Condel faz “intervenção branca” no Remo

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Uma comissão de conselheiros, liderada por Manoel Ribeiro (presidente do Condel azulino), compareceu na tarde desta sexta-feira ao estádio Baenão para reunir com os jogadores e a comissão técnica. Foi uma intervenção “branca” em face da ausência do presidente Pedro Minowa e a crescente insatisfação de atletas e integrantes da comissão técnica. O vice-presidente, Henrique Custódio, chegou durante o encontro e efetuou o repasse de R$ 100 mil para ser rateado entre os atletas.

Manoel Ribeiro e os conselheiros, entre os quais o ex-presidente Zeca Pirão e o advogado André Cavalcante, comunicaram aos atletas que o Condel instituiu uma gestão financeira para cuidar exclusivamente da situação salarial no futebol do Remo. A primeira medida será recolher tudo o que for arrecadado com a venda de ingressos para o Re-Pa e repassar aos atletas, colocando em dia os salários. Para representar os atletas junto ao Condel, foi eleita uma comissão formada por Fabiano, Eduardo Ramos e Rafael Andrade.

Pela manhã, um grupo de torcedores efetuou o pagamento de salários vencidos a quatro funcionários do clube. O dinheiro (cerca de R$ 10 mil) foi conseguido graças a uma arrecadação feita à entrada do Mangueirão nos últimos jogos do Leão. Foi a segunda coleta feita a partir da mobilização de representantes da torcida.

E Nadine não vem mais…

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Nadine Bastos, auxiliar que estava escalada para bandeirar no clássico Re-Pa deste domingo, não vem mais. A CBF fez uma troca de última hora e Emerson Carvalho será o substituto da moça. Sem dúvida, a maior perda do grande confronto de domingo, superando até as ausências de Bruno Veiga e Roni. Por tudo que se conhece de Nadine (a foto é eloquente), ela teria muito a mostrar à torcida paraense no Mangueirão. Uma pena.

Fifa suspende Jobson e desfalca Botafogo na final

O atacante Jobson não jogará a final do Campeonato Carioca. Nesta sexta-feira, o Botafogo foi informado que a Fifa suspendeu o atacante por quatro anos por ter se recusado a fazer um teste antidoping enquanto o atleta estava atuando pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre 2013 e 2014. Segundo sua assessoria de imprensa, o clube alvinegro ainda estuda uma maneira de recorrer, mas o atleta já está descartado para a partida deste final de semana, contra o Vasco, pela decisão do Estadual. Segundo o técnico René Simões, que ficou sabendo da notícia também nesta sexta, ele seria titular no confronto.

Jobson havia sido suspenso por quatro anos pelo Comitê Antidoping da Arábia em abril de 2014, após se recusar a passar por um testeantidoping em 25 de março do ano passado. No entanto, a punição o impedia apenas de jogar no país saudita.

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Praticamente um ano depois do ocorrido, a Fifa atendeu ao pedido do Comitê da Arábia e decidiu internacionalizar o gancho. Com isso, o atacante acabou impedido de atuar também no futebol brasileiro. Vale lembrar que, em 2009, durante sua primeira passagem pelo Bota, Jobson testou positivo para cocaína e assumiu que já havia usado crack. Acabou suspenso por dois anos pelo STJD. Mais tarde, porém, o gancho foi reduzido para seis meses.

REFORÇOS

Botafogo lida coma expectativa da final do Campeonato Carioca, contra o Vasco, mas já de olho no futuro, na disputa da Série B. Por isso deseja reforços para o elenco. E neste quesito está bem encaminhado. Pelo menos é o que garantiu o técinco René Simões em entrevista à ESPN Brasil na manhã desta sexta-feira. Segundo o treinador, seis reforços estão bem próximos de acerto com o clube.

“Está quase tudo certo com seis jogadores para reforçarmos pontalmente a equipe dentro da realidade do Botafogo. O compromisso é manter os salários em dia, mas com sacríficio. Entre ter jogadores que não têm o salário pago, prefiro manter o que temos tido, na linha da diretoria, para que o mês dos jogadores tenha 30 dias”, disse René Simões. (Do UOL Esporte) 

Justamente às vésperas de uma decisão importante. Hum hum…

Polícia vai reunir com líderes das “organizadas”

Era só o que faltava…

O comandante do Policiamento Especializado (CPE), coronel Arthur Moraes, e o comandante do Batalhão de Policiamento de Eventos (BPE), tenente coronel Sidney Profeta, irão se reunir na tarde desta sexta-feira, 24, com representantes das torcidas organizadas dos clubes do Remo e Paysandu para definir questões estratégicas e operacionais de prevenção e segurança dos torcedores que vão ao estádio do Mangueirão torcer pelos seus times, no próximo domingo, 26. A reunião será na sede do Comando Geral, antigo Palácio dos Despachos. (Agência Pará)

Por essas e outras que os baderneiros se sentem importantes e temidos. Polícia devia aproveitar a tal reunião para prender todo mundo, livrando o clássico da violência e insanidade dessas gangues. 

