Fifa suspende Jobson e desfalca Botafogo na final

O atacante Jobson não jogará a final do Campeonato Carioca. Nesta sexta-feira, o Botafogo foi informado que a Fifa suspendeu o atacante por quatro anos por ter se recusado a fazer um teste antidoping enquanto o atleta estava atuando pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre 2013 e 2014. Segundo sua assessoria de imprensa, o clube alvinegro ainda estuda uma maneira de recorrer, mas o atleta já está descartado para a partida deste final de semana, contra o Vasco, pela decisão do Estadual. Segundo o técnico René Simões, que ficou sabendo da notícia também nesta sexta, ele seria titular no confronto.

Jobson havia sido suspenso por quatro anos pelo Comitê Antidoping da Arábia em abril de 2014, após se recusar a passar por um testeantidoping em 25 de março do ano passado. No entanto, a punição o impedia apenas de jogar no país saudita.

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Praticamente um ano depois do ocorrido, a Fifa atendeu ao pedido do Comitê da Arábia e decidiu internacionalizar o gancho. Com isso, o atacante acabou impedido de atuar também no futebol brasileiro. Vale lembrar que, em 2009, durante sua primeira passagem pelo Bota, Jobson testou positivo para cocaína e assumiu que já havia usado crack. Acabou suspenso por dois anos pelo STJD. Mais tarde, porém, o gancho foi reduzido para seis meses.

REFORÇOS

Botafogo lida coma expectativa da final do Campeonato Carioca, contra o Vasco, mas já de olho no futuro, na disputa da Série B. Por isso deseja reforços para o elenco. E neste quesito está bem encaminhado. Pelo menos é o que garantiu o técinco René Simões em entrevista à ESPN Brasil na manhã desta sexta-feira. Segundo o treinador, seis reforços estão bem próximos de acerto com o clube.

“Está quase tudo certo com seis jogadores para reforçarmos pontalmente a equipe dentro da realidade do Botafogo. O compromisso é manter os salários em dia, mas com sacríficio. Entre ter jogadores que não têm o salário pago, prefiro manter o que temos tido, na linha da diretoria, para que o mês dos jogadores tenha 30 dias”, disse René Simões. (Do UOL Esporte) 

Justamente às vésperas de uma decisão importante. Hum hum…

Polícia vai reunir com líderes das “organizadas”

Era só o que faltava…

O comandante do Policiamento Especializado (CPE), coronel Arthur Moraes, e o comandante do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), tenente coronel Sidney Profeta, irão se reunir na tarde desta sexta-feira, 24, com representantes das torcidas organizadas dos clubes do Remo e Paysandu para definir questões estratégicas e operacionais de prevenção e segurança dos torcedores que vão ao estádio do Mangueirão torcer pelos seus times, no próximo domingo, 26. A reunião será na sede do Comando Geral, antigo Palácio dos Despachos. (Agência Pará)

Por essas e outras que os baderneiros se sentem importantes e temidos. Polícia devia aproveitar a tal reunião para prender todo mundo, livrando o clássico da violência e insanidade dessas gangues. 

Roni e as muitas raposas

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POR GERSON NOGUEIRA

Como o carnaval, toda a marola em torno da saída de Roni e sua transferência para o Cruzeiro terminou na quarta-feira. A novela se arrastava há semanas, com desmentidos sucessivos por parte do jogador e dos dirigentes, mas acabou desvendada – da pior maneira – com a recusa do atleta em jogar a semifinal do returno contra o Paragominas, na terça.

unnamed (25)O desgaste poderia ter sido evitado se houvesse um mínimo de profissionalismo de parte a parte. Tanto o staff de Roni quanto a diretoria do Remo, esta bem mais, saíram perdendo na história.

Ao decidir deixar o clube, direito inalienável seu diante do não cumprimento de acordos celebrados em fevereiro, Roni podia ter escolhido o caminho da transparência, anunciando publicamente o que estava ocorrendo (inclusive as lambanças da cúpula remista).

