Torcedoras protestam na sede do Remo

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Um protesto pacífico, reunindo mais de 200 torcedores do Remo, foi realizado na tarde desta terça-feira em frente ao estádio Evandro Almeida e depois finalizado na sede social da avenida Nazaré. Impedidas de entrar no prédio, as torcedoras protestaram, cantaram o hino do clube e abriram uma faixa com os dizeres: “Diretores passam, o Remo fica”. A manifestação visou cobrar dos dirigentes – principalmente do presidente, Pedro Minowa – mais comprometimento e apoio aos jogadores. O time, que sofreu a segunda derrota consecutiva para o Paissandu, enfrenta dificuldades no Campeonato Paraense, ainda sem presença garantida na semifinal do returno. (Foto: Gil Mattos)

É preciso impedir que a farsa se torne tragédia

POR DANIEL MALCHER

Farsa, tragédia… fica a cargo e ao gosto do analista. O governo Dilma é claudicante e vacilante, porém ao mesmo tempo malabarista. Se por um lado também defende os interesses dos setores que jamais estiveram apeados do poder, num pacto firmado há 12 anos com a “Carta aos Brasileiros”, conseguiu, de certo modo, preservar algumas reminiscências dos tempos de genuína defesa dos mais fragilizados, das históricas bandeiras por inclusão social e pleno emprego e pela valorização do salário mínimo e políticas anti-arrocho. Contudo, como malabarista que é, os beneficiados de sempre e “signatários da carta” apresentaram-lhe a conta: o velho receituário e prescrição de apertos que só atingem a ponta do chicote, o trabalhador. Foi se o equilíbrio mantido por um esforço de engenharia política que denunciava a sua precariedade.
O que é mais curioso é que mesmo seguindo uma agenda claramente defendida pelos opositores derrotados nas urnas em outubro, os seguimentos oposicionistas obtusos – cada vez mais eivados de radicalismo e ignorância – seguem com a cantilena: “impeachment!”, “comunismo!”, “intervenção militar já!” – pasmem!

Lembram da opção pela farsa ou pela tragédia citadas acima? Pois é. Guardadas as devidas proporções, as tentativas de equilíbrio do atual governo – marca dos últimos 8 anos de Lula e dos primeiros 4 anos de Dilma, diga-se de passagem – lembram muito as mesmas tentativas de se manter com os pés na corda do governo João Goulart. A direita e o fascismo, como há 51 anos, estão vociferando ódio, lembrando em alguns momentos a insanidade nazista que pôs fim à República de Weimar em 1933 e que conduziu Hitler ao poder e ao golpe militar que depôs o governo eleito do trabalhista herdeiro de Vargas. Mas as esquerdas, movimentos sociais do campo e das cidades e os partidários da defesa dos interesses da classe trabalhadora não podem cometer os mesmos erros de 1964: o imobilismo, a hesitação e a neutralidade de ar proto-cientificista e pseudo-acadêmica. Que se faça a crítica, se aponte as contradições, e que se denuncie as distorções é claro, mas que se faça o que se deve fazer: costurar uma frente de esquerda para além da mera defesa da democracia. Que vise transformá-la, radicalizá-la. Pois as fileiras estão cerradas e não podemos permitir que esta espiral fascista e anti-democrática tome o país de assalto como em 1964.

