Rei será sócio-torcedor do Palmeiras

POR PAULO VINÍCIUS COELHO

Roberto Carlos sempre disse ser palmeirense e vascaíno, desde quando nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. O amor pelo Palmeiras foi reafirmado nesta semana, nas entrevistas que concedeu às vésperas do segundo show da história do Allianz Parque, o estádio do Palmeiras.

O Rei nasceu em 1941 e viu o Palmeiras campeão durante todas as primeiras décadas de sua vida. No período da Jovem Guarda, anos 60, o Palmeiras era o único clube a rivalizar com o Santos de Pelé.

O Palmeiras é o caso mais antigo que lhe aconteceu.

E é por estas e outras que o clube resolveu lhe presentear, no dia do segundo show musical do novo Allianz Parque, com duas recordações.

A primeira já estava decidida havia alguns dias: Roberto Carlos receberá um kit do Palmeiras na cor azul, como as camisas que costuma usar.

O Palmeiras tem o uniforme de jogo número 3 no tom azul e as camisas sociais em azul celeste ou azul marinho.

Também receberá um Cartão Avanti e se tornará sócio-torcedor do Palmeiras neste sábado. Vale sempre a lembrança de que, num momento em que se diz que o ingresso mais barato no estádio custa R$ 120, o sócio avanti categoria Ouro — a que provavelmente será entregue ao cantor — paga Zero no setor Gol Norte e R$ 37,50 atrás do Gol Sul e na arquibancada superior.

Se você pretende saber quem é o palmeirense mais nobre do Brasil nesta semana, ele vai cantar no novo Allianz Parque no sábado à noite.

Papão protesta contra indicação de Dewson

Em entrevista ao repórter Dinho Menezes, da Rádio Clube, na tarde desta sexta-feira, o presidente do Paissandu, Alberto Maia, revelou sua insatisfação com a escolha (por sorteio) de Dewson Freitas (Fifa-PA) para apitar a semifinal do returno do Parazão entre Paissandu e Parauapebas, na próxima quarta-feira, às 20h30, no estádio Jornalista Edgar Proença. O nome de Dewson compôs o sorteio ao lado do de Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG).

O dirigente disse que era contrário à arbitragem de Dewson porque ele já teria se comportado de maneira desfavorável ao Paissandu em outras ocasiões, agindo de maneira a deixar nervosos os jogadores e agindo com arrogância nas advertências. Disse, ainda, que irá ficar atento à atuação do árbitro, observando os mínimos detalhes, a fim de evitar que seu clube venha a ser prejudicado.

Rafael Oliveira pode trocar Bota-PB pelo Fogão

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POR BRUNA DIAS, NO DOL

“Falta pouco”, foi o que revelou o atacante Rafael Oliveira de 27 anos. Em entrevista ao DOL, o jogador  falou  sobre a possibilidade de vestir a camisa de um time carioca. Em meio às negociações, o jogador  disse que pode ir para mais um Botafogo. Vestindo atualmente a camisa do Botafogo-PB, o paraense é destaque no time. O jogador é responsável por 46,6 % dos gols do Belo em 2015, marcando 14 vezes está temporada.

“Estou fazendo muitos gols e esse momento é incrível na minha vida, chegar no Botafogo-RJ, em um patamar desses, vestir a camisa de um grande clube… Fico até sem palavras, porque a emoção é muito grande. Agora é agradecer a Deus, focar e trabalhar mais ainda, para de que lá eu possa dar outros passos maiores”, disse.

Rafael marcou dois gols contra o Glorioso no jogo de ida da Copa do Brasil, no empate em 2 a 2, e isso acabou despertando o interesse do técnico René Simões. No último dia 15 teve o jogo de volta da competição e o time do paraense perdeu de 4 a 2, no Rio de Janeiro.

“Ontem tive uma conversa, mas ainda não acertei detalhes. Eu pertenço até 2018 ao Corinthians-AL, mas tem uma cláusula no que se aparecer um time da Série A ou B, ou internacional, eles tem que liberar em 24 horas mediante uma carta com proposta do clube interessado”, contou o paraense.

Atualmente o Botafogo-RJ está disputando a semifinal do Campeonato Carioca e a Copa do Brasil, a equipe espera o inicio da Série B do Campeonato Brasileiro.

O atacante começou sua carreira com 15 anos no Paysandu. Da base bicolor o jogador virou profissional. Em 2013 deixou o clube e ganhou o Brasil, chegando a atuar também em Portugal.

“Me sinto muito feliz por tudo que está acontecendo na minha carreira. Tive muitos momentos bons, mas ruins também, principalmente quando sai do Papão. Tive muitas lesões, mas essa fase já passou. Sempre me dediquei muito ao meu trabalho e lutei bastante, nunca desisti”, finalizou.

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Rafael foi campeão paraense em 2009 e 2013.

BOTAFOGO-RJ – Outro paraense também defende o time carioca. O atacante Jobson já atuou pelo Glorioso de 2009 até 2010 e voltou para a temporada 2015. Ele tem sido destaque na equipe.

A força das canetas

POR GERSON NOGUEIRA

A repercussão das canetas aplicadas por Luiz Suarez em David Luiz foi proporcionalmente mais ruidosa que a própria vitória do Barcelona sobre o Paris St. Germain na última quarta-feira, na capital francesa. Dois lances, duas fintas desmoralizantes e o mundo do cabeludo beque brasileiro foi abaixo.

Atento aos mecanismos de marketing que movem o futebol (e o mundo), David Luiz cultiva uma legião de seguidores nas redes sociais e foi um dos poucos jogadores a escaparem incólumes à fúria da torcida brasileira depois do fiasco na Copa.

