Robgol paga promessa à Virgem

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O Círio deste ano vai ficar marcado para sempre na vida do ex-jogador Robgol, que fez história com a camisa do Paysandu Sport Club na década de 2000. Ele está em Belém, neste final de semana, para acompanhar as procissões em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré ao lado do irmão mais velho, Marcos Nascimento, de 53 anos, que se curou de uma grave doença no fígado, ano passado. Ao pedir pela saúde do parente, o ídolo bicolor prometeu acompanhar algumas das 12 romarias para agradecer de perto ao milagre da Santinha.

“A gente veio cumprir com a promessa esse ano. Meu irmão passou por uma situação muito difícil, depois que descobrimos que ele estava com uma cirrose crônica. Começamos o tratamento lá em Recife, fazendo de tudo para ele sobreviver. No decorrer dessa luta, ele teve dois AVCs (Acidente Vascular Cerebral), tivemos que internar ele às pressas. Dentro dessa situação difícil, a gente se apega muito na fé”, disse o ex-atacante.

O drama começou em 2016. Depois de passar por alguns exames clínicos, Marcos Nascimento descobriu que precisava de um fígado novo. Encontrar um doador foi fácil, mas difícil mesmo foi resistir aos problemas que surgiram a partir da primeira cirurgia. Um dia depois do procedimento, Robgol e a cunhada retornaram ao hospital, mas Marcos não estava no quarto. “Tomamos um susto muito grande, pois não sabíamos onde ele estava. Depois nos comunicaram que ele havia sido levado para fazer alguns exames por conta de algumas complicações no fígado. Foi aí que soubemos que o transplante acabou não dando certo, pois o fígado era incompatível. Ele precisou voltar para a lista de espera dos transplantes de novo. Enquanto isso, ficou internado, todo entubado”, relatou Robgol.

Desesperado, o ex-jogador viu a vida do irmão seriamente ameaçada, principalmente depois que o próprio médico responsável pelo caso o informou que a situação era muito grave. “Foi nesse momento que me apeguei à Nossa Senhora de Nazaré. A minha cunhada e eu voltamos para casa chorando muito. Quando cheguei, me ajoelhei ao pé da cama, orei muito, pedi muito e fiz a minha promessa, pedindo para que ela colocasse as suas mãos e o seu manto em cima do meu irmão para que ele pudesse sair dessa situação difícil”, revelou.

As horas se arrastaram. O ex-jogador do Paysandu praticamente passou a noite inteira sem dormir. Rezar e esperar por um milagre eram as únicas e melhores opções. “Depois de algumas horas que fiz a minha oração, eu fui tomar um café já no dia seguinte, sem ter dormido nada, e quando peguei meu celular havia uma mensagem da chefe dos transplantes lá de Recife dizendo que o meu irmão tinha sido contemplado com um novo fígado e estava entrando a sala de cirurgia naquele momento”, contou, emocionado.

Depois da segunda operação, Marcos Nascimento ainda sofreu algumas complicações, mas hoje leva uma vida saudável. Apesar da diferença de cinco anos entre eles, o irmão mais velho vê Robgol como um protetor. “Ele é tudo na minha vida. É meu pai, meu irmão”, afirmou Marcos Nascimento, que pela terceira vez acompanhou o Círio, em Belém, mas agora com um significado especial. “Eu estou muito emocionado. Não tenho palavras para dizer. Estou apenas agradecendo à Nossa Senhora de Nazaré pela graça que eu alcancei. Eu nasci de novo”, completou.

Aliviado e realizado com a recuperação do irmão, Robgol garante que já acreditava nos milagres de Deus e de Nossa Senhora de Nazaré antes mesmo do que aconteceu com Marcos. “Desde quando cheguei ao Paysandu ela tem sido muito bondosa comigo. Sempre oro e faço meus agradecimentos à Ela. Sempre participo do Círio de Nazaré, onde pude trazer também a minha família para ver de perto. Estou aqui agora agradecendo pela saúde do meu irmão”.

Embora sua história no Paysandu tenha iniciado em 2003, ano em que jogou a Libertadores, Robgol só acompanhou o Círio de Nazaré pela primeira vez em 2006. “Desde esse ano, eu não deixei de participar. É uma festa muito linda, e toda vez que a gente acompanha a passagem de Nossa Senhora de Nazaré, a sensação é indescritível. A gente se emociona e fica com a nossa fé renovada”. (Texto: Ascom-PSC/fotos: FERNANDO TORRES) 

Corrupção aumentou após o golpe, diz Transparência Internacional

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No Brasil, o período em que os questionamentos foram feitos à população coincidiu com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A pesquisa foi organizada pela ONG Transparência Internacional, que combate a corrupção. Ficaram assim as avaliações para a pergunta “Na sua opinião, no decorrer do ano anterior, o nível de corrupção no país aumentou, diminuiu ou ficou o mesmo?”:

Cresceu muito – 64%

Aumentou consideravelmente – 14%

Ficou o mesmo – 14%

Reduziu consideravelmente – 4%

Reduziu muito – 2%

Não sei – 2%

Somando os índices negativos, 78% afirmaram que o nível de corrupção “aumentou consideravelmente” ou “cresceu muito”, na avaliação da ONG com sede em Berlim.

