Archive for 1 de outubro de 2017

Cruzeiro e Corinthians ficam no empate

1 de outubro de 2017 at 22:38 Deixe um comentário

“Onde se queimam livros, acabam-se queimando pessoas”

Em excelente artigo publicado na Folha de São Paulo deste domingo (1), o escritor e biógrafo Lira Neto lembra a frase do poeta judeu-alemão Heinrich Heine: “Onde se queimam livros, acabam-se queimando pessoas”.

Lira-Neto

O escritor relembra momentos históricos agudos, como, por exemplo, a ascensão do nazismo na Alemanha, onde tudo começou com a queima de livros: “Com efeito, antes dos campos de extermínio em massa, os nazistas começaram queimando obras literárias, científicas e filosóficas. Em 1933, montanhas de livros, de autores como Albert Einstein, Sigmund Freud, Stefan Zweig e Thomas Mann, foram incineradas em praças públicas pela juventude hitlerista, sob o pretexto de purificar a cultura germânica”.

De lá, para que ninguém duvide que não se trata exatamente de um comunista, Lira Neto lembra Revolução Cultural Chinesa, onde, segundo ele, deu-se o mesmo. “No macarthismo dos Estados Unidos, idem. No Chile de Pinochet, também”, insiste.

O escritor, finalmente, chega ao Brasil: “No Brasil, claro, não escapamos da sanha dos Torquemadas literários. Durante o Estado Novo, romances de Jorge Amado e José Lins do Rego foram queimados, após apreensões em livrarias e bibliotecas, determinadas por interventores e chefes militares. Nem mesmo Monteiro Lobato e suas ‘Reinações de Narizinho’, obra considerada maléfica à infância pelos censores, escaparam da pirocracia”, lembra.

Ao relembrar casos da malfadada ditadura de 1964, com seu habitual e saudável bom humor, Lira Neto cita o caso do que ele chamou de “cretinismo dos repressores, responsável por notas de tragicomédia. Livros sobre arte cubista, por exemplo, eram apreendidos por fazer hipotética propaganda ideológica de Cuba”.

Ao fim e ao cabo, o escritor relembra outro episódio envolvendo tamanha cretinice, desta vez com os militantes do MBL: “Na semana que passou, uma milícia virtual se vangloriou de ter ‘desmascarado’ um repórter deste Folha, Artur Rodrigues, rotulando-o de ‘militante travestido de jornalista’, pelo fato de ele aparecer numa foto diante de alguns livros de estimação, todos muitos seletos, ressalte-se. Entre eles, a biografia de Carlos Marighella, escrita pelo jornalista Mário Magalhães, vencedora de diversos prêmios nacionais, incluindo o Jabuti. De tão obtusa, a afirmativa nem mereceria maiores refutações”.

Para concluir, Lira Neto faz ponderações: “Há quem diga que o melhor mesmo a fazer é ignorar a estridência desse tipo de midiativismo que investe na desinformação, na fragilidade do repertório cultural de seus seguidores e na consequente infantilização do debate público. Levá-lo demasiadamente a sério seria compactuar com um espetáculo bufão, dar cabimento à frivolidade como discurso e prática política.

Tenho cá minhas dúvidas. Primeiro, inviabilizam exposições de arte. Depois, expõem jornalistas à fúria das redes por causa de livros. O que virá em seguida?”. (Da Revista Fórum)

1 de outubro de 2017 at 22:24 Deixe um comentário

Grêmio tenta reagir no Brasileiro

1 de outubro de 2017 at 22:23 Deixe um comentário

Desnudando a hipocrisia

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1 de outubro de 2017 at 22:22 Deixe um comentário

Peixe atropela Verdão e avança

1 de outubro de 2017 at 20:27 1 comentário

“Destruir a figura de Lula é um absurdo. A direita não tem cérebro”, diz o filósofo italiano Antonio Negri

Estadão entrevistou o filósofo italiano Antonio Negri, de 84 anos.

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Quando o senhor fala de Eric Hobsbawn e de seu século breve, o senhor diz que esse século tornou-se bastante longo, no sentido que é possível fazer nas praças novos formas de organização popular e que a autonomia produtivo do trabalho cognitivo traga uma novo projeto de transformação social?

Sobre isso não tenho dúvida. Exatamente como fez no passado Lula, representante de uma classe operária metalúrgica com características sociológicas precisas. Hoje devemos esperar que a retomada seja feita pelos novos operários. E quem são os novos operários? São essa classe de trabalhadores precários, de capital intelectual fundamentalmente, que hoje em dia ocupa o mercado. O mercado do trabalho é feito por essas novas pessoas desde o fim dos anos 1980.

A cooperação é central na vida desses trabalhadores, mas essa cooperação seria uma forma de obter consenso?

Não. É uma coisa diferente. É uma cooperação no trabalho.

Não se trata pois de consenso. Seria, portanto, diferente essa cooperação do ação comunicativa do filósofo Jurgen Habermas?

