Franco-atirador, Daciolo rouba cena em debate

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No primeiro bloco do debate, Cabo Daciolo perguntou a Ciro Gomes o motivo pelo qual seu atendimento foi feito em um hospital tão caro se a população é obrigada a usar o SUS. Porém, não foi uma pergunta de ataque, ao contrário, ambos se respeitaram. Porém, quando foi perguntado por Henrique Meirelles, Daciolo simplesmente massacrou do primeiro momento ao final da tréplica. Começou com um comentário perfeito, parafraseando Ciro no debate anterior:

“A democracia é uma maravilha, mesmo. Nós estamos diante de um banqueiro perguntando sobre pobreza para um soldado do Corpo de Bombeiros”.

Não parou por aí, elogiou o período Lula, referindo como período fantástico em que tudo estranhamente deu certo e questionou Meirelles, por qual motivo ele apresentou projetos que destruíram os direitos das pessoas, massacrando trabalhadores e os mais pobres no governo Temer.

Já no segundo bloco, o cabo foi perguntado por um jornalista sobre as minorias. Ele simplesmente fez o melhor comentário sobre o assunto, em todos os debates. Daciolo criticou fortemente a Lei Áurea, que não integrou os negros e por isso, a sociedade não os acolheu. Dessa maneira, o país enquanto nação, tem uma grande dívida histórica com os negros e os mais pobres e que devem ser acolhidos pelo estado, mantendo e ampliando as políticas públicas de inclusão, como as cotas.

Já no terceiro bloco, embora tenha usado da retórica evangélica, afirmou que em seu governo as mulheres ocuparão 50% dos cargos. Foi mais longe, defendeu a igualdade irrestrita entre gêneros, principalmente de salário e renda. Na resposta, Guilherme Boulos diz que todos estavam com saudade de sua presença nos debates. No retorno, exaltou ainda mais as mulheres de modo a arrancar expressões de surpresa positiva do candidato do PSOL.

A participação de Daciolo, mesmo com sua retórica religiosa, se mostrou profundamente consonante com a humanidade que se espera do pensamento evangélico. Assim, assombrou a todos pela forma lúcida como abordou temas que candidatos religiosos têm grande dificuldade em abordar. Foi por sua atuação veemente que acabou roubando o debate para si e, provavelmente, foi o que venceu o debate. O cabo foi realmente surpreendente e o jejum na montanha deve ter feito bem ao candidato. Sabe lá o que isso signifique.

Alguém quer falar em voto útil?

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Por Fernando Brito, no Tijolaço

Não é possível, claro, falar que uma eleição está decidida antes da contagem dos votos.

Mas é enganoso julgar que, pelos resultados de pesquisas de 2° turno, isoladamente, qualquer candidato é “melhor” que outro.

Revista Forum publicou a análise do matemático Sérgio Wechsler, professor da dono da consultoria Numbers Care, que presta serviços de análise estatística a empresas e pesquisadores, preparada a pedido da Gesner Oliveira Associados.

Nela, usando um método complicado para nós, leigos, chamado inferência bayseana e utilizando as pesquisas de opinião publicadas até agora, o matemático agrega possibilidade de cada candidato passar ao 2° turno e, nele, vencer a disputa final.

O resultado está no gráfico e aponta, hoje, uma possibilidade superior a 99% de que Fernando Haddad vença as eleições.

“No 2º. turno, Bolsonaro perderia para Fernando Haddad: o candidato petista tem, no momento, formidáveis 99,96% de chances de bater Bolsonaro na disputa final. Considerados os dois turnos, Haddad tem, no momento, 99,4% de probabilidade de ser o próximo presidente da República”, diz o professor da USP à Forum.

Claro que ainda restam dez dias para que se produzam fatos novos e há eventos imprevisíveis quando se tem uma mídia e um sistema judicial que, faz tempo, deixou de lado a imparcialidade e o afastamento da política. E, portanto, as certezas políticas são muito menores que as matemáticas.

Mas, se é para falar em hipóteses de viabilidade de candidatos, do chamado “voto útil”, não há mais discussão possível. Não é uma questão de discutir vantagens de Ciro num confronto com Bolsonaro: é aceitar a evidência de que não é ele, em princípio, que irá para a disputa final.