No Brasil, 1.204 pessoas foram entrevistadas no período entre 21 de maio de 2016 e 10 de junho de 2016 – dias após o afastamento de Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República no processo de impeachment.

Com o Supremo, com tudo…

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar o inquérito que apurava a suposta tentativa dos senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros e do ex-presidente José Sarney de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. O arquivamento havia sido pedido em setembro pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, após a mesma solicitação ter sido feita pela Polícia Federal, que alegou insuficiência de provas.

A investigação foi motivada por gravações entregues por Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobras. Nos áudios, o executivo, que fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), discute a Lava Jato com os políticos.

As gravações foram divulgadas no ano passado, após a retirada do sigilo do conteúdo da delação de Machado. Em uma das conversas, Romero Jucá cita um suposto “acordo nacional” para “estancar a sangria”, dizendo a frase célebre “com o Supremo, com tudo…”.

Ao final das investigações, a PF entendeu que as conversas gravadas entre os três políticos e Machado não configuraram crime. Ao conceder o arquivamento, no entanto, Fachin destacou a “gravidade dos fatos”, ressalvando que “o arquivamento deferido com fundamento na ausência de provas suficientes de prática delitiva não impede a retomada das investigações caso futuramente surjam novas evidências”. (Com informações da Ag. Brasil)

Ribeiro na marca do pênalti

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Será julgado às 19h30 desta terça-feira (10), na sede social do Clube do Remo, na avenida Nazaré, o parecer final sobre as contas do primeiro quadrimestre da gestão de Manoel Ribeiro, elaborado pelo Conselho Fiscal (Confins). A análise será feita pelo Conselho Deliberativo (Condel), que se inclina pela reprovação. Caso os conselheiros acatem o relatório, será criada uma comissão para encaminhar o processo de destituição do presidente do clube.

Segundo fontes do clube, o Conselho Diretor (Codir), que tem como presidente Manoel Ribeiro, não teria comprovado a saída e a entrada de verba de dois dos principais departamentos do clube: o Financeiro e o programa de sócio-torcedor Nação Azul.

Diferentemente do balanço de outros setores, que foram aprovados previamente – mesmo com ressalvas –, no relatório técnico do Conselho Fiscal (Confis) as contas do Financeiro e do Nação Azul não foram aceitas.

Por não apresentar de forma correta documentos e comprovantes de movimentação, apenas 10% do que foi apresentado pelo Codir ao Conselho Fiscal estão de acordo com as normas de fiscalização.

Segundo o presidente do Conselho Fiscal, Mauro Pontes, caberá ao Condel analisar o relatório técnico do Confis. “A fiscalização foi feita com base nos valores aplicados no quadrimestre inicial. Detectamos a falta de documentos em dois grandes alicerces do clube, que não comprovam nada”, disse Ponte.

“Nós, membros do Confis, realizamos nosso trabalho exclusivamente em cima das contas orçamentárias e decidimos, conforme as normas estabelecidas, não aprovar. Agora a decisão final é do Condel”, concluiu. (Com informações do Bola)

Abril quer demitir jornalistas e pagar rescisão em 10 prestações

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Da Revista Fórum

A editora Abril, uma das maiores do país e que publica, entre outras revistas, a Veja, pretende demitir dezenas de funcionários, entre jornalistas e profissionais da área administrativa.

A notícia começou a circular em setembro e, na semana passada, a empresa convocou trabalhadores para negociar a demissão – algo que vai ser normal com a reforma trabalhista sancionada por Temer.

A proposta da editora é parcelar a rescisão dos trabalhadores em dez vezes, o que contraria a lei trabalhista, que prevê que as verbas rescisórias devam ser pagas em até dez dias após a demissão. Os trabalhadores, por sua vez, rejeitaram a oferta.

