
POR GERSON NOGUEIRA
A um ponto de distância do CRB, o Papão tem hoje à noite uma jornada que vale seis pontos. Caso vença o jogo, se distancia e empurra o adversário para as proximidades da zona de rebaixamento. Além disso, avança rumo à parte central da tabela, podendo terminar a 29ª rodada até em nono lugar, incluso na chamada primeira página da Série B.
Para alcançar esses objetivos, bastará jogar com a mesma disposição demonstrada nos 20 minutos finais do confronto com o Boa Esporte na semana passada. A velocidade nas ações ofensivas e a participação dos atacantes de lado foram fatores determinantes na virada que deixou o Papão em condições de sonhar com posições mais altas na tabela.
O principal artífice daquela reação foi o atacante Welinton Jr., cuja participação nos jogos têm se resumido aos minutos derradeiros. Antes mesmo do jogo contra o Boa, Welinton já havia mostrado qualidades que o habilitavam a ganhar um lugar fixo na equipe, pois tem facilidade para o drible e costuma partir com a bola dominada em diagonal rumo à área, o que dificulta o trabalho dos marcadores.
Quando conseguiu o pênalti que levou ao empate em Varginha, Welinton já havia tentado outras arrancadas e sempre levava vantagem sobre o lateral adversário. Fez isso também rodadas antes contra o Internacional no Beira-Rio, criando mil dificuldades para o lateral Cláudio Winck. Naquela ocasião, Welinton mostrou outra faceta, a de bom finalizador, subindo para cabecear e fazer o segundo gol bicolor na partida.
Um dos caminhos para abrir defesas sólidas como as da Série B é o emprego de atacantes habilidosos e rápidos pelos lados da área. Todos os times que têm um jogador com essas características costuma fazer muitos gols. As defesas estão treinadas e habituadas a marcar bolas altas, mas encontram muitos problemas para conter jogadores leves e dribladores.
Welinton tem esses recursos e vem se apresentando em bom nível, embora quase sempre fique em segundo plano, pois Marquinhos Santos não esconde preferir o sistema com um centroavante fixo na área, fazendo o trabalho de pivô e esperando cruzamentos altos.
As convicções do técnico não encontram amparo na realidade fria dos números. Marcão, o centroavante titular, apesar de incansável na movimentação, tem discretíssima participação na artilharia e raramente contribui com assistências que resultam em gol dos companheiros.
De certo modo, Welinton tem um custo-benefício muito mais positivo para o time, pois entra por alguns minutos e ainda assim consegue ser produtivo. É importante observar, porém, que o desempenho na reta final das partidas é facilitado pelo cansaço dos adversários.
Hoje, quando deve entrar como titular ao lado de Bergson e Caion, Welinton ganha a oportunidade de mostrar que pode ser uma opção de ataque e não apenas um trunfo no banco de suplentes.
Tem o desafio também de mostrar que pode render bem mesmo contra marcadores mais recuados, pois o CRB de Mazola – que o conhece bem – dificilmente abrirá mão da vigilância mais forte nas laterais do campo.
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Enfim, um árbitro que reprime e pune o antijogo
O gaúcho Leandro Pedro Vuaden é um dos melhores árbitros da fraca safra de apitadores brasileiros liderada por Sandro Meira Ricci. Destaca-se destaca justamente porque costuma punir com rigor a cera praticada pelos jogadores. Em absoluta consonância com as diretrizes da Fifa, aplica com gosto a compensação de minutos ao final de cada tempo, sem apelar para aqueles protocolares três minutinhos de sempre. Com ele, é de cinco minutos para cima.
Fez isso, com inteira justiça, no jogo Botafogo e Chapecoense, anteontem, punindo com 11 minutos de acréscimos o escancarado antijogo praticado pelos jogadores catarinenses, à frente o goleiro Jandrei, que se “contundiu” até em cobrança de tiro de meta. Se Voaden foi parcimonioso na aplicação do cartão – que o jogador fez por merecer –, não refrescou na hora de computar os minutos que ele havia subtraído do jogo.
O gol botafoguense aos 49 minutos (Vinícius Tanque) completou o castigo.
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Vai acabar sobrando pro estagiário…
Um possível erro de informação na elaboração de ofício à Federação Paraense de Futebol deixou a organização da Copa São Paulo de Futebol Junior em palpos de aranha. Convidou o Papão para o torneio do próximo ano sem atentar para o fato de que só existem duas vagas destinadas ao Pará e estas já pertencem, por critério técnico, a Remo e Desportiva, respectivamente campeão e vice do certame estadual da categoria.
Apesar da informação prestada pela Federação Paraense de Futebol, o equívoco foi reafirmado em ofício datado de ontem, o que agrava ainda mais a lambança, pois praticamente exclui a Desportiva da competição. E, obviamente, a essa altura, até o Papão – que pleiteava participação por convite – entende já ter o direito a disputar o torneio.
O único meio de ajeitar a situação é dando uma vaga aos bicolores, que ficaram em terceiro lugar no campeonato, sem prejuízo da participação da Desportiva, que nada tem a ver com a desorganização da federação paulista.
No fim das contas, como costuma acontecer, a culpa ainda pode ser atribuída ao estagiário de plantão.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 13)
No jogo contra o Internacional o PAYSANDU fez dois gols…
BERGSON e W.jr de cabeça… e nao so um como disse a reportagem. 👍
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Sim, a informação está incorreta. Já fiz o devido reparo.
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Bem, não vi a preparação do time para o jogo de hoje, mas sei que os piores apertos passados pelo Papão na presente competição ocorreram quando adotou o 4-3-3. Ao mesmo tempo em que os tênues sinais de melhora vieram com a troca pro 4-4-2.
Por sinal, no jogo passado um dos destaques foi o Fábio fazendo o vai e vem e colaborando tanto ofensivamente quanto com o meio de campo, daí ser estranho o retorno ao passado recente e não convincente.
Tomara que dê certo, todavia, temo que a Lei de Murphy se faça presente hoje na Curuzu aumentando as dificuldades já esperadas. Ou, então, torcer pra que o treinador esteja apenas despistando e essa não seja a escalação verdadeira.
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Deram uma de migué!
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Se colar, colou!
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