O saldo é, portanto, negativo.

(…)

Ciro aparece onze pontos à frente de Bolsonaro na simulação de segundo turno entre eles, e Marina tira dez pontos de distância sobre o ex-militar. Não é difícil entender o motivo. Bolsonaro é, disparado, o candidato mais rejeitado que sobrou na corrida presidencial.

De acordo com o Ibope, 44% dos eleitores dizem que não votariam no defensor da ditadura de jeito nenhum. Em comparação a agosto, sua rejeição aumentou. A taxa era 37% há menos de três semanas. Há duas explicações possíveis para esse crescimento: pode ter sido fruto da campanha negativa contra ele na propaganda eleitoral ou – mais provável – se deve à retirada do nome de Lula da lista de candidatos na pergunta sobre rejeição.

Do jeito que é formulada a questão, com o eleitor estimulado a apontar na lista de candidatos mais de um nome que rejeita, faz diferença se alguém com alta rejeição, como o ex-presidente, sai do rol. Quem rejeitava Lula acima de todos, mas também rejeitava Bolsonaro agora tem uma chance ampliada de apontar o nome do segundo que menos gosta pela simples falta de concorrência. (…)

Corinthians anuncia Jair Ventura

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Na manhã desta quinta-feira, o Corinthians anunciou Jair Ventura como novo treinador da equipe após a derrota para o Ceará, na noite da última quarta, e o consequente rebaixamento de Osmar Loss, então técnico, ao cargo de auxiliar. Os detalhes do contrato ainda não foram revelados.

Jair Ventura esteve no rival Santos antes de sua ida para o Timão. Lá, chegou em 3 de janeiro e ficou até julho, completando quase sete meses de trabalho. No período colecionou um aproveitamento de 44,4%, com 14 vitórias, 10 empates e 15 derrotas.

Filho do ex-atacante Jairzinho, conhecido como o Furacão da Copa de 70, Jair Ventura tem 39 anos e começou sua carreira nos bastidores do futebol em 2008, no Botafogo, como auxiliar da preparação física. No ano seguinte, passou ao cargo de auxiliar técnico e, em 2016, foi efetivado e fez um trabalho bastante elogiado diante do cenário de falta de recursos do Glorioso: classificou o time para a Copa Libertadores de 2017 e chegou até as quartas de final da competição, além de ter sido semifinalista na Copa do Brasil.

Ibope e Globo omitem dados sobre potencial de voto em Haddad

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Por Thais Moya e Mauro Lopes, no Brasil247

Desde a última terça-feira (4), são fartas as evidências de que a Globo tenta manipular os resultados da pesquisa eleitoral que encomendou ao Ibope: prorrogou a divulgação dos resultados alegando que devido à impugnação da candidatura de Lula pelo TSE, não teria aplicado o cenário que continha Lula como opção, condição prevista no registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi o que se viu na divulgação no Jornal Nacional e nas mídias conservadoras na noite desta quarta.

A informação mais importante da pesquisa foi omitida e acabou saindo apenas na manhã desta quinta (6), escondida numa matéria do Estado de S. Paulo: a parcela dos eleitores que afirmam que votariam “com certeza” no ex-prefeito subiu nove pontos porcentuais, de 13% para 22%, desde 20 de agosto. E os que “poderiam votar” passaram de 14% para 17%. Ou seja: o potencial de voto do Haddad saltou de 27% para 39%. Tentaram fazer o país de trouxa.

A Globo manipulou os resultados, numa manobra que lembra outras duas realizadas pela emissora da família Marinho, sua participação no escândalo Proconsult em 1982, com o objetivo de fraudar as eleições para governo do Rio de Janeiro e impedir a vitória de Leonel Brizola, que acabou eleito (leia aqui) e a edição do último debate da eleição presidencial de 1989, quando eliminou os trechos de melhor performance de Lula e apresentou apenas os que favoreciam Fernando Collor de Mello.

Brigatti assume mostrando confiança na recuperação do Papão

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João Brigatti foi apresentado ontem oficialmente pela Comissão de Futebol do Paissandu como novo técnico do time para a campanha da Série B. Ele vai comandar o time a partir desta quinta-feira, com os treinamentos para o importante jogo de sexta-feira contra o Avaí, um dos destaques da Série B. Na entrevista, Brigatti mostrou confiança Ele demonstrou confiança na missão de salvar o Papão do rebaixamento.

Relembrou a ocasião em que, substituindo o técnico Mazola Junior, dirigiu o time em 2014. “Vencemos por 2 a 0. Já comecei pé-quente no Paissandu. Glória a Deus. Que se prolongue esse pé quente e que a gente possa fazer um excelente trabalho. Estou muito feliz, extremamente motivado. Gosto de trabalhar e sou obcecado pela vitória”, afirmou.

O ex-treinador interino da Ponte Preta revelou ter se sensibilizado com o convite do PSC para assumir o comando técnico. “Retorno a esta casa, a esta cidade maravilhosa, onde eu fui muito feliz e tenho muitas amizades. Quando eu recebi o convite do Ulisses, fiquei emocionado, pois tinha me desligado da Ponte Preta, entendia que não dava mais para ser auxiliar técnico fixo do clube, até para não atrapalhar o outro treinador que estava chegando. Quando me pronunciei ao presidente da Ponte, horas depois recebi o convite para dirigir o PSC. Confesso a vocês que fiquei extremamente feliz, lisonjeado, em vir aqui e ser o comandante técnico”.

Aos 54 anos, Brigatti foi logo avisando que não é de muita conversa e teorização. “Não sou um técnico de palavras bonitas, não serei reconhecido pela torcida por isso, mas sim por ser um profissional exemplar, que vem aqui sabendo das dificuldades do momento. Não sou louco, mas sou obcecado por vitórias e sei muito bem o tamanho do desafio que vou encontrar aqui no Paissandu. Venho aqui de coração e braços abertos, mesmo assim sabendo da dificuldade que vai ser o restante do campeonato. A gente trabalha, conhece a Segunda Divisão, sabemos que vai ser muito difícil, mas que estamos preparados para isso”, disse. (Foto: Fernando Torres/Ascom PSC)