Abandonar o barco horas antes de um jogo importante foi atitude inadequada e antipática, que pode ter consequências ruins lá na frente. O futebol é pródigo em idas e vindas. Negócios que parecem maravilhosos se desmancham em questão de meses e tudo pode voltar ao ponto de partida.

Roni tem apenas 21 anos. Tem todo o direito de aproveitar a oportunidade surgida, que nem sempre se repete nesse ofício tão difícil, mas devia se preocupar com a torcida. Tinha razões para estar aborrecido com os cartolas, porém devia avaliar que dirigentes não são definitivos – a paixão do torcedor, sim.

Pelo lado dos dirigentes, a negociação com o Cruzeiro foi conduzida de forma desastrosa e quase amadora. Encaminhar a negociação e tratar com os dirigentes mineiros sem dar ciência aos pares de diretoria e aos conselheiros configura total menosprezo pelas regras democráticas de convivência dentro do clube.

Não se discute os valores da transação – irrisórios para os padrões nacionais, aceitáveis para a prática local –, mas a maneira como o negócio foi feito. Pelo novo estatuto azulino, cabe ao presidente informar ao Condel sobre qualquer assunto que represente risco de perda (financeira ou patrimonial) para o clube.

Pedro Minowa ofereceu ainda mais combustível aos seus detratores e ajudou a fortalecer a posição dos que defendem seu afastamento da presidência. É pouco provável que isso ocorra de imediato, até para não tumultuar a vida do clube em momentos decisivos no Campeonato Paraense e na Copa Verde. Mas, pelo clima de indignação reinante entre os conselheiros, é certo que corre sérios riscos de não completar o mandato.

Quanto à carreira de Roni, a mudança para um grande clube já era esperada. Ele se destacou nos últimos dois campeonatos estaduais, após ganhar chance pelas mãos de Agnaldo de Jesus. No Cruzeiro, terá condições de aperfeiçoar fundamentos que ainda não domina, como a finalização, e contará com o suporte adequado para reforço de musculatura e consolidação das potencialidades físicas.

Mesmo com os erros de condução no desligamento do clube e o pouco cuidado com a própria imagem, Roni merece a chance que caiu do céu. Permanecer no deficitário futebol paraense seria um atestado de burrice. Que ganhe chances de mostrar o bom futebol que já conhecemos e que tenha muita sorte.

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Papão renasce para uma final épica

Foi por um triz. O jogo em 0 a 0 se arrastou nervosamente, Bruno Veiga perdeu a elegância e Célio Codó saiu prematuramente. Com ambos em campo talvez o placar tivesse sido movimentado. Papão voltou a mostrar insegurança. Nem mesmo as presenças de Pikachu e Jonathan foram suficientes para recuperar a confiança perdida.

A vitória veio nas penalidades, com mais tensão e nervosismo para a pequena torcida que compareceu ao Mangueirão. O triunfo foi comemorado por ter tirado um peso das costas de toda a equipe, agora focada na decisão de domingo contra o maior rival.

O Papão, que segue sem marcar gols desde aquele 9 a 0 sobre o São Francisco, tem a grande chance de se reabilitar e fazer a Fiel esquecer o dissabor da eliminação na Copa Verde.

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Uma dúvida que jamais será respondida

Quando o árbitro puniu Bruno Veiga com o cartão vermelho, corretamente, depois de acintosas reclamações, foi inevitável pensar em Dewson Freitas, que tinha sido sorteado inicialmente para a partida e depois foi chamado pela Conmebol para trabalhar em jogo da Sul-Americana.

Caso ele expulsasse Veiga, nas mesmas circunstâncias, será que a decisão seria respeitada e acatada como foi a do goiano Wilton Sampaio? Nunca saberemos, mas tenho cá minhas dúvidas.

