FPF divulga imagens da Taça Açaí

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Em formato mais tradicional, foi apresentada oficialmente nesta terça-feira a Taça Açaí, que será entregue domingo ao campeão paraense de 2015, Independente ou Remo. A Federação Paraense de Futebol (FPF) divulgou na internet as imagens da taça, que não escapou a comentários bem humorados por parte dos torcedores. Alguns viram semelhança com uma taça de sorvete, outros com uma chulipa de chope.

Alemanha pode perder 10 milhões de habitantes até 2060

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DO ZERO HORA

A Alemanha pode perder 10 milhões de habitantes e sua população deve se situar entre 68 e 73 milhões até 2060, segundo projeções demográficas oficiais apresentadas nesta terça-feira em Berlim.

As mudanças demográficas são consequência de uma baixa taxa de natalidade que uma forte imigração não conseguirá compensar, segundo o Instituto Alemão de Estatísticas (Destatis).

A queda da população será, no entanto, menor que o que indicava o estudo anterior deste tipo publicado em 2009. O Destatis previa na época que a Alemanha teria entre 65 e 70 milhões de habitantes em 2060.

A Alemanha é o país mais populoso da União Europeia, com 81 milhões de habitantes, mas em 2060 pode ser superada por Reino Unido e França, segundo várias previsões.

A leve melhora dos dados é explicada pelo recente aumento da imigração em direção à Alemanha.

Desde 2011, o saldo migratório anual (diferença entre chegadas e partidas) aumentou até alcançar meio milhão de pessoas em 2014, devido, sobretudo, à abertura do mercado de trabalho alemão aos países do leste da Europa.

A crise econômica nos países do sul da Europa, com altas taxas de desemprego, também contribuiu para uma maior chegada de imigrantes à Alemanha.

O país se converteu em um dos destinos favoritos para os refugiados afegãos ou sírios, embora a imigração procedente de países não europeus signifique menos de um quarto da imigração total.

A imigração em direção à Alemanha sempre experimentou fortes variações, alternando ciclos de alto saldo migratório com outros de saldo fraco ou inclusive negativo.

Projeto brasiliense: Série D com 48 clubes

POR THIAGO HENRIQUE DE MORAIS

Ainda não é oficial, mas o futebol de Brasília, apesar das sucumbidas participações nos torneios nacionais nos últimos anos, deve ganhar mais um representante na Série D do Campeonato Brasileiro. Tal assunto foi levado em pauta pelo presidente da Federação Brasiliense de Futebol ao novo mandatário da CBF, Marco Polo Del Nero.
No último arbitral com os clubes, o dirigente já havia citado tal possibilidade, mas para o ano de 2016. A vaga viria através de um torneio a ser disputado no segundo semestre, que sequer saiu do papel. Contudo, como há a possibilidade de mudança do regulamento da Quarta Divisão já neste ano, inclusive no inchamento do torneio.
Levando em consideração o regulamento do ano passado, quando 41 times disputaram à Série, as nove federações melhores colocadas levam duas vagas, enquanto as demais uma vaga, além dos quatro rebaixados da Série C para a D. Hoje o DF está apenas na 17ª colocação, não podendo ganhar essa vaga a mais no critério anterior. Mas com o inchaço, não só o DF, mas outras sete federações ganhariam essa vaga automática.
Se isso acontecer, a Série D deste ano pode ter, no mínimo, 48 clubes (17 melhores estados com duas vagas e os demais com uma), sendo os representantes do Distrito Federal o Brasília e o Gama, atuais finalistas do Campeonato Candango.
O Brasiliense só teria uma vaga em caso de desistência de um desses clubes ou de times de outras federações, desde que prevista no regulamento. Houve anos que o time que herdasse a vaga de um desistência viria pelo melhor classificado na região, e anos que era através do próprio Ranking das Federações. No ano passado, vetou-se a possibilidade de times do mesmo estado (exceto o Grupo A, que tinha seis times) se enfrentarem na fase inicial.
A reportagem do site tentou contato com a CBF para esclarecer se haverá ou não essa mudança, mas não obteve resposta. Já o presidente da FBF, Jozafá Dantas, disse que há sim uma luta para que o DF ganhe mais uma vaga. “Sempre (sic) tivemos duas vagas. Não sei como eles vão fazer (se aumentará número de participantes), mas temos que lutar para ter mais vagar nesse campeonato”, resumiu o cartola.

Boa fase impulsiona ST do Leão

O ranking diário do site Futebol Melhor, que mede o crescimento dos programas Sócio Torcedor no futebol brasileiro, aponta uma forte evolução do Remo. Nesta terça-feira, o clube paraense liderou o ranking diário com 5.380 adesões. No acumulado, fica em segundo lugar. No total, o registro do Futebol Melhor coloca o Remo atualmente com 7.021 sócios torcedores.
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Ranking ST semana 18

1. BPE 8872
2. REM 5380
3. PAL 1032
4. COR 646
5. CEA 318
6. OPE 225
7. GRE 85
8. CRU 85

Arte e cultura brasileiras perdem Abujamra

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Morreu hoje pela manhã, em São Paulo, o ator, diretor e apresentador Antonio Abujamra, de 82 anos. Grande perda pelo talento, inquietude e participação política nas artes e na comunicação. O “Provocações”, programa de entrevistas que apresentava na TV Cultura, era um suspiro de inteligência na TV brasileira. Na foto acima, Abujamra com Glauce Rocha e Jardel Filho, em 1966.

