Tarifa de energia sofre novo aumento em outubro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária das contas de luz, e, neste mês de outubro, passou a ser a vermelha patamar 2. Esta é a tarifa mais cara do modelo e representa a cobrança de taxa extra de R$ 3,50 a cada 100 Quilowatt-hora (kWh) consumidos. Segundo o governo, o valor extra se deve à necessidade de operar mais usinas térmicas, cujo custo de produção da energia é mais alto que a da produzida nas hidrelétricas.

Imagine se isso ocorresse na gestão de Dilma. No mínimo, teríamos um festival de panelaços…

Anotações sobre o Círio ligeirinho

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POR JOSÉ FERNANDO PINA ASSIS

VAMO LÁ: a fé remove montanhas?!

Sou ateu (graças a Deus) e desde muito, quando meus pais envelheceram, acompanho todos os anos (na telinha) o desenrolar da maior manifestação de crença religiosa do ocidente.
Sigo especialmente seus aspectos etno-antropológicos e, ao cabo de leituras jornalísticas & leituras acadêmicas, penso imodestamente que entendo um pouco, o que move e o que controla a massa.
E esclareço:
MASSA – movida pelo medo, devoção, fé, entrega, culpa, dívida;
CLERO – move e usa a massa como um instrumento de poder;
ESTADO – sócio minoritário (já foi dono) na parceria com o Clero;

Feito isso, manifesto minha indignação em relação ao “vapt-vupt” em que vem se transformando o CÍRIO DE NAZARÉ, desde a chegada ao poder clerical de Dom Alberto Taveira Correia.
Em que pese o dinamismo técnico-burocrático-administrativo com o qual ele pessoalmente conduz a Cúria e a Arquidiocese (a que devemos elogiar) especialmente no tocante sua organização, penso que alguns itens do evento (de números gigantescos), precisam ser deixados ao cabo diligência próprias do rito popular.

FOGUETÓRIO: homenagem histórica dos estivadores, que por segurança poderia ser realizado em barcaças na Baía do Guajará; sua ausência tirou o brilho que meus ouvidos e olhos acostumados ao momento;
HORÁRIO: cuja saída, hoje é controlada pela Cúria, preocupada com a chegada no CAN; não importa o horário; Círio é dor, sofrimento, expiação; O pato ao tucupi e a maniçoba, podem sim ser degustados às 2, 3, 4 ou mais horas da tarde. A pequeno-burguesia que aguarde!
CORDA: cujo corte acelera e desordena a procissão, e que poderia ser evitado, caso se utilize corda sintética (não de sisal) como a utilizada em grandes obras de engenharia, indestrutível, sem instrumento adequado; custa mais caro mas seria comprada, e pronto!

PARABÉNS pela decisão de fazer a berlinda caminhar, não parando mais, diante das longas e farisaicas auto-homenagens em órgãos e empresas ao longo do trajeto da procissão.

O CÍRIO REPRODUZ E RENOVA UM MITO E DEVE SER MANTIDO FIEL AO QUE O ORIGINOU. TODO CUIDADO EM RELAÇÃO A ESSE DETALHE, AINDA SERÁ POUCO. 

Já ouviu a última do Supremo?

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POR JANIO DE FREITAS, na Folha SP

O papagaio não saiu de cena por desgaste de imagem ou desgosto do humor. Com séculos de serviços que punham risos nas caras humanas de cansaço e desengano, o bom papagaio viu-se abandonado pelas pessoas áridas que nos tornamos. Sujeitos a circunstâncias antipáticas, sempre mais perplexos, forçados a ser o que nunca fomos, hoje em dia temos que perguntar: “Sabe a última do Supremo?”, “Já ouviu a última da Câmara?”, “Ah, e a do Gilmar, hein, já te contaram?”.

Pois é, a última do Supremo. A maioria de suas eminências decidiu vetar também os pretendidos candidatos que, de algum modo, infringiram os termos da Lei da Ficha Limpa antes que essa lei surgisse em 2010. Talvez muitos deles merecessem ser alijados da política. Mas o velhíssimo preceito de que a lei não retroage, ao que se saiba, não foi retirado da legislação. Nascido para prevenir leis criadas contra desafetos, com invocações ao passado, é um preceito fundamental em eleições de limpidez razoável.