A ação comunicativa de Habermas é uma ação neutra, que se abre sobre a sociedade pública e não tem qualificação de nenhum gênero. A cooperação dos trabalhadores hoje é um fato no qual se verifica antes de tudo a autonomia dessas cooperação . Esse é um termo absolutamente fundamental. Um operário metalúrgico, um operário como Lula, era um operário que tinha necessidade do patrão para se organizar e se reunir com outros.

Hoje o operário, chamemo-lo de novo trabalhador, não o chamemos de operário para não confundir as coisas. O novo trabalhador é alguém que se organiza socialmente para produzir, e o tipo de produção que ele faz é um tipo de produção que é de mercadoria, mas sobretudo de subjetividade. Aqui lembro de Foucault (Michael Foucault, filósofo francês): um dos elementos absolutamente centrais na teoria foucaultiana é o fato que hoje se trabalha na construção cooperativa de subjetividade.

Já que falamos de Lula, o que as bruxas de Macbeth lhe revelam sobre o futuro de Lula?

Não sei se suicídio ou uma tentativa desesperada de luta. Eu penso que Lula seja o maior homem político da América Latina na segunda metade do século 20. Ninguém é comparável a Lula. Foi alguém que conseguiu construir nesse país continente uma força popular necessária aos governos.

Mas e agora?

Não se governa sem Lula. Não se governa sem o que Lula deixou. Ele conseguiu pôr o Brasil na cena mundial, em ruptura com os americanos. Essas são coisas fundamentais que Lula fez e para as quais eu tiro o chapéu. Não creio que o capitalismo brasileiro tenha uma autonomia e uma capacidade inventiva para conseguir manter a herança de realidade popular que Lula trouxe ao Brasil. Destruir sua figura é um absurdo.

É o que está acontecendo?

Sim, eu sei que está acontecendo. Porque a direita não tem cérebro. Está destruindo a única coisa que ela devia salvar.

Mas o problema não é judiciário? O problema não é que Lula recebeu propinas e deve pagar por isso?

Eu não sou contrário a isso (que a Justiça puna os corruptos), desde que isso valha para todos. Se a Justiça bate em alguém é certíssimo, porém deve atingir a todos da mesma maneira. Eu não sei se a relação entre Justiça, jornais e TVs é igual para Lula e para os outros. Esse é um problema que devemos nos pôr se vivêssemos em uma democracia ideal.

A política feita pelo PT de governar o País se exauriu?

Sim. Eu creio que sim. E creio que no Brasil existe uma situação dramática de todos os pontos de vista.

Por que, professor?

Porque não há uma direita que seja capaz de interiorizar o passado desse país, isto é, essa democracia que se quer e não se quer, e que Lula a interpretou e a fez viver de um ponto de vista popular, com a adesão das grandes massas à democracia.

O ex-capitão do Exército e deputado Jair Bolsonaro, um ex-paraquedista, segundo as últimas pesquisas, deve ser bem votado na próxima eleição presidencial. Quais seriam as causas desse fenômeno, o crescimento da extrema-direita?

Isso acontece porque, à direita, falta uma posição política capaz de se opor, porque para fazer essa operação, com toda probabilidade, seria necessário aceitar que passamos 20 anos de hegemonia lulista. A direita sabe digerir e engordar, e os bons capitalistas sabem que precisam da força de trabalho. O capitalismo precisa de duas coisas: dar o trabalho e receber do trabalho.

Isso seria reflexo da onda na Europa e nos Estados Unidos?

Provavelmente não. Creio que o fenômeno brasileiro seja diferente. Existe uma queda geral de regimes de esquerda na América Latina, com fenômenos bastante contraditórios, como nos países andinos, como essa grande chaga que é a Venezuela. Mas creio que tudo isso tenha uma espécie de autonomia. A América Latina não sofre seguramente influência da situação europeia, muito fechada em si mesma, no problema da construção europeia e de sua colocação global.

O senhor conhece os programa sociais dos governos petistas. O senhor acha que eles não foram suficientes para criar uma nova identidade para a esquerda?

O governo Lula ficou muito limitado por suas contradições, não há dúvida. Ele errou em duas coisas fundamentais. A primeira é a reforma constitucional (ele se refere à reforma política). Como se pode aceitar uma Constituição na qual a corrupção é necessária para fazer qualquer lei? Esse é um erro extraordinário. A justificação de Lula é: “Estávamos há muito pouco tempo em uma situação democrática para nos dar o luxo de reformar a Constituição”. A segunda é o fato de não ter organizado os instrumentos midiáticos e de cultura popular que fossem à altura da estrutura esmagadora da grande produção midiática da burguesia. Esses são dois erros que eu aponto às pessoas do PT. Esses são erros que, infelizmente, devem ser pagos. Não é possível ter uma Constituição desse tipo, na qual cada igreja protestante elege o seu deputado, na qual se pode ter um presidente com 70% dos votos nacionais e não ter uma maioria parlamentar. São coisas que são incompreensíveis para qualquer constitucionalista europeu desde o século 19.

É enlouquecedor?

Sim, é uma loucura. Isso precisava mudar.

1 de outubro de 2017 at 19:42 4 comentários

Galeria do rock

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John e Paul em estúdio gravando “Every Little Thing”, em 30 de setembro de 1964.

1 de outubro de 2017 at 15:29 Deixe um comentário

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