Taffarel inclui Alisson entre os melhores goleiros do mundo

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Na Rússia, o Brasil contará com três goleiros estreantes em Copa do Mundo pela primeira vez desde 1990. Um dos convocados para defender a Seleção na Itália, o preparador Taffarel minimizou a inexperiência de Alisson, Ederson e Cássio no torneio e colocou o titular entre os melhores do mundo.

“Em 1990, lembro que joguei com um entusiasmo muito grande e vejo isso nos nossos goleiros. Os três estão aqui porque nos dão tranquilidade. Eles têm experiência e todas as condições de representar bem o Brasil”, disse Taffarel, acompanhado por Acácio e Zé Carlos em 1990.

Das 19 partidas da gestão do técnico Tite no comando da Seleção Brasileira, Alisson participou de 15. Um dos destaques da Roma, eliminada pelo Liverpool na semifinal da Copa dos Campeões, o goleiro ganhou uma série de elogios do ganhador do Mundial de 1994.

“O Alisson cresceu muito. Pela sequência de trabalho na Roma e por tudo que vem apresentando, acho que está entre os melhores do mundo”, disse Taffarel. “O Neuer virou referência na Copa de 2014 e depois machucou. O Alisson está entrando nessa mesma linha”, comentou.

Ederson e Cássio completam o trio de goleiros convocados pelo técnico Tite para a Copa do Mundo da Rússia. Taffarel procurou manter aberta a disputa pela condição de segundo goleiro, mas sinalizou que o atleta do Manchester City tem certa vantagem sobre o corintiano.

“A definição é sempre do Tite, mas, a princípio, o Alisson e o Ederson sempre tiveram lugar na lista. Por consequência, são o primeiro e segundo goleiro. O Cássio se juntou a esse grupo, mas não quer dizer que chega como terceiro goleiro. Tudo depende do trabalho que vão produzir”, explicou, tentando estimular a concorrência. (Da Gazeta Esportiva)

Então tá…

Bolsonaro diz que país sofre fuga de cérebros. Ele é um sintoma

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Por Bernardo de Mello Franco, em O Globo

“Se eu fosse rei de Roraima, em 20 anos teria a economia próxima à do Japão”. Assim Jair Bolsonaro começou o discurso de ontem na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cerca de 300 empresários pagaram entre R$ 180 e R$ 220 para ouvi-lo. O ingresso dava direito a almoço, com opções de carne, massa e bacalhau.

“Nada pode ser feito lá”, reclamou o deputado, referindo-se à terra que elege Romero Jucá. Ele não explicou a mágica que igualaria o estado de menor PIB do Brasil ao terceiro país mais rico do mundo. No entanto, aproveitou para atacar os alvos de sempre: índios, ambientalistas, quilombolas.

Para Bolsonaro, o problema da Amazônia não é o desmatamento, e sim a proteção da floresta. De olho no voto ruralista, ele prometeu frear a criação de reservas e rebaixar o Ministério do Meio Ambiente, que passaria a ser subordinado à Agricultura. “A questão ambiental dá pra driblar. É ter um ministro que seja patriota”, afirmou.

O capitão acusou a ONU de tramar a criação de “novos países” em território brasileiro. Em seguida, abandonou o tom nacionalista e defendeu parcerias com os Estados Unidos para explorar as riquezas da floresta. “Estive duas vezes com autoridades americanas”, disse. E quem seriam seus interlocutores no governo Trump? “Sem entrar em detalhes”, despistou.

Depois da viagem amazônica, Bolsonaro engrenou o discurso radical que o impulsionou nas pesquisas. Prometeu combater a violência “com mais violência ainda”. Ameaçou reprimir ocupações com “chumbo”. Chamou os sem-terra de “marginais” e “terroristas”. Afirmou que pretende invadir o Ministério da Educação “com um lança-chamas, para tirar tudo que é simpatizante do Paulo Freire de lá”.

O deputado defendeu mudanças na lei para dificultar a punição de policiais acusados de homicídio. “Matar um vagabundo com um tiro ou 20 tem que ser a mesma coisa”, disse. Ele discursava a poucos metros da Candelária, palco da chacina que matou oito crianças e adolescentes em 1993.

Bolsonaro estava acompanhado por Paulo Guedes, seu favorito para o Ministério da Fazenda. Chegou a apresentar o economista como namorado, “heteramente falando” (sic). “Nossos cérebros estão fora do Brasil. Aqui não é um terreno fértil”, comentou. Pela animação da plateia, o capitão deve ter alguma razão.