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Direto do blog

“Sempre defendi a posição que o Remo é maior que tudo. Não somos partidos políticos que querem o poder a qualquer custo. Quem perde a eleição no Clube deve obrigatoriamente unir-se aos eleitos. Para mim, pouco me importa quem é o presidente. Quero que ele sempre brilhe, pois nós, parte do Fenômeno Azul, é que ganhamos com as alegrias que merecemos. E o pior é que a intriga impera e prospera dentro das hostes vencedoras, como acontece presentemente”.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito do Remo, em entrevista ao blog campeão.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 24)

Bate-Papo: Ronaldo Passarinho, grande benemérito/Clube do Remo

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POR CLÁUDIO SANTOS

A entrevista, há muito solicitada por frequentadores do blog e torcedores azulinos, foi feita na semana passada, via e-mail. Com a atenção e o carinho habituais para com o blog, Ronaldo Passarinho respondeu a todos os questionamentos, esclarecendo pontos importantes sobre a vida e a história de seu amado Clube do Remo. Responsável por inúmeras vitórias para o Remo em demandas trabalhistas, Ronaldo já se aposentou como advogado e hoje acompanha o clube à distância, como um torcedor comum. Deu informações importantes sobre dívidas e perda de patrimônio causadas por má gestão e contratações indiscriminada de jogadores. Mesmo convalescendo de doença degenerativa, o grande benemérito opinou sobre os caminhos que devem ser seguidos para que o Leão reencontre a glória e a vitória. E mencionou um princípio básico da economia ao falar como alternativa fundamental para a recuperação financeira e administrativa da agremiação: “Gastar menos do que arrecada”. 

Cláudio Santos – Quantas e quais funções o senhor ocupou dentro do Remo?

Ronaldo Passarinho – Em 1964, diretor de basquetebol e relações públicas. Em 1968, assessor do departamento de futebol. Em 1973/78, vice-presidente de futebol. Em 1990, vice de futebol. E, em 2003/2004, vice-presidente do Clube do Remo.

CS – Em matéria no Blog do Gerson, sob o título: “Eleição Direta no Remo”, o Sr. deixou transparecer que era contra as eleições diretas por pensar que não resolveria os problemas no clube. Por quê?

RP – Em uma leitura mais acurada do artigo citado, ninguém poderá concluir ser eu contrário a eleição direta no Remo. O que afirmei e reafirmei é que um grupo vendia ilusão que eleição direta era solução para todos os problemas. Demonstrei no artigo que o Estatuto começava desmoralizado, pois para as 100 vagas do Condel apenas 63 sócios postularam a indicação e dizia “sem dúvida, é um Conselho que começa mutilado”. Com a nova eleição um mês depois, aí sim, foram eleitos 100 conselheiros.

CS – Penso que a salvação do Remo seria dar o direito a voto ao Sócio Torcedor, que já provou ser mais interessado nas coisas do clube que os demais sócios, remidos e proprietários. O que o Sr. pensa sobre isso?

RP – Concordo. O programa ST precisa ser alavancado. O problema é o péssimo rendimento do time de futebol. Espero ardentemente que ganhando o returno do Parazão o programa dispare.

CS – Mas o direito a voto ao ST é uma das formas de alavancar o programa. O que fazer pra implantar isso no clube o mais rápido possível?

RP – Colocar de forma clara, no Estatuto.

CS – O Remo, em pelo menos 50 anos, foi comandado pelos ditos “cardeais”, pois quando não estavam no poder “faziam” os presidentes. Em 50 anos, Remo não evoluiu administrativamente e, no futebol, está há mais de 20 anos fora da série A e, há muitos anos, sem série. O que o Sr. pensa sobre isso?

