Ex-capitão chuta o pau da barraca

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Com apenas cinco jogos à frente da seleção neste período pós-Copa, o técnico Dunga tem pela frente um segundo grande problema a resolver no elenco. As reclamações de Thiago Silva neste domingo foram endereçadas a Dunga e até para Neymar. A gravidade é muito menor em relação ao corte do lateral Maicon, em setembro. No entanto, o assunto é considerado tão delicado quanto por se tratar do ex-capitão da seleção e que integra o elenco que participa da turnê na Europa.

Com Maicon, ficou estabelecido que o lateral não defenderá mais a seleção em virtude de conduta indisciplinar. Dunga analisará o teor dos comentários de Thiago Silva com o coordenador de futebol da seleção Gilmar Rinaldi. A comissão técnica não pretende adotar mesma punição aplicada a Maicon.

A CBF informou que Dunga somente se pronunciará sobre a declaração de Thiago Silva na segunda-feira à tarde, véspera do amistoso contra a Áustria. Para esse jogo, a dupla de zaga será mantida: Miranda e David Luiz. “A sensação é de que tiraram alguma coisa que ter pertencia. Estou triste. Se eu disser que estou feliz vou estar mentindo”, disse Thiago neste domingo , no hotel em que a seleção está concentrada, em Viena.

“Isso você tem que perguntar ao professor [se a perda da titularidade é temporária]. Hoje em dia eu não sei. Depende do ponto de vista das pessoas”. Thiago Silva ficou fora de convocações anteriores em virtude de lesão. E quando voltou ao selecionado para os amistosos contra Turquia e Áustria, o jogador viu Miranda assumir a liderança da zaga.

Miranda participou dos cinco jogos neste retorno de Dunga (cinco vitórias, com 12 gols marcados e nenhum sofrido). A reclamação de Thiago Silva vai contra o discurso repetido à exaustão por Dunga. O treinador enfatiza em entrevistas que busca um time “sem nomes” e que dará valor ao momento em detrimento do histórico de cada atleta.

Hulk perdeu a vez com Dunga 

Hulk também ficou para trás após Dunga discordar da conduta do atleta. O atacante teve seu nome vetado para seleção em setembro após documento enviado pelo departamento médico do Zenit, Hulk se recuperava de lesão. Dunga ficou incomodado quando soube que o atacante voltou antes do prazo estabelecido pelos médicos do clube russo e interpretou como má vontade de Hulk.

Já o atacante diz que costuma se recuperar rapidamente devido à “genética privilegiada”. Mesmo obrigado a escalar apenas jogadores que atuam no exterior para os amistosos na Turquia e Áustria, Dunga não levou Hulk. (Do UOL)

A fortuna ilusória

Por Gerson Nogueira

Com média mensal de R$ 191 mil de gastos com salários de jogadores, a Primeira Divisão do futebol brasileiro é a sétima que mais torra dinheiro no mundo. A média anual é de R$ 2,3 milhões. A marca brazuca vem atrás de Inglaterra (média de R$ 8,9 milhões/ano), Alemanha (R$ 5,7 milhões), Itália (5,3 milhões), Espanha (R$ 4,9 milhões), França (R$ 4 milhões) e Rússia (R$ 3,6 milhões). O levantamento foi divulgado ontem, em Londres, referindo-se a ligas de 34 países.

O lado curioso da lista é que logo abaixo do Brasil, na oitava posição, eis que aparece de novo o endinheirado futebol britânico. É que a segunda divisão da Inglaterra movimenta anualmente, em média, R$ 1,9 milhão.

Ao mesmo tempo em que atesta a indiscutível força do futebol pentacampeão do mundo expõe o descompasso entre custo e qualidade técnica. Ao contrário das ligas europeias, a Série A brasileira exibe cifras portentosas e clubes paupérrimos, salvo uma ou duas exceções.

