Agenda cultural azeitada no Ziggy

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Nesta semana, o Ziggy abriu as portas para eventos diversos e muita música. Na sexta-feira, a programação inicia com mais uma edição do projeto Antes de Tudo, que desta vez traz o pocket show do músico paraense Marcelo Kahwage. Ele vai fazer um pocket show totalmente dedicado à David Bowie. O repertório vai englobar vários sucessos do camaleão, desde músicas do início da carreira até trabalhos mais recentes. A entrada é gratuita.

Após o Antes de Tudo, o Ziggy recebe mais uma Roquerági, a festa que traz bandas de rock autoral em todas as sextas. A edição desta semana será um aquecimento pro Festival Se Rasgum 2017, pois duas bandas que passaram nas seletivas vão subir ao palco da casa. Kikito e Dois na Janela vão mandar muito rock alternativo pra galera já ir se preparando pro Festival, que rola em novembro. A Dois na Janela viaja do rock britânico à nova mpb, do reflexivo ao visceral, trazendo para complementar letras fortes e arranjos profundos, uma mistura feita de sensações.

Na mesma noite, Kikito vai tocar o seu primeiro EP e mais algumas músicas também de sua autoria. Ele mistura elementos clássicos do rock, com synths de música eletrônica. A Roquerági ainda vai receber discotecagens com mais rock’n’roll pro público dançar e cantar junto.

E a tarde de sábado vai receber o primeiro DROPS Se Rasgum, eventos que vão levar vários pockets shows gratuitos para diversos pontos culturais da cidade. A artista Inesita vai inaugurar a programação dos Drops, com um show acústico no café do Ziggy, às 18h.

A partir das 22h, no sábado, a Insanos 90 começa e traz aquela nostalgia básica, bem noventista. Smashing Pumpkins, uma das bandas mais icônicas dos anos 90, será homenageada pela banda Dharma Burns, que vai fazer um show totalmente dedicado ao trabalho do grupo. Além disso, Fernando Souza, Damasound e Felipe Proença vão discotecar um repertório que abraça essa vibe rock anos 90.

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SERVIÇO

(13.10) Antes de Tudo – Marcelo Kahwage canta David Bowie. Hora: 17h às 21h. Pocket Show: Marcelo Kahwage canta David Bowie. Entrada gratuita

(13.10) Roquerági com Kikito e Dois na Janela. A partir das 22h. Shows: Kikito e Dois na Janela. DJ’s: Leo Menescal e Tércio. Entrada: R$ 15 a partir de 22h | R$ 20 a partir de 23h.

(14.10) DROPS Festival Se Rasgum. Pocket Show: Inesita (18h). Entrada gratuita

(14.10) Insanos 90 – Especial Smashing Pumpkins. A partir das 22h. Show: Dharma Burns toca Smashing Pumpkins. DJ’s: Felipe Proença, Fernando Souza e Damasound. Entrada: R$ 15 a partir de 22h | R$ 20 a partir de 23h

Café Bar Ziggy Hostel Club – Funcionamento: quarta a sábado, 17h às 23h.

Ziggy Hostel ClubTrav. Benjamin Constant, 1329, entre Nazaré e Braz de Aguiar

Desgaste e campanha instável tiram Cuca do Palmeiras

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Cuca não é mais técnico do Palmeiras. Um dia depois do empate por 2 a 2 com o Bahia no Pacaembu, o treinador não suportou a pressão e as críticas, preferindo deixar o comando do time. Em nota publicada em seu site oficial, a diretoria se posicionou sobre o assunto e explicou que Alberto Valentim será o interino.

“Cuca não é mais treinador do Palmeiras. Ficou decidido, em comum acordo, pelo encerramento deste ciclo do profissional no Verdão. O auxiliar Alberto Valentim assumirá o comando técnico da equipe”, disse o Palmeiras.

“A Sociedade Esportiva Palmeiras agradece ao técnico Cuca pelos serviços prestados e deseja sorte no prosseguimento da carreira”, encerra o comunicado.