RP – Sua acusação não se compadece com a verdade. Ao contrário, o Remo cresceu muito nos últimos 50 anos. Como exemplos, a quadra descoberta de esportes amadores transformou-se no ginásio Serra Freire, Construção de nova piscina, aquisição da sede campestre (1 hectare maior que o Vaticano), reforma total do telhado da sede, reforma total da garagem náutica, recuperação total do sistema elétrico e duplicação  da capacidade do Baenão com o aumento das arquibancadas etc. Nos esportes títulos de ouro: título de ouro no futebol, 2 tri na década de 70, um tri em 1989/90/91, um penta nos anos 90, bicampeão do Norte-Nordeste e campeão brasileiro da Série C em 1995. No basquetebol um hepta-campeonato na década de 70, além de outros títulos. No voleibol masculino e feminino, são incontáveis os títulos. Na natação, quebrando uma hegemonia da Tuna, fomos 17 anos seguidos campeões. Se fosse rememorar tudo, ocuparia todo o blog. Quanto a estar fora da série A e há muitos anos sem série, a responsabilidade é de direções incompetentes e contratações criminosas que só oneraram o nosso patrimônio. É importante notar que grandes clubes brasileiros, como o Bahia, o Vitória, o Santa Cruz e até mesmo o poderoso Fluminense, amargaram anos na série C e na B. Tenho certeza que o modelo de contratações caríssimas aliados a técnicos incompetentes e com pouco retorno ao clube, está esgotado. Há jogadores que com muito pouco tempo de Remo ganham quantias altíssimas na Justiça do Trabalho.

CS – E o que o Remo perdeu nesses 50 anos, em relação ao seu patrimônio?

RP – A sede campestre, em Marituba, graças a uma administração desastrosa, e por valor vil: R$ 3 milhões, com R$ 600 mil de entrada e mais 13 parcelas de R$ 200 mil, sem juros e correção monetária. Decisão da Justiça do Trabalho, levando a leilão um bem que àquela altura valia pelo menos três vezes mais.

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CS – Sempre falo que o Remo precisa de renovação no seu quadro de conselheiros, candidatos à presidência do clube, dirigentes, mas essa renovação não passa pela questão etária, e sim em valorização de pessoas com ideias novas. O Sr. concorda?

RP – A renovação dentro do Remo já é uma realidade, graças à eleição direta que legitimou tanto o presidente, como os conselheiros. Concordo que o Remo precise de um choque de juventude e de pessoas com idéias novas, mas que tenham total comprometimento com o clube.

CS – Quando foi destruído e retirado o escudo da frente do Baenão, o Sr., juntamente com conselheiros, sócios, ex-presidentes e torcedores, participou de um abraço simbólico ao Baenão em repúdio àquele ato. O estado em que se encontra o Baenão hoje não merecia esse mesmo abraço, ou é diferente?

RP – Situações completamente diferentes. O escudo foi derrubado para impedir um novo pedido de tombamento, e vender todo o conjunto do Baenão por preço vil. Agora foi para aumentar o patrimônio do clube com um belo estádio, projeto de uma dos grandes remistas, o dr. Aurélio Meira. Lamentavelmente, a irresponsabilidade criminosa de contratações para o time de futebol, quase todas inúteis, gerando uma folha impagável de R$ 550 mil/mês, sem cobertura de patrocínios, foi um sorvedouro de todas as receitas auferidas, incluindo-se a venda de camarotes e cadeiras. Sem falar em Leandrão, Rogélio, Zé Soares etc. Basta citar a contratação do Danilo Lins, que ninguém sabe se tem futebol porque aqui não entrou em campo.

CS – O Sr. defende muito a volta do que muita gente chama de time cabano, montado pelo dr. Ubirajara Salgado, mas o time montado pelo senhor em 2004, também era cabano e foi rebaixado à Série C. O que deu certo no primeiro e o que deu errado no segundo time cabano?

RP – Defendo a criação do time cabano da gestão Ubirajara. Graças a isso, o Remo foi saneado financeiramente e fomos tricampeões. Em 1990, com um time cabano fomos bicampeões, sob minha direção. O time campeão, com Wagner, Paulo Verdun, Chico Monte Alegre, Tonho e Fofão. Varela, Bebeto ( Paulo de Tarso), Edmilson; Tiago, Helinho e Paulo Sérgio. Como é fácil verificar, 8 jogadores paraenses e apenas 3 de fora. Quanto à queda para a Série C, não era um esquadrão cabano, já que os goleiros Buzzeto, Gilberto e Gian, eram de fora, embora tenha jogado, só na decisão, o Jucélio. Tínhamos Juninho, Rômulo, Junior Amorim, Junior Ferrin, que saiu graças à cláusula contratual antes do último jogo, além de Allison e outros que não me recordo. Desagregação e desmotivação por motivos extracampo foram determinantes.