Íntegra da nota do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de S. Paulo (SJSP):

Os jornalistas da Abril rejeitaram a proposta da empresa de parcelar o pagamento das verbas rescisórias em caso de demissão, proposta que contraria o que diz a lei (as verbas têm de ser pagas até o décimo dia após a demissão). A decisão foi tomada em assembleia realizada na última quinta-feira (5), na Praça Victor Civita, em Pinheiros, zona oeste da capital paulista. A proposta de parcelar em dez vezes as verbas rescisórias, com algumas contrapartidas (pagamento de um salário a mais – obrigatório por lei neste caso –, extensão do plano de saúde por um mês além do aviso prévio e a manutenção do vale-refeição por seis meses), foi rejeitada pelos trabalhadores e trabalhadoras presentes.

Procurados há mais de um mês pela direção da Abril para negociar a situação, os dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) rejeitaram prontamente as demissões, e ainda mais as condições propostas. Em seguida, dialogaram com os trabalhadores sobre as condições apresentadas pela editora. Na primeira assembleia realizada pelo Sindicato para debater a questão, em 14 de setembro, os jornalistas definiram e aprovaram uma contraproposta à Abril.

Os profissionais propuseram a abertura de uma consulta interna aos que queiram ser demitidos, que o acordo fosse válido para no máximo 20 demissões, com duração até novembro próximo, pagamento de tudo em até cinco parcelas, além da garantia de homologação no Sindicato de qualquer demissão realizada pela empresa até 31 de maio de 2018, entre outras questões.

A empresa não aceitou mexer em nenhum dos pontos de sua proposta inicial. Diante disso, a assembleia decidiu que não há base para assinar um acordo com a empresa, e que o Sindicato não deve realizar nenhuma homologação de demissão que desrespeite os direitos básicos estabelecidos em lei.

A direção do SJSP segue lutando pela manutenção dos empregos na Abril, e os sindicalistas já ressaltaram que, caso haja demissões, a entidade tomará as medidas cabíveis. Os jornalistas da empresa seguem a situação com a máxima atenção, prontos para se reunir novamente caso seja preciso.

No país do golpe, Justiça é letra morta

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Começa hoje, com a leitura do relatório do provecto deputado Bonifácio de Andrade, tucano e aecista, sobre a denúncia do finado Rodrigo Janot contra Michel Temer, levando de carona Moreira Franco e Eliseu Padilha.

Ninguém, em sã consciência, espera resultado diferente da recusa à abertura de um processo. Para quase todos os deputados, tanto fará abrir ou não a capa do processo ou ler uma linha sequer das alegações.

Dois mil quilômetros ao Sul, três homens analisam a sentença de Sérgio Moro condenando Lula e, para pelo menos um deles, servirá o exemplo do presidente do Tribunal Regional Federal em que funcionam: não é preciso nenhuma análise do que o processo contém, pois Lula é culpado, já o disseram Sérgio Moro e a mídia.

Os deputados, ao encontrarem qualquer sinal de culpa – imagens, documentos, gravações – dirão que isso não virá ao caso com Temer e que o importante, mesmo, é preservar a “recuperação da economia” (?!) e a estabilidade política.

Já os desembargadores, diante de qualquer dúvida da culpa do réu, pensarão que, importante mesmo, é “a moralização” do país e o efeito-exemplo de condenar um ex-presidente, para glória da lenda de que a lei é igual para todos. Dane-se a estabilidade democrática, dane-se a livre manifestação do juiz que está acima deles – embora jamais o reconheçam – que é o povo brasileiro.

Há, depois, outra consideração.

Os deputados que absolverão Temer serão apenas mais um numa multidão de canalhas, e lá em Araçoiaba da Sera quase ninguém vai saber disso e, na periferia, os manilhões pelos quais negociou seu voto absolutório certamente renderão mais votos e gratidões do que aquele chato que fica repetindo que o candidato votou com Temer.

Já  um desembargador, caso se atreva a inocentá-lo, por uma razão de consciência e diante de um processo inspirado nas altas lições jurídicas que Moro soprou à opaca Ministra Rosa Weber, onde ‘não há provas cabais mas a jurisprudência me permite condenar”, serão expostos à execração pela mídia, estão sujeitos a qualquer louco furioso interpelá-lo com a família num restaurante ou, quem sabe, a uma “expedição punitiva” dos MBLoucos.

Qualquer pessoa que não esteja dominada pelo ódio e ainda dê alguma importância àquele velho adereço da deusa da Justiça -a balança anda aposentada, enquanto a espada anda “a mil” – tem aí um retrato de como se processam os julgamentos no Brasil.

Sempre o foram, claro, quando se tratava de absolver ou atenuar penas de gente endinheirada.

Mas passaram, agora, a serem condenatórios para interferir no processo politíco.

A corrupção? Ora a corrupção…Tanto que a Transparência Internacional diz que, para 78% dos brasileiros a corrupção aumentou no último ano, com a Trupe Temer-Moreira-Eliseu-Geddel…

A corrupção, está claro, é o que menos importa neste processo.

É a política, só ela.