Além disso, o futebol que se pratica no país é também um dos mais limitados do planeta, muito abaixo da qualidade demonstrada pelos times europeus, responsáveis por atrair milhões de telespectadores para seus torneios nacionais no mundo inteiro. Prova de que, pelo menos nos gramados, dinheiro não é sinônimo de felicidade.

O baixo interesse dos demais países pelo futebol que se pratica no Brasil é evidenciado pelo quase completo desconhecimento sobre os nossos clubes de primeira divisão. O desconhecimento faz com que até o certame nacional da Argentina, que é um dos mais esvaziados entre os países campeões mundiais, supere o Campeonato Brasileiro em grau de procura pelas emissoras estrangeiras.

Há, ainda, o fato de que boa parte desse custo Brasil levantado na pesquisa do jornal Daily Mail, de Londres, não vem exatamente de dinheiro pago aos jogadores, mas de despesas que os clubes fazem com técnicos de futebol. Dentre os países do chamado primeiro mundo da bola, o Brasil é seguramente um dos que mais gastam com treinadores.

vipcommUma evidência dessa distorção é que Muricy Ramalho, Abel e Felipão faturam mensalmente cifras próximas ao salário que o Bayern de Munique paga a Pep Guardiola e à soma que o Real Madri desembolsa com Carlo Ancelotti, considerados hoje os melhores técnicos em atividade no mundo.

Na realidade, tanto atletas quanto treinadores não conseguem garantir futebol de qualidade no Brasil, fato revelador de que a fortuna envolvida no negócio é no mínimo ilusória.

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A saga de um grande brasileiro

Sérgio Miranda de Carvalho, um craque do basquete carioca mais conhecido como “Macaco”, protagonizou um dos episódios mais marcantes de resistência às forças da ditadura militar no Brasil. Em fato desconhecido pela maioria das pessoas, Sérgio Macaco, que era militar da Aeronáutica, pertencendo ao grupo de paraquedistas ParaSar, foi reformado pelo AI-5. Só receberia de volta a patente de brigadeiro cinco dias após sua morte.

No filme “O Homem Que Disse Não”, do francês Olivier Horn, e em algumas poucas matérias da imprensa nacional, a heroica saga de Sérgio Carvalho é contada aos pedaços.

Consultado por seus superiores quanto a executar um plano de bombardeio ao gasômetro da Avenida Brasil no Rio de Janeiro, em 1968, Sérgio se recusou a assumir a sangrenta missão. A explosão deveria custar centenas de vidas e seria oficialmente atribuída a comunistas e inimigos do regime.

Um pequeno documentário exibido pela ESPN, em alusão à data de 15 de Novembro, desvenda a história deste grande brasileiro, que teve a coragem de se rebelar contra a ordem insana de seus chefes, que até hoje negam o ocorrido. Sérgio ainda sobreviveria a quatro atentados, mas morreu consciente de que tinha escolhido o lado certo na vida.

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Galo bate recordes de renda

Com ingressos tabelados entre R$ 200,00 e R$ 700,00, o Atlético-MG botou pouco mais de 18 mil pagantes na Arena Independência no jogo contra o Cruzeiro, abrindo a decisão da Copa do Brasil, obtendo renda de R$ 4,7 milhões – a sexta maior de todos os tempos no país.

É curioso que um dos clubes mais populares do Brasil tenha abraçado com tanto gosto uma política elitista de preços, privilegiando o faturamento à presença do torcedor. Clubes de massa normalmente evitam adotar estratégias restritivas, preocupando-se em manter preços acessíveis à massa.

O Galo, por enquanto, não demonstra preocupação com perda de público. E nem tem motivos para isso, por é o líder absoluto no ranking histórico das 10 maiores arrecadações. São quatro participações, incluindo o primeiro lugar geral: R$ 14.176.146,00, na decisão da Taça Liberadores 2013, contra o Olímpia.

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Bola na Torre recebe Vandick

A última pesquisa Ibope atesta a popularidade e a imensa fidelidade do público ao Bola na Torre. Por três semanas consecutivas, o programa se mantém na vice-liderança no Pará, com índices de até 28 pontos, logo abaixo da primeira colocada.

