Pinduca elogia Dilma e pede Lula em 2018

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Em evento no Planalto, o cantor paraense Pinduca, nosso eterno Rei do Carimbó, exalta a presidente Dilma Rousseff e pede volta do ex-presidente Lula em 2018. Pinduca foi homenageado pelo governo federal, junto com diversos outros artistas brasileiros, com a Medalha do Mérito Cultural. http://folha.com/no1543939

Cabra bom…

Dilma, regulação dos oligopólios e a reação de Jô

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Por Luis Nassif

Ontem Dilma Rousseff comprovou que sua melhor performance é nas entrevistas coletivas e/ou conversas informais. Sobressai, ai, a prosa inteligente, espirituosa e os raciocínios claros – em contraposição aos debates, onde a tensão por vezes atrapalha a explanação das ideias. Dois aspectos da coletiva de ontem. O primeiro, a economia e a questão fiscal.

Nos jornais de hoje, alguns articulistas alegam que Dilma passou a tomar medidas de ajuste que negara na campanha. Não é verdade. Na campanha, a discussão foi entre medidas draconianas (propostas por Eduardo Gianetti, pela Marina, e Arminio Fraga, por Aécio) e ajuste gradual (defendido por Dilma). O reajuste moderado dos combustíveis – ajudado em parte pela queda dos preços internacionais de petróleo – é ajuste gradual. Na entrevista, Dilma reafirmou seu compromisso com o gradualismo.

O segundo ponto, foi a questão da regulação econômica da mídia.

A segurança com que entrou no tema, a explicitação das diferenças entre ajuste econômico e controle de conteúdo, marca uma nova etapa do tema. E mostra uma presidente afirmativa como não se viu no primeiro governo, sem receio de arrostar os tabus.

Aliás, foi certeira ao ironizar a composição “bolivariana” do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), fórum que junta desde lideranças de movimentos sociais a banqueiros.

O caso da mídia

Ontem coloquei no Blog um vídeo surpreendente do último programa de Jô Soares e suas “meninas”. Infelizmente não entrou o som.

Conforme expliquei na série “O caso de Veja”, em 2006, Jô foi o primeiro comunicador a perceber a nova onda do mercado de opinião, de explorar a suposta superioridade social e intelectual da classe média internacionalizada contra os “cucarachos”.

Explorou pioneiramente o tema, foi seguido por Arnaldo Jabor, depois abriram-se as porteiras e o terreiro foi invadido por pitbulls de todos os tamanhos.

No programa, as “meninas” começaram a explorar o preconceito, seguindo a receita habitual, quando foram interrompidas por Jô, com palavras sensatas. Falou do ridículo de comparar o Brasil com a Bolívia, do ridículo de julgar que no atual estágio de desenvolvimento poder ser controlado por um regime chavista.

A posição de Jô surpreendeu suas “meninas”. Com olhar atilado dos grandes pensadores, uma delas soltou essa pérola: “Será mesmo, Jô? Deus te ouça”. Em seguida, uma crítica acerba ao PSDB, pelo fato de muitos de seus integrantes terem avalizado os manifestos da ultra-direita.

Quando se pensava que Jô já encerrara a aula, veio a segunda lição, mais surpreendente ainda: uma defesa eloquente de Evo Morales. Disse que Morales é um índio que fez muito por seu povo e acabou atacado por uma elite insensível.

Pode ter sido apenas um pequeno clarão no padrão Globo de show bizz. Ou não.

Mogi Mirim cobra R$ 1,00 pelo ingresso

unnamed (21)Para tentar atrair um público maior para o jogo decisivo deste domingo contra o Paissandu, o Mogi Mirim (SP) decidiu baixar drasticamente o preço do ingresso no estádio Romildão. A arquibancada vai custar R$ 1,00, preço praticamente simbólico. Só não haverá entrada liberada porque o regulamento do Brasileiro da Série C proíbe isso.

