Mazola tem três problemas para resolver

unnamed

Além dos problemas já conhecidos desde sábado, o técnico Mazola Junior foi surpreendido nesta segunda-feira com a lesão apresentada pelo zagueiro Pablo. Ele se juntou ao meia-atacante Héverton no departamento médico alviceleste. Ambos sofreram lesão muscular na coxa direita por ocasião do jogo com o Macaé. O médico do clube, Wilson Fiel, informou que, apesar de os atletas apresentarem o mesmo problema, o nível de gravidade das lesões é diferente. Enquanto Héverton apresenta grau dois, a contusão de Pablo é de grau um, o que exige tempo menor de tratamento. “Temos uma situação a definir, uma vez que é um jogo decisivo. Tudo vai ser feito para que eles tenham condições de participar do jogo. As chances de o Pablo estar em campo são bem maiores, com certeza, por se tratar de uma lesão de intensidade menor”, explicou o médico.

Além da quase certa baixa de Héverton, Mazola já não pode contar com o zagueiro Charles e o meia Marcos Paraná. O primeiro levou o terceiro cartão amarelo e o outro foi expulso por reclamações. Os substitutos devem ser definidos nos treinamentos da semana, mas desde já Reiniê desponta como opção para recompor a defesa e Lenine e Djalma surgem como alternativas para o meio-de-campo. Hoje e amanhã o grupo treina na Curuzu e, na quinta-feira, o apronto final será realizado no gramado do Mangueirão. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Presença da Gaviões provoca reforço na segurança

unnamed (89)

O temor de uma associação entre gangues organizadas ligadas ao Remo e integrantes da Gaviões da Fiel, facção corintiana, levou representantes de órgãos de segurança a decidirem adotar várias medidas preventivas visando os dois jogos desta semana em Belém: Goiás x Corinthians, nesta quarta-feira, e Paissandu x Macaé, no sábado. Em reunião realizada no Ministério Público, ficou definido que haverá policiamento ostensivo antes, durante e até duas horas depois dos jogos em torno do estádio Jornalista Edgar Proença, abrangendo até cinco quilômetros das áreas de acesso. Ficou acertado ainda que a entrada pelo lado B1 do estádio, destinada a autoridades e profissionais da imprensa, será descentralizada.

Quanto ao jogo de quarta-feira, são aguardados 120 membros da Gaviões da Fiel, vindos de São Paulo para incentivar o Corinthians contra o Goiás. São conhecidos pela capacidade de criar confusão com torcedores adversários, com amplo histórico de ocorrências violentas. Por precaução, eles ocuparão apenas o setor de cadeiras do Mangueirão. À torcida do Corinthians foi destinado o lado A do estádio, ficando os torcedores do Goiás com o lado B.
Novo encontro será realizado nesta terça-feira (18) para ajustar outras decisões para os confrontos. Corinthians e Goiás se enfrentam na quarta-feira (19) às 20h (horário de Belém), pelo Campeonato Brasileiro da Série A. O Paissandu recebe o Macaé-RJ no sábado (22), às 16h (horário de Belém), pela decisão do Campeonato Brasileiro da Série C. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)

Golpe do impeachment já está em curso

fotorcreatedtofolli

Por Luis Nassif

Já entrou em operação o golpe do impeachment, articulado pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Antonio Dias Toffoli em conluio com seu colega Gilmar Mendes. O desfecho será daqui a algumas semanas.

As etapas do golpe são as seguintes:

1. Na quinta-feira passada, dia 13, encerrou o mandato do Ministro Henrique Neves no TSE. Os ministros podem ser reconduzidos uma vez ao cargo. Presidente do TSE, Toffoli encaminhou uma lista tríplice à presidente Dilma Rousseff. Toffoli esperava que Neves fosse reconduzido ao cargo (http://tinyurl.com/pxpzg5y).

2. Dilma estava fora do país e a recondução não foi automática. Descontente com a não nomeação, 14 horas depois do vencimento do mandato de Neves, Toffoli redistribuiu seus processos. Dentre milhares de processos, os dois principais – referentes às contas de campanha de Dilma – foram distribuídos para Gilmar Mendes. Foi o primeiro cheiro de golpe. Entre 7 juízes do TSE, a probabilidade dos dois principais processos de Neves caírem com Gilmar é de 2 para 100. Há todos os sinais de um arranjo montado por Toffoli.

3. O Ministério Público Eleitoral, através do Procurador Eugênio Aragão, pronunciou-se contrário à redistribuição. Aragão inovou o artigo 16, parágrafo 8o do Regimento Interno do TSE, que determina que, em caso de vacância do Ministro efetivo, o encaminhamento dos processos será para o Ministro substituto da mesma classe. O prazo final para a prestação de contas será em 25 de novembro, havendo tempo para a indicação do substituto – que poderá ser o próprio Neves. Logo, “carece a decisão ora impugnada do requisito de urgência”.

4. Gilmar alegou que já se passavam trinta dias do final do mandato de Neves. Na verdade, Toffoli redistribuiu os processos apenas 14 horas depois de vencer o mandato.

5. A reação de Gilmar foi determinar que sua assessoria examine as contas do TSE e informe as diligências já requeridas nas ações de prestação de contas. Tudo isso para dificultar o pedido de redistribuição feito por Aragão.

Com o poder de investigar as contas, Gilmar poderá se aferrar a qualquer detalhe para impugná-las. Impugnando-as, não haverá diplomação de Dilma no dia 18 de dezembro.

O golpe final – já planejado – consistirá em trabalhar um curioso conceito de Caixa 1. Gilmar alegará que algum financiamento oficial de campanha, isto é Caixa 1, tem alguma relação com os recursos denunciados pela Operação Lava Jato. Aproveitará o enorme alarido em torno da Operação para consumar o golpe.

Nesse caso, automaticamente abre-se o processo de impeachment.

Toffoli foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Lula. Até o episódio atual, arriscava-se a passar para a história como um dos mais despreparados Ministros do STF.

Durante a campanha, já tomara decisões polêmicas, que indicavam uma mudança de posição suspeita. Com a operação em curso, arrisca a entrar para a história de maneira mais depreciativa ainda.

Ontem, em jantar em homenagem ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, o ex-governador paulista Cláudio Lembo se dizia espantado com um discurso de Toffoli, durante o dia, no qual fizera elogios ao golpe de 64.

Se houver alguma ilegalidade na prestação de contas, que se cumpra a lei. A questão é que a operação armada por Toffoli e Gilmar está eivada de ilicitudes: é golpe.

Se não houver uma reação firme das cabeças legalistas do país, o golpe se consumará nas próximas semanas.