Depois de corintianos e santistas, palmeirenses divulgam manifesto contra o fascismo

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Torcedores palmeirenses acompanharam o movimento da Gaviões da Fiel, do Corinthians, e da Torcida Jovem, do Santos, e divulgaram, nesta sexta-feira (21), um manifesto em que expõem seu repúdio “às posturas e declarações preconceituosas, antidemocráticas e fascistas”.

Sem citar nomes, os torcedores explicitaram, no texto, que a atitude vem “em virtude de acontecimentos recentes envolvendo a imagem pública da Sociedade Esportiva Palmeiras”. No último domingo (16), o jogador Felipe Melo dedicou um gol ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). Foi aí que as torcidas do Corinthians e do Santos se manifestaram contra o presidenciável.

O manifesto palmeirense, de acordo com os signatários, não é institucional e tem caráter suprapartidário. Diferentemente do texto divulgado pela Gaviões e pela Torcida Jovem, o texto dos torcedores do Palmeiras não cita o nome de Bolsonaro, mas faz uma menção indireta após contextualizar a origem popular do clube. “São razões históricas, portanto, as que nos motivam neste posicionamento público contra a onda fascista que se ergue e a sua nefasta representação eleitoral. Respeitamos a coexistência democrática de opiniões e posicionamentos políticos variados; mas não podemos tolerar a ameaça às instituições democráticas e os posicionamentos de teor racista, xenofóbico, machista e homofóbico”.

Assinam o manifesto de torcedores palmeirenses figuras como Maria Gadu, João Gordo, Wilson Simoninha, Miguel Nicolelis, Luiz Gonzaga Belluzzo e Marco Ricca.

Pesquisa aponta empate técnico entre Bolsonaro e Haddad

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O site Poder360 enviou newsletter com dados de sua pesquisa mais recente:

Bolsonaro 26% X 22% Haddad
Trata-se de situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi realizada em 19 e 20 de setembro (anteontem e ontem) com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação. É o termômetro mais preciso e atual da corrida pelo Planalto.

Ciro ainda forte, com 14%
O candidato do PDT mostra resiliência. Vá ou não para o 2º turno, terá relevância no processo até o final.

Cenário cristalizado
Em quase todas as eleições presidenciais brasileiras sempre houve 3 candidatos mais bem posicionados. Desta vez, a duas semanas do pleito, parece que esses 3 são Jair Bolsonaro (PSL), Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT).

75% já se decidiram
O DataPoder360 apurou que ¾ dos eleitores já dizem ter certeza do voto. Os outros são os que tendem a votar em branco, nulo ou a não aparecer no dia 7 de outubro. Vai ficando cada vez mais difícil mudar o quadro.

Uma visão diferente sobre o fascismo

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Por Kai Michael Kenkel, no Le Monde Diplomatique

Cada um é formado pela sua história pessoal. Eu sou alemão, crescido nos Estados Unidos, acadêmico de relações internacionais (política). A guerra e a intolerância política afetaram profundamente a minha família. Isso me norteia politicamente.

Como alemão de minha geração, o ponto fixo inescapável que orienta toda a consciência na minha formação cidadã é o legado do fascismo: o Holocausto e a Segunda Guerra, e a firme missão de nunca deixar isso acontecer de novo, em lugar nenhum. Não existe nenhum princípio político mais sagrado que esse.

Como norte-americano, nas aulas cívicas você de criança aprendia – mesmo com todas as hipocrisias e contradições que se tornaram aparentes ao crescer – que a democracia é para todos, e que ela é como um ser vivo que precisa ser defendido ativamente se vai sobreviver. Temos que pensar o sistema para todos e defendê-lo ativamente.

Como acadêmico de ciências sociais, vivo e trabalho ciente do fato que as palavras são ações em si: o falado/escrito pode ter consequências devastadoras. As palavras contam, e se tornam ações num piscar de olhos. Uma frase, um livro, um poster mata ou emancipa milhões se falada por uma pessoa com poder.

Também sei com base nesse histórico que o paradoxo da tolerância do Popper é uma realidade: a tolerância é a chave de tudo, e por isso não podemos ser tolerantes com a intolerância. Porque sem resistência, a intolerância sufoca a tolerância – ela é o caminho de menor resistência para a mente simples.