Arrogante, técnico corintiano pede desculpa, mas mantém crítica à imprensa

As declarações de Fábio Carille na entrevista coletiva concedida no último domingo, no Recife, após o empate do Corinthians diante do Sport renderam muita polêmica pelo comentário que o treinador proferiu “à grande parte da imprensa”, chamando de mentirosos os que anunciaram seu acerto com o Al-Hilal, da Arábia Saudita, e a possível contratação de Rodriguinho.

Nesta terça-feira, porém, o comandante alvinegro decidiu se desculpar pelas palavras ditas e, por meio de uma nota, admitiu ter exagerado na forma como se dirigiu aos profissionais de comunicação. “Li, sim, mentiras a meu respeito. Uma parte da imprensa errou, sim, nesta última semana. Não foi a maioria, porém. Então, exagerei ao generalizar em meu comentário. Por isso, peço desculpas”, dizia o comunicado.

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Na última semana, foi publicada na imprensa saudita dois possíveis nomes para comandar o Al-Hilal na próxima temporada, sendo um deles Carille. O concorrente do brasileiro, Jorge Jesus, tinha possibilidades remotas de deixar o Sporting, mas a recente invasão e agressões no centro de treinamentos do clube português tornaram iminente a saída e o treinador luso passou a ser tratado como prioridade, principalmente a partir do último domingo.

Após os rumores de que havia um princípio de acordo entre o clube saudita e Jesus, o técnico do Corinthians concedeu sua tradicional entrevista pós-jogo, se mostrando bastante irritado com o que foi veiculado sobre sua saída e revelou não ter recebido nenhuma proposta para deixar o alvinegro.

A última manifestação contra as declarações de Carille veio da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp), que emitiu uma nota de repúdio quanto a postura do treinador perante a imprensa.

Leia a nota emitida por Carille na íntegra:

“No último domingo, concedi entrevista coletiva após o empate com o Sport, em Recife, e expus alguns pontos que haviam me incomodado com relação à postura da imprensa ao noticiar uma possível proposta do Al-Hilal, da Arábia Saudita, pelo meu trabalho.

Na coletiva, eu disse que grande parte da imprensa mente. Li, sim, mentiras a meu respeito. Uma parte da imprensa errou, sim, nesta última semana. Não foi a maioria, porém. Então, exagerei ao generalizar em meu comentário. Por isso, peço desculpas.

Recebi a nota de repúdio emitida pela Aceesp e respeito as colocações da entidade. Sempre respeitei o trabalho da imprensa e fiz questão de tratar os jornalistas da melhor forma possível. Como já me manifestei com relação aos meus incômodos neste caso, e os jornalistas, por meio de sua associação, fizeram o mesmo, encaro essa questão como encerrada”. (Da Gazeta Esportiva)

Nota do blogueiro: as críticas e a ira do treinador deveriam se dirigir ao próprio pai dele, que deu entrevista à TV contando que o filho havia recebido proposta irrecusável dos árabes. 

Seleção alemã começa preparativos para a Copa nos Alpes italianos, como em 2014

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Por Gerd Wenzel, no blog Bundesliga

Nesta quarta-feira, a seleção alemã comandada por Joachim Löw inicia os seus preparativos nos Alpes italianos ao sul do Tirol, visando a Copa do Mundo na Rússia. Ficará no mesmo Hotel / Spa onde se concentrou em 2014 antes de viajar rumo ao Brasil onde se hospedou na Vila de Santo André (Bahia).

Para Joachim Löw, estas duas semanas que terá pela frente serão decisivas para definir quem fará parte do elenco de 23 jogadores para a Copa, já que na lista atual constam 27 profissionais. Portanto, quatro serão cortados no dia 4 de junho, último prazo para entregar a listagem definitiva à FIFA.

Antes do corte, haverá apenas um jogo amistoso contra a Áustria em Klagenfurt (2.6.) e um ou outro treino coletivo contra a seleção alemã sub-20. “Durante estes preparativos trata-se de estabelecer as bases para um bom trabalho durante a Copa, tanto física como mentalmente”, declarou o treinador.

Decisão sobre Neuer

Também no caso Neuer, Löw terá que tomar uma decisão, mesmo porque desde setembro o goleiro do Bayern Munique não participou de nenhum jogo oficial. Na partida entre Bayern e Frankfurt, pela final da Copa da Alemanha, ele ao menos estava disponível no elenco.

“A Alemanha pode ficar tranquila. Penso que Neuer estará 100% para a Copa”, havia declarado, cheio de otimismo, o técnico Jupp Heynckes. Assim como Neuer, a grande maioria dos 27 convocados viaja na quarta-feira ao sul do Tirol na Itália onde se hospedará no Hotel Weinegg (foto abaixo), um Spa de 5 estrelas próximo à cidade de Eppan.

