Jovem brasileira é a mais infiel do planeta

Do Portal Terra

istock000013519171largeAntes que a polêmica seja instaurada, vamos ao que interessa. O site de relacionamento extraconjugal AshleyMadison.com – ou seja, um site dedicado especialmente a pessoas que estão em um relacionamento, mas procuram outros parceiros -, divulgou uma pesquisa nesta quarta-feira (19), onde aponta que as mulheres brasileiras são as mais jovens quando o assunto é infidelidade.

Baseado na idade média das inscritas no serviço, de 26 anos, o diretor geral do site no Brasil, Eduardo Borges, cravou: “Dados recentes representam que as brasileiras já iniciam seus relacionamentos extraconjugais com apenas 1 ou 2 anos de casamento”. Segundo ele, a “culpa” da insatisfação das jovens brasileiras pode ser da própria cultura sensual do País, que não suprime o desejo sexual.

Feita com mais de 2.500 mulheres, uma outra pesquisa mostra que 57% delas admitem ter dois ou mais amantes ao mesmo tempo. De acordo com 46%, o desejo de variedade é o principal motivador da traição e 14% se queixam da falta de sexo no casamento.

A pesquisa também faz um “top 5” das cidades que tiveram as mulheres mais jovens entrevistadas, que admitiram ser infiéis. Goiânia e Florianópolis tiveram uma maioria de 25 anos, Belo Horizonte de 26, Salvador de 27 e São Paulo de 28 anos.

Comunicação do Papão lança nova ferramenta

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O processo de modernização gerencial do Paissandu é uma das prioridades da diretoria do clube e, por isso mesmo, item fundamental das metas do departamento de comunicação do clube. Dentro desse propósito, a Assessoria de Comunicação criou nova ferramenta para auxiliar a imprensa nacional e local: trata-se da adoção do programa Flickr, um banco de imagens on-line gerido pelo próprio clube.

Com o Flickr, os profissionais da imprensa poderão ter acesso às fotos de eventos e jogos cobertos pela assessoria de comunicação, constituindo-se em mais uma ferramenta de acesso a informações sobre o Papão, conforme palavras do diretor de Comunicação, Erick Almeida. Grandes clubes do futebol brasileiro já utilizam o Flickr para subsidiar as informações à imprensa. No Pará, o Papão será o pioneiro.

O Flickr oficial do Paysandu entra para o espectro de mídias web que o clube já possui, como o perfil no Facebook, hoje com 123 mil seguidores; o Instagram, o Twitter e o site oficial. A atualização do banco de imagens será de responsabilidade da Ascom, que fará a postagem de fotos sempre no dia seguinte aos jogos.

O torcedor bicolor e a imprensa podem acessar o Flick clicando no link https://www.flickr.com/photos/paysanduoficial/. O banco de imagens já está atualizado com os últimos eventos, como a eleição para presidente e o jogo contra o Tupí/MG em Belém. (Com informações da Ascom/PSC) 

Algo de podre no reino da Petrobras

Por Pablo Villaça, no Facebook

“Há algo de podre no reino da Petrobrás”, diria Marcellus a Horácio ao ler os relatos da Lava-Jato. E estaria correto. Há algo de podre, de profundamente corrompido na estatal.

Negar isso é tolice.

Mas tolice ainda maior é sugerir, como FHC e Aécio Neves vêm tentando fazer, que isto é obra do PT e do governo Dilma. Pois não, não é: como o jornalista Ricardo Boechat lembrou recentemente, chegou a vencer um prêmio Esso ao denunciar roubos na Petrobrás – em 1989. (1) Já na década de 90, durante a gestão de FHC, o jornalista Paulo Francis foi processado pela diretoria da Petrobrás ao denunciar roubos na estatal – em vez de investigar o que estava havendo, o então presidente limitou-se a tentar apaziaguar os ânimos ao pedir que os diretores desistissem do processo.(2) (A propósito: Francis errou ao denunciar sem provas. Tampouco compartilho da opinião de que sua morte seja responsabilidade moral daqueles que o processaram. Ainda assim, resta a passividade de FHC.) Como se não bastasse, Paulo Roberto Costa, longe de ser “cria” do PT, era funcionário de carreira da Petrobrás desde 1978 – e começou a ocupar cargos de diretoria ainda na gestão de FHC.