No contexto brasileiro, isso me posiciona muito claramente contra o Bolsonaro. Não tenho candidato que estou a favor, mas nunca na minha vida inteira vi um caso mais claro de um político que viola todos os princípios acima. Quando você vive com antenas muito bem desenvolvidas para o renascimento da intolerância e do fascismo, o alarme não poderia soar mais claramente que no caso desse homem e seus apoiadores. É só substituir LGBT, negro e mulher por “judeu” e estamos tão claramente em 1933. O paralelo é de extrema aplicabilidade sim. Os campos de concentração também começaram com palavras. E me desculpem dizer, mas a democracia brasileira – nas cabeças da grande massa das pessoas – ainda é muito frágil para se defender contra esse ataque. Não que seja, no momento, tão mais firme em outro lugar – está enfraquecendo no mundo inteiro.

Então, para mim, quando um candidato fala que quer fuzilar a oposição, quer estuprar mulheres, que negro só serve para procriar, que refugiados são escória, que o erro da ditadura foi só torturar e não matar, isso passa de longe de ser só retórica, ou um cara que se “expressa mal”. Ele é político -produzir discursos é a profissão dele. Ele pode ser muito limitado moral e intelectualmente, mas ele sabe exatamente o que ele está fazendo quando abre a boca e fala essas coisas. Indo além das palavras: votou em favor de reduzir a licença-maternidade, contra o obrigatoriedade do SUS tratar vítimas de violência sexual, e são inúmeros os exemplos de discursos intolerantes dele.

Tem quem considera o Bolsonaro honesto e não corrupto (aliás, manifestamente um engano, olhem para o património da família e os funcionários-fantasma) ou acha que ele vai tornar o Brasil mais seguro (está cientificamente comprovado que armar todo mundo vai obter o resultado exatamente contrário). Gente de saco cheio que quer um salvador, que identifica o alvo para resolver. (Já vi isso nalgum lugar…)

Digo claramente: se você aceita a intolerância, o racismo e a misoginia – presentes intencionalmente e com a maior clareza no discurso de Jair Messias Bolsonaro – porque o candidato promete a salvação de uma política ineficaz, você está aceitando o fascismo de exatamente a mesma forma que nasceu em 1933. Ponto. Não existe nada – absolutamente nada – que se sobrepõe ao nosso dever de resistir ativamente ao estabelecimento dessa ideologia em qualquer país.

A resistência ao fascismo e à intolerância é o princípio no qual eu creio mais firmemente na minha vida. E eu identifico claramente o Bolsonaro como vetor dessa ideologia. Então a resistência a ele, mesmo não podendo votar, é algo que levo muito a sério. Não é só para passar tempo e roubartilhar no Facebook.

Então, se você apoia ele, ou aceita ele sabendo o que ele representa como consequências vividas na pele e nos ossos de seus concidadãos que são de minorias, nossa divergência não é só política ou de discurso, mas do mais profundo nível moral.

Para quem ainda enxerga algum mal maior que o Bolsonaro, parem para pensar. Os alemães em 1933 também estavam prontos para aceitar o que eles achavam que era o mal menor, e foram totalmente enganados porque era mais fácil seguir o discurso sedutor do que pensar para si. Ele é o mal maior.

Parem de banalizar esse fenômeno e pensar só em vocês mesmos, e pensem nas consequências para o nosso país e todas as pessoas que vivem nele. É seu dever de ser humano decente”.

(*) Kai Michael Kenkel (professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio).

Papão treina para superar o Tigre e sair da zona maldita

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O Paissandu treina forte para o importante compromisso deste sábado, na Curuzu, contra o Criciúma. A equipe teve uma semana completa para se preparar adequadamente para um jogo que pode permitir, em caso de vitória, sair da zona de rebaixamento – neste momento, o Papão é o 17º colocado, com 30 pontos.

O time não deve ter muitas mudanças em relação ao time que empatou com o Boa Esporte no sábado passado. Para o volante Nando Carandina, titular no time treinado por João Brigatti, o fato de estar no Z4 não muda a postura da equipe para o confronto deste sábado.

“Sabemos que precisamos vencer. A gente entrou na zona com um jogo a menos, se não tivesse entrado, a gente também entraria contra o Criciúma precisando vencer. A cabeça é a mesma. O pensamento é o mesmo. A gente tem tudo para fazer um bom jogo e vencer o Criciúma”, disse Carandina.

Os próximos dois jogos do PSC serão em Belém, contra Criciúma-SC, neste sábado (22), e Goiás, na sexta-feira, 28. Inicialmente, apenas a primeira disputa seria na Curuzu, mas na última quarta-feira (19), a pedido dos bicolores, a CBF confirmou que o jogo diante dos goianos passou do Mangueirão para a Curuzu.

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O horário do confronto segue o mesmo, 19h15. Antes, neste sábado (22), às 16h30, o Papão recebe o Tigre na Curuzu, pela 28ª rodada da Série B.