Galeria do rock

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Carlos Alomar, guitarrista porto-riquenho, foi um dos grandes parceiros musicais de David Bowie. Participou da maioria de seus discos e turnês, inclusive a elogiada fase alemã do Camaleão. De estilo inconfundível, Alomar também foi produtivo em trabalhos de amigos de Bowie, como Iggy Pop. Aos 66 anos, Alomar não trabalha mais com grandes astros da cena pop, dedicando-se à carreira solo e produções de estúdio.

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Medo de 2018 faz Veja se superar: Lula vira candidato “mesmo”

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Regras do new journalism golpista:

  • Não mencione jamais o nome do inimigo.
  • Coloque-o no centro da composição para parecer que é o 2º colocado e não o 1º.
  • Foto do inimigo deve ser carrancuda para contrastar com o sorriso dos oponentes.

Futebol do Pará perde Fernando Oliveira, o Alazão

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Fernando Oliveira, supervisor do Remo, morreu ontem à tarde, vítima de insuficiência renal crônica e hepática. Estava hospitalizado há dez dias para se tratar de hepatite C, diagnosticada há alguns meses. Fernando tinha 65 anos e foi atleta, técnico e dirigente nos três grandes clubes de Belém.

O Alazão, como era chamado carinhosamente, iniciou a carreira na Tuna, no final dos anos 70, passando depois pela dupla Re-Pa e várias outras equipes. Em 1988, como técnico, conquistou o último título estadual da Lusa. Depois, já como supervisor, trabalhou na própria Tuna, no PSC e no Remo.

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Na foto acima, aparece (é o terceiro, em pé) numa formação cruzmaltina dos anos 70, ao lado de jogadores como Edson Cimento, Jorginho, Antenor, Zuza, Paulo Marabá e Téo.

Sua morte foi muito lamentada nos meios esportivos paraenses, merecendo notas oficiais de Remo e Paissandu. O velório acontece na capela do Recanto da Saudade (Diogo Móia) e o sepultamento está previsto para a manhã desta quarta-feira.

Boleiros repassam experiências e aconselham a garotada

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Os jogadores Flamel e Jayme, do Remo, a convite dos diretores da instituição, participaram de animado bate-papo com os garotos do time Sub-15 do Sesi-Ananindeua, na manhã desta terça-feira. Os dois atletas falaram sobre os muitos desafios da carreira, deram muitas dicas aos meninos e relataram suas experiências como profissionais do futebol. (Fotos: Fábio Will/Ascom Remo)

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Primeiro bom reforço

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo garantiu ontem o primeiro grande reforço para 2018. Anunciou a renovação do contrato do goleiro Vinícius, principal destaque do time na disputa da Série C. Coube a ele fazer alguns pequenos milagres que impediram tropeços e asseguraram vitórias ao Leão na competição, evitando que fosse rebaixado – ficou apenas dois pontos acima do Moto Clube, o primeiro na zona da degola.

Apesar de embaraços quanto a salários atrasados, o goleiro aceitou permanecer, confiando na diretoria. É bom que não vacilem no cumprimento do acordo firmado, como tem ocorrido reiteradas vezes na atual gestão remista.

Vinícius chegou ao Evandro Almeida para ser o titular do time, sob o comando de Josué Teixeira, ainda para o Campeonato Estadual. Sofreu lesão e perdeu a posição para André Luís, que teve excelente participação nas primeiras competições da temporada.

Quando a Série C começou, Vinícius já estava recuperado e foi escalado, não perdendo mais o lugar no time. Foi a única decisão lúcida de Josué na montagem do time para o Brasileiro. Nas demais posições, como se sabe, ele preferiu apostar no pior e as consequências se estenderam até a rodada final da competição.

Não por acaso, Vinícius foi um dos poucos sobreviventes da traumática jornada azulina na Série C. Operou façanhas em várias partidas – com destaque para os confrontos contra ASA (lá e cá), Fortaleza, Botafogo-PB, Moto, Cuiabá e Sampaio (em São Luís) – e garantiu segurança por trás de uma zaga que se destacou mais pelas lambanças.

De estilo sóbrio, sem defesas espalhafatosas, o goleiro teve boas passagens pelo Boa Vista no futebol carioca e saiu valorizado pelas performances na Série C. Chegou a despertar o interesse de clubes da Série B, mas a diretoria do Remo teve um rasgo de lucidez e conseguiu preservar seu guardião. É um bom começo. (Foto: WAGNER SANTANA)

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Elogios exagerados disfarçam blindagem

Chama atenção a frequência com que técnicos de futebol pespegam louvações a times notoriamente tabajaras, mal posicionados nas competições. O ouvinte ou leitor mais desatento pode até se considerar desinformado diante de tantos elogios. Na prática, porém, o que ocorre é apenas a malandra blindagem para fins de sobrevivência no cargo.