CS – Como foi ser campeão 100% no Parazão, um título inédito, e quais fatores foram importantes nessa conquista?

RP – Foi gostoso demais. O fundamental para o êxito foi um elenco de boa qualidade técnica e a união entre plantel, comissão técnica e diretoria.

CS – Percebo em alguns comentários seus a preocupação com os jogadores de base do Remo, de terem vez no profissional e no time titular. As categorias de base no Remo funcionam, dr. Ronaldo?

RP – Divisão de base, ainda que precariamente, funciona sim no Clube do Remo, graças à abnegação de Ulisses d’Oliveira, Roberto Porto, Paulinho Araújo e outros. Veja alguns nomes de jogadores que saíram das divisões de base e seriam indispensáveis hoje, para formação de um plantel. Alguns: Cicinho – Raul – Rodrigo – Tsunami – Betinho – Jaime, e os que continuam, como Igor João – Yan – Ameixa – Alex Juan – Levy – Sílvio (citou também Rony, que já anunciou saída). Esta base reforçada por jogadores regionais, como Henrique, Chicão e Romeu, além de 3 ou 4 contratações de fora fariam um time, que se não fosse campeão pelo menos não destruiria as finanças do Clube e jogaria com amor à camisa.

CS – O Sr., que já comandou o futebol do Remo, hoje teria a receita para o clube chegar à Série D e conseguir o acesso à Série C?

RP – A receita já está dada na resposta acima.

CS – O Sr. tomou a iniciativa de se afastar totalmente do clube. Por quê?

RP – Grande parte de dirigentes e alguns chamados pejorativamente de “cardeais” é que se afastaram de mim. Na última eleição não fui chamado a nenhuma reunião, nem para apontar nomes na disputa para a eleição de conselheiros, mas esse não é o motivo principal. Sofro de uma doença degenerativa, que além de me deixar quase surdo vem com crises de severas tonturas. Diversas vezes nos últimos quatro anos saí da sede amparado por amigos como Pablo Coimbra, Sérgio Reis, Baralho e Ubirajara Salgado.

CS – Há muita vaidade dentro do Remo, dr. Ronaldo?

RP – Infelizmente, sim. Sempre defendi a posição de que o Remo é maior que tudo, não somos partidos políticos que querem o poder a qualquer custo. Quem perde a eleição no clube deve obrigatoriamente unir-se aos eleitos. Para mim, pouco me importa quem é o presidente. Quero que ele sempre brilhe, pois nós, parte do Fenômeno Azul, é que ganhamos, com as alegrias que merecemos. E o pior é que a intriga impera e prospera dentro das hostes vencedoras, como acontece presentemente.

CS – Dizem que no Paysandu, as pessoas se unem em prol do clube. No Remo, cada um só quer saber de si e o clube vai ficando em segundo plano. É isso mesmo?

RP – Por ética, não comento a situação interna do PSC, que considero adversário, mas não inimigo. Sonho ver um dia todos os remistas unidos para voltarmos ao nosso destino de “Filho da Glória e do Triunfo”.

CS- O que fazer pra salvar o Remo, em todos os sentidos, na sua opinião?

RP – A solução é seguir na prática um trecho do hino do Remo, que diz: “Se um dia formos unidos para a luta…”

CS – Nessa reforma do Estatuto que estão fazendo dei uma ideia a um amigo, conselheiro do Remo, para que procurasse ver a possibilidade de colocar uma cláusula, onde dirigentes não poderiam colocar seu dinheiro no clube e, em colocando, não seriam ressarcidos. Penso eu que os maus candidatos à presidência do clube se afastariam e, os que se propusessem a ser candidatos, viriam com projetos, ao invés de dinheiro para mais tarde ser reembolsado. O que o Sr. pensa?