A campanha de ingresso barato está nas redes sociais e revela a preocupação da diretoria do clube com a missão de reverter o placar de 4 a 1, sofrido no jogo realizado em Belém. A partida de domingo será realizada às 16h (15h, horário de Belém).

Vandick explica saída de lateral-direito

O presidente do Paissandu, Vandick Lima, deu nova versão para o desligamento do lateral-direito Everton Silva nesta quinta-feira. Segundo ele, o jogador alegou questões familiares e vontade de estar mais próximo à família. “Ele alegou que a esposa está grávida, está para ter a criança, e ele acha que já cumpriu a missão dele aqui que foi subir o Paysandu”, explicou Vandick.

O presidente explicou que a saída do lateral foi uma decisão de comum acordo com a diretoria bicolor. “Ele conversou com a gente e entramos em um acordo, mesmo porque o titular é o Pikachu, depois ainda tem o Djalma e acredito que é um jogador que não vai fazer falta. Fizemos um acordo muito bom para as duas partes e ele, a partir de segunda, vai entrar de férias ao lado da sua família”, ressaltou.

O jogador foi contratado pelo Papão para reforçar o elenco no Brasileiro da Série C. Everton deve deixar a capital paraense na segunda-feira (10). O Paissandu, através de sua assessoria, tinha informado anteriormente que Everton teria deixado o clube por não conseguir se recuperar de lesão na virilha. (Com informações da Rádio Clube e DOL)

Dilma não teve nem 24 horas de trégua

Por Ciro Gomes
eb6fc7d6-5783-4cf7-92c8-4d8bd1e8890e… E não haverá paz!
Isso significa duas coisas neste momento: há muito pouco tempo para o novo governo se iniciar (o calendário gregoriano pouco importa aqui) e tudo o que ela não deve nem pode fazer, sob pena de se desconstituir muito rapidamente, é tomar iniciativas atabalhoadas que simbolizem uma rendição deslegitimadora a uns ou a outros. A alta dos juros básicos da economia, estabelecidos pelo Banco Central, na quarta-feira 29 foi péssimo sinal. Aumentar a gasolina neste contexto, fatal. Negociar com a escória que vota contra o governo na Câmara dos Deputados, e, logo, logo, no Senado, em seus termos e por meio da pedagogia da chantagem, será mortal.
Não creio exagerar em nenhum desses argumentos. Dilma Rousseff só venceu as eleições pelo fato de a maioria precária de nós, brasileiros, perdoarmos as graves contradições de sua governança e, especialmente, de sua condução da economia. E o fizemos por argumentos de duas ordens: confiamos em sua boa-fé e decência pessoal, vis-à-vis a crônica de desmandos e escândalos magnificados pelos sócios majoritários da imoralidade pátria, especialmente na grande mídia. E, acima de tudo, penso eu, por percebermos que, por trás de tudo, é possível enxergar que a “turma”que Dilma de fato representa, apesar de sua mania de andar mal-acompanhada, os valores mais importantes para o povo: o compromisso nacional, o trabalho como bem central em uma nação civicamente sadia, o compromisso moral com a superação da vergonhosa desigualdade que nos aparta (de um lado, uma elite minúscula, mas aferrada a uma cultura escravocrata, de outro, imensas maiorias excitadas com informação globalizada de um padrão de consumo ao qual não conseguem ascender com o pouco que evoluíram).

 