Quando apontam virtudes fantásticas no adversário trôpego, os “professores” não estão tentando ser gentis com os colegas de profissão. Longe disso. Estão apenas cuidando da manutenção do próprio emprego.

No movediço cenário do futebol paraense, com técnicos sempre às turras com as torcidas mais exigentes, a prática virou mantra. A cada semana, às vésperas de um jogo importante, o que se escuta nas entrevistas é um discurso que destaca sempre os méritos impressionantes do oponente.

É a chamada vacina contra maus resultados. Caso ocorra um revés, a outra equipe já havia sido diagnosticada como praticamente invencível, o que alivia a barra do treinador derrotado. E, se ocorrer uma vitória, a façanha ganha amplitude, pois o adversário era dos mais credenciados.

Na semana passada, por exemplo, assistiu-se a um rosário de salamaleques ao brioso ABC, ora hospedado na última colocação da Série B. Com meros 17 pontos no campeonato, o alvinegro potiguar foi alvo de suspeitíssimos afagos por parte do técnico Marquinhos Santos, do Papão.

O lanterna do torneio foi pintado como um daqueles competidores de ponta na Champions League, abundante em recursos técnicos e táticas ameaçadoras. O mesmo deve ocorrer nesta semana em relação ao Goiás, outro que despenca ladeira abaixo.

Por justiça, cabe dizer que Marquinhos não é o primeiro, nem o único. Antes dele, Marcelo Chamusca, Dado Cavalcanti, Gilmar Dal Pozzo e Mazola faziam a mesmíssima coisa. Josué Teixeira agia igual no Remo.

A tendência bajuladora avança como praga. A prática é adotada sem pudores na Série B e até na Primeira Divisão do futebol nacional. Tudo sob o olhar desconfiado do torcedor, cuja boa fé não pode jamais ser confundida com ignorância.

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Neymar e a síndrome de menino birrento

Jornais franceses informam que Neymar pediu ao dono do PSG que negocie o uruguaio Cavani. Neymar tem 25 anos, mas não amadureceu. Costuma assumir a persona de reizinho. Qualquer contrariedade desperta muxoxos e zangas intermináveis. Encontrou um competidor à altura em Cavani, também famoso por ser fominha e intransigente. Como meninos mimados, brigaram por causa de uma cobrança de pênalti.

Com as credenciais conferidas pela maior transação da história do futebol, Neymar tenta se afirmar como o dono do time, se bobear até mais poderoso que o bilionário árabe que despeja toneladas de dinheiro no PSG.

Enquanto as pinimbas se restringirem ao clube, o torcedor brasileiro pouco tem a se preocupar. O problema muda de feição se o estrelismo de Neymar contaminar o ambiente da Seleção Brasileira. O egocentrismo, a mania de reclamar de tudo e a dificuldade em aceitar contrariedades podem ter efeitos desastrosos na disputa de uma Copa do Mundo.

(Coluna publicada no Bola desta quarta-feira, 20)

Mil vezes maldito; mil vezes réu

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POR FERNANDO BRITO, no Tijolaço

Lula virou réu pela sétima vez.

E virará pela oitava , a nona, a milésima vez.

A corporação judicial, a sub-nobreza estúpida desta colônia, já decidiu assim, e Lula será julgado e condenado pelo que fez, pelo que não fez mas, sobretudo, pelo que não pode, em hipótese alguma, vir a fazer: voltar a sermos um país, não esta zona onde suas Excelências podem tudo e o povo não pode  nada.

Agora vai ser réu por ter estendido o prazo de incentivos fiscais dados por FHC para que montadoras de automóvel se instalassem no Nordeste, supostamente em troca de um contrato para o filho.

Ao Lula de 2010 bastaria pedir e qualquer um seria nomeado diretor de grande empresa, ganhando mais do que em qualquer contrato de serviços.

Mas isso não vem ao caso.

Lula governou por oito anos sem ser  acusado pessoalmente uma única vez.

Deixou o governo e  nem assim, por seis anos não surgiu uma denúncia judicial.

Depois do golpe, porém, a Justiça virou “republicana” e acolhe tudo do que  se acusar o ex-presidente.