Foi visto sempre como exemplo de raça, dedicação e amor à camisa da Seleção. Ele certamente ama a camiseta canarinho do mesmo jeito que qualquer outro jogador convocado por Felipão, mas no fundo o que vale é a aparência das coisas, insistem em pregar todos os gurus do marketing, sem enrubescer.

unnamed (37)O certo é que naquela tarde/noite em Belo Horizonte, depois da atordoante goleada alemã, David Luiz conseguiu ganhar aplausos. Incrível. E olha que a defesa nacional havia deixado passar 7 bolas. O atacante Fred, ao contrário, foi alvo de vaia inesquecível (e injusta), atraindo toda a irritação da torcida.

Acompanhei essas cenas das tribunas da Arena Mineirão e lembrei ao ver o infortúnio de David diante da sagacidade de Suarez, um atacante que foi expulso da Copa pela Fifa após morder o ombro de um zagueiro italiano. Foi suspenso e humilhado publicamente ao ser retirado da concentração do Uruguai na Copa.

Parecia destruído e com o futuro definitivamente comprometido. Dias depois, reapareceu como grande reforço do Barcelona e sumiu por uns tempos. Nesta temporada assumiu o comando do ataque, formando o impetuoso e quase mortal tridente sul-americano do time catalão, ao lado de Lionel Messi e Neymar.

David deve abraçar o exemplo de Suarez como chave para se recuperar e dar a volta por cima. Levou dois dribles desconcertantes, deixando a bola passar entre as pernas, mas poderia ter se livrado do vexame se atendesse a comissão técnica, ficando de fora da partida. Estava em recuperação e vetado, mas decidiu acelerar o tratamento usando métodos pouco convencionais com um fisioterapeuta brasileiro que trabalha na Europa.

Pelo seu comportamento em campo ficou claro que David não estava no melhor da forma. Parecia lento e fora de ritmo. A facilidade do drible moleque de Suarez – uma das fintas mais humilhantes do futebol, abaixo apenas do chapéu – refletiu bem as condições atléticas do zagueiro, que demorou a reagir no lance e não conseguiu nem cometer falta sobre o uruguaio.

Por fim, os dois riscas de Suarez podem convencer finalmente David Luiz a aceitar o conselho de José Mourinho, o Special One, técnico do Chelsea. Para o português, David é um bom volante desperdiçado na zaga. Talvez esteja certo.

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Direto do Facebook

Com a verve afiada de sempre, o amigo Cássio de Andrade analisou ontem a desafortunada jornada do goleiro Fabiano na série de penais contra o Atlético-PR:

“10 mil cairão à tua esquerda, só o Fabiano pra direita, e teu gol será atingido” (FAB, 14, 5-4).

Na mosca.

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Chances para os renegados

O Remo tem mostrado uma pegada diferente, mesmo quando foi derrotado – pelo Papão na semifinal da Copa Verde e pelo Atlético-PR, anteontem, nos penais. Todos concordam que a presença de Cacaio no comando é responsável pelas transformações. A principal talvez envolva o meia-atacante Ratinho, posto de lado por Zé Teodoro, sob a alegação de que não aguentava jogar 90 minutos. Ratinho tem mostrado vigor para correr até 120 minutos. Ilaílson, outro renegado, voltou ao time titular, com méritos.

Outra mudança diz respeito aos jovens atletas oriundos da base do clube. Igor João assumiu de vez um lugar na zaga. Alex Ruan, mesmo rendendo pouco, retornou à lateral-esquerda. E Ameixa ganhou chance diante dos atleticanos e foi um dos melhores em campo. Há, ainda, a valorização de Roni, outro que vivia sendo sacado do time por Zé Teodoro.

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Queixas de um pai alviceleste

Recebi do leitor Danilo Couto de Freitas (danilo_couto@hotmail.com) carta que transcrevo abaixo:

“Devido ao grande interesse do público pela sua coluna e o espaço dedicado aos leitores, venho relatar algo que hoje vem sendo realidade na sede social do Paysandu, em Nazaré. Meu filho treina no clube desde o início do ano, pois sou torcedor do Papão e gostei da quadra de esportes do clube e da dedicação do profissional/professor de futsal com o público infantil. Porém, a estrutura só existe até o limite da quadra. Semana passada, pra minha surpresa, um atleta, amigo do meu filho, foi retirado da escolinha pelo pai. Pois o banheiro próximo à quadra parece sujo e fedorento. Sem falar nas áreas das piscinas ao fundo, onde está carregada de mato, inclusive podendo ser habitat para mosquitos da dengue. A questão da água empossada me preocupa. Muitas crianças moram distante do clube e pegam coletivo pra irem ao treino, e utilizam constantemente o banheiro na saída do treino ou até mesmo antes. A estrutura desse banheiro tem várias infiltrações, oferecendo até certo risco. Se possível, divulgue na sua coluna, pois sei que tem um grande alcance. Vou tentar enviar este mesmo e-mail ao presidente Maia.

Em meio a isso, o estacionamento do clube é praticamente vetado aos pais de alunos da escolinha (o que não acontece no Remo), pois o mesmo só pode ser utilizado por diretores e a outra parte de vagas está destinada a um cartório próximo (as vagas foram alugadas, eu creio). Por fim, há o despreparo de alguns porteiros, tratando todos com impaciência.

É louvável o clube modernizar a Curuzú, construindo academia, hotel etc., porém o banheiro da sede de Nazaré não pode continuar nesta situação, já que a reforma não sairia pesado pro clube”.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 17)