Papão busca mais reforços e prepara “barca”

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Enquanto o diretor Roger Aguillera continua em busca de mais reforços para a Série B, o Paissandu vive a expectativa de algumas dispensas no elenco. Os nomes já confirmados de atletas que deixam o clube são: Leleu, Heber, Andrei e Leandro Canhoto. Marlon, William Alves, Érico Jr. e Márcio também têm sido citados. Por coincidência, nenhum desses jogadores participou do treino desta manhã, na Curuzu. Ao mesmo tempo, foram anunciadas as renovações de contrato com o volante Ricardo Capanema (foto) e com o atacante Leandro Cearense.

Quanto a contratações, o goleiro Ivan (ex-Joinville) está praticamente certo, bem como o ala esquerdo Jorge Henrique (Brasiliense) e o meia Edinho (ex-Fortaleza).

Tribuna do torcedor

POR FABRÍCIO GOMES (fabrisgomes@hotmail.com)

Bom dia Gerson Nogueira, acompanho diariamente as notícias do esporte paraense pelo Diário do Pará, seja de Remo ou Paysandu, e consequentemente, sua coluna. Vejo que você dá uma certa liberdade sobre a opinião dos torcedores, inclusive das redes sociais.

Porém, na coluna de hoje, sobre o “Desabafo de um torcedor consciente”, não concordei com toda essa “consciência” do mesmo. Vejamos:
Primeiro ele fala de 14 mil sócios, pela coluna do Cláudio Guimarães, até são, mas a adimplência, que é o que vale, são pouco mais de 7 mil. E deve cair após essas eliminações para o rival.
Ter atletas de de R$ 40, R$ 50 e R$ 60 mil, mesmo pagos em dia, não significa dizer que a vitória seja certa. Vide o Clube do Remo ano passado, com Leandrão, Athos e Eduardo Ramos, encabeçando um elenco de mais de R$500 mil por mês, quais deles engrenaram?
Mesmo pensamento eu digo sobre a concentração, não adianta concentrar no melhor hotel do mundo, concentração, também, não é sinônimo de vitória. Inclusive, muitos dos jogadores mais renomados do Brasil, por exemplo, Romário, Juninho Pernambucano e Alex, eram contra a concentração pré-jogo.
Ele cita o ano passado, onde o Paysandu perdeu de goleada para a molecada do Remo, no primeiro jogo. O mesmo ano de 2014, de Athos, Leandrão e Eduardo Ramos, elenco superior aos R$ 500 mil mensais, pagos em dia. Volto a perguntar, elenco caro ganha jogo? Acho que já está respondido. Chama o time desse ano de um “amontoado”, desmerecendo o rival, coisa que jamais pode acontecer. Só uma ressalva nesse ponto, “esquadrão”? Aquele do ano passado? Fala sério!
Quanto ao resto, eu até concordo, porém, a diretoria tem seus bônus e ônus. Tenta dar a melhor estrutura possível, mas as peças que aqui estão não são merecedores de tal investimento.
Resumo da ópera:
O torcedor tem o mesmo defeito, se assim pode-se dizer, da imagem repassada pelo seu treinador e diretoria, como se fosse um time superior a qualquer outro clube do Pará, com as melhores peças, melhor esquema e um time que pode vencer qualquer jogo a sua hora. Provaram da soberba mais de uma vez. Parauapebas, em plena Curuzú, e Remo, duas vezes, Copa Verde e final do segundo turno do estadual. Se recusando aceitar que seu time vem numa decadência técnica e físcia, e que seus adversários, além da ascendência técnica e física, descobriram as únicas jogadas do time, lado direito com Yago Pikachu e pela esquerda com Bruno Veiga. Time muito previsível para quem vai disputar a série B mais disputada dos últimos tempos.
Grande abraço.

Os segredos da recuperação

POR GERSON NOGUEIRA

A mudança foi drástica e se operou em menos de um mês. O Remo saiu do inferno e ascendeu ao paraíso. A lua-de-mel com a torcida, justificada pela heroica arrancada na Copa Verde e no Campeonato Paraense, ainda está por se completar nos jogos que vêm pela frente, mas algumas figuras merecem destaque nesta caminhada que espelha bem a natureza absolutamente imprevisível do futebol.

unnamedCacaio é o grande responsável pela reversão de expectativas no Baenão. Assumiu e dois dias depois já fez o time jogar com inesperada pegada competitiva contra o Atlético-PR. Perdeu logo depois para o Papão, mas não mudou de atitude. Marcação forte, briga pela bola em qualquer parte do campo e solidariedade em campo. Sem a bola, todos combatem.

