Depoimento complica o ex-presidente da Lusa

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Por Pedro Lopes e Vagner Magalhães – UOL São Paulo

“Então guarde e fique quieta”. Foi essa a ordem que a secretária de Manuel da Lupa, ex-presidente da Portuguesa, diz ter recebido do mandatário a respeito de um e-mail enviado pela Federação Paulista de Futebol no dia 3 de dezembro, avisando sobre o julgamento de Heverton pelo Superior Tribunal de Justiça desportiva. O depoimento de Magda Zumbano foi dado ao promotor público Roberto Senise, que investiga o caso, em janeiro, e é um dos principais indícios que reforçam as suspeitas de que a antiga diretoria da Lusa tenha escalado o meia de forma irregular de propósito, causando o rebaixamento do clube para a Série B em 2013.

Magda conta ter recebido o e-mail no dia 3, avisando que o meia seria julgado três dias depois, no dia 6. A correspondência foi repassada a diretores, incluindo o vice-presidente Roberto dos Santos. O e-mail da Federação Paulista foi repassado a pelo menos quatro outros funcionários do clube – inclusive do departamento jurídico. A correspondência eletrônica está comprovada no inquérito civil movido pelo Ministério Público.

O inquérito também comprova que o ex-diretor jurídico do clube, Valdir Rocha, conversou com Sestário antes e depois do julgamento de Heverton – mesmo assim, alegou em depoimento não ter sido avisado do resultado. Em depoimento, também em janeiro, Da Lupa disse que que só tomou conhecimento da punição de dois jogos imposta em desfavor do jogador Héverton e da entrada desse jogador na partida entre Portuguesa e Grêmio, no dia 10 de dezembro, dois dias após a partida.

Ele alega que estava em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, durante o fim de semana da partida. Ele teria ido para lá com a sua família para participar do casamento do filho de uma prima. Ele afirmou ao Ministério Público que a secretária Magda entregou a ele, como de praxe, a correspondência física e eletrônica de sua alçada, no dia 10, quando ele tomou conhecimento do problema. Nessa data, ele foi informado pelo departamento jurídico do clube, por meio do advogado Valdir Rocha, sobre o que aconteceu.
Da Lupa disse que então ligou para o advogado Osvaldo Sestário, que representou a Portuguesa no julgamento, que teria reconhecido falha pessoal e que ele assumiria a responsabilidade pelo episódio. No depoimento, Da Lupa negou que tenha recebido algum telefonema, contato ou proposta de pagamento por parte de Unimed, Flamengo ou Fluminense.
Três dias depois de Da Lupa, o ex-vice-presidente de Futebol, Luís Iaúca, disse ao MP ter perguntado a Magda se ela havia avisado a presidência, o jurídico e o departamento de futebol. “Ela demonstrou, na tela do computador que havia efetivamente encaminhado todas as mensagens que recebeu do STJD, sobre o julgamento que viria a ocorrer em 6 de dezembro de 2013”. Quando procurou saber se o jogador Héverton havia ou não sido efetivamente defendido pela Portuguesa no STJD, todos os que o declarante procurou negaram saber disso.

Alguns dias depois, – a secretária não sabe precisar a data – foi questionada pelo então presidente se havia recebido alguma comunicação da FPF (as comunicações da CBF sobre suspensões e julgamentos são feitas através das federações estaduais). Diante da resposta positiva, teria ordenado que guardasse o e-mail e ficasse em silêncio. No tribunal, Heverton foi suspenso, e acabou sendo escalado de forma irregular na última rodada do Brasileirão. A diretoria da Portuguesa afirmou que o advogado que defendeu o atleta no julgamento, Osvaldo Sestário, não avisou sobre a punição.

A funcionária entendeu dias depois que se tratava da “confusão” envolvendo Heverton. No mesmo dia em que diz ter recebido a ordem, ela também diz que Da Lupa e o então diretor jurídico da Portuguesa, Valdir Rocha, discutiram de forma exaltada a respeito de um atleta.

Um comentário em “Depoimento complica o ex-presidente da Lusa

  1. SUSPEITA DE MÁFIA E PODRIDÃO DAS MAIS INUSITADAS QUE JÁ VI PORQUE PODE TER TODO UM QUADRO ADMINISTRATIVO LUSO ENVOLVIDO QUE ATENTOU CONTRA O PRÓPRIO PATRIMÔNIO.

    Só quero e vou pagar para ver o desenrolar desses acontecimentos. Quero que levantem esse tapete para ver quem varreu a sujeira para baixo. Eu confio no meu FLUZÃO e vou pagar qualquer preço para ver a cara de um “bonitinhos ” da imprensa nacional em geral metidos a santinhos, torcedores do contra que massacraram a Instituição Fluminense com todo tipo de ofensa e chacota por este ter apenas procurado um direito que tinha na justiça e está provado com todas as letras do alfabeto que Heverton atuou irregular. E sei que se um dos possíveis culpados for o URUBU, tudo vai ser varrido novamente vai ser varrido para baixo do tapete de novo ou terminar numa daquelas enormes pizzas políticas. Mas se pelo menos o meu FLUZÂO for isento, como espero, e O URUBU for maior suspeito, vou comemorar aos extremos como se fosse um título, porque já venho falando há décadas que o URUBU é ” incaível rsrsrsrsrsrsrsr” porque a CBF não quer , a GLOBO não quer, a maioria dos árbitros não querem, a justiça não quer e a grande maioria dos atletas que atuam no futebol brasileiro são torcedores desse urubu e também nunca vão querer ver seu clube do coração numa segundona. Sempre que possível, sempre irão dar uma “ajudinha extra’. Uma coisa já dar pata ter certeza. Seja lá quer for da diretoria Lusa já sabia que o cara estava ilegal e não poderia atuar. Resta saber quem foi ou quem foram os culpados pela escalação desse atleta. VISH, acho que o mau cheiro dessa podridão está só começando. Mas repito: CONFIO NA ISENÇÃO DOM MEU FLU. O MESMO NÃO POSSO DIZER DO URUBU.

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