
O passado é uma parada



Depois da novela da negociação de Neymar do Barcelona para o Paris Saint-Germain, agora é a vez da persistente especulação de sua saída para o Real Madrid na próxima temporada. Segundo afirma a capa do jornal espanhol Marca que foi às bancas nesta sexta-feira, o pai do craque já até teria dito aos dirigentes do clube francês que Neymar sairá na próxima janela de transferências.
Além disso, a publicação confirma que Neymar pai e dirigentes do clube merengue se encontraram em Paris em 7 de dezembro do ano passado, quando já teriam acertado alguns detalhes da negociação. O PSG nega e diz que seu camisa 10 não está à venda.
A notícia ainda afirma que o brasileiro reconhece que errou em fechar com um clube francês, num campeonato de menos competitividade, e que não se adaptou aos colegas e ao vestiário, onde não consegue manter boa relação com Di María, Pastore, Lo Celso e Cavani.paris saint
Neymar chegou no Paris Saint-Germain em agosto de 2017, naquela que ficou conhecida como a contratação mais cara da história do futebol. Desde então, ele vem tendo problemas com companheiros, se envolveu em polêmicas, já foi vaiado pela torcida e não conseguiu se firmar. Os rumores de sua ida para o Real Madrid são ouvidos desde a sua transferência para o Parque dos Príncipes.

Kees Scherer. Paris, 1954.

“Zuzu Angel teve seu assassinato ordenado diretamente pelo gabinete de Ernesto Geisel, segundo o agente do DOPS Claudio Guerra em depoimento à Comissão da Verdade. Ela incomodava os ditadores com suas denúncias,cartas para autoridades e sua moda de protesto político no exterior”.
Hildegard Angel, jornalista, filha de Zuzu.

POR GERSON NOGUEIRA
Há coisas que insistem em se repetir no Remo com incrível frequência, como a confirmar certa inclinação para o desastre, mesmo quando tudo aparentemente caminha bem e direcionado ao êxito. Torcedores não gostam de lembrar, mas episódios recentes evidenciam essa tendência, que assombra o futebol azulino desde o começo da década de 2000.
Muitos têm a tentação de vincular problemas à sorte e ao azar, forças ocultas e ação do destino, mas a questão de fundo nem é tão esotérica assim. Em futebol, planejamento sério, integrado à realidade e focado em resultados práticos, normalmente resulta em sucesso.
O imediatismo que cerca a gestão de clubes é o oposto do que ensinam as regras que levam ao desempenho de excelência. Sem querer abraçar os conceitos que fazem a cabeça de consultorias picaretas mundo afora, entendo que tudo se resume a trabalhar com responsabilidade e afinco.
Na atual temporada, o Remo começou com os pés no chão e um projeto emergencial bem-intencionado, mas tropeçou na montagem do elenco para o Campeonato Estadual e na escolha do técnico. Por esses motivos, saiu precocemente da Copa Verde e fracassou (de novo) na Copa do Brasil.
Os planos foram realinhados a tempo de corrigir a rota com a contratação de um treinador experiente, de competência comprovada para remendar o barco e seguir em frente. Givanildo Oliveira cumpriu admiravelmente essa missão e, em pouco mais de um mês, transformou um time errático em grupo vencedor.
Tropeços previsíveis – pela ausência de reforços – na Série C para que o trabalho inicial fosse imediatamente esquecido ou relativizado por alguns, estimulando um lento e gradual processo de fritura do técnico, como é possível detectar fora dos muros do Evandro Almeida.
A impressão é de que as ameaças à permanência de Givanildo têm mais a ver com egos feridos do que propriamente com a campanha insatisfatória no Brasileiro. Sua firme oposição à contratação de Pimentinha, Eduardo Ramos e Jobson continua entalada na garganta de gente com poder e palanque no futebol do clube. A partir daí, as críticas se tornaram azedas e quase diárias.
Muitos clubes, aqui e lá fora, ainda são administrados com as regras complacentes da taberna da esquina, com gente que manda bem mais do que o cargo permite. Nesse contexto, as vaidades alimentam projetos pessoais, nem sempre de acordo com os interesses do clube.
Com atraso em relação aos apelos reiterados de Givanildo, reforços começaram a ser anunciados na semana passada, com a Série C já atingindo a quarta rodada. Eliandro (foto) foi o primeiro. Anteontem, chegou o lateral direito Nininho. Fábio Matos, fora dos planos do Papão, pode ser o próximo a ser contratado.
São jogadores que podem dar acrescentar qualidade ao time, mas entrosamento requer tempo, mas, quando (e se) finalmente estiverem plenamente integrados, a fase classificatória já terá chegado à metade. Aí, caso os resultados não apareçam logo, já se sabe de antemão quem será responsabilizado por tudo – isto se ainda estiver no comando.
Repito e insisto: se as coisas não estão boas com Givanildo no comando, seriam bem piores sem ele.
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Sem seis titulares, Papão faz jogo de risco calculado
Por razões estratégicas, o Papão usará pela primeira vez nesta Série B um time mesclado. Contra o Juventude, adversário tradicionalmente difícil dentro de seus domínios, o técnico Dado Cavalcanti optou por não utilizar seis titulares – Diego Ivo, Perema, Nando Carandina, Moisés, Cassiano e Mike.
São desfalques importantes, que devem minar o entrosamento que o PSC vinha mostrando e garantindo resultados excelentes na competição. O próprio desenho tático com três zagueiros já mostrou vulnerabilidade com a simples ausência de Diego Ivo diante do Sampaio. É de se supor que as coisas fiquem mais difíceis sem ele e sem Perema.
O meio-de-campo também se sustenta muito nas ações combativas de Nando Carandina, principal volante do time. Sem ele, Renato Augusto e Danilo Pires (ou William) devem ter essa missão.
Na frente, porém, reside talvez a perda mais significativa. Sem Cassiano e Mike, o ataque perde força e agressividade, sem deixar de considerar o papel desempenhado pelo artilheiro na abertura de espaços para os companheiros que se aproximam da área adversária.
Poupar jogadores para a final da Copa Verde talvez seja a decisão mais sensata, principalmente depois de zebras que passearam por Belém em jogos decisivos recentes. Ao mesmo tempo, significa que a comissão técnica confia no elenco, o que é um bom sinal.
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Um campeão que também ajuda a socializar vitórias
Uma boa notícia sobre as modalidades de luta do Pará. O atleta Alexandre Castro subiu no pódio em Barcelona, na Espanha, conquistando a medalha de bronze no Master International IBJJF Jiu-Jitsu Championship, categoria superpesado, no último final de semana.
Aos 33 anos, Alexandre é faixa-preta, terceiro grau mestre e campeão mundial da Confederação Brasileira de Lutas Profissionais na categoria absoluto, além de tricampeão Norte-Nordeste e primeiro do ranking estadual da Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Desportivo.
À frente da academia Castro Team, Alexandre é um exemplo para os jovens que ajuda a formar na prática do esporte. Realiza há seis anos um projeto social que beneficia cerca de 50 alunos, entre 5 e 15 anos de idade, oriundos de áreas de risco.
O próximo desafio é o World Master IBJJF Jiu-Jitsu Championship, que se realizará de 22 a 25 de agosto, em Las Vegas (EUA).
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 11)