Pouco falta para ser processado  por ter subornado o Barbosa no segundo gol do Uruguai, em 1950.

Lula não precisa ser condenado, apenas.

Precisa ser condenado dez vezes.

Porque, se é dez vezes, não é perseguição.

Porque se não é você, é seu pai. é seu filho. é seu primo, é seu sobrinho.

Alguém lembra das razões do lobo?

A cada esquina do Brasil vemos alguém surgir com um BMW, um Porsche, uma casa paradisíaca, mas todos são honrados.

O “rico estancieiro do Uruguai” com quem trabalhei por 22 anos, todos os dias, contava os bifes e embrulhava cuidadosamente a barra de chocolate da qual, num gesto generoso, havia oferecido um quadradinho a quem entrara com ele pela noite, trabalhando.

Conheço esta história e não me impressiono com ela.

Ou melhor, impressiono-me com que haja gente que vive no fausto e na riqueza, com o dinheiro público, capaz de fazer isso  a quem encarna as esperanças de seu povo.

Seu povo? Que digo eu? Da ralé.

De novo, por coincidência, a nova denúncia chega no mesmo dia em que pesquisa mostra o ex-presidente absoluto na preferência popular. Tom Jobim, com razão, dizia que o Brasil não é para amadores.

Neymar exige que diretoria do PSG negocie Cavani, diz jornal francês

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A briga entre os atacantes Neymar e Cavani, que no último domingo discutiram várias vezes durante a vitória por 2 a 0 do PSG sobre o Lyon, pelo Campeonato Francês, para ver quem bateria faltas e pênaltis, segue dominando as manchetes da imprensa europeia nesta terça-feira. E, segundo o jornal espanhol Sport, a situação entre os dois está “insustentável”.

De acordo com o veículo, o brasileiro quer dar mostras de seu poder nos bastidores e exigiu à diretoria do clube francês que negocie o uruguaio com outro time assim que possível.

“Neymar já demonstrou a Nasser Al-Khelaifi [dono do PSG] que sua convivência com Cavani é totalmente impossível, e pediu que o atacante uruguaio seja negociado. O cenário ideal seria durante o mercado de inverno, mas, como Cavani já jogou a Champions, ficam reduzidas assim as possibilidades de surgir um comprador de primeiro nível. Assim, a venda poderia ocorrer somente no final da temporada”, diz a reportagem.

Ainda segundo o Sport, Neymar tem “apoio total” da “colônia brasileira” que dominou o vestiário do PSG, além de ter captado rapidamente o apoio da outra estrela recém-chegada ao time, o atacante Kylian Mbappé, o que deixou Cavani “cada vez mais sozinho” no plantel.

Já o jornal francês Le Parisien publicou nesta terça que o dono do Paris Saint-Germain convocou uma reunião para esta quarta com a presença dos dois atacantes, além do treinador Unai Emery e o diretor de futebol Antero Henrique. A proposta da conversa é fazer com que ambos entrem em um acordo sobre as cobranças de pênaltis e faltas da equipe. Ao menos em teoria…

No último final de semana, o PSG venceu o Lyon por 2 a 0 no Campeonato Francês, mas o placar poderia ter sido maior. Durante o tempo normal da partida, o uruguaio Cavani assumiu a responsabilidade de bater um pênalti, que Neymar havia pedido para fazer as honras. Após uma pequena discussão no gramado, o veterano “pediu licença” ao brasileiro e tentou converter, mas o goleiro adversário defendeu.

Além deste lance, Neymar e Cavani foram envolvidos ainda em outra polêmica durante a partida, na hora da cobrança de uma falta. Cavani se postou para bater, novamente, Daniel Alves chegou para fazer a função e repassou a bola para o colega de seleção, que realizou a cobrança.

Depois disso, reportagem do jornal L’Équipe revelou que o brasileiro e o uruguaio trocaram ofensas no vestiário e tiveram que ser apartados pelo zagueiro Thiago Silva para não trocarem socos. Diante da situação, a diretoria decidiu intervir.

De acordo com a matéria dos franceses, a reunião vai acontecer nesta quarta para que definitivamente entrem num acordo. Uma das soluções propostas será para que Neymar e Cavani intercalem as cobranças sempre que possível.

O PSG volta a campo sábado, quando pega o Montpellier, às 12h (de Brasília). (Transcrito da ESPN.com.br) 

Menino mimadinho em ação. Neymar precisa amadurecer como jogador e homem. Episódio revela toda a imaturidade do craque.