RP – Seria o ideal, mas perdidamente inconstitucional. O dono do dinheiro pode dar a destinação que quiser aos seus bens. No entanto, basta deixar de forma clara e explícita a responsabilidade do mandatário, respondendo solidariamente pelos danos causados ao patrimônio do clube, com rígida fiscalização do Condel e demonstração permanente do Conselho Fiscal.

CS – Alguma coisa que eu não lhe perguntei e que o senhor gostaria de publicar?

RP – Agradecer a oportunidade, e que o Remo implante, urgentemente, uma lição básica para qualquer família, comunidade. PASSO INICIAL: “GASTAR MENOS DO QUE ARRECADA”.

O nosso Bate-Papo desta vez foi com o grande benemérito do Clube do Remo, dr. Ronaldo Passarinho, a quem considero uma pessoa correta e do bem e que poderia esclarecer algumas coisas relacionadas ao Leão Azul. Espero que os amigos tenham gostado. Ainda este mês faremos um rápido bate-papo com o empresário Eduardo Guizzo, do Sócio Torcedor Nação Azul, do Remo, a fim de se posicionar sobre algumas acusações que têm sido feitas à gestão do ST. Aguardem.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Arquivo Bola)

Nos penais, Papão avança à final do returno

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A atuação instável e pouco produtiva do Paissandu transformou em drama a classificação à final do returno do Parazão, na noite desta quarta-feira, no estádio Jornalista Edgard Proença. Depois de muito equilíbrio (0 a 0) nos 90 minutos, Papão e Parauapebas decidiram a vaga na série de penais, com os bicolores vencendo por 4 a 3.

No estilo pragmático de sempre, Léo Goiano conseguiu neutralizar as principais virtudes do Papão e quase conseguiu classificar seu time à final do returno. Sem iniciativa no meio-de-campo e com problemas de cobertura na defesa, o Papão não conseguiu se impor diante de um Parauapebas plantado em seu próprio campo e pronto a contra-atacar quando tinha a posse da bola. Como não criava jogadas para envolver o adversário, o time bicolor foi se enervando e terminou tendo o atacante Bruno Veiga expulso por reclamação.

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Do lado do Pebas, Célio Codó se contundiu e diminuiu o poder de fogo. Na cobrança de penalidades, Augusto Recife foi o único a desperdiçar, mas Carlinhos – que havia perdido contra o Remo – marcou desta vez e assegurou a passagem do Papão, mesmo às duras penas, para a decisão do segundo turno, domingo, diante do Remo.

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Paissandu – Emerson; Pikachu, William Alves, Marquinhos e Marlon (Caio); Augusto Recife, Radamés, Jonathan (Carlinhos) e Djalma; Bruno Veiga e Aylon (Souza). Técnico: Dado Cavalcanti

Parauapebas – Paulo Rafael; Rodrigo, Negrete, Henrique e Dedeco; Fabiano, Gustavo, Evandro (Danúbio) e Célio Codó (Léo); Juninho e Magno. Técnico: Léo Goiano

Árbitro – Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO).

Cartões amarelos – Marlon, Marquinhos (PSC); Evandro, Rodrigo (Parauapebas). Cartão vermelho – Bruno Veiga (PSC).

Renda – R$ 75.715,00 – Pagantes: 2.568 (credenciados: 1.236). Total: 3.804.

(Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)

PSC x Parauapebas (comentários online)

Campeonato Paraense – semifinal do returno

Paissandu x Parauapebas – estádio Jornalista Edgard Proença, às 20h30

Rádio Clube _ IBOPE _  Sábado e Domingo _ Tablóide

Na Rádio Clube, Valmir Rodrigues narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Dinho Menezes, Giuseppe Tommaso, Paulo Sérgio Pinto e Saulo Zaire. Banco de Informações – Fábio Scerni.