Não é o suficiente para sustentar um novo governo com os problemas graves e urgentes no horizonte, mas é suficiente para recomendar: nesses valores, e não naqueles dos reacionários, Dilma precisa escorar-se para enfrentar a difícil tarefa que lhe espera.
Algumas obviedades, outras nem tanto: equipe, agenda, foco, amor ao resultado, urgências. Nada disso caracterizou o governo que se “encerrou”. Na verdade é incrível que Dilma tenha escapado da derrota com a equipe (salvemos as raríssimas exceções) inacreditável com que governou. E o problema não é a conciliação com picaretas bem-recomendados pela “base”, enquanto a presidenta faz, repleta de sinceridade, um discurso moralista. O pecado do pecador é desculpável, o do pregador, nunca. Ou bem se reproduz a moralidade FHC/lulista de que “é assim ou não se governa”, ou conheçamos o exemplo recente de Itamar Franco, que governou sem conciliar com a ladroagem. Dando ao intermédio a condição de se entender aqui, em outra linguagem, na nossa: 36 anos de experiência me autorizam a afirmar, assim se obtém a maioria. O oposto levaria a uma crise de legitimidade e sinceramente não sei se Dilma teria condições de administrá-la.
Crise mesmo não é, porém, aquela essencialmente política, embora possa ser igualmente complexa. A crise potencialmente explosiva é a econômica. O País tem sido administrado da mão para a boca e nossas margens se estreitam de forma muito grave. Também aqui não creio exagerar. O ano de 2015 já será difícil se for feito tudo o que é preciso. E será pior se nada for feito.
Alguns números para embasar as minhas preocupações: o desequilíbrio nas contas correntes do Brasil com o exterior é o maior da história e tende a aumentar (86 bilhões de dólares). A balança comercial de produtos manufaturados (diferença entre o que compramos e vendemos no mercado internacional no setor industrial) alcança 106 bilhões de dólares. As contas fiscais se deterioraram aceleradamente nos últimos meses e a reversão pela via conservadora e não seletiva levará inevitavelmente à recessão.
Do câmbio vem uma pressão inflacionária, da área fiscal, uma pressão recessiva. Primeiro efeito: estagflação. Resultados mais graves: o estreitamento da margem para os ganhos salariais e, no médio prazo, para a manutenção do nível de emprego. Se acontecer, os fundamentos centrais do novo e precário contrato político de Dilma Rousseff com a maioria será atingido. Para tudo há solução. Nenhuma delas mágica, acredito. Mas nenhuma produzida a partir da prostração ideológica que caracterizou a campanha eleitoral. Fora do trivial cardápio moralista, discutiram-se apenas as nuances de conservadorismo.

 

A presidenta precisa desinterditar o debate, chamar a inteligência brasileira e pedir que todos deixem suas certezas na porta de entrada e, livres de preconceitos, produzam uma ideia comovente ao País. Uma economia política inteligente guiada pelo pragmatismo na superação de nossos desequilíbrios. Um projeto de nação que coloque todo e qualquer sacrifício na perspectiva de uma construção de futuro.
Não duvide: se Dilma temer os riscos e preferir as acomodações que se planejam para ela e seu tempo precário… Bem, Deus proteja o Brasil.

CBF antecipa jogo, atende S. Paulo e irrita Inter

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Ao confirmar através de telefonema de seu vice Marco Polo Del Nero a antecipação do confronto entre São Paulo e Inter, pelo Brasileiro, do dia 19 para o dia 12, a CBF passou por cima de uma norma interna de seu departamento de competições e revoltou a diretoria colorada. Com a alteração da tabela para atender a um pedido tricolor, os gaúchos terão de realizar três jogos seguidos fora de casa. Depois de surpreenderem o Santos no último fim de semana e vencerem por 2 a 1 na Vila Belmiro, a equipe tem o clássico Gre-Nal na Arena do Grêmio, neste domingo, e depois enfrentam o São Paulo, no Morumbi.

O prejuízo técnico, analisam os seus representantes, é evidente – potencializado por se tratar de reta final de campeonato e um confronto direto por vaga na Libertadores.

“Não havia como receber essa notícia de outra maneira. Não fomos sequer consultados. Como fica o critério técnico? Nenhum clube teve de enfrentar uma situação como essa, saindo para fazer três partidas fora. Desvirtua totalmente o resultado de campo. A gente vai fazer de tudo para mudar isso e voltar ao cronograma original”, afirma o diretor de futebol Roberto Melo em contato com o ESPN.com.br. A insatisfação do cartola encontra respaldo numa posição da própria CBF antes da Copa.