Leis têm certa semelhança com estatísticas: cabeças espertas as viram do avesso. Os malabarismos jurídicos podem muito, mas entender que ocorram no Supremo é penoso. Afinal de contas, no Supremo supõe-se o último chão firme antes do abismo. Vá lá, gilmarmente arenoso -mas ainda chão.

Além de espantos menores produzidos nas duas turmas em que se dividem os ministros do Supremo, com casos problemáticos decididos apenas por três votos a dois -o enroscado afastamento de Aécio Neves do Senado, com sua retenção domiciliar noturna, é um dos muitos -há ao menos outra acrobacia ainda dividida entre aplausos raivosos e vaias estarrecidas.

Trata-se da prisão de acusados que têm a condenação confirmada em segunda instância. Uma decisão do Supremo que introduz no regime nascido em 1988 modificações muito mais profundas do que aparentam. A começar de que abandona o preceito da Constituição, próprio da dedicação dela aos direitos humanos, de que o acusado só é propriamente condenado, e pode ser preso, depois de esgotados todos os seus recursos judiciais. E a segunda instância é só o meio do caminho.

A maior presença do Supremo nestes tempos conturbados do Brasil não tem contribuído para reduzi-los, na intensidade ou no tempo. Como nos dois exemplos maiores dados aqui, o Supremo induz à impressão de que se substitui à Constituição, onde a considere insatisfatória, substituindo também o processo normal de alterá-la. Mas o caminho mais curto para chegar-se a um Brasil admissível seria, até imprevista prova em contrário, seguir-se com rigor milimétrico a Constituição que nem sequer mereceu, até hoje, ser posta em prática por inteiro.

O crepúsculo de um performer

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

“A política ama a traição, mas logo abomina o traidor”, dizia Leonel Brizola.

É a legenda ideal para a trajetória, em apenas nove meses, de João Doria Júnior, que em só poucas coisas conseguiu se tornar “o maior do Brasil”, como se acha: na empáfia, na grosseria, na soberba e, sobretudo, na traição àquele que o tirou da condição de mais um dos picaretas que vivem de acender as luzes sobre os ricos e famosos e o transformou no prefeito da maior cidade do país.

Aí está: a rejeição à sua candidatura à Presidência – sonho de socialites imbecis, micróbios como ACM Neto e os guris do MBL – chegou a 55% e ainda não parou de subir, pelo que se sente.

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Só 18% dos paulistanos – sim, dos paulistanos, seu ninho – certamente daria seu voto a ele. Se, em política, Doria fosse fiel a alguma coisa – e não é – estaria hoje abandonando os ares de candidato, pois ele próprio sugeriu que a candidatura tucano fosse escolhida “pelas pesquisas”.

Mas sempre há algo de bom nisso: o povo de São Paulo recupera um pouco a dignidade, por dizer não à horrenda pantomima que este senhor que se finge de rapaz protagonizou.

O bando de sanguessugas que se agregou a ele, prontas a usá-lo como trampolim para sua histeria, está baratinado. Alguns o aconselharão a refluir para uma candidatura a governador, mas é provável que, a esta altura, Geraldo Alckmin não confie a ele nem a administração regional do Jardins.

Nos dias de ódio que nos batem à porta, a derrocada de Doria é um alento de  esperança.

Um sinal de que a imbecilidade tem um brilho fátuo, que logo se apaga por sua falta de substância.

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Barnabés

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POR LEANDRO FORTES, via Facebook

A turba de funcionários públicos que se perfilou, nas manifestações pró-impeachment, com fascistas e analfabetos políticos, para, entre outras sandices, pedir pelo Estado mínimo, sempre foi um capítulo à parte no sanatório geral que virou o Brasil verde e amarelo dos coxinhas.

São pessoas que se voltaram contra os governos que lhes deram aumentos, patrocinaram uma profusão de concursos públicos e criaram novas vagas que geraram milhares de empregos.

São cães que, manipulados por uma mídia insana e canalha, resolveram morder a mão de quem os alimentava.

Agora, a CCJ do Senado aprovou fim de estabilidade para funcionário público concursado.

Ou seja, os idiotas ajudaram a derrubar uma presidenta eleita para colocar uma quadrilha que, no poder, decidiu partir para cima deles.

Merecem passar o resto da vida comendo a merda do pato amarelo da Fiesp.