O desgaste do técnico começou quando a diretoria decidiu reintegrar o volante Felipe Melo, que havia feito críticas públicas ao treinador e se recusado a pedir desculpas. Cuca engoliu a volta do jogador, mas não o escalava entre os titulares, gerando novo foco de críticas junto à torcida.

Esposa de Bravo detona seleção chilena: “Alguns não conseguiam treinar de tão bêbados que estavam”

Chile v Ecuador - FIFA 2018 World Cup Qualifiers

A derrota para o Brasil por 3 a 0 e que deixou o Chile de fora da Copa do Mundo de 2018 já causou polêmica minutos depois de terminada a partida. Carla Pardo, esposa de Claudio Bravo, postou uma foto no Instagram e acusou alguns jogadores de falta de comprometimento com a seleção.

“Sei que enquanto tinham aqueles que lutaram até o fim, outros iam para festas e inclusive não conseguiam treinar de tão bêbados que estavam. Para quem a carapuça servir, que coloque e que deixe de chorar, porque hoje quem chora é um país inteiro”, declarou.

O próprio Bravo foi perguntado das declaração de sua esposa, mas preferiu não tomar partido: “Não opinarei sobre isso, é o ponto de vista dela”. “Aquele que está aqui sabe da responsabilidade e o que tem que fazer. Somos adultos, cada é responsável”, disse.

O goleiro descartou que as declarações de sua esposa gere um racha dentro do vestiário do Chile, já que de acordo com ele, “isso acontece por outras coisas internas e não por um comentário”.

Bravo, por último, garante que a seleção chilena perdeu a classificação “há algum tempo” e agradeceu aos torcedores “por todos os anos que tem nos apoiado”. “São muitas as mensagens que chegam pelos anos que fizemos bem. O trabalho do novo técnico e dos jogadores tem que seguir assim”, concluiu. (Da ESPN)

Vendido aos chineses, Milan troca Adidas pela Puma e perde dinheiro

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Depois de manter um vínculo de 20 anos com a Adidas, O Milan deverá acertar com a Puma como nova fornecedora de material esportivo. A equipe rossonera escolheu a marca que patrocina a seleção italiana e deverá receber entre 10 e 15 milhões de euros por temporada. De acordo com as informações publicadas no jornal La Stampa, da Itália, a duração do novo contrato ainda não é conhecida.

A publicação chama atenção para o fato de que o Milan receberá na melhor das hipóteses quase 5 milhões menos por temporada, já que a multinacional alemã pagou 19,7 milhões de euros por ano (R$ 73,63 milhões). Essa foi a 3ª passagem da marca pelo clube, depois de dois períodos mais curtos (1978 a 1980 e 1990 a 1993).

Esse é o 2º patrocinador a deixar o Milan nos últimos meses, depois que o clube foi vendido a um conglomerado chinês. Em março, a montadora alemã Audi já havia anunciado sua saída. (Da ESPN)

Lei para garantir impunidade

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Trechos da coluna de Janio de Freitas, nesta sexta-feira, na Folha de SP:

Um dos modismos da falta de ideias próprias, na imprensa e entre “cientistas políticos”, é a expressão “freios e contrapesos” (ou coisa parecida), em referências a sábios recursos da democracia constitucional contra riscos e sobressaltos. Importada dos EUA, como a “metralhadora giratória”, e a “rota de colisão”, entre outras graçolas, a moda atual recebeu de um deputado subalterno e do presidente ilegítimo o desafio de provar que não é só uma bobagem oca para uso dos vazios.

 (…) 

Michel Temer faz há perto de dois meses a mais despudorada corrupção de votantes na comissão e no plenário. Recursos indispensáveis e urgentes para as pesquisas biomédicas, socorros à saúde, universidades, bolsas de estudo, obras emergenciais, estão contidos para deixar reservas destináveis às compras de Temer por apoio. As tais reformas e, mais premente, alterações do Orçamento da União têm suas votações prejudicadas na Câmara, para não provocar disputas na manada parlamentar governista.

Gravações feitas por Joesley Batista, mala e pacote de dinheiro recolhidos por Rocha Loures e José Yunes, assessores e amigos de confiança de Temer, são suficientes para deixar os não incautos convictos de que as acusações têm procedência. Não seria dispensável, porém, a realização do inquérito convencional cobrado pela Constituição. As evidências, por si sós, não bastam para levar às consequências aplicáveis aos crimes.