Na ocasião, por conta do fechamento dos estádios para o Mundial, diversos clubes – dentre eles, o próprio Inter – pediram a reversão de seus mandos para não terem que atuar em outras cidades em seus compromissos em casa. O diretor de competições da entidade, Virgílio Elísio, atualmente afastado, explicou que dificilmente seria possível atender as solicitações exatamente por conta desse ‘critério técnico’ deixado de lado nesse momento.

“Deixa eu explicar: na troca de ‘A’ e ‘B’ por ‘B’ e ‘A’, as características da tabela têm de ser mantidas. Se no ‘B’ contra ‘A’ resultar em jogos ‘fora’, ‘fora’, ‘fora’ para determinado clube, mudou a natureza do trabalho que fizemos”, disse Virgílio à reportagem na época.

Prejudicado pela antecipação, o Inter prefere não acusar o vice da CBF e presidente da federação paulista, Marco Polo del Nero, de favorecer a um de seus filiados – o clube votou no cartola na eleição da entidade -, mas irá tomar ainda nesta sexta-feira uma medida para restabelecer a ordem anterior do confronto.

“Não posso falar nada (sobre Del Nero), o que posso falar é que o jogo que estava marcado era pela Sul-Americana, o Aidar vai, ‘xinga’ a CBF e pela tarde mudam a data? O São Paulo deu um grito e a CBF correu para satisfazer”, conclui o diretor Roberto Melo.

O prejuízo colorado é ainda maior porque o time já havia montado uma operação especial para contar com a sua estrela, Aranguiz, convocado para a seleção chilena, no dia 19. Será impossível tê-lo em campo, no Morumbi, no dia 12.

Notificado pelo gerente de competições da CBF, Manoel Flores, somente na madrugada antepassada da definição da partida de ida das semifinais da Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, para a semana que vem, em Medellín, o vice tricolor Ataíde Gil Guerreiro ameaçou à ESPN Brasil mandar os reservas para enfrentarem o Vitória no domingo, em Salvador. (Da ESPN)

De Niro: introversão, ética e autenticidade

Da Reuters

Brilhante, taciturno, engraçado, intimidante – Robert De Niro é tido como um dos maiores atores norte-americanos de todos os tempos, e um dos mais reservados. O escritor e crítico de cinema Shawn Levy passou quatro anos tentando desvendar o vencedor de duas estatuetas do Oscar enquanto trabalhava em sua biografia, intitulada “Robert De Niro: A life”. Levy conversou com a Reuters sobre o que descobriu sobre De Niro no arquivo de roteiros e notas de produção do ator de 71 anos, além de seus mais de 80 papéis no cinema.

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Reuters – Você pediu para entrevistar De Niro várias vezes, e não teve resposta. Por que acha que ele reluta tanto em falar de si mesmo?

Shawn Levy – Quando começou a se expor à imprensa, ele se sentiu desconfortável. Ele é basicamente uma pessoa introvertida que demonstra grande expressividade de forma pública. Mas em seus primeiros encontros (com a mídia), seu despreparo ficou claro. Assim que se tornou um astro, o estrelato lhe deu autoridade para manter um muro entre ele e os momentos desconfortáveis. E isso se tornou o que ele é.

Reuters – Uma das perguntas que o livro faz é por que De Niro direcionou sua energia para alguns poucos papéis no começo e agora a derrama “descuidadamente em tantos copos de papel, como se fosse o vinho mais barato, feito com mais indiferença”. Como você resumiria esse enigma?
Levy –
Ele tem uma tremenda ética de trabalho, herdou isso dos pais, e durante muito tempo concentrou esse trabalho em oportunidades escolhidas a dedo. Ele continua a trabalhar, mas em vez de levantar 100 quilos de uma vez ele levanta dez quilos dez vezes. Uma vez que tenha tomado essa decisão, você perde a prerrogativa de dizer “só farei o melhor com os melhores, porque os melhores não trabalham seis ou oito vezes por ano”. Acho que ele sente que, se não estiver trabalhando, está sendo preguiçoso.