Justiça nega a Lula o direito de votar

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Como se não bastasse o volume de direitos violados e de perseguição explícita, o poder judiciário brasileiro segue colecionando violências à constituição quando o assunto é o ex-presidente Lula. A justiça eleitoral negou a Lula o direito de votar, alegando que não há como estabelecer um local de votação na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba – os advogados de Lula entraram com uma ação no TRE-PR para pedir a instalação desta sessão eleitoral. O direito ao voto de Lula é garantido pela constituição, uma vez que sua sentença ainda não transitou em julgado.

Galeria do rock

“The Beatles”, histórica série animada sobre a banda foi ao ar pela primeira vez na rede ABC, em 25 de setembro de 1965. A exibição era aos sábados pela manhã. No total, foram 39 episódios. O último foi exibido no dia 21 de outubro de 1967. O enredo era simples: cada episódio se baseava em uma canção dos Beatles. “Penny Lane”, por exemplo, contou com o super espião “James Blonde”.

Remo tenta montar time para amistoso com a Tuna

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Yuri, Mimica, Fernandes, Dedeco, Jayme, Vacaria e Vinícius estão confirmados no amistoso deste sábado, às 16h, entre Remo x Tuna, no Mangueirão. O jogo visa arrecadar dinheiro para cobrir as despesas do Leão neste fim de temporada. Além desses jogadores, está prevista a participação especial dos irmãos Aderson e Mego, irmãos que brilharam com a camisa azulina na década de 1970. Os ingressos custam R$ 15,00 (arquibancada) e R$ 25,00 (cadeira).

NEGÓCIO – Nesta terça-feira, a diretoria do clube revelou detalhes da transação envolvendo a área do antigo Carrossel, no estádio Evandro Almeida, na travessa Antonio Baena com avenida Almirante Barroso. São 900 metros quadrados de terreno, com 30 metros de frente.  Por R$ 35 mil mensais, o Remo firmou contrato com a empresa Extrafarma cedendo o espaço por 10 anos. Toda e qualquer benfeitoria no local ficará para o Remo ao término do contrato.

Era só para impedir Lula de disputar a eleição – e vencer

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou que a Corte vai julgar a possível revisão da prisão após a segunda instância em 2019 e admitiu que o tema não foi analisado este ano pelas eleições presidenciais.
“A reanálise dessa matéria ocorrerá em 2019, porque avizinhando-se as eleições não é conveniente que se ocorra no momento presente”, disse Marco Aurélio, durante uma palestra em Brasília, nesta segunda-feira (24).
O ministro foi o responsável por fazer a abertura do Seminário da Polícia Federal, intitulado “Colaboração Premiada: uma ferramenta de investigação”. A declaração foi dada a delegados federais que participavam do evento.
Marco Aurélio Mello é o relator de três ações que tramitam no Supremo sobre a possibilidade de rever e modificar o atual entendimento da Suprema Corte de prender um réu após a condenação por turma colegiada, ou seja, segunda instância da Justiça.
É o que ocorreu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi encarcerado na sede da Polícia Federal em Curitiba, após o Tribunal Regional Federal da Quarta Região concordar com a sentença do juiz de primeira instância da Lava Jato, Sérgio Moro, no caso do triplex do Guarujá.
Assim como Marco Aurélio, a ex-presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e o atual presidente da Corte, Dias Toffoli, também já haviam se manifestado que o Supremo iria pautar o tema apenas no ano que vem e que o caso não seria julgado este ano.
“Este é um tema que não será pautado esse ano, inclusive com a concordância do relator, ministro Marco Aurélio. Discutiremos no ano que vem um momento adequado para colocar o tema em pauta”, havia já afirmado o ministro Dias Toffoli, na última segunda-feira.
Marco Aurélio avaliou que o atual entendimento do STF deve ser revertido com o novo julgamento que deve ocorrer no ano que vem. Na sua visão, o desempate deve ocorrer com a mudança de posicionamento do ministro Gilmar Mendes.
“Ante o fato de outros colegas terem retomado um entendimento pretérito, então aquela maioria de 6 votos a 5 ela passará a ser em sentido inverso, com a evolução de ótica do ministro Gilmar Mendes”, disse, ontem.