A discussão equivocada da maioridade

POR ALFREDO SIRKIS, EM O GLOBO

Virou um debate viciado. A questão não é reduzir ou não a maioridade penal de uma maneira geral. A questão é como lidar com uma pequena minoria de criminosos menores de idade, violentos e extremamente perigosos — com uma propensão a matar maior do que a de criminosos mais experientes — que, não obstante haverem cometido seguidos crimes violentos, voltam rapidamente às ruas em virtude do ordenamento jurídico vigente.

Os vociferantes tanto “de esquerda” quanto “de direita” se equivocam nessa discussão. Uns precisam entender que a população não aceita mais a rapidez com que esses jovens assassinos voltam às ruas para matar de novo e tornam-se peças bem manipuladas pelas quadrilhas que têm seus contingentes “de menor” para todo crime.

Os outros precisam atentar para o resultado final, a médio prazo, de passar o conjunto de jovens infratores brasileiros entre 16 e 18 anos para os presídios normais.

A maior parte dos delitos dos menores não envolve violência, há um número desproporcional por comércio de drogas. Simplesmente aumentarão nossa já elevada população carcerária e as chances dos novos “de maior” saírem dessas universidades do crime, que são nossas penitenciárias, muito mais violentos e perigosos.

O foco deve ser no tratamento a ser dado aos menores que tenham cometido crimes violentos e constituam ameaça grave à sociedade, fazendo-os cumprir, ainda que em estabelecimento à parte, um tempo condizente com a violência do crime que cometeram e não permitindo mais essa rápida volta às ruas. Há projetos nesse sentido no Congresso.

O presente movimento pela diminuição geral da maioridade capitaneando pelo lobby conservador-religioso-policialesco obedece mais a propósitos políticos do que a uma estratégia de segurança bem pensada.

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Não consegue entender os vários ingredientes necessários a uma redução daqueles delitos violentos que mais atingem e preocupam a população (roubo, latrocínio, homicídio doloso) e a relação entre sua explosão nas últimas décadas e a política proibicionista de drogas, que alimenta a logística e o poderio econômico da bandidagem armada e suas mazelas associadas, incluída aí a corrupção policial via “arrego” e outras.

Quanto à velha esquerda, essa continua presa ao mito do “bandido vítima da sociedade” e não consegue explicar como, depois de 20 anos de políticas sociais, que reduziram de fato a pobreza, acabam coincidindo com um forte aumento da violência em escala nacional.

Insiste num discurso que, tristemente, a divorcia da ampla maioria da população trabalhadora exasperada com a leniência para com o crime violento expresso na facilidade que têm os “de menor” mais violentos em retornar às ruas e os mecanismos de “progressão de pena”, que permitem a autores de crimes bárbaros saírem da prisão em quatro, cinco anos.

Vamos continuar sendo o país do faz de conta: sem uma política minimamente inteligente e realista de segurança, à mercê da demagogia de uns e da irresponsabilidade de outros e com um ordenamento jurídico que não combate eficazmente a criminalidade violenta mas, ao mesmo tempo, abarrota as prisões de pessoas que não representam ameaça maior à sociedade.

A questão no Brasil não é encarcerar mais — é preciso, pelo contrário, ampliar as penas alternativas — mas conseguir concentrar na criminalidade violenta abrindo mão de duas fantasias ideologicamente distintas mas igualmente nocivas: a do “bandido vítima da sociedade” e a da polícia e das prisões abarrotadas que, mais dia menos dia, acabarão com as drogas. Em ambas, a realidade está ao reverso.

(*) Alfredo Sirkis é jornalista e escritor. 

Globo: quem te viu, quem te vê…

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A Rede Globo está comemorando 50 anos de existência e aproveitando para fazer uma revisão de sua atuação jornalística ao longo dessas cinco décadas. Nos especiais mostrados até agora, a emissora procura se mostrar como vítima da censura durante a ditadura. Uma rápida pesquisa nos arquivos permite ver (como na foto acima) o nível da censura a que a emissora de Roberto Marinho era submetida durante os governos militares.