O ataque nas duas frentes dá como certa, no entanto, a recusa ao processo, a não ser que o inesperado seja solidário à decência. Mas como dizia ontem no Supremo o ministro Luís Roberto Barroso, em seu rico voto pelo poder do Supremo de emitir medidas como as aplicadas a Aécio Neves, muitos não queremos viver sob o domínio da corrupção tornada ato corriqueiro e natural, dominante e aceito.

Negado o processo, não é possível recurso ao Supremo. Mais simples: nenhuma reação é possível no âmbito das leis, como se viu na recusa ao primeiro pedido. Os freios de fato existentes detêm os cidadãos e os contrapesos caem sobre suas cabeças. Para que se curvem ao poder corrupção. Que, no fundo e no mais alto, continua impune. Torcer pelo acaso é patético. Mas é todo o nosso poder.

Enfim, ganhamos uma

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O jornalista José Trajano venceu o processo movido pelo humorista Danilo Gentili. A 2ª Turma Recursal Criminal do Colégio Recursal Central de São Paulo negou provimento a um recurso de queixa-crime por injúria do apresentador do SBT contra o ex-comentarista da ESPN. As informações são dos portais UOL Esportes e SRZD.

“Acordam, em 2ª Turma Recursal Criminal do Colégio Recursal Central da Capital, proferir a seguinte decisão: ‘Negaram provimento ao recurso de apelação, por V.U.’, de conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão”, diz documento assinado pela relatora Flávia Poyares Miranda.

Para entender o caso

Durante o programa ‘Linha de Passe’, exibido pela ESPN em 27 de maio de 2016, Trajano criticou Gentili por comentários que o humorista publicou no Twitter, na semana em que uma jovem de 16 anos foi estuprada por mais de 30 homens numa favela da Zona Oeste do Rio de Janeiro. O apresentador do ‘The Noite’ disse, dentre outras coisas, que “o cara esperou uma gostosa ficar bêbada para transar com ela. Todos sabemos o nome que se dá para um cara desse: Gênio”.

Dias antes do comentário de Trajano, o apresentador do SBT havia visitado os estúdios da emissora esportiva. “Porque o canal abrigou esta semana um personagem engraçadinho, que se porta como se fosse um sujeito que faz apologia do estupro. Em nome do humor, dizendo que no humor cabe tudo. Esse grupo ficou irritado e enojado com a presença dele”, disse o jornalista à época.

Na ação movida contra o jornalista, Gentili afirmou que Trajano o acusou de “fazer apologia ao estupro”. O valor de indenização solicitado pelo humorista era de R$ 1 milhão. Em sua defesa, Trajano afirmou que a condição de comediante do apresentador “traz por consequência imediata a possibilidade de receber críticas. Aliás, a mesma licença que tem o comediante de fazer piadas, o tem o jornalista ao fazer críticas”. (Do Portal Comunique-se)

O novo Nobel de Economia tem uma coisa importante pra te ensinar

POR ANDRÉ FORASTIERI, no Linkedin

A Economia não é uma ciência. Os economistas sérios sabem disso. Por mais que a economia moderna seja recheada de matemática, segue fazendo parte das Humanas, e nunca será parte das Exatas.

Porque as decisões que definem a Economia (e sua irmã gêmea, a Política) são tomadas o tempo todo por nós, que somos humanos. Animais racionais. Mas animais mesmo assim, movidos tanto pela razão quanto pela emoção, pela lógica e o impulso, princípios e instinto.

O novo prêmio Nobel de Economia, Richard Thaler, fez desse estudo conjunto da economia e da psicologia o centro de sua obra. É uma área chamada “Behavioral Economy”. É bem inovadora, mas não tem nada de underground. O principal centro da Behavioral Economy é a ultra-conservadora Universidade de Chicago, berço do monetarismo.

A polêmica premissa da obra de Thaler: seres humanos não tomam decisões sobre dinheiro usando exclusivamente a razão, e isso determina o que acontece com os mercados. Parece piada: pois Sigmund Freud já não escrevia sobre Id, Ego e SuperEgo mais de um século atrás?