Parece simples – e é. Mas dá trabalho, exige muito treino. Cacaio teve pouquíssimo tempo para esses ajustes, mas encurtou caminho ao contar com a boa vontade do elenco. E aí entra o mérito da atual diretoria de escolher um treinador com vivência no futebol regional e que conhecia quase todos os jogadores. Foi provavelmente o único acerto da gestão de Pedro Minowa até aqui.

Ao estabelecer regras básicas de convivência, levando em conta o mérito e a dedicação de cada um, ganhou a confiança de todos e pavimentou o caminho para a plena recuperação do time.

Além das turbulências financeiras, Cacaio teve que enfrentar desafios externos poderosos, como o nivelamento do Campeonato Paraense e o cruzamento direto com o Papão na semifinal da Copa Verde. Ainda terá muito a fazer nos próximos dias, em jornadas duríssimas contra Independente e Cuiabá, mas seu trabalho já é reconhecido.

As entrevistas dos jogadores depois dos jogos revelam que a troca de treinador foi decisiva. Sem detonar o antecessor, Zé Teodoro, manifestam a convicção de que agora todos têm oportunidades iguais. Acima de tudo, acreditam nas palavras do novo técnico. Em meio à descrença generalizada em relação aos dirigentes, o elenco resolveu apostar tudo em Cacaio. Está dando certo.

Jogadores como Ratinho, Ilaílson, Igor João, Ameixa, Alex Ruan, Sílvio, Fabrício e Val Barreto voltaram a ser relacionados. Eduardo Ramos passou a assumir as responsabilidades que um meia-armador de seu nível precisa ter. Fabiano se consolidou como titular no gol, depois de um período de incertezas na gestão de Zé Teodoro.

Há quem considere Cacaio apenas um “bombeiro”. Na linguagem futebolística, significa que é um profissional especialista em solucionar crises, apagar incêndios, mas que não sustenta trabalho mais duradouro. Não se pode afirmar isso em relação ao técnico do Remo, pela simples razão de que ainda não teve oportunidades de fazer trabalhos de médio e longo prazo. No Cametá e no Paragominas ficou por menos de seis meses.

Sua grande chance é agora. Ao Remo caberá, dando-lhe as condições necessárias para o trabalho, se beneficiar dessa coincidência.

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Para consertar equívocos

Na pressa para atender aos prazos de fechamento da edição, acabei trocando alhos por bugalhos na coluna impressa de ontem, analisando o clássico. Disse que Levy havia substituído a Ilaílson, quando a troca foi por Bismarck. Do lado alviceleste, misturei os Leandros. Na verdade, o Carvalho entrou no lugar de Carlinhos e o Canhoto substituiu a Ricardo Capanema. Pelos equívocos, peço desculpas (e compreensão) dos 27 leitores de sempre.

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Desabafo de um torcedor consciente

Recebi do amigo desportista José Marcos Araújo, bicolor de fibra e lealdade inquestionável, um comentário em forma de desabafo crítico, que transcrevo, por lúcido, educativo e pertinente:

“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. (Karl Marx MARX, K., Dezoito Brumário de Louis Bonaparte, 1852). Não é fácil para ninguém reconhecer a vitória do adversário. Muito menos para mim. Meus amigos sabem disso. Mas, o que fazer? O que dizer? Parece que tem dia que a placenta se transforma em bela moça, com direito a faixa de miss. Mas, duas vezes? Dois anos seguidos?

Não adianta reclamar que juiz foi ‘comprado’, que foi pênalti, que a Federação queria e um monte. Se infelizmente isso existe no futebol, como tanta incompetência deixar isso acontecer? Como é que uma administração modelo como se intitula a nossa permite que o exército de brancaleones consiga lhes passar a perna?

Se do nosso lado tem grana à vontade – ou quase isso – de 14 mil sócios torcedores, jogadores de salários de R$ 40 mil, 50 e 60 mil, tudo em dia, com concentração 5 estrelas e do outro lado atrasos até na Cheirosinha do Ver-o-Peso, ameaças de rebelião e até fuga para as Alterosas.

O que dizer? Em 2014 foram um grupo de meninos a derrotar nosso esquadrão e neste ano foi um amontoado de coisas. É preciso entender as reais causas e os responsáveis para virar essa página. A culpa é do Dão? Do Souza? do Romário? Dos 30 e poucos jogadores contratados? Ou de quem contratou mal? Onde já se viu, às vésperas de cada jogo importante, o dirigente vir a público informar que na próxima semana estarão chegando novos jogadores.

E que esses novos jogadores serão de qualidade superior aos que aqui estão. Alguns até chegam em meio da preparação da equipe para a final da Copa Verde e do Paraense. Será que esses dirigentes não poderiam consultar um psicólogo ou psiquiatra para buscar orientação em como motivar a equipe? Pois dessa forma o que conseguem é arrebentar as condições desses jogadores.

Quem fica tranquilo, em uma decisão, sabendo e vendo que a cada dia chegam ou anunciam substitutos para seu trabalho? A nós, torcedores, resta aguentar a encarnação pelo papelão. Aos jogadores que ficarem resta sofrer com o rancor da torcida pela patacoada e aos responsáveis pela coisa, os dirigentes, resta o quê?”.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 28)