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Mats Hummels, Thomas Müller, Josua Kimmich, Niklas Süle e Jerome Boateng só vão chegar na 6ª feira, assim como Antonio Rüdiger e o goleiro Marc-Andre ter Stegen. Todos tiveram compromissos com seus clubes no último fim de semana e por isto foram autorizados a chegar dois dias mais tarde do que os outros.

Além dos já citados, Löw não poderá contar esta semana com Toni Kroos que vai tentar conquistar o tri da Champions League com o seu Real Madrid contra o Liverpool (sábado, 15:45). Já Sami Khedira, que atuou pela Juventus no último fim de semana, faz questão de se apresentar já nesta quarta-feira.

A frase do dia

“E para aqueles que se chamam de democráticos e me criticam por pensar de maneira diferente,digo a eles que,se querem voltar à era dos desaparecidos, como hoje fazem Lula ‘desaparecer’, estão muito enganados”.

Diego Maradona

Diego Maradona defende Lula e aplaude eleições na Venezuela

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O ex-jogador de futebol argentino Diego Maradona diz estar feliz com a vitória de Nicolás Maduro na Venezuela porque “os Estados Unidos teriam atacado tudo, como estão fazendo na Argentina, como estão fazendo no Brasil, e em todos os países que querem levantar a cabeça”.

Numa postagem no Instagram, ele também comentou a prisão do ex-presidente Lula e disse que “está provado que Lula não fez nada de errado”. Aqueles que acham que voltaremos à “era dos desaparecidos, como estão tentando ‘desaparecer’ Lula, estão enganados”, declarou. “Eu escolho a democracia”, concluiu. (Do Brasil247)

Alberto Dines: outro gigante que se vai

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O ano era 1973. A ditadura militar brasileira proibia manchetes sobre o golpe que matou Salvador Allende no Chile. O editor Alberto Dines dribla a censura e faz a primeira página mais brilhante da história do Jornal do Brasil (foto acima), com uma notícia sem manchete sobre o sanguinário golpe do general Pinochet.

Dines era um gigante do jornalismo brasileiro, do nível de Cláudio Abramo, João Saldanha e Samuel Wainer. Da sua vasta contribuição ao nosso ofício, a maior de todas foi o estímulo incessante à crítica do próprio jornalismo.

Aliás, Dines mantinha o site Observatório da Imprensa há duas décadas e um programa com o mesmo nome na TV Brasil, que acabou tirado do ar – por excesso de liberdade crítica, provavelmente – assim que o interino Temer tomou o poder.

O jornalista morreu nesta terça-feira, aos 86 anos, no hospital Albert Einstein, em S. Paulo, onde estava internado há semanas.

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Gasolina, antes e depois de Dilma

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Mas a pataiada está feliz. Acredita que o país está no rumo certo e que a inflação não sobe. Tolinhos…

Globo trata como “fraude” eleição onde tem líder da oposição preso

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A internet não perdoou a reportagem do Jornal Nacional sobre o fechamento da fronteira com o Brasil pela Venezuela, por conta da eleição. Em pouco mais de dois minutos, a matéria do JN colheu elementos para cravar que o processo eleitoral – que rendeu vitória a Maduro – é uma fraude. Entre os motivos está a opinião de “analistas e organismos internacionais” que acham que “com líderes da oposição presos e candidaturas cassadas, fica difícil acreditar nas urnas.”
“A desconfiança não é só dos venezuelanos que fugiram da crise. Analistas e organismos internacionais olham com desconfiança as eleições de amanhã e muitos nem reconhecem a legitimidade do processo. Com líderes da oposição presos e candidaturas cassadas, fica difícil acreditar nas urnas”, disse a repórter do JN.
Internautas notaram a ironia do argumento em relação a Lula, que foi condenado e preso na Lava Jato e corre o risco de ser impedido de concorrer a presidente em outubro próximo, por conta da Lei da Ficha Limpa. Mesmo tratando-se de um processo cheio de pontos questionáveis, a grande mídia brasileira tratou o caso triplex como totalmente legítimo, sem dar espaço aos abusos e erros denunciados pela defesa de Lula.
Enquanto isso, alas de apoio a Lula consideram sua condenação e prisão uma manobra para garantir que ele fique de fora da disputa eleitoral. O PT, inclusive, lançou uma campanha dizendo que “eleição sem Lula é fraude”. (Transcrito do Jornal GGN)