Neste domingo, o convidado especial é o presidente Vandick Lima, do Papão. Apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Começa por volta de 00h15, na RBATV, depois do Pânico na Band.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 16)

Harvard discute o massacre de 7 a 1

alemanha

Por Isabel de Luca, n’O Globo

O futuro do futebol brasileiro – especialmente depois dos 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo em casa – virou tema de discussão em Harvard. No início da noite de quinta-feira, uma sala da Escola de Negócios daquela que é considerada a melhor universidade do mundo, em Cambridge, Boston, nos Estados Unidos, foi tomada por um debate que tratou a goleada da Alemanha como consequência dos problemas de gestão do esporte-símbolo nacional. E apontou uma série de políticas públicas e iniciativas privadas como possível salvação.

– Achei inusitado ser chamado para falar de futebol brasileiro em Harvard, quando, no Brasil, não se discutem as causas do vexame na Copa e, pior, não se fala no que devemos fazer para que isso não se repita – diz o brasileiro Pedro Trengrouse, que passa uma temporada como professor-visitante da Escola de Direito da instituição e coordenou o seminário a convite da Associação de Estudantes Brasileiros em Harvard. – O resultado deve servir de motivação para a sociedade discutir o futebol brasileiro como nunca discutiu. Certamente, só organizaram este evento aqui por causa do trauma que o Brasil sofreu.

Professor de direito desportivo e coordenador do curso FGV/Fifa em gestão da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Trengrouse – ex-consultor da ONU para assuntos relativos à Copa do Mundo e de empresas como AmBev e Coca-Cola em suas estratégias de marketing voltadas para o esporte – começou a sua palestra lembrando que a estrutura que comanda o futebol no Brasil teve origem com o decreto-lei de Getúlio Vargas que criou o CND (Conselho Nacional de Desportos), durante a ditadura do Estado Novo. E aproveitou para questionar a pouca (ou nenhuma) atenção dada aos esportes na última campanha presidencial, apesar dos 7 a 1 e às vésperas das Olimpíadas de 2016.

– A gente não pode medir o sucesso ou o fracasso de uma estrutura pelo resultado de uma partida. Mas a goleada é um indicativo, sim, quando se observam as estruturas de organização do futebol no Brasil e na Alemanha e se identifica o tabalho feito lá: o programa de formação que a federação de futebol tem em todo o país; o campeonato de clubes, que é um dos mais equilibrados da Europa, referência pela organização. O sucesso não acontece por acaso – provocou. – Claro que, em futebol, existe o imponderável. Mas perder porque o nosso campeonato é frágil, no sentido de que não permite aos clubes desenvolver ao máximo o seu potencial esportivo e econômico, ou perder porque o governo não tem uma ação mais efetiva no futebol brasileiro, é que não podemos aceitar.

O professor questionou a legitimidade da eleição para presidente da CBF, lembrando que os comandantes das associações desportivas americanas são escolhidos por representantes de todos os segmentos que compõem o esporte em questão (no caso do futebol, o colégio eleitoral é formado por jogadores, treinadores, árbitros, executivos, federações estaduais). A plateia, composta apenas por brasileiros – que, este ano, atingiram pela primeira vez a marca de 100 alunos em Harvard –, logo começou a se manifestar.

– O problema, além do jeito de eleger o presidente da CBF, é a gestão amadora dos clubes, que hoje são financiados, basicamente, pela receita de direitos de TV, mas têm muito a crescer se explorarem marketing, bilheterias. E a mudança na estrutura do esporte é pouco discutida no governo. Aqui, nos EUA, eles sabem explorar bastante esse potencial – ressaltou um.

– E o futebol está crescendo aqui – completou outro. – Vemos as crianças jogando, e outro dia teve um jogo com cem mil pessoas no estádio. O esporte é popular nos EUA, só não tem a força dos clubes. No Brasil, a verdade é que só existem 12 clubes que monopolizam a torcida do país todo.