(Não, não estou acusando Cardoso de ser cúmplice ou mesmo de estar ciente do que ocorria na Petrobrás; estou apenas pontuando que a trajetória de Costa é antiga.)

Enquanto isso, a outra ponta desta história, que envolve o doleiro Youssef, é ainda pior para os tucanos: além de ter envolvimento antigo com lavagem de dinheiro através do ESTATAL Banestado durante o governo FHC (segundo a Foxlha, “o maior escândalo já investigado no Brasil sobre remessas ilegais”)(3), Costa foi beneficiado pela delação premiada pelo mesmo juiz Moro que agora conduz a Lava-Jato e viu vazamentos específicos de depoimentos de Costa ocorrerem durante as eleições sem fazer nada para impedi-los – o que se torna ainda pior quando sabemos que ele tem ligações com um deputado do PSDB.(4)

Não é à toa que o procurador-geral da República afirmou, em entrevista recente, que a investigação foi usada para manipular as eleições, já que – outra incrível coincidência – o advogado de Youssef foi nomeado para o conselho administrativo da Sanepar sob indicação de Beto Richa, governador do (adivinhem!) PSDB.(5)

Por outro lado, há boas notícias: graças a uma lei sancionada por Dilma no início do ano (6), desta vez não apenas a roubalheira está sendo investigada (e vale lembrar que foi na gestão dela que Paulo Roberto Costa finalmente foi demitido (7)) como os CORRUPTORES finalmente estão sendo presos.

Aliás, é fundamental notar que não é um acaso o fato de as quatro principais empreiteiras do país – e cujos diretores encontram-se presos – terem doado fortunas a praticamente todos os partidos, comprovando a urgência da Reforma Política e da implementação do financiamento público das campanhas. Tampouco é surpresa que o partido que mais recebe doações destas “quatro irmãs” seja o PSDB.(8)

É curioso notar, por exemplo, que das 9 empreiteiras envolvidas na Lava-Jato, SEIS financiaram a campanha de Aécio (9) – e é igualmente fundamental observar que CINCO delas dividiram as obras da Cidade Administrativa, obra absurda e desnecessária que Aécio empurrou sobre os mineiros, num custo superior a 2 BILHÕES de reais, em vez de investir em obras de infra-estrutura que realmente beneficiariam o estado. Aliás, estranhamente dois prédios IDÊNTICOS acabaram sendo construídos por dois consórcios DIFERENTES, o que é inexplicável.(10)

Enquanto isso, FHC, que se diz “envergonhado” diante das notícias sobre a Petrobrás (embora não tenha investigado as denúncias feitas em sua época, já que tudo era engavetado), não se mostra embaraçado diante do fato de uma das empreiteiras da Lava-Jato ter feito um aeroporto “de presente” em sua fazenda.(11)

O que está acontecendo agora é, ao mesmo tempo, fantástico e vergonhoso. Fantástico por FINALMENTE trazer à baila uma corrupção sistêmica antiga que consumia a Petrobrás (cujo valor é tão importante para os brasileiros que, apesar de tudo, ainda se tornou uma das maiores e mais lucrativas empresas do mundo nos últimos 12 anos) e investigar corruptores; vergonhoso por estar sendo usada politicamente por uma oposição que simplesmente não tem condições morais e históricas de posar de virtuosa – como já demonstrei acima. Ao contrário: esta oposição deveria se sentir constrangida por jamais ter feito nada para coibir os roubos que agora estão sendo expostos.

Em vez disso, prefere se esforçar para impedir que a presidenta recém-eleita governe, prejudicando, com isso, todo o país em função de seu rancor por terem perdido as eleições – e é trágico ver Aloysio Nunes, um SENADOR e ex-candidato a VICE-PRESIDENTE, ir a um ato público no qual pedidos de golpe militar são disparados.

Porque, ao contrário do que os reacionários gostam de dizer para justificar seu golpismo, o PT JAMAIS pediu o impeachment de FHC (12), pois sabia que deveria respeitar a voz do povo, por mais que desta discordasse.

Democracia não é só saber governar; é também permitir que se governe quando se perde uma eleição. Pelo visto, o PSDB não sabe fazer nem uma coisa nem outra.

Triste.