Pois é. E mesmo assim só agora a Economia começa a aceitar o que a Psicanálise previu há cem anos, e a Biologia já estuda em profundidade há pelo menos cinquenta. Para você ter uma idéia de como os Economistas estão atrasados.

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Dito isso, alguns têm grandes sacadas. Thaler escreveu anos atrás um livro “Nudge: Como melhorar decisões sobre saúde, riqueza e felicidade”. Ele é desses economistas pop, que escrevem livros para seres humanos normais (e até apareceu em um filme sobre a crise financeira de 2008, ao lado da estrela pop Selena Gomez! É “A Grande Aposta”, e recomendo muito, especialmente para quem acredita que Wall Street segue a lei e a lógica).

Dá para traduzir “Nudge” por “empurrãozinho”. A tese do livro é que a gente deve sempre dar um empurrãozinho para fazer a coisa certa. Tornar fácil acertar. E quanto menos decisões precisarmos tomar para fazer a coisa certa, melhor.

Se você quer perder uns quilos, não encha a geladeira de sorvete e o armário de batatinha chips. Ter esse monte de tentação dando sopa, e ter que tomar a decisão de resistir à tentação, é trabalho demais para nós, seres humanos.

Vale também para políticas públicas. Se a doação de órgãos valer para todos automaticamente, e quem não quiser doar tiver que entrar em um site para determinar isso, a maioria das pessoas vai doar órgãos. Agora, se a regra for o contrário, a doação só for possível para quem decidir doar, e você tiver que entrar em um site para autorizar, pouca gente vai doar órgãos.

Thaler dá muitos outros exemplos do gênero – na Previdência, no Meio-Ambiente, nos negócios e por aí vai. Chama essa abordagem de “Paternalismo Libertário”. Acho que não é nem paternalista, e nem libertário, mas já acredito no poder do empurrãozinho faz muito tempo.

Defendo sempre a maneira mais simples e eficiente de fazer as coisas. Quanto mais fácil melhor. Sempre tento dar um empurrãozinho na direção certa, e ter uma vida profisional mais produtiva, e uma vida pessoal mais relaxada.

Facilito a concentração, dificulto a interrupção. Tirei todos os aplicativos que me distraem do celular, porque se eles estiverem lá, não resisto a dar uma espiadinha, e quando viu gastei um tempão.

Toda manhã escrevo em um papel uma lista dos meus afazeres daquele dia. Sempre começo pelo mais chato. Se eu não atacar primeiro o mais mala, sei que vou empurrando até o final do dia, quando arrumo uma desculpa para deixar para o dia seguinte.

Adoro amendoim, amêndoas, castanha de caju e do Pará. E acho que elas combinam perfeitamente com whisky. Como não quero encher a cara toda noite, jamais compro essas gostosuras.

Me conheço… o que, aliás, Thaler não recomenda explicitamente, mas os gregos antigos já defendiam como a base de toda sabedoria. Estava lá no Templo de Apolo em Delfos: “conhece a ti mesmo”.

Você se conhece, meu camarada, minha cara amiga. Tire uns minutinhos e se pergunte: que atividades são duras para mim? O que eu poderia fazer para torná-las mais fáceis? Que decisões difíceis eu posso evitar ter que tomar, automatizando alguns comportamentos cotidianos?

Selecione três, aja para facilitar o resultado que você deseja, e vai ter mudado sua vida um pouquinho, hoje mesmo. Essa é uma lição de Thaler muito prática para nossas vidas.

Somos todos humanos. Tomaremos decisões irracionais com muita frequência, inclusive sobre coisas importantíssimas. Precisamos aceitar o fato de que não somos robôs e planejar de acordo. Sabendo que nossa natureza animal não pode ser anulada. Pode ser no máximo administrada. E nem sempre.

Richard Thaler ganhou um milhão de dólares de prêmio, do comitê do Nobel. Perguntado como vai usar o dinheiro, ele respondeu: “da maneira mais irracional possível”. Como se vê, nem o próprio Thaler sempre faz o que prega! Por quê? Porque ele, como você e eu, é só um ser humano…