Trengrouse evocou a ideia do Clube dos Treze de reunir os principais times nacionais para fazer um campeonato próprio:

– Se esses clubes quisessem realmente revolucionar o futebol brasileiro, seria factível. Eles têm tradição, torcida, e se bastariam. Mas, enquanto isso não acontece, os clubes estrangeiros vendem suas marcas no Brasil, e os clubes brasileiros não conseguem vender suas marcas fora.

RONALDO E O SÃO CRISTÓVÃO

No rol das boas notícias, foram lembradas iniciativas privadas bem-sucedidas para tornar os clubes financeiramente mais fortes, como o programas de sócio-torcedor Movimento por um Futebol Melhor, da AmBev, que reúne 15 empresas para oferecer, em mais de 15 mil pontos de venda no país, descontos que ultrapassam a mensalidade paga por 158 mil sócios a 45 times. Também surgiram na conversa ações como a do Itamaraty, que, quando o país começou a se preparar para a Copa e as Olimpíadas, criou uma coordenação só para esportes – e, como resultado, o Mundial deste ano recebeu o maior número de chefes de Estado da História.

– No século 21, cada ator relevante do futebol precisa rever o seu papel. Qual o papel do Estado para arrumar uma casa que construiu em 1941, deu autonomia na Constituição de 1988 e largou de lado? A defesa da CBF é sempre a da autonomia, mas deram autonomia para uma confederação criada na ditadura. Por que os 40 milhões de torcedores do Flamengo não são ouvidos na gestão, não participam, não votam? Será que os clubes podem ter um programa em que o sócio também vote para eleger o presidente? Não seria mais legítimo? Um presidente do Flamengo eleito com 1.414 votos tem legitimidade? Já o presidente da CBF é eleito com 47 – frisou Trengrouse.

Os times menores, segundo o professor, poderiam revelar mais craques se não passassem a maior parte do ano inativos:

– O Ministério do Esporte criou a Secretaria Nacional do Futebol, que, este ano, com a Copa no país, teve orçamento de R$ 21 milhões, enquanto a Secretaria de Alto Rendimento do mesmo ministério teve R$ 1,5 bilhão, ou seja, cada modalidade teve R$ 50 milhões. Talvez os 20 times que disputam Série A, ou os cem das Séries A, B, C e D não precisem de dinheiro, mas são 783 times no Brasil, e 383 só jogam quatro meses por ano. O Estado poderia investir em promover a atividade permanente de clubes importantes, como o São Cristóvão, de onde saiu Ronaldo.

Foi a deixa para a os ouvintes voltarem a pedir a palavra. Um lembrou que, na Inglaterra, onde o futebol tem hoje forte intervenção do governo, até os clubes da segunda e da terceira divisões conseguem gerar receita e marketing – os da segundona constam até do videogame da Fifa, frisou. Outro alegou que, diferentemente da Inglaterra, uma cidade do interior do Brasil que sequer tem restaurante jamais vai poder sustentar um clube. Num ponto, porém, todos concordaram: a importância de a discussão acontecer em nível acadêmico.

– Falta ao futebol pessoas com formação participando mais – apoiou Trengrouse. – Será que a associação de estudantes brasileiros em Harvard não pode ter um papel mais consistente, mais permanente, se o futebol é um tema tão importante para o Brasil?

Tudo indica que sim: o secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, foi convidado para falar na universidade no próximo dia 24.

Intolerância de braços dados com o golpismo

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Por Gerson Nogueira

Um grupo de pessoas sai às ruas de São Paulo para destilar ódio e pregar o golpe apenas 20 dias depois de uma eleição legítima e democrática. Pode-se imaginar que o país atravessa um vendaval e está à beira do despenhadeiro. Um visitante desavisado pensaria que os arautos do pessimismo têm lá seus motivos. Se pesquisar um pouquinho irá descobrir que as razões do alarido têm como eixo convergente a derrota pelo voto. O inconformismo de setores da direita mais retrógrada – se é que há uma “progressista” hoje – brota da convicção de que já lá se vão 12 anos apeados do poder pelo voto. Santo despautério! Imagine só ficar tanto tempo sem mandar no país que sempre lhes pertenceu. Deve ser mesmo um sentimento repugnante.