Um bom dia para combater racismo no futebol

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Por Bruno Bonsanti, no Trivela

Desde quando jogadores precisavam usar pó-de-arroz para clarear a pele e serem aceitos pelos seus clubes e torcidas, o racismo está presente no futebol brasileiro. Nunca o abandonou. Jogadores das antigas denunciaram várias vezes ofensas preconceituosas, inclusive Pelé, negro, e maior jogador da história. Outro dia, o goleiro Aranha foi chamado de macaco por parte da torcida do Grêmio. Mas ao mesmo tempo, o esporte teve o seu papel na integração racial brasileira e poderia ser ainda mais explorado para combater essa preconceito histórico.

Chegamos ao Dia da Consciência Negra sem nenhuma grande ação por parte da CBF e dos clubes para conscientizar o seu cativo público da importância da integração racial. Deveria haver uma semana inteira de palestras sobre racismo, faixas em todos os estádios do Campeonato Brasileiro e um minuto de silêncio em homenagem a todos os negros assassinados, agredidos e humilhados em nome da ignorância. Nesta quinta-feira, ainda jogam Fluminense x Chapecoense e Grêmio x Cruzeiro, mas não estamos falando de ações pontuais.

Nos EUA, todo 15 de abril é o Jackie Robinson Day. Representa o dia da abertura da temporada de 1947 do beisebol americano, quando Jackie Robinson tornou-se o primeiro negro a vestir a camisa de um time profissional (sem contar a “Negro League”, na qual atuavam apenas os negros). A tradição existe desde 2004, com homenagens de todos os tipos ao redor das partidas. Nesse dia, todos os atletas da liga utilizam o número 42, o mesmo que Robinson usou no Brooklyn Dodgers (hoje Los Angeles Dodgers).

A CBF movimentou-se em abril deste ano, depois que o meia Tinga, do Cruzeiro, Arouca, do Santos, e o árbitro Márcio Chagas da Silva sofreram com racismo. Criou uma campanha chamada “Somos Iguais”, com um belo vídeo de divulgação que foi transmitido nas partidas. Naquela ocasião, jogadores levaram faixas ao gramado com a mensagem da campanha. Prometeu lançar um aplicativo que recebesse denúncias de racismo durante as partidas e as encaminhasse às autoridades.

Isso apenas prova que a CBF sabe organizar uma campanha contra o racismo. E, se não souber, lucrando mais de R$ 400 milhões por ano, pode contratar quem sabe. Não adianta falar sobre o assunto apenas quando acontecem casos de grande repercussão, apenas reagindo aos acontecimentos, porque o racismo mais cruel e violento apresenta-se justamente quando ninguém está olhando.

O Dia da Consciência Negra deveria também ser o dia da Integração Racial Pelo Futebol ou qualquer outro nome que um marqueteiro invente. O importante é mostrar como o esporte funciona como instrumento de ascensão social para pessoas que não têm as mesmas oportunidades que as outras apenas por causa da cor da pele. Incentivar as arquibancadas a serem um espaço onde negros e brancos convivam frequentemente e em paz. Usar a força midiática e o alcance que têm em mãos para conscientizar a população. Passar informações. Porque na essência de todo preconceito está a ignorância.

A contribuição milionária de Márcio Thomaz Bastos

Por Leandro Fortes, no DCM

Márcio Thomaz Bastos foi um dos mais importantes criminalistas do País. Defendeu figuras nefastas como o ex-governador baiano Antonio Carlos Magalhães, o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o médico estuprador Roger Abdelmassih. Atuou como advogado, ainda, de banqueiros envolvidos nos processos do mensalão e, agora, defendia diretores das empreiteiras Camargo Corrêa e a Odebrecht presos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

image178-600x352Mas, como se sabe, não se julga um advogado pelos clientes que teve. Ainda mais se esse advogado é Márcio Thomaz Bastos. Isso porque, quando ministro da Justiça, ele foi, por assim dizer, o fundador da Polícia Federal como corporação de Estado com ações baseadas em fundamentos republicanos – expressão, aliás, que ele ajudou a popularizar nos primeiros anos do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até então, “republicano” era um vocábulo perdido em livros de história. Foi Doutor Márcio, como era conhecido o ministro da Justiça de Lula, que deu ao termo a consistência cidadã que, dali por diante, passou a ser aplicada como um atestado civil de atos civilizatórios no Brasil.