Reuters – Será que as escolhas questionáveis, os fracassos, irão manchar sua reputação no longo prazo?
Levy –
Acho que não. Se você listar as 50 maiores atuações do cinema, há cinco ou seis de De Niro que teriam que entrar. E depois há outras 15 ou 20 que todo mundo gosta, sabe citar e quer rever.

Reuters – Tendo escrito o livro, você gosta mais ou menos dele?
Levy –
Eu realmente o admiro. Ele não finge ser o que não é. Não tenta se passar por um intelectual. Ele tem noção do seu alcance como ator – quase nunca fez um filme que se passe antes de 1900. Admiro seu comprometimento com o trabalho e sua lealdade à família. E ainda quero ver bons filmes com Robert De Niro. Nada me daria mais prazer do que vê-lo ganhar um terceiro Oscar.

Reuters – Você tem um filme favorito de De Niro?
Levy –
Estou no meu escritório agora, onde tenho um pôster de “Taxi driver” que adquiri em 1976 pendurado na parede. Foi muito prazeroso rever todos os filmes, mas tenho que ficar com esse. Foi lançado quando eu tinha 14 ou 15 anos, me deixou maravilhado e abriu meus olhos para o cinema e a atuação de uma maneira que nunca vi.

Vitória leonina sobre o “fogo amigo”

Por Gerson Nogueira

Decisão em caráter liminar do juiz Roberto Cezar Oliveira Monteiro, da 7ª Vara Cível da capital, acatou a ação civil pública com pedido de tutela antecipada ajuizada pelo Ministério Público do Estado contra a facção denominada Torcida Remista (ex-Remoçada). A medida contempla representação do departamento jurídico do Remo, levando em conta que, mesmo depois de oficialmente extinta a mencionada “torcida”, persistiram os atos de violência e vandalismo nos jogos do clube promovidos pelos mesmos elementos que constituíam a Remoçada.

unnamed (76)Assim, ficam suspensas de imediato todas as atividades da torcida ligada ao Remo e também da facção Terror Bicolor, esta vinculada ao Papão. O juiz determina também a “busca e apreensão de todo o material das torcidas organizadas; proibição de entrada nos estádios de futebol e ginásios poliesportivos de torcedores pertencentes às torcidas organizadas; imposição de abstenção das torcidas organizadas de praticar atos de continuação das atividades, sob pena de multa de R$ 100.000,00 (cem mil reais), sem prejuízo de sanções criminais, cíveis e processuais”. Com a decisão, as duas organizações ficam automaticamente extintas.

Para acolher o pedido do Ministério Público, o juiz considerou que o órgão possui legitimidade constitucional para defender interesses “relacionados à segurança pública, aos consumidores ou Estatuto do Torcedor e à preservação do princípio da dignidade da pessoa humana. Os pedidos são todos juridicamente lícitos e possíveis e estão deduzidos de forma correta, pelo que recebo a inicial, havendo, ainda, sobradas razões ao seu interesse de agir e de estar em juízo”.

No texto da sentença, o magistrado observa que “é fato notório o grave problema que envolve os vandalismos provocados pela requerida, desordens, depredações, agressões físicas, furtos, danos ao patrimônio público e privado, pondo-se em risco a segurança da população, não apenas dos torcedores/consumidores que comparecem aos estádios”.

Acrescenta que “a suspensão das atividades de torcida organizada traz reais benefícios à coletividade, principalmente na redução dos crimes ligados às torcidas organizadas, empenhando-se maior destaque na limitação das atividades capaz de reduzir a violência urbana. Deve-se preservar o interesse público, a paz e a segurança pública, protegendo-se a vida e o patrimônio público e privado, dentro e fora dos estádios de futebol, pois há a íntima ligação de conflitos com os integrantes de torcida organizada”.