Recorde do Rei Dadá completa hoje 39 anos

DO UOL

Dadá Maravilha entrou para o álbum de grandes figuras do futebol brasileiro por seu faro de artilheiro e suas frases hilárias. Mas um fato histórico da carreira do ex-centroavante é pouco lembrado e completa 39 anos hoje.
No dia 7 de abril de 1976, pelo Campeonato Pernambucano, Dadá Peito de Aço, como ficou conhecido na Ilha do Retiro, marcou uma dezena de vezes na goleada do Sport contra o Santo Amaro. Placar do jogo: 14 x 0! E Dadá fez gols de tudo que era jeito.
images“Tem uma história interessante nesse jogo. O nosso treinador era o Mario Travaglini. O Santo Amaro tinha alguns jogadores que eu conhecia. Eles trabalhavam o dia todo para jogar à noite. E eles comiam um sanduíche para jogar. Eu cheguei, o Mario Travaglini, cheio de tática, faz isso, faz aquilo, eu digo: ‘Seu Mario, por favor, como é que um time que trabalha o dia todo e come um sanduíche pode jogar contra a gente?’ Marcamos sobre pressão, deu câimbra neles, aí eu fiz dez gols. Porque os caras ficaram com fome, cansados, tadinhos”, revelou Dadá com o bom humor de sempre no Roda Viva em 1987.
Até hoje, a marca de Dadá Maravilha é um recorde do futebol nacional. Ninguém balançou as redes mais que ele num mesmo jogo. Nem mesmo Pelé – cujo recorde é de 8 gols contra o Botafogo-SP em 1964.
Apenas dois jogadores haviam atingido esta marca: Mascote, do Sampaio Corrêa-MA, na vitória por 20 x 0 sobre o Santos Dumont, pelo Campeonato Maranhense de 1934. E Caio Mário, do CSA na vitória sobre o Esporte Clube Maceió, pelo Campeonato Alagoano de 1945.
Em 1975, um ano antes do feito histórico, o Sport vivia jejum de 12 anos sem título estadual. Via Santa Cruz e Náutico, os maiores rivais, alternarem-se como campeões pernambucanos. Mas Dadá Maravilha aterrissou na Ilha do Retiro para mudar os rumos do rubro-negro naquela década.
Contratado pelo Leão da Ilha, Dadá foi campeão pernambucano pelo Sport em seu primeiro ano e ainda sagrou-se artilheiro da competição com 32 gols.
Em 1976, Dadá não conquistou o título estadual. Foi vendido para o Inter antes mesmo do pernambucano acabar. Nem por isso, deixou de ser artilheiro. Foram 30 gols pelo Sport – 10 só contra o Santo Amaro.
“Na minha época, os pequenos eram só para a gente fazer artilharia. Naquele ano, joguei apenas os dois primeiros turnos, pois tive meu passe negociado com o Internacional. O Campeonato Pernambucano era disputado em quatro turnos e, mesmo longe, consegui ser artilheiro da competição”, lembrou Dadá Maravilha em entrevista ao Jornal do Commercio em 2000.
No Inter, em 1976, Dadá ganhou o Campeonato Gaúcho e o bicampeonato brasileiro, com direito a gol na final contra o Corinthians.
Antes, havia passado por Flamengo e Atlético-MG, onde também foi campeão nacional. Além de ter sido campeão do mundo pela seleção brasileira em 1970.
Depois, vestiu a camisa de outros grandes clubes brasileiros. Mas nunca conseguiu repetir a façanha de 7 de abril de 1976 com a camisa do Sport.
Como ele mesmo costuma dizer, Dadá Maravilha podia até não saber jogar futebol. Mas gols, ele fazia como poucos na história do futebol.

Ficha Técnica
Sport 14 x 0 Santo Amaro
Data: 7/Abr/1976
Local: Ilha do Retiro (Recife)
Renda: CR$ 34.527,00
Público: 2.921
Cartões amarelos: Luciano Veloso e Cláudio (Sport); Odair, Hilton e Lula Barbosa.
Gols: Miltão, aos 12; e Dario, aos 25 e 27 do 1º tempo. Dario, aos 4; Peres, aos 9; Dario aos 11, 13,15,18 (pênalti), 24 e 31; Miltão aos 33; Lino aos 35; e Dario aos 44 do 2º tempo.
Sport: Tião; Aranha, Silveira, Djalma e Cláudio; Luciano Veloso ( Assis), Peres e Amilton Rocha; Miltão, Dario, Lima ( Lino).
Santo Amaro: Odair; Hilton, Edílson e Ramos ( Lula Barbosa); Bicuda, Saguim e Sabará e Lula Queiroz; Ferreira, Oliveira e Eraldo ( Banana).

Brown, Aécio e a arte de escapar de uma blitz

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POR KIKO NOGUEIRA, NO DCM

Mano Brown foi preso depois de ter seu carro parado numa blitz numa avenida na região de Campo Limpo, em São Paulo.

Brown teria cometido “desobediência, desacato e resistência”, segundo a PM. A carteira e o IPVA estavam vencidos desde 2012 e o carro estava no nome de sua mãe.

Seu advogado diz que ele foi “levemente agredido”. “Pediram para ele colocar as mãos sobre o capô. Ele colocou e os policiais puxaram seus braços para pôr as algemas. Ele pediu calma e eles o jogaram no chão”, afirma.

O defensor do músico garante que há um vídeo provando os maus tratos.

Os soldados podem pedir os documentos de qualquer cidadão e a obrigação do cidadão é tê-los em dia, evidentemente.

Agora: se esse cidadão é o mesmo que escreveu “não confio na polícia, raça do caralho”, a chance de que ele terá problemas cresce exponencialmente. Ele precisava ter sido detido? As circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas.

Mas vejamos o caso do nobre senador Aécio Neves.

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Em 2011, Aécio caiu num comando da Lei Seca no Leblon. Foi de madrugada. Estava com a habilitação vencida — ele “não sabia” — e recusou-se a fazer o teste do bafômetro, considerado uma infração gravíssima (7 pontos e multa de 1 000 reais).

Os policiais, como no caso de Mano Brown, reconheceram o motorista. Só que, nesse caso, ele foi liberado e voltou para o aconchego do lar, após providenciar um estafeta sóbrio para pilotar o veículo.

Aécio, de acordo com sua assessoria, “cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem”.

A história de Mano Brown foi matéria do Jornal Nacional, acabo de ver. A de Aécio passou batido. Claro que por descuido do pessoal, certo, mano?

Imagine, apenas imagine, se Brown tivesse tomado uma latinha de Skol.

Agora: não é verdade que, com a detenção de Mano Brown, quem entra em seu lugar nos Racionais MC’s é Aécio Neves. Ali não tem terceiro turno.