Remo x PSC (comentários online)

Campeonato Paraense 2015 – decisão do returno 

Remo x PSC – estádio Jornalista Edgard Proença, 16h

Rádio Clube _ IBOPE _  Sábado e Domingo _ Tablóide

Na Rádio Clube do Pará, Ronaldo Porto narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Paulo Caxiado, Dinho Menezes, Giuseppe Tommaso, Hailton Silva, Saulo Zaire. Banco de Informações – Adilson Brasil e Fábio Scerni. 

Cléber Santana pode reforçar o Papão

Depois de contratar o volante Fahel como reforço para a Série B 2015, o Paissandu estaria negociando com o meia-atacante Cléber Santana, que defendeu Joinville e Avaí de Santa Catarina. A imprensa catarinense já dá como certa a transferência do jogador para o clube paraense. Cléber seria um dos quatro reforços a serem anunciados pelo Papão na segunda-feira, 27.

A batalha final

POR GERSON NOGUEIRA

Bruno Veiga brilhou nos dois clássicos vencidos pelo Papão. Roni foi fundamental no Re-Pa da redenção azulina, sábado retrasado. Por motivos diferentes, ambos estão fora do jogo deste domingo, válido pela decisão do returno do Parazão. Sem seus mais agudos homens de frente, os técnicos Dado Cavalcanti e Cacaio reorientam sua programação tática e devem concentrar forças na meia-cancha de seus times.

unnamed (56)Com isso, cresce naturalmente a importância de meias-armadores criativos. No Papão, Jonathan e Carlinhos devem assumir essas funções. Do lado azulino, a dupla já está definida: Eduardo Ramos e Ratinho. Nos últimos jogos, Ramos e Ratinho têm mostrado bom entrosamento, o que tem rendido ao Remo boas atuações a partir do meio-de-campo.

O Re-Pa, porém, como todo grande clássico, se pauta por regras não escritas. E isso vem de longe. Inúmeros confrontos foram decididos de maneira contrária ao que as projeções indicavam. O fato de a meiúca azulina parecer mais consistente hoje não é garantia de êxito pleno quando a bola rolar. É, quando muito, um indicador.

Sofre um pouco mais Dado Cavalcanti na readequação das peças ofensivas porque, sem Veiga, poderá ser obrigado a escalar uma dupla que ainda não entrou jogando no Parazão. Caso, por exemplo, de Souza e Leandro Carvalho ou Souza e Érico Jr. Daí a possibilidade maior de utilização de Aylon, tendo Souza ou Leandro como parceiro.

Cacaio, curiosamente, tem todos os titulares à disposição, fato rato nas semanas recentes. Sua maior dor de cabeça, em tese, está na lateral-direita. Por ali já atuaram o titular Levy e os improvisados Dadá e Ilaílson. A princípio, Levy deve ser o escolhido, embora no último Re-Pa o técnico tenha deslocado Ilaílson para fechar a passagem para Bruno Veiga.

Sem Veiga do outro lado, Ilaílson talvez seja designado para outra tarefa de natureza estratégica, como vigiar Pikachu de perto. Pela esquerda, Alex Ruan também é o preferido, mas Jadilson pode ser lançado de última hora ou no decorrer da partida.

Quanto ao sistema defensivo, a dúvida de Dado Cavalcanti se concentra na lateral-esquerda, onde a instabilidade de Marlon deve abrir lugar para Caio ou o improvisado Romário. À frente da zaga, Augusto Recife será a peça de referência, como sempre. Ricardo Capanema estará por ali também, mas se ocupando de policiar Eduardo Ramos, como aconteceu sempre que os dois times se enfrentaram desde o ano passado.

Promessa de um jogo mais tático do que os anteriores. O Remo, que cresceu em vibração e garra sob o comando de Cacaio, deve ser mais contido desta vez. Com o seu calendário de segundo semestre em jogo, dificilmente usará da mesma fúria ofensiva mostrada no último Re-Pa. Como é improvável que o Papão também se lance agressivamente ao ataque, a tendência é de um confronto morno, pelo menos no primeiro tempo.

Diante desse quadro, resta esperar que as audácias individuais superem os excessos de cuidados dos esquemas.

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Investigação avança sobre máfia dos ingressos

A eterna caixa-preta da venda de ingressos nos jogos de futebol em Belém pode estar em vias de ser aberta através de investigações puxadas pelo Ministério Público Estadual. As primeiras conclusões indicam o envolvimento de funcionários e até dirigentes da dupla Re-Pa com o esquema.

Promotores que estão à frente das apurações avaliam que as duas diretorias precisarão agir, tomando providências drásticas, caso queiram de fato estancar a sangria nas finanças. Como bilheteria de jogos ainda responde por mais da metade da receita dos dois velhos rivais, é fundamental frear a ação dos envolvidos na tramoia.

Vale aqui o dito consagrado por Don Vitor Corleone em “O Poderoso Chefão”: é preciso manter os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda. O aparato de vigilância e fiscalização só será eficiente se considerar os agentes internos, que há tempos solapam os lucros dos clubes, desviando ingressos e permitindo também a distribuição de bilhetes falsificados.

É uma grande oportunidade que se abre para a moralização do sistema de comercialização de ingressos, área que há tempos desperta desconfianças e sofre reiteradas denúncias por parte dos torcedores. O problema é saber se o propósito moralizador da investigação terá força capaz de dobrar os bolsões de resistência que se mantém fortes nos dois lados da Almirante Barroso.

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Jobson e a misteriosa coincidência

Como nada acontece por acaso, quis o destino que os passos do Botafogo fossem atrapalhados na reta final da disputa do Campeonato Carioca. De repente, a Fifa anuncia a suspensão sumária do atacante Jobson por quatro anos, por ter se recusado a fazer o exame antidoping quando jogava ainda no futebol árabe.

Todo mundo sabe – até o Manequinho lá de General Severiano – que Jobson é useiro e vezeiro em complicações do gênero. O que causa certo espanto é a sentença sair justamente a dois dias da primeira partida decisiva do título estadual no Rio.

Há uma grande distância entre os tribunais da Fifa e as montanhas da Cidade Maravilhosa, mas é sempre bom lembrar que o futebol brasileiro tem se especializado em desmentir a lógica, principalmente no que diz respeito a malandragens de bastidores.

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Bola na Torre

Guerreiro comanda a atração esportiva campeã de audiência nas noites de domingo. Na bancada, Giuseppe Tommaso, Valmir Rodrigues e este escriba de Baião. Como convidado, um jogador do time campeão do returno. Se for o Papão, Pikachu. Se der Leão, Ilaílson.

O Bola na Torre começa por volta de 00h10, logo depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 26)