“O Estado-Juiz deve intervir em atividades privadas quando estas se mostram nocivas às regras e princípios da boa convivência. Os líderes das torcidas não são capazes de conter a incivilidade de seus integrantes, sendo a finalidade pacífica das associações requisito constitucional de sua manutenção válida e legítima, consoante previsão constitucional delineada no art. 5º, XVII, da CF/88”, observa.

O pedido inicial do Remo contra as atividades da Torcida Remista foi plenamente atendido pelo juiz Roberto Cezar inclusive quanto à proibição de acesso aos jogos de torcedores identificados como componentes de “torcida organizada”, medida que visa combater a criminalidade nos estádios, devendo o policiamento ostensivo impedir e dispersar o agrupamento e a aglomeração desses simpatizantes a fim de evitar brigas e arruaças dentro e em torno das praças esportivas.

Para dar plena garantia de cumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 5.000,00 para o caso de desobediência. O juiz determinou ainda a “expedição de ofício à Polícia Militar, Civil, Rodoviária Estadual, bem como À Guarda Municipal de Belém, à Federação Paraense de Futebol, Clubes de Futebol Profissional, às Secretarias de Esporte e Lazer Estadual e Municipal, para que, dentro de suas atribuições administrativas, façam cumprir a presente ordem judicial e dêem as divulgações necessárias.”

A decisão, lavrada na última terça-feira (4), foi bastante festejada pelo diretor jurídico, advogado André Cavalcante, e diretoria do Remo. E deve ser aplaudida também por todas as pessoas de boa vontade, que amam de verdade o futebol e que buscam pacificar a relação entre torcidas e clubes nos estádios paraenses.

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Quem vai parar o Galo?

O duelo se desenhava renhido, embora desfavorável para os mineiros, pois a vantagem era toda do Flamengo. E o Flamengo costuma ser muito forte em duelos decisivos. Sua história mostra isso. Mesmo fora de casa, os rubro-negros costumam se impor. Não contavam, porém, com um obstáculo quase intransponível: a fé atleticana na vitória.

Quando Éverton abriu o placar para o Flamengo, em contra-ataque fulminante, somente os torcedores do Galo continuaram a acreditar no milagre. O time tinha a partir dali um desafio ainda mais difícil de ser transposto. Teria que vencer por 4 a 1, no mínimo. Fazer quatro gols contra um oponente do mesmo top é sempre tarefa penosa.

O empate ainda no primeiro tempo serviu de alento e estimulou o otimismo da massa, que urrava “Eu acredito!”, em manifestação tão comovente quanto desesperada. Em sã consciência, porém, alcançar o placar necessário para classificar era algo próximo de uma miragem.

Ocorre que times de massa se alimentam da conexão com as arquibancadas. Sensível aos gritos da galera, o time do Atlético partiu determinado em busca do resultado que lhe interessava. Podia até não conseguir, mas não desistiria de tentar.

Curiosamente, a entrega dos jogadores alvinegros parecia surpreender e paralisar o Flamengo, useiro e vezeiro em agir da mesma maneira contra seus adversários. Os três gols que faltavam acabaram surgindo muito mais pelo esforço e transpiração dos atleticanos.

Uma vitória maiúscula, digna desse amor tão bonito que une torcida e time do Galo.

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Imperador salta mais uma fogueira

Ainda bem que a Justiça do Rio não acatou a denúncia de envolvimento de Adriano com o tráfico de drogas. Ninguém está livre de amizades ruins e o Imperador tem se especializado em procurar encrenca nos últimos tempos, mas a acusação era descabida e insustentável.

O fato de sua moto ter sido encontrada com um traficante não era prova de envolvimento com o crime. Como muita gente próxima ao jogador costuma dizer, ele precisa de tratamento, não de cadeia.

Talvez se Adriano tivesse um helicóptero as acusações fossem mais brandas.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 07)