Roni e as muitas raposas

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POR GERSON NOGUEIRA

Como o carnaval, toda a marola em torno da saída de Roni e sua transferência para o Cruzeiro terminou na quarta-feira. A novela se arrastava há semanas, com desmentidos sucessivos por parte do jogador e dos dirigentes, mas acabou desvendada – da pior maneira – com a recusa do atleta em jogar a semifinal do returno contra o Paragominas, na terça.

unnamed (25)O desgaste poderia ter sido evitado se houvesse um mínimo de profissionalismo de parte a parte. Tanto o staff de Roni quanto a diretoria do Remo, esta bem mais, saíram perdendo na história.

Ao decidir deixar o clube, direito inalienável seu diante do não cumprimento de acordos celebrados em fevereiro, Roni podia ter escolhido o caminho da transparência, anunciando publicamente o que estava ocorrendo (inclusive as lambanças da cúpula remista).

Abandonar o barco horas antes de um jogo importante foi atitude inadequada e antipática, que pode ter consequências ruins lá na frente. O futebol é pródigo em idas e vindas. Negócios que parecem maravilhosos se desmancham em questão de meses e tudo pode voltar ao ponto de partida.

Roni tem apenas 21 anos. Tem todo o direito de aproveitar a oportunidade surgida, que nem sempre se repete nesse ofício tão difícil, mas devia se preocupar com a torcida. Tinha razões para estar aborrecido com os cartolas, porém devia avaliar que dirigentes não são definitivos – a paixão do torcedor, sim.

Pelo lado dos dirigentes, a negociação com o Cruzeiro foi conduzida de forma desastrosa e quase amadora. Encaminhar a negociação e tratar com os dirigentes mineiros sem dar ciência aos pares de diretoria e aos conselheiros configura total menosprezo pelas regras democráticas de convivência dentro do clube.

Não se discute os valores da transação – irrisórios para os padrões nacionais, aceitáveis para a prática local –, mas a maneira como o negócio foi feito. Pelo novo estatuto azulino, cabe ao presidente informar ao Condel sobre qualquer assunto que represente risco de perda (financeira ou patrimonial) para o clube.

Pedro Minowa ofereceu ainda mais combustível aos seus detratores e ajudou a fortalecer a posição dos que defendem seu afastamento da presidência. É pouco provável que isso ocorra de imediato, até para não tumultuar a vida do clube em momentos decisivos no Campeonato Paraense e na Copa Verde. Mas, pelo clima de indignação reinante entre os conselheiros, é certo que corre sérios riscos de não completar o mandato.

Quanto à carreira de Roni, a mudança para um grande clube já era esperada. Ele se destacou nos últimos dois campeonatos estaduais, após ganhar chance pelas mãos de Agnaldo de Jesus. No Cruzeiro, terá condições de aperfeiçoar fundamentos que ainda não domina, como a finalização, e contará com o suporte adequado para reforço de musculatura e consolidação das potencialidades físicas.

Mesmo com os erros de condução no desligamento do clube e o pouco cuidado com a própria imagem, Roni merece a chance que caiu do céu. Permanecer no deficitário futebol paraense seria um atestado de burrice. Que ganhe chances de mostrar o bom futebol que já conhecemos e que tenha muita sorte.

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Papão renasce para uma final épica

Foi por um triz. O jogo em 0 a 0 se arrastou nervosamente, Bruno Veiga perdeu a elegância e Célio Codó saiu prematuramente. Com ambos em campo talvez o placar tivesse sido movimentado. Papão voltou a mostrar insegurança. Nem mesmo as presenças de Pikachu e Jonathan foram suficientes para recuperar a confiança perdida.

A vitória veio nas penalidades, com mais tensão e nervosismo para a pequena torcida que compareceu ao Mangueirão. O triunfo foi comemorado por ter tirado um peso das costas de toda a equipe, agora focada na decisão de domingo contra o maior rival.

O Papão, que segue sem marcar gols desde aquele 9 a 0 sobre o São Francisco, tem a grande chance de se reabilitar e fazer a Fiel esquecer o dissabor da eliminação na Copa Verde.

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Uma dúvida que jamais será respondida

Quando o árbitro puniu Bruno Veiga com o cartão vermelho, corretamente, depois de acintosas reclamações, foi inevitável pensar em Dewson Freitas, que tinha sido sorteado inicialmente para a partida e depois foi chamado pela Conmebol para trabalhar em jogo da Sul-Americana.

Caso ele expulsasse Veiga, nas mesmas circunstâncias, será que a decisão seria respeitada e acatada como foi a do goiano Wilton Sampaio? Nunca saberemos, mas tenho cá minhas dúvidas.

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Direto do blog

“Sempre defendi a posição que o Remo é maior que tudo. Não somos partidos políticos que querem o poder a qualquer custo. Quem perde a eleição no Clube deve obrigatoriamente unir-se aos eleitos. Para mim, pouco me importa quem é o presidente. Quero que ele sempre brilhe, pois nós, parte do Fenômeno Azul, é que ganhamos com as alegrias que merecemos. E o pior é que a intriga impera e prospera dentro das hostes vencedoras, como acontece presentemente”.

Ronaldo Passarinho, grande benemérito do Remo, em entrevista ao blog campeão.  

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 24)