“Os remanescentes da ditadura brasileira deveriam ser condenados por seus crimes, como a Argentina o fez. Num país em q torturadores não foram punidos, você ñ sabe pq ainda existe tortura?”.
Maria do Rosário, deputada federal PT-RS, via Twitter


Transcrito do Brasil247
Documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontam o envolvimento direto dos presidentes Emíliio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo no assassinato de mais de uma centenas de brasileiros durante a ditadura militar no Brasil.
A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor. Em sua página no Facebook, Spektor apresenta um relato da CIA sobre reunião ocorrida em março de 1974 entre o General Ernesto Geisel, então empossado na Presidência, com o general João Figueiredo, indicado por Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e outros dois assessores: o general que estava deixando o comando do Centro de Informações do Exército (CIE), o general que viria a sucedê-lo no comando.
“O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, ‘apenas subversivos perigosos’ deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso”, relata Matias Spektor.
“De tudo o que já vi, é a evidência mais direta do envolvimento da cúpula do regime (Médici, Geisel e Figueiredo) com a política de assassinatos. Colegas que sabem mais do que eu sobre o tema, é isso? E a pergunta que fica: quem era o informante da CIA?”, questiona.
Leia na íntegra o relato de Mathias Spektor:
Este é o documento secreto mais perturbador que já li em vinte anos de pesquisa.
É um relato da CIA sobre reunião de março de 1974 entre o General Ernesto Geisel, presidente da República recém-empossado, e três assessores: o general que estava deixando o comando do Centro de Informações do Exército (CIE), o general que viria a sucedê-lo no comando e o General João Figueiredo, indicado por Geisel para o Serviço Nacional de Inteligência (SNI).
O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, “apenas subversivos perigosos” deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso.
De tudo o que já vi, é a evidência mais direta do envolvimento da cúpula do regime (Médici, Geisel e Figueiredo) com a política de assassinatos. Colegas que sabem mais do que eu sobre o tema, é isso? E a pergunta que fica: quem era o informante da CIA?
O relato da CIA foi endereçado a Henry Kissinger, então secretário de Estado. Kissinger montou uma política intensa de aproximação diplomática com Geisel.
A transcrição online do documento está no link abaixo, mas o original está depositado em Central Intelligence Agency, Office of the Director of Central Intelligence, Job 80M01048A: Subject Files, Box 1, Folder 29: B–10: Brazil. Secret; [handling restriction not declassified].
Poucas coisas são tão vira-latas – isto no país da viralatice explícita – do que esse projeto tosco Ser Mamãe em Miami… Sabujice suprema aos supostos encantos de Tio Sam.
O Brasil e suas elites precisam ser urgentemente reestudados à luz da psicanálise.
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