Mais terrível ainda é a ideia de atravessar mais quatro anos sob “o jugo da esquerda” e da “ditadura bolivariana”, termo recente adaptado às circunstâncias e que visa customizar a velha retórica anti-Cuba. Pior que tudo: depois desses quatro anos de Dilma há a possibilidade mais que viva do retorno de Lula, que poderá acrescer mais oito anos à conta. Como essa massa cheirosa, na perfeita definição da notória Eliane Cantanhede, poderá suportar os odores de povo por tanto tempo? Como aturar as premiadas políticas de inclusão social, a preocupação com os mais pobres, o enfrentamento da fome e da miséria? É, de fato, dilema dos mais sérios, até porque nas urnas já ficou provado que a batalha é inglória.

Talvez seja por isso que o discurso pró-insurreição assinado por Olavo Carvalho, Merval, Lobão, Azevedo, Jabor & assemelhados encontre eco numa classe média sempre ávida a aplaudir regimes restritivos e autoritários. Em 1930 já era assim. Em 1932, idem. Em 1964, também. Não muda sequer a prosa. Na falta de tema mais forte e apelativo, a ideia fixa é a luta contra a corrupção, pintada como algo novo e exclusivo da atual estrutura de governo. Ora, corrupção é chaga inerente a todo e qualquer ajuntamento humano. A questão a discutir é como se previne, combate e pune a corrupção.

Para redobrar o desespero dessa elite que não se sente representada em governos populares, o país que nunca apurava crimes de corrupção e que jamais botou corruptores na cadeia agora faz isso, diligentemente, sem amarras. Justiça, Ministério Público e Polícia desfrutam de ampla liberdade e independência – como nunca antes na história. Aliás, o principal agrupamento político-partidário conservador no país se notabilizou por jamais permitir que seus quadros fossem punidos, fazendo valer a máxima de que a Lei vale para todos, menos para os amigos da curriola.

Historicamente, há sempre quem ache que tudo vai mal, que as mazelas corroem as entranhas nacionais, que o monstro comunista ameaça levar de roldão as sacrossantas instituições brazucas. São os urubulinos de plantão, profetas da desgraça. Aos incautos nem ocorre a lembrança de que a inflação está sob controle, que os índices de desemprego em média são os mais baixos da história e os mais expressivos dentre os países desenvolvidos e que o país se afirma como protagonista não apenas na América do Sul, mas principalmente entre os países emergentes – os chamados BRICs.

A nação se livrou em definitivo das amarras do FMI, deixou de se curvar aos caprichos do capital internacional e ninguém do atual governo ousa falar em dilapidar patrimônio público com privatizações. É preciso compreender, porém, que o discurso do caos sempre foi bandeira das forças de direita, aqui e em qualquer parte do mundo. Quando nada têm a dizer, essas falanges apelam para o golpe puro e simples, incentivando a quartelada. Tudo é forçadanente amplificado quando a velha mídia se une à algazarra. Aí a fuzarca se estabelece e o cenário atual revela isso com clareza.

Esquecem de tudo, até mesmo dos flagelos às liberdades durante os anos de chumbo. Nem o fantasma da intolerância extremada parece incomodá-los. Democracia é item de somenos importância na agenda dos mentecaptos. Sempre foi assim e, provavelmente, sempre será. O pensamento predominante nesse segmento social é o de preocupação exclusiva com seus próprios interesses. Coletivismo, nem pensar.

Portanto, diante dos alaridos esparsos ouvidos ironicamente no Dia da Proclamação da República, só se pode concluir que não há nada de novo sob o sol.