Como repórter, passei 20 anos ligado a coberturas de ações da Polícia Federal, em todo o país, a partir da minha atuação profissional em Brasília. Assim, posso dizer com absoluta certeza que foi tão somente na gestão do Doutor Márcio, com o delegado Paulo Lacerda à frente da corporação, que a Polícia Federal deixou de ser uma milícia de governo – herança direta da ditadura militar – para se tornar, em pouco tempo, uma referência no combate ao crime organizado e à corrupção.

Os números falam por si.

Durante os dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, entre 1995 e 2002, a Polícia Federal realizou exatas 48 operações.

Isso dá uma média ridícula de seis operações por ano.

Nos governos do PT, entre 2003 e maio de 2014, a Polícia Federal realizou 2.226 operações – prendeu 2.351 servidores públicos e colocou em cana 119 policiais federais metidos com criminosos.

O ponto de inflexão está situado, justamente, na entrada de Márcio Thomaz Bastos no Ministério da Justiça, em 2003, e a nomeação de Paulo Lacerda como diretor-geral da PF, no mesmo ano.

Foi a partir de então que o País – e a mídia – passou a compreender a verdadeira dimensão da corrupção nacional e a forma como, entranhada na cultura de negócios públicos e privados, ela era protegida e aceita, inclusive, pelo cidadão comum.

Exemplo ilustrado dessa mudança foi a Operação Narciso, de julho de 2005, quando a loja Daslu, em São Paulo, então o maior centro de consumo de luxo do país, foi alvo de uma ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público e Receita Federal.

Lá, onde até a filha do governador Geraldo Alckmin, do PSDB, trabalhava como vendedora, a PF estourou uma tramoia de refaturamento e subfaturamento de notas fiscais que permitia à Daslu sonegar diversos tributos. O esquema incluía o uso de empresas importadoras “laranjas” que vendiam os produtos à Daslu por preço abaixo do de mercado.

Presa e, depois, condenada a 94 anos de cadeia, a dona da Daslu, Eliana Tranchesi, virou uma mártir da elite branca nacional. Nas chorosas colunas que se seguiram à sua prisão, os cães de guarda da mídia acusavam Lula, Bastos e Lacerda de, ao invadir o templo de luxo e prazer dos paulistanos, suscitar a luta de classes no Brasil.

Que o digam as classes em luta. Durante a invasão do prédio da Daslu, moradores de uma favela próxima não tiveram dúvida: uns se refugiaram dentro de casa, outros, nos matagais próximos. Só mais tarde puderam perceber, estupefatos, que o aparato policial em movimento não os tinha como alvo, mas, sim, os grã-finos da vizinhança.

Em 2012, o jornalista Boris Casoy, apresentador da TV Bandeirantes, chegou a acusar Lula pela morte de Eliana Tranchesi, vítima de um câncer no pulmão, naquele ano. Casoy, conhecido nacionalmente por tratar garis como lixo, ficou profundamente tocado pela morte da dona da butique, segundo ele, “humilhada” pela ação da Polícia Federal.

Nesses tempos em que delegados da PF se organizam em turmas partidárias para fazer campanha para Aécio Neves nas redes sociais, chamar Lula de “anta” e patrocinar vazamentos seletivos contra o governo da presidenta Dilma, é de se pensar, com saudade, na memória de Márcio Thomaz Bastos.

Mantidas as chapas para nova eleição no Remo

20141108_075741destaqueTerminou nesta quarta-feira o prazo para inscrição de chapas à eleição do Remo prevista 13 de dezembro. Como previsto, apenas as duas chapas que já haviam disputado o pleito anulado se inscreveram para a disputa. A chapa 1, ‘Unidos Para a Luta’, do atual presidente Zeca Pirão, e a chapa 2 ‘Remo, Rumo à Modernidade’, de Pedro Minowa, se enfrentarão no novo pleito. Havia a expectativa quanto ao surgimento de um terceiro candidato, mas a situação não se alterou até o final do expediente. A nova comissão eleitoral terá como integrantes Aldebaro Klautau, Pedro Lima e Carlos Gama.

Caberá a ela a responsabilidade de organizar a eleição evitando os erros administrativos cometidos na primeira, quando até várias seções ficaram sem assinatura nas listas de votação. Ao mesmo tempo, o recurso encaminhado à Justiça pela chapa de oposição ainda aguarda pela decisão do juiz Roberto César Oliveira. Na ação movida por Minowa, a chapa pede que sejam validados os votos da primeira eleição, o que garantiria a vitória da chapa 2.